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sábado, 1 de agosto de 2026

Inverno sem lábios ressecados: hábitos simples que fazem toda a diferença

Especialista explica como proteger os lábios durante os dias frios e destaca a importância da hidratação diária para evitar rachaduras e desconfortos

 

Com a chegada do inverno, a pele costuma ser a primeira a sentir os efeitos das baixas temperaturas e da redução da umidade do ar. Mas há uma região que frequentemente passa despercebida na rotina de cuidados: os lábios. Mais finos e sensíveis do que o restante da pele, eles possuem menor capacidade de retenção de água e praticamente não contam com glândulas sebáceas, tornando-se mais vulneráveis ao ressecamento, descamação e até pequenas fissuras durante a estação.

Para manter a saúde e a aparência dos lábios, especialistas recomendam investir em uma rotina simples, porém constante, baseada em hidratação, proteção e alguns hábitos que ajudam a preservar a barreira natural da pele.
 

A hidratação começa de dentro para fora

Mesmo nos dias frios, manter uma boa ingestão de água continua sendo um dos principais aliados para a saúde da pele e dos lábios. A sensação de sede costuma diminuir durante o inverno, mas a necessidade de hidratação do organismo permanece a mesma.

Além da hidratação interna, é importante reforçar os cuidados externos com produtos que formem uma camada protetora e ajudem a evitar a perda de água ao longo do dia.
 

Balm: um aliado indispensável no inverno

Durante o inverno, o balm deixa de ser apenas um item de beleza para se tornar um verdadeiro cuidado diário.

O Balm de Águas de Ipanema reúne ingredientes que promovem hidratação profunda e ajudam a proteger os lábios contra as agressões do clima. Sua fórmula combina Ácido Hialurônico Himagic 4D, que atua em diferentes camadas da pele, com óleo de mulateiro e óleo de maracujá, ativos naturais brasileiros reconhecidos por suas propriedades hidratantes, nutritivas e antioxidantes.

O resultado é uma textura confortável, que ajuda a restaurar a maciez dos lábios e prevenir o ressecamento ao longo do dia.
 

Evite o hábito de umedecer os lábios

Quando os lábios ficam secos, muitas pessoas recorrem ao hábito de passar a língua sobre eles. Apesar da sensação momentânea de alívio, a saliva evapora rapidamente e contribui para um ressecamento ainda maior.

A melhor alternativa é reaplicar o balm sempre que sentir necessidade, especialmente após as refeições ou em ambientes com ar-condicionado.
 

Esfoliação, sim. Excesso, não.

Remover as pelinhas soltas pode ajudar a melhorar a aparência dos lábios, mas a esfoliação deve ser feita com moderação. Uma vez por semana costuma ser suficiente para eliminar células mortas sem comprometer a barreira de proteção natural.

Após a esfoliação, a aplicação de um balm hidratante potencializa a recuperação da pele.
 

Proteção também faz parte da rotina

Mesmo no inverno, os raios ultravioletas continuam presentes. Por isso, proteger os lábios da exposição solar é um cuidado que deve ser mantido durante todo o ano, principalmente para quem pratica atividades ao ar livre ou frequenta praias e parques nos dias ensolarados da estação.
 

Pequenos cuidados, grandes resultados

Cuidar dos lábios no inverno não exige uma rotina complexa. Hidratar o organismo, evitar hábitos que favorecem o ressecamento e manter um balm sempre por perto são atitudes simples que preservam o conforto e a saúde da pele.

Assim como acontece com o restante do corpo, a constância é o segredo. Quando incorporados ao dia a dia, esses cuidados ajudam a manter os lábios macios, protegidos e prontos para enfrentar os dias mais frios com muito mais conforto e bem-estar.


Tendências no 'skincare': especialista explica como separar promessas de marketing da ciência real na rotina de cuidados

 

Especialista em estética e imagem pessoal da UNIASSELVI traduz os jargões da indústria cosmética, alerta para os riscos de produtos inadequados e indica os ingredientes que realmente valem o investimento 

Especialista traduz os jargões da indústria cosmética, alerta para os riscos de produtos inadequados e indica os ingredientes que realmente valem o investime


Nas prateleiras e nas redes sociais, os consumidores são expostos diariamente a um bombardeio de tendências e promessas que vão desde a "penetração nas camadas mais profundas da pele" a resultados milagrosos. Para ajudar o público a fazer escolhas seguras e eficazes, Izadora Figueredo, professora do curso de Estética e Imagem Pessoal da UNIASSELVI, faz uma análise crítica sobre os reais efeitos dos ativos e jargões utilizados pela publicidade do setor. 

Segundo Izadora, a mudança de estação tem impacto direto no comportamento do consumidor e na própria fisiologia da pele. “No inverno, por exemplo, tendemos a escolher ativos que promovam uma sensação de maciez e conforto contra a exposição ao frio. Isso implica o uso de produtos mais cremosos e espalháveis. No entanto, é preciso cautela, pois o uso de um produto inadequado ao seu tipo de pele pode gerar efeitos adversos, como excesso de oleosidade, ressecamento extremo e até reações alérgicas”, explica. 

