Psiquiatra alerta para os efeitos da comparação constante
nas redes sociais e explica como padrões inalcançáveis têm afetado a autoestima
e o equilíbrio emocional 
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A busca por um padrão de beleza ideal - muitas vezes filtrado, editado e inalcançável - tem impactado diretamente a saúde mental de milhões de pessoas. Impulsionada pelas redes sociais, a exposição contínua a corpos e rostos “perfeitos” intensifica comparações, fragiliza a autoestima e pode desencadear uma série de questões emocionais. “A amplificação de padrões de beleza nas redes sociais intensificou comparações e elevou a insatisfação corporal, contribuindo para o aumento de quadros como ansiedade, depressão e transtornos alimentares”, afirma o Dr. Guido Boabaid May, médico psiquiatra e CEO da GnTech.
A seguir, o especialista destaca os principais impactos emocionais diretamente à pressão estética. Confira:
1.
Autoestima fragilizada e distorção da autoimagem
A exposição contínua a padrões irreais altera a forma como o
indivíduo enxerga o próprio corpo. “Isso estimula comparações frequentes,
reforça ideais inatingíveis e aumenta a vigilância sobre a própria aparência,
levando à redução da autoestima e à distorção da autoimagem”, explica.
2.
Ansiedade, insegurança e sensação de inadequação
A tentativa de corresponder a expectativas irreais gera um estado
permanente de tensão emocional. “Ansiedade, insegurança e insatisfação corporal
são comuns, muitas vezes acompanhadas de estresse e sintomas depressivos. Em
alguns casos, surgem comportamentos compulsivos ligados à aparência, além do
risco de transtornos alimentares”, pontua o especialista.
3.
Valor pessoal condicionado à aparência
A validação externa passa a ser determinante para a construção da
autoestima. “Quando o valor pessoal depende da aparência e da validação
externa, aumenta o risco de sofrimento psíquico, ansiedade e fragilidade do
autoconceito”, reforça o Dr. Guido.
4.
Prejuízos na rotina e no bem-estar emocional
Quando a preocupação com a aparência se torna central, os impactos
ultrapassam o campo emocional. “Quando gera sofrimento, interfere na rotina e
leva a comportamentos repetitivos. Nesses casos, pode estar relacionado a
condições como o transtorno dismórfico corporal”, comenta o profissional.
Diante desse
cenário, o especialista reforça que é possível construir uma relação mais
equilibrada com a própria imagem, a partir de mudanças individuais e coletivas.
“Desenvolver autocompaixão, exercitar o olhar crítico sobre as redes sociais,
diversificar referências de beleza e reduzir a exposição a padrões irreais,
além de incentivar iniciativas que ampliem a representatividade, são
importantes dentro desse contexto”, explica. Para o psiquiatra, ampliar o
debate é fundamental, especialmente entre públicos mais vulneráveis. “Investir
em educação em saúde mental e no reconhecimento precoce de sinais de sofrimento
é essencial, sobretudo entre adolescentes, para favorecer a prevenção e cuidado
adequado”, conclui.
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