Substância presente no cacau pode causar vômitos e complicações neurológicas, em cães e gatos
Com a proximidade da Páscoa e mais chocolates à
disposiçao dentro de casa, cresce o risco de intoxicação de animais de
estimação. Cães e gatos são mais sensíveis a substâncias presentes no cacau, e
a ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode provocar reações graves.
Especialistas alertam que a atenção deve ser redobrada durante o período, especialmente
em ambientes em que os alimentos ficam ao alcance dos pets.
De acordo com a professora de Medicina Veterinária
da Universidade Anhembi Morumbi, integrante do maior e mais inovador
ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, Aline Zoppa, o
principal perigo está na teobromina, um composto presente no chocolate que o
organismo dos animais não consegue metabolizar de forma eficiente. “A
teobromina é tóxica para cães e gatos. Dependendo da quantidade ingerida e do
porte do animal, pode causar desde sintomas gastrointestinais, como vômitos e
diarreia, até alterações cardíacas, tremores e convulsões”, explica.
O risco varia de acordo com o tipo de chocolate.
Versões mais amargas e com maior concentração de cacau são ainda mais
perigosas, enquanto chocolates ao leite também oferecem risco, embora em menor
intensidade. Em filhotes e animais de pequeno porte, a ingestão de pequenas
quantidades já pode desencadear quadros de intoxicação.
A especialista destaca que, durante a Páscoa, é
comum que os tutores consumam chocolate em ambientes compartilhados com os
pets, o que aumenta a chance de acidentes. “É importante evitar comer chocolate
perto dos animais e ter cuidado com pedaços que possam cair no chão. Cães,
principalmente, têm o hábito de ingerir rapidamente qualquer alimento
disponível”, alerta.
Outro ponto de atenção está no armazenamento. Ovos
de Páscoa e outros doces devem ser mantidos fora do alcance dos animais, em
locais seguros e fechados. Embalagens também podem representar risco, já que
podem ser ingeridas e causar obstruções.
Em casos de ingestão acidental, a orientação é procurar atendimento veterinário
o mais rápido possível. “O tempo de resposta é fundamental para reduzir os
danos. Ao perceber qualquer comportamento diferente, como agitação, salivação
excessiva ou vômitos, o tutor deve buscar ajuda imediata”, reforça Aline.
A Páscoa é um momento de celebração, mas exige atenção redobrada com os animais de estimação. Pequenas mudanças de hábito, como evitar o consumo de chocolate próximo aos pets e garantir o armazenamento adequado dos alimentos, fazem diferença para prevenir acidentes e garantir a segurança dos animais durante o período.
Universidade Anhembi Morumbi
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