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terça-feira, 31 de março de 2026

Vai comer chocolate na Páscoa? Veja 5 estratégias para evitar excessos

Mais do que não consumir o doce, o segredo está na estratégia ao longo do feriado. Endocrinologista e nutricionista explicam como evitar excessos sem abrir mão do chocolate
 

A Páscoa chega e, com ela, uma dúvida que se repete todos os anos: dá para aproveitar o chocolate sem sair completamente da rotina alimentar?

Entre ovos, sobremesas e encontros em família, o que costuma pesar não é um momento isolado, mas a forma como o consumo se distribui ao longo do dia.

Para a endocrinologista Tassiane Alvarenga e a nutricionista Amanda Figueiredo, o ponto central não é o chocolate em si, mas o padrão que se instala durante o feriado.

“O impacto não vem de um pedaço de chocolate, mas da repetição ao longo do dia. Quando a pessoa belisca várias vezes, somando com refeições mais calóricas, o excesso acontece sem perceber”, explica Amanda Figueiredo Nutricionista Clínica pela USP.

Esse comportamento faz com que o doce deixe de ser uma exceção e passe a fazer parte de vários momentos, o que pode aumentar significativamente a ingestão calórica.

Do ponto de vista metabólico, o excesso de açúcar pode levar a picos de glicose no sangue, seguidos por maior liberação de insulina, um cenário que favorece o acúmulo de gordura ao longo do tempo.

Além disso, a alimentação rica em açúcar e gorduras pode interferir no equilíbrio hormonal. “Nas mulheres, pode impactar hormônios como estrogênio e progesterona. Nos homens, pode influenciar a produção de testosterona”, explica Dra. Tassiane Alvarenga Endocrinologista e Metabologista pela SBEM.

Ainda assim, não se trata de restrição. A forma de consumir faz diferença: evitar o chocolate em jejum e priorizar o consumo após as refeições principais ajuda a reduzir o impacto no organismo.

“Quando o doce vem depois da refeição, a resposta glicêmica tende a ser menor. Associar com fontes de gordura boa ou proteína, como castanhas, também contribui para esse equilíbrio”, orienta a endocrinologista.

Outro ponto importante é manter o corpo em movimento. Caminhadas leves após as refeições já ajudam na regulação metabólica.

Em relação à quantidade, não existe uma regra única, mas a moderação segue como referência. “Uma média de 20 a 30 gramas por dia já permite aproveitar o chocolate sem grandes impactos. Isso equivale a dois quadradinhos de chocolate com maior teor de cacau ou um bombom pequeno”, afirma Amanda.

E depois da Páscoa, vale apostar em dietas restritivas? A resposta é não. O corpo já possui mecanismos naturais de desintoxicação.

“O mais importante é retomar a rotina alimentar, com boa hidratação, consumo de vegetais, fibras e proteínas de qualidade”, reforça Amanda.
 

Na prática, o que ajuda a equilibrar o consumo na Páscoa:

• Evitar “beliscar” chocolate ao longo do dia

• Preferir consumir o doce após as refeições principais

• Escolher opções com maior teor de cacau

• Combinar com castanhas ou outras fontes de gordura boa

• Manter-se ativo, mesmo com caminhadas leves

• Equilibrar o prato com vegetais e preparações mais leves

No fim, a lógica é simples: não é sobre não consumir o chocolate, mas sobre como ele entra na rotina. 


Dra. Amanda Figueiredo Nutricionista - Nutricionista clínica formada pela USP, pós-graduada em Saúde da Mulher e Reprodução Humana pela PUC e também especialista em emagrecimento e nutrição estética. Atende presencialmente em São Paulo e online para o mundo todo.Tem como foco o acompanhamento nutricional de mulheres em todas as fases da vida.Site: Link
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