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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Vacina contra a dengue no SUS ajuda a reduzir casos graves e internações


SBMFC reforça a importância da vacina contra a dengue como uma estratégia essencial para reduzir casos graves da doença e internações, além de destacar a necessidade de manutenção das medidas de prevenção pela população


A dengue permanece como um dos principais desafios da saúde pública no Brasil. Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, a doença é a arbovirose mais frequente no país e pode evoluir para quadros graves e até óbito. A partir de 9 de fevereiro, a vacina contra a dengue começa a ser disponibilizada para profissionais de saúde, fazendo do Brasil o primeiro país do mundo a ofertar essa imunização por meio do sistema público. A Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) reforça a importância da vacina e alerta sobre a prevenção. 

Segundo a médica de família e comunidade Jéssica Arantes, diretora da Associação Mineira de Medicina de Família e Comunidade e membra da SBMFC, o aumento expressivo de casos nos últimos anos evidencia a necessidade de novas estratégias de controle. “A vacina contra a dengue é uma ferramenta segura e eficaz. Será aplicada em dose única e oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. Seu uso tem potencial para reduzir de forma significativa as formas graves da doença e o número de hospitalizações”, afirma. 

O Ministério da Saúde já anunciou que, a médio prazo, pretende ampliar a vacinação para toda a população entre 15 e 59 anos, além dos adolescentes que já têm acesso à imunização pelo SUS. Neste primeiro momento, enquanto a vacina ainda não está disponível em larga escala, a estratégia prioriza os profissionais de saúde da Atenção Primária, com início da vacinação em fevereiro de 2026. 

De acordo com Jéssica, a priorização desse grupo se deve à atuação direta no atendimento à população e à maior exposição ao vírus. “Esses profissionais estão na linha de frente, realizam visitas domiciliares e atuam em territórios com alta circulação do mosquito. A vacinação contribui para a proteção individual, reduz o risco de afastamentos e ajuda a garantir o funcionamento das Unidades Básicas de Saúde nos períodos de maior transmissão da dengue. Além disso, fortalece a confiança da população nas vacinas como ferramenta central no enfrentamento da doença”, destaca. 

A SBMFC reforça que, enquanto a vacinação não alcança toda a população, é fundamental manter os cuidados preventivos e estar atento aos sintomas da dengue. Mesmo pessoas vacinadas devem continuar adotando medidas de prevenção, já que não há tratamento específico para a doença e a transmissão segue ocorrendo. 

Entre os sintomas mais comuns estão febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor de cabeça e atrás dos olhos, náuseas e manchas vermelhas na pele. As principais formas de prevenção incluem a eliminação de focos de água parada, o uso de repelentes em períodos de maior transmissão, a instalação de telas em portas e janelas e a limpeza regular de calhas, lajes e ralos. E sempre que precisar de apoio médico, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima.

 

Sobre a Medicina de Família e Comunidade

A Medicina de Família e Comunidade é uma especialidade médica, assim como a cardiologia, neurologia e ginecologia, entre outras. O médico/a de família e comunidade (MFC) é o especialista em cuidar das pessoas, da família e da comunidade no contexto da atenção primária à saúde. Ele acompanha as pessoas ao longo da vida, independentemente do gênero, idade ou possível doença, integrando ações de promoção, prevenção e recuperação da saúde. Esse profissional atua próximo aos pacientes antes mesmo do surgimento de uma doença, realizando diagnósticos precoces e os poupando de intervenções excessivas ou desnecessárias. 

O MFC é um clínico e comunicador habilidoso, pois utiliza abordagem centrada na pessoa e é capaz de resolver pelo menos 90% dos problemas de saúde, manejar sintomas inespecíficos e realizar ações preventivas. É um coordenador do cuidado, trabalha em equipe e em rede, advoga em prol da saúde dos seus pacientes e da comunidade.


Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade


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