Entender as
particularidades dos felinos é crucial para que a adaptação do animal ao novo
ambiente seja bem-sucedida
Cada
vez mais lares brasileiros têm dado espaço aos
felinos, especialmente tutores que, no passado,
conviveram apenas com cães. Segundo o Censo
Pet do Instituto Pet Brasil, a população de gatos foi
a que mais cresceu em número no Brasil em um curto intervalo de tempo:
entre 2020 e 2021, a população felina aumentou em cerca de 1,5 milhão,
saltando de 25,6 milhões para 27,1 milhões – um aumento de cerca de
6%, enquanto a população de cães cresceu 4% no mesmo período¹. Essa
mudança cultural, no entanto, exige mais do que a adaptação do
animal: os tutores também precisam se ajustar a uma nova dinâmica de
cuidado.
Por serem animais mais reservados por
natureza, os felinos demonstram emoções e sensações de forma diferente dos
cães e isso pode causar estranhamento para aqueles que estão iniciando a
convivência com um gato. Não se preocupe, seu gato fica sim feliz em te
ver, ele apenas não abana o rabo, o que leva à falsa percepção de não
demonstrarem sinais de desconforto, sejam eles físicos ou
comportamentais.
“Entender as particularidades dos felinos
é essencial, principalmente para os tutores de primeira
viagem, aqueles que estão convivendo com um gato pela primeira vez”,
comenta Dra. Alessandra Bentes, médica-veterinária e
Coordenadora de Assuntos Técnicos de Animais de Companhia
na Zoetis. “É comum que tutores iniciantes tentem estabelecer
paralelos com o comportamento dos cães – o que pode levar a
equívocos, desde a dificuldade em interpretar a personalidade do
animal até práticas perigosas, como o uso de medicamentos comuns para
cães ou seres-humanos, mas que são tóxicos para gatos.”.
Abaixo, a médica
veterinária lista os principais erros cometidos por
tutores nesse processo:
Não respeitar o tempo e personalidade do
animal: tentar segurar
o gato no colo ou insistir em interações físicas quando ele
tenta demonstrar que não é isso que quer no momento, pode assustá-lo e
estressá-lo. É importante observar sinais para entender quando o
felino deseja carinho ou aguardar uma aproximação
espontânea.
Ignorar os hábitos noturnos do felino: gatos são
naturalmente mais ativos à noite e muitos tutores
estranham comportamentos como a exploração
de ambientes, brincar de caçar ou correr pela casa nesse
período – atitudes que fazem parte de seu instinto. Aproveite o
momento em que chega em casa para interagir com seu gato e
gastar toda aquela energia acumulada.
Oferecer alimentação e água de
forma inadequada: ofereça
alimento de qualidade recomendado para o perfil do seu gato em pequenas porções
durante o dia, evitando deixar o alimento à vontade. Felinos têm baixo estímulo
natural à ingestão de água e a inclusão de dieta úmida pode ajudar na
hidratação. Muitos felinos preferem água corrente ou em potes
afastados da caixa de areia. Fontes de água e recipientes espalhados em pontos
diferentes da casa estimulam o consumo e promovem bem-estar.
Falta de estímulo físico ou mental: ambientes sem oportunidades de exploração, brincadeiras ou desafios tendem a entediar os felinos, prejudicando seu bem-estar. É simples e fácil adequar o ambiente às necessidades felinas. Atualmente há empresas que trabalham com “gatificação” de ambientes e ainda é possível realizar pequenas adaptações em sua casa no modo “faça você mesmo” com orientações de vídeos online.
A caixa de areia: o tamanho da caixa deve ser
adequado de forma que o gato consiga cavar e dar voltas sob seu corpo. Escolha
um ambiente tranquilo e de fácil acesso, evitando lugares altos. Gatos com
problemas articulares precisam ter caixas mais baixas. Trocar o local da
caixa de areia repentinamente pode desorientar e estressar
os gatos, que são animais territorialistas e sensíveis a
mudanças na rotina.
Além de fortalecer o vínculo
entre tutor e pet, compreender a personalidade
do animal também auxilia na identificação de sinais que possam
indicar problemas de saúde. Pequenas mudanças de comportamento, apesar de
parecerem normais, podem indicar dor, estresse ou alguma condição clínica
em desenvolvimento. “Estar atento às mudanças de
hábitos e buscar orientação veterinária
ao notar qualquer alteração no comportamento é fundamental
para garantir um diagnóstico rápido e um
tratamento adequado. Quanto mais o tutor entende o
comportamento e as necessidades específicas dos felinos, maiores são as
chances de proporcionar uma vida longa e saudável para o animal”,
explica Alessandra.
Essa atenção à individualidade dos gatos
também vale para cuidados médicos. “A maneira com que
o organismo dos felinos metaboliza alguns medicamentos
e os tratamentos de algumas condições clínicas se difere
dos cães. Generalizar o manejo clínico entre
espécies pode comprometer a eficácia terapêutica e gerar
riscos à saúde do animal”, finaliza Alessandra.
Atenta a essas
necessidades, a Zoetis conta com um portfólio pensado
especialmente para as particularidades dos felinos: na
linha de antiparasitários, o destaque é o recém-lançado Revolution Plus®,
produto de uso tópico que combina selamectina e sarolaner para
oferecer proteção ampliada contra pulgas, carrapatos, vermes intestinais,
sarna otodécica e verme do coração por até 35 dias.
E por fim, a Zoetis também
oferece Solensia® para tratamento da dor crônica em felinos, sendo o
primeiro anticorpo monoclonal desenvolvido especificamente para o controle da
dor associada à osteoartrite, uma doença silenciosa que acomete mais de 90% da
população felina acima de 12 anos, causando dor nas articulações e piorando
sua qualidade de vida. Clique aqui para conhecer
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informações, consulte um médico-veterinário.
Zoetis
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