A professora alerta que o consumidor deve desenvolver um olhar atento para as chamadas "bandeiras vermelhas" do mercado. "Produtos que prometem resultados rápidos, sem comprovação de eficácia, devem ser observados com receio. Quando um rótulo alega penetrar em camadas profundas, na verdade ele age apenas na epiderme. É improvável que um cosmético comum possua capacidade de absorção profunda", ressalta. O mesmo cuidado vale para o selo 'dermatologicamente testado' que, segundo a especialista, apenas garante que o produto passou por testes de segurança em humanos, mas não anula o risco de reações individuais. 

Outro ponto fundamental para o sucesso do tratamento é a ordem de aplicação dos produtos. A regra geral recomendada pela docente é iniciar pelas texturas mais fluidas e leves, como os séruns, e finalizar com os produtos de barreira e deposição, como os hidratantes densos e o protetor solar. Para quem possui um orçamento limitado, Izadora sugere focar em três passos essenciais de regeneração: "O investimento certeiro deve ser em Vitamina C pela manhã, fotoproteção diária e hidratação com Vitamina B5 (Pantenol)".

 

Fato ou Fake do Skincare

Com a velocidade das tendências de beleza na internet, muitas informações imprecisas e até perigosas acabam viralizando. A professora da UNIASSELVI esclarece os cinco principais mitos que dominaram as redes sociais recentemente:

  • "Se arde, é porque está fazendo efeito."

FAKE. A ardência e a pinicação severa não são sinônimos de eficácia, mas sim sinais claros de que a barreira cutânea está irritada ou lesionada. Um skincare eficiente e seguro não deve causar dor ou desconforto.

  • "Crianças e adolescentes precisam de rotinas com retinol e ácidos fortes."

FAKE. O uso precoce de ativos voltados para o rejuvenescimento (anti-aging) em peles jovens e saudáveis pode provocar queimaduras químicas e sensibilidade crônica. Nessa faixa etária, o cuidado deve se limitar à limpeza suave, hidratação básica e proteção solar.

  • "O Sunscreen Contouring (contorno com protetor solar) é uma técnica segura."

FAKE. A prática de aplicar protetor solar apenas em áreas específicas para deixar o restante do rosto bronzear naturalmente é altamente prejudicial. Dermatologistas alertam que a exposição parcial e desprotegida acelera o envelhecimento precoce e eleva o risco de câncer de pele. O protetor solar deve ser aplicado uniformemente.

  • "Misturar vários ativos diferentes acelera o resultado."

FAKE. A sobreposição desordenada de ingredientes potentes (como misturar ácidos AHA/BHA e Vitamina C na mesma aplicação) causa inflamação e o temido "efeito rebote" — que resulta em mais acne e oleosidade. A tendência atual é o Skinimalismo: rotinas simplificadas que respeitam a integridade natural do microbioma cutâneo.

  • "Receitas caseiras ou produtos 100% naturais são sempre melhores."

FAKE. Ingredientes naturais de cozinha (como limão, bicarbonato ou óleos essenciais puros) não passam por processos de estabilização laboratorial. Quando aplicados na pele e expostos ao sol, podem causar manchas severas, alergias e queimaduras graves. Fórmulas testadas e regulamentadas oferecem a segurança necessária para a saúde da pele.

 

UNIASSELVI


Canetas emagrecedoras revelam um efeito que vai além da perda de peso

Especialista explica por que muitas pessoas emagrecem rapidamente, mas demoram mais tempo para reconhecer a própria imagem. Entender esse processo pode ser tão importante quanto a própria cirurgia

 

O avanço das chamadas canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, mudou a forma de tratar a obesidade e também o perfil de quem procura um cirurgião plástico. Nos consultórios, cresce o número de pessoas que já alcançaram uma perda significativa de peso, mas continuam insatisfeitas com a própria aparência. Em muitos casos, o que mais incomoda já não é apenas o excesso de pele, mas a dificuldade de se reconhecer no novo corpo.

Marco Dallegrave, médico formado pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e pós-graduado em Psiquiatria, afirma que a rapidez da transformação física nem sempre é acompanhada pela adaptação emocional. Segundo ele, esse descompasso passou a fazer parte da rotina dos consultórios e influencia diretamente a decisão sobre quando operar. "Hoje, uma parte importante da consulta deixou de ser sobre técnica cirúrgica. O que mais fazemos é ajudar a pessoa a entender se realmente precisa operar ou se ainda está vivendo o processo de adaptação à nova imagem corporal".

A discussão ganhou ainda mais relevância com a expansão dos agonistas de GLP-1. Desde junho de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passou a exigir retenção de receita para esses medicamentos, reforçando a importância do acompanhamento médico durante todo o tratamento.


Emagrecer nem sempre significa aceitar o novo corpo

Perder peso costuma ser encarado como o fim de uma jornada. Para muitas pessoas, porém, essa etapa marca apenas o início de uma nova relação com a própria imagem. "O corpo muda em poucos meses, mas a forma como a pessoa se enxerga pode levar muito mais tempo para acompanhar essa transformação. Não é raro encontrar pacientes que perderam dezenas de quilos e ainda se percebem como antes, enquanto outros acreditam que a cirurgia resolverá inseguranças construídas ao longo de muitos anos".

Segundo Dallegrave, estabilidade do peso, qualidade da pele, estado nutricional, ganho de massa muscular e equilíbrio emocional passaram a ser critérios tão importantes quanto a quantidade de quilos eliminados na hora de indicar um procedimento.


