Com o reajuste do salário mínimo nacional para R$ 1.621,00 em
2026, o valor da contribuição mensal do Microempreendedor Individual (MEI)
também passou por atualização. O valor é definido com base no salário mínimo
vigente e pode variar conforme o tipo de atividade exercida pelo empreendedor,
como comércio, indústria ou prestação de serviços.
Mesmo quem não teve faturamento no período precisa pagar o
Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) até o dia 20 de cada mês
para manter benefícios como aposentadoria, auxílio-doença, salário-maternidade
e pensão por morte.
De acordo com Renato Costa, educador financeiro do Sicoob, o
reajuste não precisa se transformar em motivo de aperto permanente, desde que o
microempreendedor organize o orçamento e trate a guia do MEI como parte fixa do
“custo de manter a empresa viva”.
“A contribuição mensal é o que garante proteção previdenciária e
regularidade do CNPJ. Em vez de enxergar esse valor apenas como gasto a mais, o
ideal é se planejar para incorporá-lo ao fluxo de caixa e, ao mesmo tempo,
abrir espaço para reserva de emergência e investimentos”, orienta.
De acordo com o especialista, o ponto de atenção é que o DAS-MEI
vence sempre no dia 20, independentemente de o MEI ter vendido muito, pouco ou
nada naquele mês. “Por isso é tão importante antecipar esse compromisso no
planejamento e não esperar o boleto chegar para lembrar que precisa pagar”,
destaca.
Três passos para conciliar o novo DAS, a reserva de
emergência e os investimentos
Para não deixar que o reajuste da contribuição desorganize as
contas, o especialista sugere três passos práticos de educação financeira
voltados ao MEI.
Separar o dinheiro do negócio e o dinheiro pessoal
“O primeiro movimento é não misturar o caixa da empresa com o
orçamento da casa. Ao receber pelos serviços ou vendas, o MEI deve priorizar os
custos do negócio, onde entra o DAS, as demais despesas e, continuamente, uma
fatia para reserva de emergência e investimentos”, explica. Essa divisão deve
ser planejada antes mesmo dos recebimentos, pois ela ajuda a enxergar a
realidade do negócio e fazer projeções ou ajustes para os próximos ciclos.
Tratar o DAS-MEI como despesa fixa
Segundo o especialista, o ideal é incluir a contribuição do MEI no
planejamento mensal, pois ele é uma despesa fixa, ao lado de despesas como
aluguel, energia e internet. “A melhor estratégia é ter sempre um fluxo de
caixa bem definido e atualizado diariamente. Esse fluxo também deve conter
todas as previsões de recebimento e pagamentos para os próximos meses, pois
assim o empreendedor consegue acompanhar de perto todas as movimentações,
antecipar pagamentos e se prevenir de eventuais contratempos”, explica.
Construir reserva de emergência e começar a investir, mesmo com
pouco
Mesmo com orçamento limitado, o MEI deve buscar montar uma reserva
para emergências que cubra por um período os custos fixos do negócio e das
despesas essenciais da família (separados), preferencialmente em aplicações de
baixo risco e liquidez diária. “Um exemplo que temos no cooperativismo é o
Recibo de Depósito Cooperativo (RDC), um investimento seguro, com rentabilidade
atrativa e alta liquidez, ideal para quem quer fazer o dinheiro render mais,
sem abrir mão de previsibilidade e segurança”, destaca.
Renato também alerta que, depois de garantir a reserva, é possível
direcionar, com planejamento, valores para investimentos voltados a objetivos
de médio e longo prazo, como aposentadoria complementar, compra de equipamentos
ou expansão do negócio.
Ajustar preços e rotinas para não
perder renda
Além de organizar o orçamento, o reajuste do salário-mínimo e da
contribuição do MEI pode ser um momento para revisar tabela de preços, custos e
produtividade.
“Se os gastos fixos aumentaram, é fundamental avaliar se o valor
cobrado pelos produtos ou serviços acompanha essa nova realidade. Muitas vezes,
pequenos ajustes de preço ou melhoria de processos já são suficientes para
absorver o impacto do DAS e outros custos e ainda abrir espaço para poupar e
investir”, afirma o especialista.
Gestão financeira descomplicada com o Sicoob
Para apoiar o Microempreendedor Individual nessa jornada, o Sicoob
oferece o curso de Finanças para MEI, disponível na
plataforma Se Liga Finanças ON. O conteúdo ensina de forma prática
como fazer uma boa gestão financeira do negócio. O acesso é gratuito e pode ser
feito pelo site: seligafinancas.institutosicoob.org.br. E não para por aí: o Sicoob também disponibiliza
consultorias financeiras individuais, gratuitas e online, realizadas por
orientadores financeiros especializados. O serviço está disponível no site
clinicasfinanceiras.institutosicoob.org.br.
Instituição financeira cooperativa - Sicoob
www.sicoob.com.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário