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O desejo de viajar com animais de estimação tem
crescido entre os brasileiros. Uma pesquisa aponta que 82% das pessoas
gostariam de viajar com seus pets e 67% já fizeram ao menos uma viagem
acompanhados do animal. O aumento da demanda também se reflete nas buscas
online: houve crescimento de 238% nas pesquisas por hotéis pet friendly e de
179% por informações sobre como levar cães em aviões, indicando que cada vez
mais tutores tentam incluir os animais nos planos de viagem.
Apesar do interesse crescente, ainda há muitas
dúvidas sobre as regras do transporte aéreo de animais. Entre as principais
questões está se companhias aéreas podem barrar pets por porte ou raça.
Especialistas apontam que parte dessas informações circulam de forma equivocada
nas redes sociais, misturando fatos e interpretações incorretas das normas da
aviação.
Para esclarecer dúvidas ainda presentes no público,
a PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja o transporte seguro de
pets em viagens nacionais e internacionais, separou abaixo os principais fatos
e fake news sobre se as companhias aéreas barram pets por porte ou raça.
Fatos
O porte do animal influencia a
forma de transporte: o tamanho e o peso do pet são
fatores determinantes para definir se o animal pode viajar na cabine ou no
compartimento de carga. Em grande parte das companhias, apenas pets pequenos,
geralmente até cerca de 8 a 10 kg, somando o peso da caixa de transporte, podem
embarcar junto ao tutor na cabine. Animais maiores precisam viajar no
compartimento apropriado da aeronave, seguindo regras específicas de acomodação
e segurança.
As regras podem variar entre
companhias e rotas: cada companhia aérea possui
políticas próprias para transporte de animais, que podem variar de acordo com
tipo de aeronave, duração do voo e destino. Por isso, os tutores precisam
verificar com antecedência as regras da empresa escolhida e façam a reserva do
transporte do pet antes da viagem.
Fake
Companhias aéreas barram pets
apenas por raça: de forma geral, as regras das companhias não
proíbem animais exclusivamente pela raça. O que costuma existir são restrições
operacionais ou de segurança, como no caso de algumas raças braquicefálicas,
como buldogues e pugs, que podem apresentar maior sensibilidade respiratória
durante o voo. Nesses casos, algumas empresas impõem condições específicas ou
restringem o transporte no porão por recomendação veterinária e protocolos de
segurança.
Companhias aéreas podem barrar pets sem justificativa: as empresas aéreas seguem normas estabelecidas por autoridades de aviação e possuem políticas próprias publicadas previamente. A negativa de embarque normalmente ocorre quando alguma exigência não é cumprida, como documentação veterinária incompleta, caixa de transporte fora do padrão ou limite de animais por voo já atingido.
“A procura por viagens com pets cresceu muito nos
últimos anos, mas ainda existe bastante desinformação sobre as regras do
transporte aéreo de animais. Muitas vezes, o que parece ser uma restrição por
raça ou porte está, na verdade, relacionado a critérios de segurança, peso ou
documentação exigida pelas companhias e pela aviação. Por isso, é fundamental
que os tutores busquem informações oficiais e se planejem com antecedência para
garantir uma viagem tranquila para eles e para os pets” finaliza Juliana
Stephani, CEO da PETFriendly Turismo.

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