Como saber se ainda não é o momento da cirurgia?

Nem toda pessoa que emagrece está pronta para operar. De acordo com o especialista, alguns sinais indicam que vale esperar um pouco mais antes de tomar essa decisão.

  • O peso ainda oscila com frequência.
  • A rotina de alimentação e atividade física ainda está em adaptação.
  • Há perda importante de massa muscular ou deficiências nutricionais.
  • A expectativa é de que a cirurgia resolva problemas de autoestima.
  • Ainda existe dificuldade para reconhecer ou aceitar a própria imagem.

"Quando existe instabilidade física ou emocional, esperar costuma ser a decisão mais segura. Esse intervalo melhora o planejamento, reduz riscos e permite entender quais mudanças realmente permaneceram depois da perda de peso".


Nem toda insatisfação é excesso de pele

Outro ponto observado nos consultórios é que nem sempre o desconforto está relacionado apenas às mudanças físicas. A comparação constante nas redes sociais e a expectativa de alcançar um corpo considerado perfeito podem aumentar a frustração, mesmo quando o emagrecimento foi bem-sucedido.

"Existe uma ideia de que emagrecer termina obrigatoriamente em uma cirurgia plástica e que, depois dela, todos os incômodos com a aparência desaparecerão. Mas cada pessoa vive uma história diferente. Quando expectativa e realidade não caminham juntas, nem mesmo um resultado técnico bem executado é suficiente para gerar satisfação".

Para o médico, compreender essa relação com a própria imagem tornou-se parte fundamental da avaliação pré-operatória. Em alguns casos, a melhor indicação não é marcar uma cirurgia imediatamente, mas permitir que o paciente tenha tempo para se adaptar às mudanças e construir expectativas mais realistas.


O que avaliar antes de procurar um cirurgião plástico

Antes de buscar um procedimento após uma grande perda de peso, Dallegrave orienta que o paciente observe alguns fatores que ajudam a tornar a decisão mais segura. Entre eles estão manter o peso estável por alguns meses, realizar uma avaliação clínica e nutricional completa, recuperar ou fortalecer a massa muscular, conversar de forma transparente sobre as expectativas em relação ao resultado e escolher um profissional que considere não apenas as condições físicas, mas também os aspectos emocionais envolvidos no tratamento.

"A cirurgia plástica pode corrigir excesso de pele, melhorar o contorno corporal e devolver conforto físico. Mas ela não substitui o processo de reconstrução da autoestima. Os melhores resultados acontecem quando saúde, equilíbrio emocional e expectativas realistas caminham juntos".





Dr. Marco Dallegrave é médico formado pela Faculdade Evangélica de Medicina do Paraná (FEMPAR), com residência em Cirurgia Geral pela Santa Casa de Curitiba e residência em Cirurgia Plástica pelo Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR). Também possui pós-graduação em Psiquiatria pelo CENBRAP, formação que complementa sua visão sobre os aspectos emocionais e psicológicos envolvidos na relação dos pacientes com a própria imagem. Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), atua há 21 anos na especialidade e já realizou mais de 5 mil cirurgias. Sua prática é voltada à cirurgia plástica estética, com ênfase em procedimentos de contorno corporal, mini lipoaspiração de recuperação rápida e cirurgias das mamas. Ao longo da carreira, consolidou uma abordagem que alia excelência técnica, segurança e atendimento humanizado. Defende que a cirurgia deve respeitar a individualidade de cada paciente e ser compreendida como parte de um cuidado integral com a saúde e o bem-estar, e não apenas como uma transformação estética.
Para mais informações, acesse o site e instagram.



Fontes de Pesquisa:

Medicamentos agonistas GLP-1 só poderão ser vendidos com retenção da receita
https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2025/canetas-emagrecedoras-so-poderao-ser-vendidas-com-retencao-de-receita

CARTA ABERTA: O uso de agonistas de GLP-1 para fins estéticos
https://abeso.org.br/carta-aberta-o-uso-de-agonistas-de-glp-1-para-fins-esteticos/



A era do desfazer: por que cresce a procura por dissolução de preenchimento facial

   Magnific
Cirurgiã-dentista especializada em Harmonização Orofacial explica por que pacientes têm buscado reverter procedimentos anteriores e o que diferencia um planejamento bem-feito de um resultado que gera arrependimento                                                                                                                                                              

Nos consultórios de harmonização orofacial, um movimento inverso ao que consagrou a especialidade nos últimos anos tem ganhado espaço: pacientes que chegam não para adicionar volume, mas para desfazer o que já foi aplicado. A busca por correção ou remoção total de preenchimentos anteriores, antes um procedimento pontual, tornou-se parte rotineira da prática clínica. 

Dra. Jennifer Pinheiro, cirurgiã-dentista especializada em Harmonização Orofacial (HOF), relata que esse perfil de paciente cresceu, ainda que nem sempre com um pedido explícito de reversão. "Às vezes os pacientes chegam querendo arrumar algo que não gostaram, não identificam que precisam da remoção para um planejamento do zero", afirma. Na experiência da especialista, recomeçar do zero costuma trazer resultados mais consistentes do que tentar corrigir em cima do que já existe. "Eu brinco que construir uma casa é melhor do que reformar. O resultado tende a ficar muito melhor."

