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terça-feira, 31 de março de 2026

CONFIRA CINCO PONTOS DE ATENÇÃO

 PARA QUEM PRETENDE REALIZAR A FERTILIZAÇÃO IN VITRO

Procedimento exige preparo emocional e cuidados com a saúde do casal 


A Fertilização in Vitro (FIV) é uma das técnicas mais consolidadas da reprodução humana assistida. Desde o nascimento do primeiro bebê gerado por FIV, em 1978 — marco histórico conhecido como o surgimento do primeiro “bebê de proveta”¹ — o método vem sendo aperfeiçoado e adotado em escala crescente em diferentes países. A técnica consiste na fecundação do óvulo pelo espermatozoide em ambiente laboratorial, seguida da transferência do embrião para o útero da mulher. O processo envolve quatro etapas principais: estimulação ovariana; coleta de óvulos e espermatozoides; fertilização e cultivo embrionário; e transferência uterina². 

No Brasil, o procedimento tem se tornado cada vez mais frequente. Dados do Relatório de Produção de Embriões (SisEmbrio)³, divulgado anualmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apontam que, em 2025, foram realizados 62.760 ciclos de Fertilização in Vitro no país4. Para aumentar as chances de sucesso, especialistas alertam que fatores como alimentação, prática de atividade física, consumo de álcool, tabagismo e outros hábitos de vida devem ser observados tanto pela mulher quanto pelo homem, uma vez que interferem diretamente na qualidade dos óvulos e dos espermatozoides5. 

Para quem avalia a possibilidade de recorrer à FIV, alguns pontos merecem atenção especial:

 

A FIV não é o último recurso

Embora muitas vezes seja associada a tentativas anteriores sem sucesso, a Fertilização in Vitro não precisa ser encarada como a última alternativa. O procedimento pode ser indicado em diferentes contextos, inclusive como primeira opção, e é utilizado por casais com dificuldade para engravidar após um ano de tentativas, pessoas solteiras, casais homoafetivos6, além de pacientes que desejam preservar a fertilidade antes de tratamentos oncológicos ou reduzir o risco de transmissão de doenças genéticas ao bebê7.

 

Cada ciclo é único

O insucesso em um primeiro ciclo de FIV é relativamente comum e não deve ser interpretado, de imediato, como falha definitiva. Variáveis como dosagem hormonal, resposta à estimulação ovariana, número e qualidade dos óvulos e condições do sêmen podem variar significativamente entre pessoas e até entre ciclos da mesma paciente. Por isso, após uma tentativa sem sucesso, a reavaliação clínica e dos hábitos de vida é fundamental5.

 

O emocional faz diferença

A FIV é um processo que exige preparo emocional. Ansiedade, frustração e sintomas depressivos podem surgir ao longo do tratamento, especialmente diante de tentativas malsucedidas. Estudos indicam que fatores psicológicos podem influenciar os resultados do procedimento, reforçando a importância do acompanhamento psicológico para lidar com o estresse e as expectativas envolvidas8.

 

Mais óvulos não significam mais chances de gravidez

Um número elevado de óvulos coletados não garante, necessariamente, maior taxa de sucesso. Nem todos os óvulos estarão maduros ou aptos à fertilização, assim como nem todos os embriões formados evoluem. Esse processo é conhecido como o “funil da FIV”. De acordo com a Prónúcleo (Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva), a partir da coleta de dez óvulos, estima-se a obtenção de cerca de oito óvulos maduros; destes, aproximadamente seis a sete são fertilizados, resultando em dois a três blastocistos (embriões com cinco dias de cultivo). Essa redução progressiva é considerada normal e esperada9.

 

A avaliação do parceiro é indispensável

A realização da FIV não elimina a necessidade de investigação dos fatores masculinos. Cerca de 30% dos casos de infertilidade estão relacionados ao homem, envolvendo condições como alterações hormonais, fatores genéticos, infecções, obstruções do trato reprodutivo, varicocele, efeitos de quimioterapia ou radioterapia, doenças crônicas, uso de drogas e infecções sexualmente transmissíveis. O acompanhamento médico do parceiro é essencial para diagnóstico e tratamento adequados10. 

A Ferring Pharmaceuticals atua no suporte ao tratamento da infertilidade, oferecendo um portfólio voltado às diferentes etapas da Fertilização in Vitro com medicamentos como Menopur® (tratamento da infertilidade e estimulação folicular), Rekovelle® (estimulação ovariana) e Gonapeptyl® Daily (prevenção da ovulação prematura durante o processo de FIV).

 

Ferring Pharmaceuticals
www.ferring.com
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Referências:

1 – CREMESP (Conselho Regional de Medicina de São Paulo), De Louise Brown ao inédito transplante de útero de doadora falecida – Link .

2 – SBRA (Associação Brasileira de Reprodução Assistida), Como é feita a Fertilização In Vitro (FIV)? - Link .

3 – Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), SisEmbrio - Link .

4 - Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), SisEmbrio (Slide 5) - Link
5 - SBRA (Associação Brasileira de Reprodução Assistida), O que fazer quando a primeira fertilização in vitro não deu certo? - Link .

6 – CFM (Conselho Federal de Medicina), RESOLUÇÃO CFM nº 2.320/2022 Link. Acesso em 16/03/2025.

7 – Mayo Clinic, In vitro Fertilization (IVF) - Link . Acesso em 28/01/2025.

8 – Science Direct / Social Science & Medicine, Psychological aspects of in vitro fertilization: a review - Link .

9 - Prónúcleo (Associação Brasileira de Embriologistas em Medicina Reprodutiva), Funil de reprodução? - Link.

10 – Biblioteca Virtual em Saúde / Ministério da Saúde, Infertilidade masculina - Link

 


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