Cuidados com a mente e as emoções dos animais refletem diretamente na saúde física e na harmonia com os responsáveis
Problemas emocionais como ansiedade, medo, estados
depressivos, agressividade e compulsões não são exclusivos dos humanos e fazem
parte da rotina clínica dos animais de estimação. Cães e gatos também sofrem
com esses distúrbios, muitas vezes de forma silenciosa e geralmente são
confundidos com desobediência ou “manias”. Ignorar esses sinais compromete não
só o comportamento, mas também a saúde física dos pets e o convívio com os
responsáveis.
Para a médica-veterinária Farah de Andrade,
consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, entender o
comportamento como forma de comunicação é o primeiro passo para cuidar da saúde
mental dos animais. “Eles sentem, sofrem, se frustram e demonstram isso com
atitudes. Quando o pet passa a destruir objetos, vocalizar em excesso, se
isolar ou apresentar agressividade, ele está sinalizando que algo não vai bem”,
explica.
Sinais de alerta: o que
observar no comportamento diário do pet
Comportamentos como apatia, automutilação,
alterações de apetite, mudanças no sono, urinar ou defecar fora do lugar
habitual, medo exagerado e agitação constante podem indicar quadros de estresse
crônico, ansiedade e depressão. As causas variam de mudanças na rotina,
ausência prolongada dos responsáveis e solidão até traumas e o processo de
envelhecimento.
Animais idosos podem apresentar sinais semelhantes
aos da demência nos humanos, como desorientação, irritabilidade, apego
excessivo. “É comum que os responsáveis não saibam interpretar esses sinais.
Por isso, a avaliação veterinária especializada é fundamental para um
diagnóstico correto e o início do tratamento mais adequado”, alerta Farah.
Tratamento emocional vai além
do carinho
Em muitos casos, reorganizar a rotina do pet,
ajustar o ambiente e fortalecer o vínculo com o responsável já pode ajudar a
reduzir ou reverter os sinais comportamentais, mas quando o quadro é mais
severo ou persistente, o tratamento pode incluir o uso de medicamentos
veterinários manipulados, sempre com orientação médica.
“O tratamento precisa ser seguro, eficaz e adaptado
ao paciente. Um comprimido amargo pode causar ainda mais estresse, enquanto um
biscoito sabor frango ou um gel transdérmico aplicado com carinho transforma o
cuidado em experiência positiva”, destaca Farah. A manipulação veterinária
permite ajustar a dosagem ao peso do animal, combinar diferentes ativos e
escolher formas farmacêuticas flavorizadas que melhor se adaptem ao pet, como
biscoitos, molhos, pastas orais e xaropes em sabores como picanha, bacon,
queijo, leite condensado e azeitona. Isso aumenta a adesão ao tratamento e
reduz o estresse do responsável e do animal.
Entre as opções prescritas por médicos-veterinários,
estão fitoterápicos e nutracêuticos como valeriana, kawa-kawa, passiflora,
L-triptofano e melatonina, ideais para quadros leves a moderados. Já os
medicamentos controlados, como fluoxetina, sertralina e clomipramina são
indicados em casos mais complexos e também podem ser manipulados de forma
personalizada.
Prevenir é cuidar antes que
adoeça
A prevenção dos transtornos emocionais deve começar
em casa, com o chamado enriquecimento ambiental: adaptações no ambiente para
oferecer estímulos físicos, sensoriais e cognitivos ao pet. “Tédio e falta de
estímulo são gatilhos para vários distúrbios. Um cão precisa explorar, correr e
cheirar. Um gato precisa de altura, esconderijos e desafios. Sem isso, o pet
adoece em silêncio”, reforça a veterinária.
Brinquedos interativos, prateleiras, arranhadores,
atividades com reforço positivo e passeios regulares ajudam a manter o
equilíbrio emocional. Uma rotina previsível, com tempo de qualidade ao lado do
responsável, também contribui para o bem-estar dos animais.
Uma via de mão dupla: como os
pets ajudam na saúde mental dos humanos
Se o responsável influencia o equilíbrio emocional
do pet, o contrário também é verdadeiro. Quem tem ou já teve um animal de
estimação entende como eles colaboram na redução do estresse e da ansiedade,
aliviam sintomas de depressão e fortalecem o senso de conexão emocional.
A presença de um pet pode transformar a rotina do
responsável, especialmente dos idosos, ajudar no desenvolvimento emocional de
crianças e ser uma âncora afetiva para quem enfrenta perdas ou momentos de
solidão. Porém, esse animal de estimação também deve ter suas necessidades
físicas, emocionais e mentais atendidas. “Um pet emocionalmente equilibrado é
fonte de afeto, acolhimento e estrutura. Ele contribui com o bem-estar de toda
a família e, por isso, merece o mesmo cuidado que oferece”, ressalta Farah.
Emoção e saúde caminham juntas
Ignorar a saúde mental de cães e gatos pode levar a
complicações clínicas: doenças dermatológicas, digestivas, cardiovasculares e
até imunológicas apresentam associação reconhecida com estados emocionais
alterados. Por outro lado, cuidar do emocional é uma forma concreta de
prolongar a vida e melhorar a qualidade do dia a dia.
“A saúde mental dos pets não é frescura, é parte
essencial do bem-estar. Cuidar das emoções é tão importante quanto vacinar,
alimentar ou levar ao veterinário. O cuidado emocional é um investimento na
saúde do pet e também na harmonia do lar”, conclui a especialista da DrogaVET.
DrogaVET
www.drogavet.com.br

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