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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Dia Nacional de Combate e Prevenção à Surdez: Especialista lista 5 dicas para o uso seguro de fones de ouvido

Relatório Mundial da Audição estima que 2,5 bilhões de pessoas terão algum grau de perda auditiva até 2050.

 

No Dia Nacional de Combate e Prevenção à Surdez, celebrado em 10 de novembro, um alerta para um hábito moderno que se tornou o principal vilão da saúde auditiva: o uso incorreto e excessivo de fones de ouvido. A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que mais de 1 bilhão de pessoas entre 12 e 35 anos estão em risco de perda auditiva devido à exposição frequente a ruídos altos e ao uso inadequado de dispositivos de áudio. 

Esse cenário preocupante é reforçado pelo último Relatório Mundial da Audição da OMS, que estima que aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo terão algum tipo de perda auditiva até 2050. O problema é grave nas Américas, onde a OMS indica que cerca de 217 milhões de pessoas (21,52% da população regional) já vivem com perda auditiva, número que pode saltar para 322 milhões até 2050.  

O otorrinolaringologista da Afya Ipatinga, Dr Lauro Nunes de Oliveira Filho, explica que o uso de fones de ouvido em volume muito alto e por muito tempo pode provocar lesão nas estruturas internas da orelha responsáveis por captar e transmitir o som, levando ao que se chama de “perda auditiva induzida por ruído”.  

“Esses danos nem sempre causam imediatamente um déficit que a pessoa percebe, é possível escutar normalmente e já haver início de alteração. Em alguns casos o primeiro sinal que aparece pode ser o zumbido, som no ouvido que ninguém mais ouve, mas não é regra que o zumbido seja sempre o primeiro indicativo. Pode vir primeiro uma leve dificuldade para ouvir em ambientes com barulho, sensação de cansaço nos ouvidos ou de que precisa aumentar o volume para entender”. 

No Brasil, dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) indicam que 2,2 milhões de pessoas possuem deficiência auditiva. O risco está diretamente relacionado à intensidade do volume e ao tempo de exposição. Segundo a OMS, sons de até 85 decibéis (dB) permitem uma exposição segura por até oito horas. Contudo, a cada 5 decibéis de aumento, o tempo seguro de exposição cai pela metade: 90 dB (comuns no trânsito intenso) são seguros por apenas quatro horas, e 95 dB por duas horas.  

O perigo real dos fones de ouvido é que muitos dispositivos podem atingir picos de 110 ou 120 decibéis, níveis que podem causar lesões auditivas em questão de minutos. Dr Lauro comenta que nem sempre a perda auditiva induzida por ruído (PAIR) de fones de ouvido é reversível, e que se as exposições se repetem ou se intensificam, ocorrem lesões permanentes nas células da orelha interna ou em suas conexões, que não se regeneram.  

 

Cuidados e recomendações para o uso seguro de fones de ouvido

O uso frequente de fones de ouvido faz parte do dia a dia de muitas pessoas, seja para lazer, trabalho ou estudos. O otorrinolaringologista da Afya Ipatinga ressalta as 5 principais recomendações para manter a saúde auditiva protegida. 

1.   Mantenha o volume em níveis seguros: Procure manter o volume abaixo de 60% da capacidade máxima do dispositivo. Evite compensar o barulho do ambiente aumentando o som, prefira fones com isolamento acústico ou cancelamento de ruído.

2.   Limite o tempo de uso: Procure usar os fones por no máximo 60 minutos seguidos e dê intervalos antes de retomar o uso. Quanto maior o volume, menor deve ser o tempo de exposição.

3.   Faça pausas para descanso auditivo: Dê pausas regulares para que os ouvidos descansem, alguns minutos sem fones já fazem diferença. Essa pausa ajuda a evitar fadiga auditiva e reduz o risco de danos cumulativos à audição.

4.   Prefira ambientes silenciosos: Em locais barulhentos (como ônibus, metrôs ou ruas movimentadas), a tendência é aumentar o volume para “superar” o ruído. Sempre que possível, ouça música ou podcasts em ambientes mais tranquilos. Se for inevitável o uso em locais ruidosos, opte por fones com boa vedação ou tecnologia de cancelamento de ruído.

5.   Utilize recursos de proteção auditiva: Muitos dispositivos contam com funções de alerta de volume alto ou limite de som seguro, ative essas opções. Alguns aplicativos e celulares registram o tempo de uso em volumes elevados, use essas informações para ajustar seus hábitos. 

“O uso diário de fones de ouvido tornou-se parte da rotina de milhões de pessoas. Seja no transporte, na academia ou no trabalho, os fones são companheiros constantes. Mas o uso incorreto, especialmente em volumes altos e por tempo prolongado, pode causar danos permanentes à audição, muitas vezes de forma silenciosa”, complementa Dr Lauro Nunes. 

