Entenda quando a atividade física é
segura e quais cuidados adotar para evitar episódios de desmaio
A síncope vasovagal, popularmente conhecida como
“síndrome do desmaio”, é uma condição comum caracterizada por episódios de
desmaio causados por queda súbita da pressão arterial, ou da frequência
cardíaca ou de ambos. Esses episódios costumam ser desencadeados por fatores
como estresse emocional, dor, calor excessivo, desidratação, longos períodos em
pé ou longos períodos sem se alimentar.
“Os sinais e sintomas mais frequentes relacionados a síndrome envolvem tontura, visão turva ou escurecida, suor frio, náuseas, sensação de calor e fraqueza, podendo evoluir até mesmo para episódios de perda de consciência”, explica Cristina Milagre, cardiologista e médica do esporte do Hcor.
Uma característica que chama a atenção para esse diagnóstico é que geralmente o desmaio é precedido de sintomas perceptíveis. “A pessoa reconhece a sensação de desmaio e caso esteja de pé, o ideal é buscar se sentar. Já sentada, a orientação é deitar e colocar as pernas para cima, um gesto que ajuda a aliviar os sintomas”, comenta a especialista. Manter a hidratação em dia, além de praticar exercícios aeróbicos e de força, especialmente para a região das pernas, são altamente recomendados como forma de prevenção.
Conforme explica Dra. Cristina, atividades físicas leves a moderadas costumam ser seguras e até benéficas, pois ajudam na regulação cardiovascular. Por outro lado, esportes de alta intensidade exigem avaliação mais cuidadosa e, em alguns casos, restrições específicas caso seja detectado algum problema grave. “Uma característica fundamental que afasta a suspeita de síndrome vasovagal é o desmaio durante a execução do exercício, o que sugere algum outro tipo de doença, já que a ‘síndrome do desmaio’ tende a correr após o fim da atividade, por conta do relaxamento dos vasos após exercício”, diz a médica.
Um episódio de síncope precisa ser investigado com cautela, pois existem outras patologias que levam ao desmaio, como arritmias, doenças do músculo do coração, predisposição genética de arritmias, obstrução das artérias coronárias, coronária anômala e causas neurológicas, como a convulsão. Uma vez detectada a síndrome vasovagal, a prática esportiva pode ser continuada com algumas orientações gerais para evitar que ela aconteça.
“Quando falamos de atletas profissionais ou amadores,
várias características devem ser avaliadas, como o tipo do esporte e a sua
intensidade, a fim de evitar complicações e afastar patologias que tenham a
atividade como um gatilho”, finaliza.
Hcor
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