Apendicite é a urgência cirúrgica mais comum na infância e pode começar com sintomas que parecem “virose” ou dor de barriga inespecífica. Reconhecer sinais de alerta e buscar avaliação no tempo certo reduz risco de perfuração e internações mais longas.
A dor abdominal é uma das queixas mais frequentes na infância e, na maioria das vezes, está ligada a causas benignas. Mas existe um quadro que exige atenção especial: a apendicite aguda, uma inflamação do apêndice que pode evoluir rapidamente e demandar abordagem cirúrgica.
Segundo o cirurgião pediátrico Dr. Elber Rafael Deffendi Nordi, o desafio é que, principalmente em crianças menores, os sinais podem ser confusos no início. “Nem sempre a dor já começa ‘no lugar clássico’. O quadro pode iniciar com mal-estar, redução do apetite e dor abdominal que piora ao longo das horas. Quando há progressão e sinais de irritação no abdômen, a avaliação precisa ser imediata”, explica.
Embora cada criança apresente o quadro de um jeito, alguns
achados são comuns e devem acender o alerta:
- Dor abdominal persistente e progressiva, que não melhora e tende a
piorar;
- Perda de apetite importante (a criança “não quer comer nada”);
- Náuseas e vômitos, especialmente após início da dor;
- Febre, principalmente quando associada à piora do estado geral;
- Dor ao caminhar, pular ou ao toque na barriga;
- Prostração e desconforto fora do padrão do dia a dia.
“Um ponto importante é observar o comportamento: criança que antes estava ativa e passa a ficar quieta, com dor crescente e recusa alimentar, merece avaliação clínica”, reforça o especialista.
A apendicite pode evoluir para perfuração e infecção dentro do abdômen, o que costuma aumentar a complexidade do tratamento, o tempo de internação e o desconforto no pós-operatório. “Quanto mais cedo se chega ao diagnóstico e ao tratamento adequado, maiores as chances de uma recuperação mais simples”, afirma o médico.
A dor abdominal infantil é comum, mas quando ela piora com o
tempo e vem acompanhada de recusa alimentar, febre e prostração, a orientação é
clara: avaliar rápido. “Na dúvida, é melhor examinar. Em
cirurgia pediátrica, reconhecer cedo os sinais pode evitar complicações”,
conclui o Dr. Elber Nordi.
Dr. Elber Nordi, cirurgião pediátrico
@cirurgiainfantil
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