 

O que leva à insatisfação 

Segundo Dra. Jennifer, o motivo mais comum por trás do desejo de reverter uma harmonização não é a rejeição ao procedimento em si, mas o resultado artificial. "Normalmente é algo muito marcado, aquela 'cara de harmonização'", explica. Na avaliação da especialista, a origem do problema raramente está no produto utilizado, e sim na condução do caso. "Normalmente acontece um mal planejamento, ou a escolha errada do procedimento ou da camada a ser tratada", relata. 

A dra descarta ainda a ideia de que existam regiões do rosto mais propensas a excessos difíceis de corrigir: "Excesso sempre é excesso, independentemente da região. O problema maior está exatamente em não saber distribuir o produto de forma estratégica”. 

 

Nem tudo pode ser desfeito 

 Magnific

Reverter um procedimento, no entanto, não é sempre possível. Dra. Jennifer esclarece que a reversibilidade depende diretamente da substância aplicada. "O procedimento mais comum de reverter é o ácido hialurônico, que removemos com a enzima hialuronidase. Mas botox e bioestimulador, por exemplo, não são removíveis", diz.  

A reversão, porém, não é isenta de consequências. Segundo a especialista, o principal risco está na condição da pele. "Pode gerar uma flacidez naquele local que tinha o produto", alerta.

 

O que separa um bom planejamento de um arrependimento 

Para Dra. Jennifer, a diferença entre uma harmonização bem-sucedida e uma que resulta em insatisfação se define antes da primeira aplicação. "A diferença está muito antes da primeira seringa. Uma harmonização bem planejada começa com um diagnóstico completo da face. Eu não olho apenas para a queixa que o paciente trouxe. Eu avalio estrutura óssea, compartimentos de gordura, ligamentos, músculos, qualidade da pele e o processo de envelhecimento como um todo", descreve. Quando esse diagnóstico não acontece, o resultado tende a ser previsível: "Quando alguém trata apenas o que está incomodando, sem entender a causa, normalmente aparecem resultados artificiais: rostos pesados, inflados ou desproporcionais." 

O alinhamento de expectativas, segundo ela, é o que sustenta essa diferença na prática. "Sempre alinho muito a expectativa com o cliente e acredito que isso seja o maior diferencial em um profissional. Você não pode prometer o que não vai conseguir cumprir. E na saúde e estética, existem muitas limitações", afirma.

 

Como saber se a indicação é confiável? 

Para quem avalia iniciar um procedimento, Dra. Jennifer sugere uma pergunta simples ao profissional: "Como você chegou à conclusão de que esse é o tratamento ideal para mim?" Segundo ela, a resposta revela a qualidade do atendimento. "Se a resposta for apenas o nome de um procedimento, eu ficaria preocupada. O profissional precisa conseguir explicar o raciocínio clínico por trás daquela indicação."

 

Mitos e verdades sobre a reversão de preenchimento 

"Toda harmonização pode ser revertida". Mito. O ácido hialurônico pode ser dissolvido com hialuronidase, mas botox e bioestimuladores de colágeno não têm reversão possível. 

"Existe uma região do rosto onde o excesso de produto é mais difícil de corrigir". Mito. Segundo a especialista, o problema não está na localização, mas na ausência de planejamento na distribuição do produto. 

"Depois de dissolver o preenchimento, o rosto volta exatamente ao que era antes, sem nenhum risco". Mito. A remoção pode gerar flacidez na região que recebeu o produto. 

"Aproveitar combos e promoções em diferentes clínicas sai mais em conta". Mito. Pacientes que buscam preço em vez de planejamento tendem a gastar mais no fim, com correções e remoções, finaliza a especialista.


Inverno é a melhor época para tratar manchas? Conheça cinco benefícios do Peeling de Hollywood

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Entenda como a técnica estimula a renovação celular, melhora a textura e devolve o viço da pele

 

Quem convive com marcas de acne ou outras manchas na pele sabe que investir em cremes e manter uma rotina de skincare nem sempre é suficiente para conquistar um tom mais uniforme. Em meio à correria do dia a dia, muitas pessoas também buscam alternativas que não exijam afastamento do trabalho ou dos compromissos. Por isso, os procedimentos estéticos não invasivos têm ganhado destaque por aliarem praticidade, menor tempo de recuperação e benefícios como o refinamento da textura e a uniformização do tom. Esse movimento acompanha a expansão do setor. De acordo com a Mordor Intelligence (2026), o mercado global de tecnologias estéticas não invasivas foi estimado em US$ 44,65 bilhões em 2026 e deve alcançar US$ 67,29 bilhões até 2031, com crescimento anual de 8,55%. 


Segundo Tálona Nayla de Marco, coordenadora técnica da LypeDepyl, rede especializada em depilação a laser e despigmentação de tatuagens e sobrancelhas, a exposição ao sol exerce influência direta no surgimento e no escurecimento de manchas, tornando o inverno um período mais favorável para investir em tratamentos de renovação. “A radiação ultravioleta estimula a produção de melanina, pigmento responsável pela cor da pele. Quando essa produção ocorre em excesso, podem surgir novas manchas ou haver o escurecimento das já existentes. Nos meses mais frios, a menor incidência de radiação solar e o menor tempo de exposição ajudam a minimizar esse risco, favorecendo uma recuperação mais segura”, explica.

