
Urinar em via pública é um ato de falta de
civilidade e pode gerar penalidades.
Envato
Com a chegada dos blocos e o aumento do
fluxo de foliões, administradores de condomínios orientam moradores sobre
limites, limpeza e medidas preventivas para evitar transtornos
O Carnaval é uma das festas mais aguardadas do ano, mas também
pode se transformar em dor de cabeça para quem mora em regiões movimentadas por
blocos e grandes concentrações de pessoas. Entre os incômodos mais comuns está
uma situação que gera indignação e dúvidas: afinal, o morador precisa aceitar
xixi na porta de casa durante a folia?
Para Marcos Reis, especialista em administração de condomínios e
responsável pela Vision Administradora de Condomínios, a resposta é clara: não.
“Carnaval não suspende regras de convivência e nem o direito ao respeito.
Urinar em via pública é um ato de falta de civilidade e pode gerar penalidades.
O morador não tem que aceitar isso como algo normal”, afirma. Com mais de dez
anos de experiência na gestão condominial, ele reforça que períodos como esse
exigem planejamento e atenção redobrada, especialmente em áreas próximas a eventos.
O problema se torna ainda mais relevante diante do crescimento da vida em condomínios no Brasil. Segundo dados do IBGE, mais de 84 milhões de brasileiros vivem atualmente nesse tipo de moradia, número impulsionado pela verticalização urbana e pela busca por segurança e serviços compartilhados. Esse cenário exige uma administração cada vez mais profissional, preparada para lidar não apenas com questões operacionais, mas também com desafios de convivência em momentos de alta pressão social.
Marcos Reis destaca que a administração condominial hoje vai muito
além de boletos e manutenção. “A administração de condomínios deixou de ser
apenas operacional. Hoje envolve planejamento financeiro, mediação de
conflitos, gestão de pessoas e valorização patrimonial. Quem não entende isso
fica para trás”, explica.
Durante o Carnaval, situações como sujeira, barulho excessivo e até vandalismo podem se intensificar, e por isso o especialista recomenda algumas medidas práticas. Entre elas estão reforçar a comunicação preventiva com moradores, instalar sinalizações externas, investir em iluminação e câmeras e, sempre que necessário, acionar a fiscalização da prefeitura. Ele também orienta que moradores evitem confrontos diretos com foliões. “O ideal é sempre preservar a segurança. O morador não deve se expor ao tentar resolver sozinho. A melhor saída é registrar e acionar os canais corretos”, recomenda.
Para o especialista, embora o Carnaval seja sinônimo de alegria,
ele não pode servir de justificativa para desrespeito ao espaço e ao bem-estar
de quem vive na cidade. “Festa nenhuma justifica desrespeito. O Carnaval é
alegria, mas também precisa ser convivência. Quando cada um faz sua parte,
moradores e foliões conseguem compartilhar a cidade sem transformar a rua em um
problema”, conclui.
Nenhum comentário:
Postar um comentário