O TOC é um transtorno psicológico, caracterizado por pensamentos obsessivos que por sua vez resultam em comportamentos compulsivos, com objetivo de aliviar a ansiedade gerada por pensamentos, dos quais a pessoa não possui controle.
Segundo a Ph.D em Neurociências, Dra em Psicologia, Mestre em Psicanálise e Neuropsicóloga especialista no tratamento de diversos transtornos, Roselene Espírito Santo Wagner, para ser considerado TOC, os pensamentos ou rituais, necessariamente devem estar prejudicando a qualidade de vida da pessoa, principalmente quando os rituais tomarem uma grande parcela de tempo da pessoa.
“A palavra “obsessão” é frequentemente usada na fala
quotidiana para indicar qualquer interesse ou preocupação que alguém considere
extrema ou exagerada.
Trata-se de uma definição bastante ampla e também
subjetiva. Na psicologia, contudo, define-se a obsessão como pensamentos ou
imagens intrusivos e recorrentes que um indivíduo considera indesejáveis ou
desagradáveis e dos quais tenta se livrar”, explicou.
“As obsessões e/ou compulsões consomem tempo ou
interferem de forma significativa nas rotinas diárias do indivíduo, no seu
trabalho, na vida familiar ou social, e causam acentuado sofrimento.
Cada vez mais se torna evidente que a maioria dos casos
de TOC começam na infância ou na adolescência, e sua apresentação clínica é
semelhante à dos adultos. A única alteração nos critérios diagnósticos para
crianças, é que as crianças, não necessariamente, demonstram estar cientes de
que seus pensamentos sejam irracionais”.
Dra Leninha, ainda explicou que no Transtorno Obsessivo Compulsivo onde as Obsessões são definidas por pensamentos, impulsos ou imagens recorrentes e persistentes que, em algum momento durante a perturbação, são experimentados como intrusivos e inadequados e causam acentuada ansiedade ou sofrimento;os pensamentos, impulsos ou imagens não são meras preocupações excessivas com problemas da vida real; a pessoa tenta ignorar ou suprimir tais pensamentos, impulsos ou imagens, ou neutralizá-los com algum outro pensamento ou ação; a pessoa reconhece que os pensamentos, impulsos ou imagens obsessivas são produto de sua própria mente (não impostos a partir de fora, como na inserção de pensamentos)”, explicou.
Já as compulsões, segundo a especialista, são definidas por comportamentos repetitivos (por exemplo, lavar as mãos, organizar, verificar) ou atos mentais (por exemplo, orar, contar ou repetir palavras em silêncio) que a pessoa se sente compelida a executar em resposta a uma obsessão ou de acordo com regras que devem ser rigidamente aplicadas; os comportamentos ou atos mentais visam a prevenir ou reduzir o sofrimento,ou evitar algum evento ou situação temida; entretanto, esses comportamentos ou atos mentais não têm uma conexão realista com o que visam a neutralizar ou evitar, ou são claramente excessivos.
“Em algum ponto durante o curso do transtorno, o indivíduo reconheceu que as obsessões ou compulsões são excessivas ou irracionais”, disse.
O TOC de forma geral se divide em dois tipos:
Transtorno obsessivo compulsivo subclínico: as obsessões
e rituais se repetem com frequência, mas não atrapalham a vida da pessoa ou
causam transtornos graves;
Transtorno obsessivo compulsivo propriamente dito: as obsessões ocorrem de forma insistente, levando a compulsão para alívio da ansiedade e angústia.
Os tipos mais importantes de manifestação de TOC são:
1. TOC de contaminação
2. Verificação exagerada
3. Contagem compulsiva
4. TOC de Acumulação
5. Evitação e crença
6. Pensamentos intrusivos e repulsivos
7. Simetria e ordem
8. TOC pré-natal ou Pós-parto
9. TOC alimentar
10. Auto afirmação de imagem
Diagnóstico
O Psicólogo ou médico Psiquiatra são quem diagnosticam o
transtorno obsessivo compulsivo, tomando por base os sintomas: a presença de
obsessões, compulsões ou ambas. As obsessões ou compulsões precisam: Tomar
muito tempo e causar angústia significativa ou interferir com a capacidade
funcional da pessoa
Tratamento
A combinação de psicoterapia e medicamentos antidepressivos
(inibidores seletivos de recaptação de serotonina, por exemplo, fluoxetina),
que são um tipo de antidepressivo, e a clomipramina, que é um tipo de
antidepressivo tricíclico, costumam ser eficazes, finalizou explicando a Dra
Leninha Wagner.
Dra Roselene Espírito Santo
Wagner - Também conhecida como Dra. Leninha, é Ph.D em Neurociências, Dra em Psicologia, Mestre em
Psicanálise e Neuropsicóloga especialista no tratamento de diversos
transtornos, além de ser habilitada para aplicação de testes psicométricos
reconhecidos mundialmente. Dra. Leninha tem participação em diversos programas
de rádio e televisão, assim como periódicos e revistas nacionais e
internacionais.
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