 

Entre os tratamentos mais procurados durante a estação está o Peeling de Hollywood. A seguir, a especialista apresenta cinco benefícios da técnica para quem deseja suavizar manchas e conquistar uma aparência mais uniforme.

 

1.   Uniformiza o tom da pele


Promove a renovação da camada superficial da pele, contribuindo para suavizar manchas leves, marcas de acne e deixar o tom mais uniforme. "A renovação celular favorece mais luminosidade e viço, principalmente quando o protocolo é associado aos cuidados indicados para cada paciente", ressalta.

 

2.          Estimula a renovação celular


A combinação entre a máscara de carbono e o laser estimula o processo natural de renovação celular, favorecendo a substituição das células antigas por novas e proporcionando uma pele mais viçosa e revitalizada. "Esse processo contribui para um tecido cutâneo mais saudável e também favorece a absorção dos ativos aplicados após a sessão, potencializando os cuidados realizados em casa", afirma.

 

3.          Melhora a textura


A técnica ajuda a reduzir asperezas, minimizar a aparência dos poros e suavizar pequenas irregularidades, proporcionando uma textura mais uniforme. "Ao estimular a renovação da pele, o procedimento deixa a região mais macia ao toque e com aspecto mais saudável", destaca a especialista.

 

4.          Estimula a produção de colágeno


A ação do laser aquece as camadas da pele e estimula a produção natural de colágeno, proteína responsável pela firmeza e sustentação. "Esse estímulo contribui para uma pele mais firme, com melhor elasticidade e aspecto rejuvenescido ao longo do tratamento", explica.

 

5.          Potencializa a absorção dos dermocosméticos


Após o tratamento, a pele tende a responder melhor aos produtos indicados pelo profissional, favorecendo a absorção de hidratantes, antioxidantes e outros dermocosméticos. "Isso potencializa os benefícios da rotina de skincare, contribuindo para uma aparência mais saudável, luminosa e bem cuidada", reforça.

 

A profissional ainda ressalta que alcançar bons resultados depende não apenas da técnica, mas também da escolha de uma clínica de confiança e da continuidade dos cuidados diários. "Antes de iniciar, é fundamental procurar um local que siga todas as normas de segurança e conte com profissionais capacitados para realizar uma avaliação individualizada. Depois do procedimento, manter uma rotina de limpeza, hidratação e uso diário de protetor solar contribui para prolongar os benefícios, reduzir o risco de novas manchas e preservar a saúde da pele", conclui.



Frio, vento e banhos quentes: 6 cuidados para evitar que a pele sofra durante o inverno


 

Com a chegada dos dias mais frios e secos, é comum trocar roupas leves por casacos, aumentar a temperatura do chuveiro e passar mais tempo em ambientes fechados. O que muita gente não percebe é que esses hábitos também impactam diretamente a saúde da pele. A combinação entre frio, baixa umidade do ar e banhos muito quentes compromete a barreira natural de proteção da pele, favorecendo o ressecamento, a descamação, a coceira e até pequenas fissuras, principalmente no rosto, lábios, mãos e pés. Segundo a American Academy of Dermatology (AAD), esse cenário dificulta a retenção natural de água pela pele e aumenta a necessidade de hidratação durante o inverno. 

Para o biomédico Killian Cristoff, diretor técnico da Royal Face, os cuidados nesta época do ano vão muito além da estética. "A pele funciona como uma barreira de proteção do organismo. Quando ela perde água em excesso, essa defesa fica comprometida, favorecendo irritações, sensibilidade e desconforto. Pequenas mudanças na rotina fazem muita diferença para manter a pele saudável durante o inverno." 

O especialista reuniu algumas orientações para enfrentar a estação sem abrir mão da saúde da pele. 

  1. Reforce a hidratação da pele (mais robusta) - No inverno, não basta apenas usar um hidratante qualquer. É importante optar por produtos que ajudem a reconstruir a barreira de proteção da pele, como aqueles com ceramidas, pantenol, glicerina ou ácido hialurônico. Esses ativos reduzem a perda de água e deixam a pele mais resistente às agressões do clima. Para quem já apresenta ressecamento intenso ou percebe a pele sem luminosidade mesmo mantendo a hidratação em casa, procedimentos como skinbooster, que promove hidratação profunda com ácido hialurônico de baixa reticulação sem dar volume, podem ser indicados por um profissional para complementar os cuidados.
     
  2. O banho pode estar sabotando sua pele - nada melhor do que um banho quente nos dias frios, mas esse hábito remove parte da camada lipídica responsável por proteger a pele naturalmente. O ideal é manter o banho morno e breve. Uma técnica de otimização recomendável é a aplicação do hidratante nos primeiros três minutos após sair do chuveiro, com a pele ainda levemente úmida. Isso maximiza a retenção hídrica e a permeação dos ativos.
     
