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segunda-feira, 30 de março de 2026

Pesquisa mostra como os jovens se sentem e agem diante das mudanças climáticas

Freepik
Levantamento do grupo International Schools Partnership (ISP) revela descompasso entre percepção e ação: maioria vê urgência no tema, mas poucos adotam práticas sustentáveis ou acreditam que podem mudar o cenário

 

A primeira Pesquisa Global de Ansiedade Climática K–12 da International Schools Partnership (ISP), que envolveu mais de 5 mil estudantes de 10 a 18 anos em 25 países, incluindo o Brasil, aponta que a maioria dos alunos do ensino básico reconhece a urgência e se preocupa com a crise climática; mas poucos adotam práticas sustentáveis de forma consistente, e menos da metade acredita que impacto de suas próprias atitudes pode fazer a diferença para frear as mudanças no clima.
 

Os resultados oferecem uma visão inédita sobre o que os jovens ao redor do mundo pensam e sentem em relação ao tema, e evidenciam uma clara lacuna entre a consciência sobre o problema e atitudes práticas:

  • 83,8% dos estudantes reconhecem a urgência das mudanças climáticas;
  • 75,1% relatam preocupação com suas consequências;
  • Menos da metade (47,7%) acredita que suas ações podem fazer diferença;
  • Apenas 21,4% adotam comportamentos sustentáveis de forma consistente.

Escola influencia positivamente no engajamento ambiental
 

O levantamento da ISP também evidencia o papel decisivo das escolas na transformação da consciência ambiental dos jovens. Os resultados apontam que 42% dos estudantes acreditam que suas instituições de ensino fazem o suficiente para enfrentar as mudanças climáticas; índice que sobe para 61% entre os alunos que participam ativamente de projetos ambientais e educativos sobre o assunto, e cai para 38% entre os que não participam de atividades de letramento sobre o tema - uma diferença que evidencia o impacto direto da vivência prática na percepção dos estudantes.
 

Os dados indicam que o contato com iniciativas concretas fortalece não apenas a visão sobre o papel da escola, mas também a confiança dos jovens em sua própria capacidade de gerar impacto. “Estudantes engajados tendem a apresentar maior senso de responsabilidade coletiva, e mais otimismo e confiança em relação ao futuro”, opina Santuza Bicalho, managing director da ISP no Brasil.
 

Segundo Santuza, a participação em atividades estruturadas ajuda a transformar preocupação em ação, promovendo protagonismo estudantil. “O resultado reforça que a conscientização, por si só, não é suficiente para gerar mudanças, é a experiência prática que impulsiona comportamentos mais sustentáveis e duradouros”.
 

Os dados da pesquisa, que deverá ser reaplicada anualmente pela ISP, vão orientar diretamente a melhoria dos processos de aprendizagem nas escolas da rede. A partir dos insights obtidos, o grupo internacional pretende aprimorar o desenho curricular, ampliar a formação de professores e expandir programas de aprendizagem baseados em ação, conectando o conteúdo acadêmico a experiências práticas em sustentabilidade; garantindo que, além da conscientização, as iniciativas implementadas gerem impacto concreto.
 

A ISP promove o letramento climático por meio de uma abordagem integrada que combina currículo, prática e protagonismo estudantil. Os alunos são incentivados a participar de projetos reais de sustentabilidade dentro e fora da escola, enquanto programas globais e parcerias ampliam o aprendizado para além da sala de aula. O objetivo é transformar conhecimento em ação, desenvolvendo competências e fortalecendo o engajamento dos estudantes diante dos desafios climáticos.
 

“Nosso papel como educadores não é apenas explicar o mundo que os estudantes estão herdando, mas capacitá-los com confiança e protagonismo para transformá-lo”, afirma Rachel Mitchell, head de ESG do grupo. “Quando a sustentabilidade é vivenciada por meio da ação, e não apenas ensinada na teoria, ela fortalece o bem-estar, a aprendizagem e as competências de longo prazo.”
 

 



International Schools Partnership - ISP

Para mais informações, acesse o site.

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