Segundo
especialista, retomada da rotina escolar após as férias exige atenção redobrada
de famílias e educadores para o acolhimento emocional dos estudantes
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O início do ano letivo costuma ser marcado por
expectativas, reencontros e novos desafios, mas também tem exposto um tema cada
vez mais presente no ambiente escolar que é a ansiedade entre crianças e
adolescentes. A mudança brusca de rotina e a pressão por desempenho acadêmico e
pela adaptação a novos professores e colegas fazem com que muitos alunos
retornem às aulas demonstrando sinais de estresse emocional, como
irritabilidade, dificuldade de concentração, alterações no sono e queixas
físicas recorrentes.
O cenário, no entanto, não é isolado. De acordo com a Organização
Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 em cada 7 adolescentes no mundo convive com
algum transtorno mental, sendo a ansiedade um dos mais comuns nessa faixa
etária.
“A volta às aulas é um período de transição que pode ser
desafiador para muitas crianças e adolescentes. Nem sempre a ansiedade se
manifesta de forma explícita; muitas vezes ela aparece em mudanças de
comportamento, queda de rendimento ou até em sintomas físicos. Por isso, é
fundamental que escola e família estejam alinhadas e atentas. Esse período pode
ser sensível para muitos jovens e é necessário estar próximo para cuidar desse
bem-estar”, afirma Wagner Venceslau Dias, diretor pedagógico do Colégio
Anglo Leonardo da Vinci.
“O diálogo aberto com as famílias e a observação constante do
comportamento dos alunos é tão importante quanto, sobretudo para identificar
precocemente sinais de ansiedade e, quando necessário, orientar a busca por
apoio especializado”, complementa Wagner.
Nesse contexto, o especialista aponta que as primeiras semanas do
ano letivo são estratégicas para a adaptação emocional dos estudantes.
Acolhimento gradual, rotinas previsíveis, comunicação clara sobre regras e
expectativas e espaços de escuta ativa ajudam a reduzir a insegurança típica do
período. Iniciativas como rodas de conversa, atividades de integração e
acompanhamento mais próximo por parte de professores e orientadores
educacionais contribuem para que o aluno se sinta pertencente ao ambiente
escolar desde os primeiros dias.
Para as famílias, a recomendação é observar mudanças sutis de
comportamento e manter um diálogo aberto com crianças e adolescentes, validando
sentimentos e evitando minimizar medos ou inseguranças. Quando sinais persistem
ou se intensificam, buscar orientação profissional pode ser fundamental para
evitar o agravamento do quadro.
“Quando escola e família atuam de forma integrada, criamos uma
rede de apoio que fortalece o aluno emocionalmente e impacta diretamente sua
aprendizagem e seu bem-estar, pensando também em todo o seu desenvolvimento
futuro”, conclui o diretor do Colégio Anglo Leonardo da Vinci.
Colégio Anglo Leonardo da Vinci
Inspira Rede de Educadores
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