  3. Os lábios merecem uma rotina própria - Os lábios não possuem glândulas sebáceas e, por isso, ficam muito mais vulneráveis às baixas temperaturas. Além do frio, fatores como vento, baixa ingestão de água e o hábito de umedecer a boca com saliva agravam ainda mais o ressecamento. Quando a saliva evapora, ela leva junto parte da umidade dos lábios. É um alívio momentâneo que acaba piorando o problema poucas horas depois. A recomendação é manter um hidratante labial sempre por perto, reaplicando sempre que sentir necessidade e escolhendo fórmulas com manteiga de karité, vitamina e ou ácido hialurônico. Para pessoas que apresentam fissuras frequentes ou perda de volume associada ao envelhecimento, existem protocolos de revitalização labial focados na hidratação e melhora da qualidade da pele, sem alterar o formato natural dos lábios. Para quem busca volume, uma boa opção é o preenchimento labial, que pode ser realizado com ácido hialurônico que justamente também hidrata ao atrair moléculas de água para os lábios.
     
  4. Aproveite o inverno para tratar manchas e estimular colágeno - como há menor exposição ao sol, o inverno costuma ser a época mais indicada para alguns tratamentos que promovem renovação da pele, como peelings químicos, microagulhamento e protocolos para melasma. Isso reduz o risco de manchas e favorece a recuperação. Ele ressalta, no entanto, que qualquer procedimento deve ser precedido por avaliação individual e nunca dispensa os cuidados diários com limpeza, hidratação e proteção solar.
     
  5. Continue usando protetor solar - existe um mito perigoso de que o protetor solar é um item de verão. A radiação ultravioleta, mesmo em dias nublados, continua sendo o principal fator de fotoenvelhecimento e carcinogênese. O uso do filtro solar deve ser mantido rigorosamente durante todo o ano, inclusive na região labial, para garantir a proteção contra manchas e a degradação das fibras de sustentação.
     
  6. O corpo também sofre - braços, pernas, joelhos, cotovelos e pés costumam ser as regiões mais esquecidas durante o inverno e, justamente por isso, acabam apresentando rachaduras e aspecto esbranquiçado. Além da hidratação diária, vale investir em esfoliação suave uma vez por semana para remover células mortas e facilitar a absorção dos hidratantes. Quando há flacidez ou perda de firmeza, o especialista explica que existem tecnologias capazes de estimular colágeno, como radiofrequência e ultrassom microfocado, mas reforça que esses tratamentos são complementares e indicados de acordo com cada caso.

 

Royal Face


Skin Flooding: tendência das redes sociais promete pele mais hidratada, mas será que funciona para todo mundo?

imagem: Google
Especialista explica como funciona a técnica que viralizou, quais são seus benefícios e os cuidados necessários antes de adotá-la na rotina de skincare

 

Quem acompanha conteúdos de beleza no TikTok ou no Instagram provavelmente já se deparou com o Skin Flooding. A tendência, cujo nome significa "inundação", propõe uma rotina de cuidados em camadas, aplicada sobre a pele ainda úmida, com a proposta de potencializar a hidratação e deixá-la mais viçosa. O método costuma combinar uma limpeza suave, seguida de um tônico, séruns com ativos umectantes e um creme para selar a umidade, sendo especialmente indicada para peles secas ou sensibilizadas.

Impulsionadas pelas redes sociais, tendências de skincare têm cruzado fronteiras em questão de dias. Técnicas desenvolvidas em países como Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão rapidamente chegam ao Brasil, onde passam por adaptações para atender às características do clima, dos hábitos de consumo e dos diferentes tipos de pele. Esse intercâmbio de informações ampliou o acesso a novas rotinas de cuidados, mas também reforçou a necessidade de adaptar essas tendências às características de cada pele, em vez de reproduzi-las exatamente como aparecem nas redes sociais.

Segundo Luzia Costa, CEO da Sóbrancelhas, esse movimento reflete o interesse pelo autocuidado. “As redes sociais aproximam as pessoas de novas técnicas e tornam o skincare mais acessível. Isso é muito positivo, porque incentiva o cuidado com a pele. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que cada pele possui necessidades específicas. Uma rotina que funciona para uma pessoa pode não trazer os mesmos resultados para outra, principalmente quando há sensibilidade, oleosidade excessiva ou alguma condição dermatológica.

Na prática, o Skin Flooding é uma rotina simples, mas que depende da ordem correta de aplicação dos produtos. O primeiro passo é realizar uma limpeza suave para remover impurezas sem comprometer a barreira natural da pele. Em seguida, com o rosto ainda levemente úmido, aplica-se um tônico hidratante e, na sequência, um sérum rico em ativos umectantes, como ácido hialurônico e pantenol. O ritual termina com um creme hidratante, responsável por ajudar a selar toda a hidratação na pele. Durante o dia, a aplicação do protetor solar completa a rotina.

A proposta da técnica é aumentar a retenção de água, reduzindo a sensação de ressecamento e proporcionando uma aparência mais viçosa, macia e luminosa. Quando aplicada corretamente, ela também pode fortalecer a barreira cutânea, melhorar a textura da pele e minimizar o desconforto causado por fatores como o clima frio, o uso frequente de ar-condicionado ou rotinas com ativos mais sensibilizantes.

