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| Crédito João Caldas |
Em cartaz há 4 anos, assistido por mais de 170 mil pessoas e depois de três turnês nacionais seguidas (sempre lotadas), o espetáculo dirigido por Elias Andreato e estrelado por Odilon Wagner (indicado aos prêmios Shell, APCA e Bibi Ferreira pelo trabalho) e Marcello Airoldi, volta para mais uma temporada São Paulo. A peça narra um encontro fictício entre o pai da Psicanálise e o escritor C.S. Lewis
Um dos
grandes sucessos do teatro brasileiro desde 2022, a versão dirigida por Elias
Andreato para A Última Sessão de Freud, do premiado autor
estadunidense Mark St. Germain, já cumpriu 370 apresentações e nunca
parou de renovar temporadas desde sua estreia há 4 anos. A peça ganha uma nova
temporada no Teatro Sabesp Frei Caneca, de 6 de março a 26 de abril, com
apresentações às sextas, às 20h; aos sábados, às 17h e às 20h; e aos domingos,
às 17h.
Sobre
o enredo
A
trama apresenta um encontro fictício entre Sigmund Freud (Odilon Wagner -
o pai da psicanálise, e o escritor, poeta e crítico literário C.S.Lewis (Marcello
Airoldi), dois intelectuais que influenciaram o pensamento científico
filosófico da sociedade do século 20.
Durante
esse diálogo, Sigmund Freud, crítico implacável da crença religiosa, e C.S.
Lewis, renomado professor de Oxford, crítico literário, ex-ateu e influente
defensor da fé baseada na razão, debatem, de forma apaixonada, o dilema entre
ateísmo e crença em Deus. O texto de Mark St. Germain é baseado no livro Deus
em Questão, escrito pelo Dr. Armand M.Nicholi Jr. - professor clínico de
psiquiatria da Harvard Medical School. Freud quer entender por que um ex-ateu,
um brilhante intelectual como C.S. Lewis, pode, segundo suas palavras, “abandonar
a verdade por uma mentira insidiosa” - tornando-se um cristão convicto.
No
gabinete de Freud, na Inglaterra, eles conversam sobre a existência de Deus,
mas o embate verbal se expande por assuntos como o sentido da vida, natureza
humana, sexo, morte e as relações humanas, resultando em um espetáculo que se
conecta profundamente com o espectador através de ferramentas como o humor, a
sagacidade e o resgate da escuta como ponto de partida para uma boa conversa. O
sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão. As ideias contundentes ali
propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes que sejamos.
“Essa
peça é um elogio ao diálogo, tão necessário em nossos tempos. Saio do teatro
todos os dias mais convicto que podemos e devemos conviver pacificamente com
aqueles que pensam diferente de nós”, completa Odilon Wagner.
A
encenação
O
cenário assinado por Fábio Namatame (indicado ao Prêmio Shell melhor
cenário) reproduz o consultório onde Freud desenvolvia sua psicanálise e
seus estudos. Ele estava exilado na Inglaterra depois de ter fugido da
perseguição nazista na Áustria, em plena segunda guerra mundial, no ano de
1939.
Em uma
entrevista sobre o espetáculo, o autor comenta: “A peça mostra um embate de
ideias. Isso é uma armadilha, e eu não queria que o espetáculo se transformasse
em um debate. Por isso, pelo bem da ação dramática, situei o encontro entre
Freud e Lewis no dia em que a Inglaterra ingressou na Segunda Guerra Mundial.
Então, são dois homens no limite, sabendo que Hitler poderia bombardear Londres
a qualquer minuto”.
O
diretor Elias Andreato optou por uma encenação que valorize a palavra,
construindo as cenas de modo que o texto seja o protagonista e as ideias
estejam à frente de qualquer linguagem.
“A
idéia do autor Mark St. Germain de provocar esse encontro entre Freud e Lewis
cria um jogo teatral de ideias, crenças e visões de mundo profundamente
distintas. O diálogo entre os dois personagens é, por vezes, irônico, por vezes
violento, mas surpreendentemente sociável, e é justamente aí que reside sua
força: Na prova de que é possível conviver com as diferenças de forma
inteligente, crítica e sobretudo, humana.
