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sábado, 21 de fevereiro de 2026

SEXO RUIM NO COMEÇO É NORMAL? SEXÓLOGO EXPLICA POR QUE A INTIMIDADE NEM SEMPRE ENCAIXA DE PRIMEIRA

Expectativa, nervosismo e falta de comunicação estão entre os principais motivos para experiências frustrantes nas primeiras vezes
 

Quem nunca saiu de um encontro pensando: “ué, era isso?” Quando o assunto é sexo, a pressão por uma conexão imediata pode transformar expectativa em frustração, especialmente no início de uma relação. Mas afinal, sexo ruim no começo é normal? Segundo o biomédico e sexólogo Dr. Vitor Mello, a resposta é sim. 

“O início de qualquer relação costuma vir acompanhado de ansiedade, insegurança e muita expectativa. O corpo e a mente nem sempre estão totalmente alinhados nesse momento, e isso impacta diretamente a experiência sexual”, explica o especialista. 

De acordo com Mello, fatores como nervosismo, medo de julgamento, dificuldade de comunicação e até a tentativa de ‘performar’ podem atrapalhar a conexão. “Muita gente entra no sexo preocupada em agradar ou corresponder a um padrão, e acaba se desconectando do próprio prazer”, afirma. 

Outro ponto importante é o tempo. Diferente do que filmes e redes sociais costumam vender, intimidade não nasce pronta. “Sexo também é construção. Envolve conversas, confiança, escuta e adaptação ao corpo do outro. Nem sempre a química aparece logo de cara, e isso não significa que a relação não tenha potencial”, reforça. 

Para quem viveu uma primeira experiência sexual frustrante com alguém, Vitor Mello deixa um conselho simples, mas poderoso: diálogo. “Cada pessoa tem seu ritmo, suas preferências e suas formas de sentir prazer. Comparar uma experiência real com fantasias irreais só aumenta a frustração. 

Para ajudar, o sexólogo destaca dicas para quando o sexo não encaixa de primeira, veja:

Diminuir a pressão por desempenho já no próximo encontro: O especialista orienta que que o casal combine previamente de tirar o foco da “performance” e priorizar o momento. Reduzir a cobrança por orgasmo ou perfeição ajuda o corpo a sair do estado de alerta.

Investir mais tempo nas preliminares e na conexão antes do ato: ampliar o tempo de beijos, toque e exploração do corpo aumenta a intimidade e permite que ambos entendam melhor o ritmo e as preferências um do outro.

Observar fatores externos que podem ter influenciado: Cansaço, álcool, ansiedade ou ambiente desconfortável podem impactar o desempenho. Ajustar essas variáveis antes de concluir que “não houve química” é fundamental.

Dar uma nova oportunidade com ajustes conscientes: Se houver interesse mútuo, o tentar novamente com mais leveza e comunicação é uma ótima opção. Muitas vezes, a segunda experiência flui melhor justamente porque a tensão inicial diminuiu.

 


 Dr. Vitor Mello - Biomédico, referência nacional em harmonização íntima masculina, criador do método Overpants e sexólogo. Ele realizou diversos procedimentos estéticos íntimos em famosos e anônimos. Além de ser uma figura renomada no campo da sexualidade, Dr. Mello é conhecido por sua abordagem inovadora e seus métodos que visam melhorar a confiança e a satisfação pessoal de milhares de homens no Brasil.



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