Para Luzia Costa, o Skin Flooding pode ser um excelente aliado, especialmente para quem sofre com pele seca ou sensibilizada, desde que os produtos sejam escolhidos de acordo com as necessidades individuais. Ativos como ácido hialurônico, pantenol, niacinamida e ceramidas costumam oferecer bons resultados na técnica por favorecerem a hidratação e o fortalecimento da barreira cutânea. Para quem deseja potencializar esses cuidados, a especialista destaca o Booster Facial da Sóbrancelhas como um complemento à rotina de skincare. O produto promove hidratação profunda e melhora o viço da pele, mas deve ser indicado de acordo com as características de cada pessoa.

Embora o Skin Flooding tenha conquistado espaço entre os apaixonados por skincare, é importante refoçar que tendências não substituem uma rotina personalizada. Adaptar os cuidados ao tipo de pele e buscar orientação profissional continuam sendo os caminhos mais seguros para conquistar uma pele saudável, hidratada e bonita em qualquer época do ano.

 

Sóbrancelhas


Acne é falta de higiene? Os principais mitos que ainda atrapalham o tratamento da pele

Apesar dos avanços na dermatologia e da grande quantidade de informações disponíveis, crenças equivocadas sobre a acne ainda fazem muitas pessoas adotarem hábitos que podem agravar o problema e dificultar o tratamento

 

A acne é uma das condições de pele mais comuns no mundo e, ainda assim, continua cercada por mitos que atravessam gerações. Um dos mais persistentes é a ideia de que ela está relacionada à falta de higiene. Essa crença, além de incorreta, leva muitas pessoas a adotarem rotinas excessivas de limpeza, que acabam comprometendo a barreira natural da pele e agravando a inflamação.

A acne não surge porque a pele está "suja". Ela é resultado de uma combinação de fatores, como predisposição genética, alterações hormonais, produção excessiva de oleosidade, obstrução dos poros e proliferação de bactérias naturalmente presentes na pele. A limpeza diária é importante, mas não elimina essas causas nem substitui um tratamento adequado.

Outro equívoco frequente é acreditar que lavar o rosto várias vezes ao dia ajuda a controlar a acne. Na prática, o excesso de limpeza pode causar o efeito contrário. Quando a pele perde sua proteção natural, tende a produzir ainda mais oleosidade como mecanismo de defesa, criando um ambiente favorável ao aparecimento de novas lesões.

Também é comum recorrer a receitas caseiras ou produtos indicados por influenciadores sem considerar as características individuais da pele. Misturas com limão, bicarbonato, pasta de dente ou álcool continuam circulando nas redes sociais, apesar de poderem causar irritações, queimaduras e manchas, especialmente quando utilizadas sem orientação.

Outro mito bastante difundido é o de que apenas adolescentes desenvolvem acne. Embora seja mais frequente durante a puberdade, ela também afeta milhões de adultos, principalmente mulheres. Alterações hormonais, estresse, uso de determinados medicamentos e até fatores ambientais podem contribuir para o surgimento da acne em diferentes fases da vida.

A alimentação também costuma ser alvo de muitas dúvidas. Não existe um único alimento responsável pelo aparecimento da acne. No entanto, estudos apontam que dietas ricas em alimentos ultraprocessados e de alto índice glicêmico podem influenciar o quadro em algumas pessoas. Ainda assim, a resposta varia de organismo para organismo, reforçando a importância de uma avaliação individual.

Há ainda quem acredite que o sol seja um aliado no tratamento. Inicialmente, a exposição solar pode até proporcionar uma sensação de melhora, pois resseca temporariamente a pele. Porém, esse efeito costuma ser passageiro. Com o tempo, a radiação favorece o espessamento da pele, aumenta a obstrução dos poros e pode intensificar tanto a acne quanto as manchas deixadas pelas lesões.

Outro erro recorrente é espremer espinhas na tentativa de acelerar a cicatrização. Além de aumentar o processo inflamatório, esse hábito eleva o risco de infecções, manchas persistentes e cicatrizes permanentes, que muitas vezes exigem tratamentos mais complexos posteriormente.

Mais do que combater espinhas, cuidar da pele significa compreender suas necessidades. Uma rotina equilibrada, composta por limpeza adequada, hidratação, proteção solar diária e produtos formulados para cada tipo de pele tende a oferecer resultados muito mais consistentes do que soluções rápidas encontradas na internet.

Em um cenário em que informações circulam em alta velocidade, diferenciar fatos de mitos é um passo importante para promover uma relação mais saudável com a própria pele. A acne não deve ser motivo de culpa, vergonha ou estigma. Trata-se de uma condição multifatorial que pode ser controlada com informação de qualidade, orientação adequada e cuidados consistentes.




Lucas Penteado - Fundador da Piny, marca brasileira de skincare que combina tecnologia e dermocosméticos para oferecer rotinas de cuidado mais simples, eficientes e direcionadas.


É preciso cortar ou raspar o cabelo para fazer lifting facial?

Gerado por IA
Preparação adequada ajuda a proteger a linha capilar, as incisões e o couro cabeludo durante a cicatrização

 

Um dos medos mais comuns entre quem cogita um lifting facial é imaginar sair do centro cirúrgico com partes do cabelo raspadas. A boa notícia é que, na maioria dos casos, isso não acontece, mas a preparação capilar antes da cirurgia tem importância para a segurança do procedimento e para o resultado final.

Como os cortes podem avançar por regiões próximas ao couro cabeludo e contornar estruturas laterais da face, a higiene adequada nos dias que antecedem o procedimento reduz resíduos perto da área operada. Esse planejamento também previne irritações, tração excessiva sobre os fios e complicações durante a recuperação.