Odilon
Wagner constrói um Freud de extrema humanidade, numa composição precisa,
milimétrica, que torna seu trabalho inesquecível. Marcello Airoldi demonstra
que o humor e a leveza podem existir mesmo quando as ideias se chocam e
percorrem territórios perigosos, densos e provocadores.
O
espetáculo dialoga com o público de maneira sensível e direta. Seu sucesso nasce
da atualidade do tema e da urgência em discutir questões profundas e delicadas
que atravessam o nosso cotidiano, especialmente em um Brasil cada vez mais
dividido. O teatro mostra, mais uma vez, ser o veículo ideal para falar da
violência com poesia, reflexão e escuta, abrindo caminhos para a transformação”, conta o diretor.
Para
Odilon Wagner a experiência de interpretar Freud tem um significado especial
nesses seus 56 anos de profissão: “Tem sido uma das experiências mais
fascinantes de minha carreira, é um privilégio poder representar uma personagem
tão potente como Freud, um dos grandes pensadores do século XX. Nesses últimos
quatro anos em que estivemos em cartaz, já rodamos o país três vezes e
repetiremos a turnê em 2026. A reação do público, sempre tão entusiasmada, e os
encontros e debates que tivemos nos teatros e nas universidades me enriqueceram
muito e trouxeram a confirmação da atualidade do pensamento Freudiano em nosso
século. O espetáculo estimula a nossa reflexão sobre a necessidade de praticarmos
uma cultura de paz, nos provoca a exercer nossa humanidade com mais fervor e
atenção, para que não se repita a história deletéria da segunda guerra mundial,
vivenciada por Freud.”
Segundo
Marcelo Airoldi “Teatro nunca é feito de facilidades e não há fórmulas para
o sucesso de um projeto, mas quando este acontece, saltam aos olhos detalhes
que evidenciam a existência de cuidados especiais, seja na produção, direção ou
qualquer outro aspecto técnico do espetáculo. Num mundo dominado por algoritmos
da superficialidade, é maravilhoso encontrar plateias sedentas pelo bom debate,
humor de qualidade, poesia e pela história de bons personagens como estes, que
a dramaturgia juntou na mesma página.” completa o ator
Ficha
Técnica
Texto: Mark St. Germain
Tradução: Clarisse Abujamra
Direção: Elias Andreato
Assistente de
Direção: Raphael Gama
Idealização: Ronaldo Diaféria
Elenco: Odilon Wagner e Marcello Airoldi
Cenário e
figurino: Fábio Namatame
Assistente de
cenografia: Fernando Passetti
Desenho de
Luz: Gabriel Paiva e André Prado
Designer de som: André Omote
Iluminação: Nádia Hinz
Sonorização: Gabriel Fernandes
Trilha
Sonora: Raphael Gama
Arte Gráfica: Rodolfo Juliani
Fotografia: João Caldas
Produtor
Executivo: Adolfo Barreto
Cenotécnica/Contra-regragem:
Vinicius Henrique, Kauã
Nascimento
Produtores
Associados: Ronaldo Diaféria
e Odilon Wagner
Sinopse
No
gabinete de Freud, na Inglaterra, o pai da psicanálise e o escritor C.S. Lewis
conversam sobre a existência de Deus, mas o embate verbal se expande por assuntos
como o sentido da vida, natureza humana, sexo e as relações humanas, resultando
em um espetáculo que se conecta profundamente com o espectador através de
ferramentas como o humor, a sagacidade e o resgate da escuta como ponto de
partida para uma boa conversa. O sarcasmo e ironia rondam toda essa discussão.
As ideias contundentes ali propostas nos confundem, por mais ateus ou crentes
que sejamos.
Serviço
A Última Sessão de
Freud, de Mark St. Germain
Temporada: 6 de março a 26 de abril de 2026
às sextas, às 20h; aos sábados, às 17h e às 20h; e aos
domingos, às 17h
Ingressos: entre R$25 e R$180
Vendas online em: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/a-ultima-sessao-de-freud-15630
Bilheteria: terça-feira a domingo, das 12h às 15h e das 16h às 19h
Capacidade: 600 lugares
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos
Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade
reduzida

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