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segunda-feira, 30 de março de 2026

Consumo de chocolate na Páscoa acende alerta para intoxicação de pets

Substância presente no cacau pode causar vômitos e complicações neurológicas, em cães e gatos 


Com a proximidade da Páscoa e mais chocolates à disposiçao dentro de casa, cresce o risco de intoxicação de animais de estimação. Cães e gatos são mais sensíveis a substâncias presentes no cacau, e a ingestão, mesmo em pequenas quantidades, pode provocar reações graves. Especialistas alertam que a atenção deve ser redobrada durante o período, especialmente em ambientes em que os alimentos ficam ao alcance dos pets.

De acordo com a professora de Medicina Veterinária da Universidade Anhembi Morumbi, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, Aline Zoppa, o principal perigo está na teobromina, um composto presente no chocolate que o organismo dos animais não consegue metabolizar de forma eficiente. “A teobromina é tóxica para cães e gatos. Dependendo da quantidade ingerida e do porte do animal, pode causar desde sintomas gastrointestinais, como vômitos e diarreia, até alterações cardíacas, tremores e convulsões”, explica.

O risco varia de acordo com o tipo de chocolate. Versões mais amargas e com maior concentração de cacau são ainda mais perigosas, enquanto chocolates ao leite também oferecem risco, embora em menor intensidade. Em filhotes e animais de pequeno porte, a ingestão de pequenas quantidades já pode desencadear quadros de intoxicação.

A especialista destaca que, durante a Páscoa, é comum que os tutores consumam chocolate em ambientes compartilhados com os pets, o que aumenta a chance de acidentes. “É importante evitar comer chocolate perto dos animais e ter cuidado com pedaços que possam cair no chão. Cães, principalmente, têm o hábito de ingerir rapidamente qualquer alimento disponível”, alerta.

Outro ponto de atenção está no armazenamento. Ovos de Páscoa e outros doces devem ser mantidos fora do alcance dos animais, em locais seguros e fechados. Embalagens também podem representar risco, já que podem ser ingeridas e causar obstruções.

Em casos de ingestão acidental, a orientação é procurar atendimento veterinário o mais rápido possível. “O tempo de resposta é fundamental para reduzir os danos. Ao perceber qualquer comportamento diferente, como agitação, salivação excessiva ou vômitos, o tutor deve buscar ajuda imediata”, reforça Aline.

A Páscoa é um momento de celebração, mas exige atenção redobrada com os animais de estimação. Pequenas mudanças de hábito, como evitar o consumo de chocolate próximo aos pets e garantir o armazenamento adequado dos alimentos, fazem diferença para prevenir acidentes e garantir a segurança dos animais durante o período.



Universidade Anhembi Morumbi
Saiba mais sobre a Anhembi Morumbi em link


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