Nutrição
equilibrada é essencial ao organismo do pet e pode auxiliar na redução de
riscos de doenças ao longo da vida
Pensar em alimentação é ir além de apenas saciar a
fome do pet. Trata-se de considerar como os nutrientes oferecidos diariamente
impactam o funcionamento do organismo e a qualidade de vida a longo prazo.
Quando a dieta é adaptada a espécie, ao porte, à idade e ao estilo de vida do
animal, ela contribui para a manutenção do peso saudável, o equilíbrio
metabólico e a redução do risco de doenças crônicas.
Para Ricardo Menezes, médico-veterinário e Gerente
de Treinamento e Desenvolvimento da PremieRpet, prevenção significa planejamento contínuo,
visando longo prazo. “Nutrição adequada é oferecer ao organismo tudo o que ele
precisa para funcionar de forma equilibrada e evitar excessos. Quando os
sistemas imunológico, metabólico e hormonal estão bem amparados por uma
nutrição precisa, conseguimos reduzir fatores de risco associados a diversas
doenças.”
Prevenir deficiências e excessos
A falta de vitaminas e outros nutrientes essenciais pode desencadear uma série
de alterações no organismo. Deficiências de vitaminas do complexo B, por
exemplo, podem comprometer o funcionamento neurológico e digestório; níveis
inadequados de cálcio e fósforo impactam a formação e a manutenção de ossos e
dentes; e a ingestão insuficiente de proteínas pode levar à perda de massa
muscular e a prejuízos na resposta imunológica. Por isso, uma alimentação
equilibrada é fundamental para garantir que o pet receba todos os nutrientes
necessários e evitar consequências clínicas associadas a essas carências.
Ao mesmo tempo, a alimentação adequada também
envolve evitar excessos. O controle do peso é um dos pilares dessa estratégia.
Pesquisas apontam que cerca de metade dos cães e gatos no mundo apresentam
sobrepeso ou obesidade. A condição é considerada uma das doenças nutricionais
mais relevantes na medicina veterinária e está associada a maior risco de
diabetes, problemas articulares, alterações cardiovasculares e aumento do risco
anestésico em procedimentos cirúrgicos.
“O ganho de peso costuma ser gradual e, muitas
vezes, passa despercebido. Por isso, a avaliação periódica da condição corporal
é fundamental. Prevenir é sempre mais simples e seguro do que tratar uma doença
já instalada”, reforça o especialista.
Alimentação faz parte de um cuidado maior e estratégica
As formulações das rações evoluíram para atender demandas específicas dos pets.
Um alimento completo e balanceado fornece as quantidades adequadas de
proteínas, vitaminas e minerais, enquanto alimentos coadjuvantes — indicados
sob orientação veterinária — além de completos e balanceados, podem auxiliar no
manejo de condições específicas, como doenças renais, sensibilidade digestória
ou controle de peso, atuando como parte do tratamento.
Na medicina veterinária preventiva, a nutrição não
atua isoladamente. Exames periódicos permitem acompanhar peso, condição
corporal e possíveis alterações precoces em órgãos e metabolismo, enquanto a
vacinação anual mantém a proteção contra algumas doenças infecciosas.
“Alimentação adequada, acompanhamento veterinário e vacinação formam a base da medicina
preventiva. Quando esses pilares estão alinhados, aumentamos as chances de
oferecer mais qualidade e longevidade aos pets”, conclui Menezes.
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