Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, a exposição prolongada ao sol pode provocar queimaduras, fotoenvelhecimento, manchas irregulares e risco de câncer cutâneo.
O verão no Hemisfério Sul vem
redesenhando a rotina dos brasileiros de Norte a Sul do país. Com dias mais
longos e altas temperaturas, o calor intenso toma conta de capitais
litorâneas como Rio de Janeiro, Salvador e Natal, embalando a
temporada turística de praias ‘lotadas’ e calçadões tomados por banhistas.
No entanto, a exposição prolongada
ao sol e as ‘ondas de calor’ formadas em vários estados do Brasil acendeu
um alerta na comunidade médica. Quem for curtir com a família a ‘alta estação’,
deve se atentar aos cuidados com a pele devido aos riscos
dermatológicos da época – marcada por termômetros aquecidos.
Segundo o Dr. Octávio Guarçoni, referência
em medicina estética no Brasil, a exposição prolongada à radiação
ultravioleta, especialmente durante o verão, pode provocar queimaduras
superficiais, fotoenvelhecimento precoce, manchas irregulares e aumento do
risco de câncer cutâneo.
“O problema não se limita ao desconforto
imediato: a radiação UV (ultravioleta) penetra camadas mais profundas da pele,
comprometendo a barreira de proteção natural, afetando colágeno e elastina; e
aumentando a inflamação cutânea de forma cumulativa ao longo dos anos”, explica.
O Doutor explica que o excesso
de radiação UV causa a desidratação profunda da pele, levando à perda
de elasticidade e a formação de rugas prematuras. Com o passar dos
anos, Guarçoni alerta que esse ‘efeito cumulativo’ passa à ficar visível
na textura da pele, com linhas finas, flacidez e manchas solares.
“Esses efeitos alarmantes não são
apenas estéticos. A Inflamação crônica causada por uma radiação pode
desencadear alterações no sistema imunológico da pele, tornando-a mais
vulnerável a infecções e irritações. Cada exposição intensa (sem proteção)
aumenta a probabilidade de complicações sérias, o que torna a prevenção diária
indispensável”, aconselha.
A temporada, marcada também pelas ‘férias
escolares’, alerta para a incidência solar na pele das crianças,
cuja camada protetora ainda é mais fina e sensível. “A pele infantil absorve
radiação de forma mais intensa, o que aumenta a probabilidade de queimaduras
graves e de danos cumulativos que podem se manifestar apenas na vida adulta,
incluindo risco de melanomas. Além disso, crianças desidratam mais rapidamente
e sua resposta inflamatória é mais intensa. Nesse contexto, os pais devem
intensificar o uso do protetor solar adequado, roupas de proteção, chapéus e
horários de exposição controlados”, alerta.
Segundo a base de dados da World
Health Organization (WHO), a vulnerabilidade ao calor é influenciada por
diversos fatores fisiológicos, como idade e estado de saúde, somados
à exposição solar.
Por isso, nesta estação, Guarçoni
recomenda o uso diário de protetor solar com FPS adequado,
reaplicado a cada duas horas; hidratação constante com cremes
específicos que auxiliam na reposição da barreira cutânea; uso de chapéus,
óculos escuros e roupas leves que protegem do sol direto; e preferência por
horários de exposição fora do pico de radiação, entre 10h e 16h. Além disso, a qualidade
do sono deve ser levada em consideração durante o período, assim como o cuidado
com a alimentação saudável e o consumo de frutas refrescantes.
O médico ressalta que este é o momento
de redobrar a atenção com a pele e adotar hábitos que promovam saúde e qualidade
de vida de forma integrada. “A prevenção diária, combinada a escolhas
conscientes de lifestyle, é o segredo para atravessar o verão com segurança e
saúde. Pequenos hábitos, como ajustar horários de exposição, priorizar
hidratação interna e externa, e investir em cuidados consistentes com a pele,
fazem toda a diferença a longo prazo. O verão é intenso, mas com atenção e
disciplina, é possível aproveitar a estação sem comprometer a saúde da pele e o
bem-estar geral”, conclui.
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