Expectativa, nervosismo e falta de comunicação estão entre os principais motivos para experiências frustrantes nas primeiras vezes
Quem nunca saiu de um encontro pensando: “ué, era isso?” Quando o assunto é sexo, a pressão por uma conexão imediata pode transformar expectativa em frustração, especialmente no início de uma relação. Mas afinal, sexo ruim no começo é normal? Segundo o biomédico e sexólogo Dr. Vitor Mello, a resposta é sim.
“O início de qualquer relação costuma vir acompanhado de ansiedade, insegurança e muita expectativa. O corpo e a mente nem sempre estão totalmente alinhados nesse momento, e isso impacta diretamente a experiência sexual”, explica o especialista.
De acordo com Mello, fatores como nervosismo, medo de julgamento, dificuldade de comunicação e até a tentativa de ‘performar’ podem atrapalhar a conexão. “Muita gente entra no sexo preocupada em agradar ou corresponder a um padrão, e acaba se desconectando do próprio prazer”, afirma.
Outro ponto importante é o tempo. Diferente do que filmes e redes
sociais costumam vender, intimidade não nasce pronta. “Sexo também é
construção. Envolve conversas, confiança, escuta e adaptação ao corpo do outro.
Nem sempre a química aparece logo de cara, e isso não significa que a relação
não tenha potencial”, reforça.
Para quem viveu uma primeira experiência sexual frustrante com
alguém, Vitor Mello deixa um conselho simples, mas poderoso: diálogo. “Cada pessoa
tem seu ritmo, suas preferências e suas formas de sentir prazer. Comparar uma
experiência real com fantasias irreais só aumenta a frustração.
Para ajudar, o sexólogo destaca dicas para quando o sexo não encaixa de primeira, veja:
Diminuir a pressão por desempenho já no próximo encontro: O especialista orienta que que o casal combine previamente
de tirar o foco da “performance” e priorizar o momento. Reduzir a cobrança por
orgasmo ou perfeição ajuda o corpo a sair do estado de alerta.
Investir mais tempo nas preliminares e na conexão antes do
ato: ampliar o tempo de
beijos, toque e exploração do corpo aumenta a intimidade e permite que ambos
entendam melhor o ritmo e as preferências um do outro.
Observar fatores externos que podem ter influenciado: Cansaço, álcool, ansiedade ou ambiente desconfortável
podem impactar o desempenho. Ajustar essas variáveis antes de concluir que “não
houve química” é fundamental.
Dar uma nova oportunidade com ajustes conscientes: Se houver interesse mútuo, o tentar
novamente com mais leveza e comunicação é uma ótima opção. Muitas vezes, a
segunda experiência flui melhor justamente porque a tensão inicial diminuiu.
Dr. Vitor Mello -
Biomédico, referência nacional em harmonização íntima masculina, criador do
método Overpants e sexólogo. Ele realizou diversos procedimentos estéticos
íntimos em famosos e anônimos. Além de ser uma figura renomada no campo da
sexualidade, Dr. Mello é conhecido por sua abordagem inovadora e seus métodos
que visam melhorar a confiança e a satisfação pessoal de milhares de homens no
Brasil.

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