“Não é preciso raspar os fios antes do procedimento. Quando uma remoção se torna necessária para facilitar o acesso, essa etapa é realizada pela equipe médica, com técnica adequada e apenas no local indicado. O paciente não deve usar lâmina nas têmporas, na nuca ou ao redor das orelhas”, explica o cirurgião plástico David Di Sessa, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Na consulta pré-operatória, entram na conversa detalhes que muitos pacientes nem imaginam ser relevantes, como queda de cabelo, dermatite, psoríase, foliculite, feridas, coceira e sensibilidade no couro cabeludo. Histórico de transplante capilar, uso de próteses, mega hair, tranças firmes, perucas e até o uso de minoxidil também precisam ser informados ao cirurgião.

“Esses dados orientam a posição das incisões e ajudam a preservar a linha capilar, as costeletas e a densidade dos fios na região operada. Cada detalhe precisa ser considerado antes da cirurgia, porque o planejamento varia de acordo com a anatomia, o tipo de cabelo e o histórico de cada paciente”, explica Di Sessa.

Química no cabelo, por sua vez, entra na lista de restrições. “Tintura, descoloração, progressiva, relaxamento e outros processos químicos não devem ser realizados perto da data da operação. Esses produtos podem provocar ardência, descamação ou pequenas lesões, justamente em regiões próximas aos cortes. O intervalo seguro depende da técnica escolhida, das condições da pele e do exame individual”, orienta o cirurgião.

Na véspera ou na manhã do procedimento, conforme orientação da equipe, os fios devem ser lavados com xampu suave e permanecer completamente secos. Condicionador aplicado na raiz, máscaras, óleos, leave-in, gel, pomada, spray fixador e xampu a seco ficam fora da rotina. Presilhas, tiaras, acessórios metálicos e elásticos apertados também precisam ser retirados antes da internação.

No protocolo adotado pelo cirurgião, a higienização pós-operatória começa antes mesmo de a paciente deixar o centro cirúrgico. Ao término do lifting facial, ainda na sala de cirurgia, a equipe realiza a lavagem dos cabelos para retirar resíduos e manter os fios limpos, sem que a paciente precise manipular a região operada.

“Eu prefiro entregar a paciente com o cabelo limpo já na saída da cirurgia. No dia seguinte ou após 48 horas, conforme cada caso, uma terapeuta capilar vinculada à fisioterapia vai até a residência para realizar uma nova lavagem, com movimentos controlados e atenção às incisões, aos pontos e aos curativos”, detalha o médico.

Esse acompanhamento domiciliar reduz a necessidade de deslocamento nas primeiras horas de recuperação e permite que a higiene seja feita por uma profissional preparada para lidar com as limitações do pós-operatório. Durante a lavagem, são evitados movimentos bruscos, água muito quente, pressão direta sobre os cortes e tração nas áreas próximas às orelhas e ao couro cabeludo.

Fontes de calor também merecem atenção nesse período. “A sensibilidade do couro cabeludo e das áreas laterais da cabeça pode ficar reduzida temporariamente. Secador quente, chapinha, babyliss e escova térmica aumentam o risco de queimadura sem percepção imediata. A retomada deve ocorrer de forma gradual, com temperatura baixa e autorização médica”, explica David Di Sessa.

De acordo com o médico, uma das perguntas mais frequentes no pós-operatório envolve o momento adequado para retornar ao salão de beleza. Lavatórios tradicionais podem forçar o pescoço, pressionar a nuca e causar atrito na região operada, enquanto massagens e escovas firmes aumentam a tensão sobre os tecidos em cicatrização.

“Coloração, descoloração e alisamento só devem voltar à rotina depois do fechamento completo dos cortes, da retirada das suturas e do aval do cirurgião. Mesmo quando o paciente já se sente bem, a pele continua em recuperação, por isso a liberação precisa considerar a evolução das incisões e a sensibilidade da região”, esclarece.

Alguns sintomas exigem contato imediato com a equipe médica, como aumento repentino do inchaço, dor intensa, sangramento persistente, secreção, mau cheiro, febre, abertura da pele ou escurecimento do tecido. A queda localizada de cabelo perto das incisões pode ocorrer e costuma ser temporária, mas merece avaliação quando aparece acompanhada de inflamação.

“O cuidado individualizado com o couro cabeludo faz parte da recuperação do lifting facial. Quando a higiene é realizada no momento correto, por profissionais treinados e sem pressão sobre as áreas operadas, conseguimos proteger as incisões, oferecer mais conforto ao paciente e favorecer uma cicatrização mais segura e previsível”, conclui Di Sessa.

 


David Di Sessa - CRM-SP 112566 - RQE 32162 -médico cirurgião plástico, graduado pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), com residência em Cirurgia Plástica em Campinas e estágio de aperfeiçoamento na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, sob orientação do professor Ivo Pitanguy. Com mais de 15 anos de experiência e mais de 5 mil procedimentos realizados, atua com foco em resultados naturais e na melhora da qualidade de vida dos pacientes, realizando cirurgias plásticas faciais, corporais e das mamas. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação Médica Brasileira (AMB).
Instagram: @daviddisessa


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