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A
primeira Pesquisa Global de Ansiedade Climática K–12 da International
Schools Partnership (ISP), que envolveu mais de 5 mil estudantes de
10 a 18 anos em 25 países, incluindo o Brasil, aponta que a maioria dos alunos
do ensino básico reconhece a urgência e se preocupa com a crise climática; mas
poucos adotam práticas sustentáveis de forma consistente, e menos da metade
acredita que impacto de suas próprias atitudes pode fazer a diferença para frear
as mudanças no clima.
Os
resultados oferecem uma visão inédita sobre o que os jovens ao redor do mundo
pensam e sentem em relação ao tema, e evidenciam uma clara lacuna entre a
consciência sobre o problema e atitudes práticas:
- 83,8% dos estudantes reconhecem a urgência das mudanças
climáticas;
- 75,1% relatam preocupação com suas consequências;
- Menos da metade (47,7%) acredita que suas ações podem fazer
diferença;
- Apenas 21,4% adotam comportamentos sustentáveis de forma
consistente.
Escola influencia positivamente no engajamento ambiental
O
levantamento da ISP também evidencia o papel decisivo das escolas na
transformação da consciência ambiental dos jovens. Os resultados apontam que
42% dos estudantes acreditam que suas instituições de ensino fazem o suficiente
para enfrentar as mudanças climáticas; índice que sobe para 61% entre os alunos
que participam ativamente de projetos ambientais e educativos sobre o assunto,
e cai para 38% entre os que não participam de atividades de letramento sobre o
tema - uma diferença que evidencia o impacto direto da vivência prática na
percepção dos estudantes.
Os
dados indicam que o contato com iniciativas concretas fortalece não apenas a
visão sobre o papel da escola, mas também a confiança dos jovens em sua própria
capacidade de gerar impacto. “Estudantes engajados tendem a apresentar maior
senso de responsabilidade coletiva, e mais otimismo e confiança em relação ao
futuro”, opina Santuza Bicalho, managing director da ISP no Brasil.
Segundo
Santuza, a participação em atividades estruturadas ajuda a transformar
preocupação em ação, promovendo protagonismo estudantil. “O resultado reforça
que a conscientização, por si só, não é suficiente para gerar mudanças, é a
experiência prática que impulsiona comportamentos mais sustentáveis e
duradouros”.
Os
dados da pesquisa, que deverá ser reaplicada anualmente pela ISP, vão orientar
diretamente a melhoria dos processos de aprendizagem nas escolas da rede. A
partir dos insights obtidos, o grupo internacional pretende aprimorar o desenho
curricular, ampliar a formação de professores e expandir programas de
aprendizagem baseados em ação, conectando o conteúdo acadêmico a experiências
práticas em sustentabilidade; garantindo que, além da conscientização, as
iniciativas implementadas gerem impacto concreto.
A
ISP promove o letramento climático por meio de uma abordagem integrada que
combina currículo, prática e protagonismo estudantil. Os alunos são incentivados
a participar de projetos reais de sustentabilidade dentro e fora da escola,
enquanto programas globais e parcerias ampliam o aprendizado para além da sala
de aula. O objetivo é transformar conhecimento em ação, desenvolvendo
competências e fortalecendo o engajamento dos estudantes diante dos desafios
climáticos.
“Nosso
papel como educadores não é apenas explicar o mundo que os estudantes estão
herdando, mas capacitá-los com confiança e protagonismo para transformá-lo”,
afirma Rachel Mitchell, head de ESG do grupo. “Quando a sustentabilidade é
vivenciada por meio da ação, e não apenas ensinada na teoria, ela fortalece o
bem-estar, a aprendizagem e as competências de longo prazo.”
International
Schools Partnership - ISP

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