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segunda-feira, 30 de março de 2026

Brasil enfrenta desafio silencioso com o HTLV; infectologista do MPHU alerta para prevenção e diagnóstico precoce


O Brasil está entre os países com maior número de casos de HTLV (Vírus Linfotrópico de Células T Humanas), uma infecção que pode permanecer assintomática por muitos anos e, por isso, segue subdiagnosticada. De acordo com o infectologista do MPHU, Frederico Zago, o desconhecimento sobre o vírus ainda é um dos principais obstáculos para o controle da doença, já que muitas pessoas convivem com o HTLV sem saber. 

Segundo o especialista, o HTLV é um vírus que infecta células do sistema imunológico e pode ser transmitido principalmente por relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento de seringas e agulhas, além da transmissão de mãe para filho, especialmente durante a amamentação. “É uma infecção que não tem a mesma visibilidade que outras, mas que exige atenção. A prevenção está diretamente ligada à informação e ao comportamento seguro”, explica. 

Embora grande parte das pessoas infectadas nunca apresente sintomas, o HTLV pode estar associado a doenças graves. Entre as principais complicações estão a leucemia/linfoma de células T do adulto e uma condição neurológica chamada mielopatia associada ao HTLV, que pode causar fraqueza muscular, rigidez e dificuldades de locomoção. “São doenças que impactam significativamente a qualidade de vida, por isso o diagnóstico precoce é tão importante”, destaca Zago. 

O diagnóstico do HTLV é feito por meio de exames de sangue específicos, geralmente solicitados em situações de risco ou investigação clínica. Apesar de não haver cura para o vírus, o acompanhamento médico é fundamental para monitorar possíveis manifestações e iniciar o tratamento adequado caso surjam complicações. “O paciente precisa ser acompanhado ao longo da vida. O foco é identificar precocemente qualquer alteração e e garantir o melhor cuidado possível", afirma o infectologista. 

Para Frederico Zago, medidas simples podem fazer a diferença: “A informação, o uso de preservativo e a realização de testes quando indicados são medidas fundamentais para a prevenção”. 

Em caso de dúvida, procure uma unidade de saúde e informe-se.


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