 


Afya
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Dia Mundial do Diabetes: doença é uma das principais causas de cegueira em adultos

No mês de conscientização sobre o diabetes, especialista alerta para o impacto da doença na saúde ocular e o risco de cegueira se o controle da condição não for adequado

 

Novembro é reconhecido mundialmente como o mês azul, dedicado à conscientização e ao combate ao diabetes uma das doenças crônicas mais prevalentes no planeta. A data central da campanha é 14 de novembro, quando se celebra o Dia Mundial do Diabetes, criado pela Federação Internacional de Diabetes e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A iniciativa tem como objetivo reforçar a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do controle da doença.

A diabetes é uma das principais causas de cegueira em adultos, cerca de 537 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos vivem com a condição, o que representa mais de 10% da população mundial. No Brasil, o número ultrapassa 15 milhões de adultos, e as projeções indicam que pode chegar a 23 milhões até 2045.

“O aumento do açúcar no sangue causa uma lesão nas veias e artérias dentro do olho, aumentando o risco de sangramentos e inflamações na retina inclusive com o risco de deslocamento. Além disso, a diabetes pode favorecer o aparecimento precoce da catarata e aumentar a chance de desenvolvimento do glaucoma”, explica o oftalmologista Dr. Hallim Féres Neto, membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia e diretor da Prisma Visão.

Como o diabetes afeta a visão? Quando os níveis de glicose permanecem elevados, ocorre uma deterioração progressiva dos vasos sanguíneos da retina, estrutura responsável por captar as imagens. Essa condição, chamada retinopatia diabética, é uma das principais causas de cegueira evitável no mundo.

“A diabetes altera os vasos da retina, aumentando a chance de oclusão e deixando a região sem oxigênio. O corpo tenta compensar formando novos vasos, mas eles são frágeis e têm maior risco de sangrar dentro do olho”, detalha o especialista.

Outro problema frequente é o edema macular diabético, quando o líquido vaza dos vasos e se acumula na mácula área central da retina responsável pela visão de detalhes e cores. “Esse acúmulo de líquido causa turvação visual e pode levar à perda da visão central, prejudicando atividades simples do dia a dia, como ler, dirigir e reconhecer rostos”, acrescenta o médico.

Embora a diabetes não tenha cura, o controle adequado da glicemia e o acompanhamento médico regular são fundamentais para evitar complicações. “Se a doença está controlada, dificilmente haverá lesão nos órgãos-alvo, como olhos, rins, cérebro, coração e extremidades”, reforça o Dr. Hallim.

O oftalmologista recomenda consultas oftalmológicas a cada seis meses para quem tem diagnóstico da doença. “O acompanhamento permite detectar alterações precoces e evitar danos irreversíveis. Além disso, o exame de fundo de olho pode alertar o endocrinologista sobre o início de lesão em órgão-alvo, permitindo ajustes no tratamento”, explica.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, até 90% dos casos de perda de visão relacionada ao diabetes podem ser evitados com diagnóstico precoce e controle adequado da glicose.

O lembrete é essencial: cuidar do diabetes é também cuidar da visão. 



Dr. Hallim Féres Neto - CRM-SP 117.127 | RQE 60732 - Oftalmologista Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Instagram: drhallim
Portal: Link


Menopausa equipara riscos de doenças cardiovasculares em mulheres aos dos homens

Cardiologista explica condição e orienta sobre adoção de hábitos saudáveis

 

A fase da menopausa traz uma série de desafios à saúde e à qualidade de vida feminina. Os calorões, a dificuldade para dormir e as alterações de humor estão entre os mais conhecidos. Mas há um aspecto que muitas vezes é negligenciado e pode colocar essas mulheres em sérios riscos: a saúde cardiovascular. 

Durante a idade reprodutiva, as mulheres têm uma proteção natural do sistema cardiovascular, o que faz com que tenham menor risco, na comparação com os homens, para doenças como infarto ou AVC. Trata-se do estrogênio. Com a chegada da menopausa, os níveis desse hormônio caem consideravelmente, ampliando as ameaças ao coração. 

Doutor pela Universidade de São Paulo, o cardiologista Ricardo Ferreira explica que a queda no nível de estrogênio durante a menopausa causa a perda de elasticidade dos vasos sanguíneos. “A artéria fica um pouco mais rígida, aumentando as chances, por exemplo, de hipertensão arterial. Além disso, existe uma alteração do metabolismo, o que aumenta as chances dessa mulher ter níveis mais elevados de colesterol ruim (LDL), gordura visceral e abdominal”, ele explica. 

A consequência, segundo o cardiologista, é um risco aumentado para infarto, AVC e até as arritmias cardíacas, que são as alterações no ritmo das batidas do coração. O médico explica ainda que esta é uma condição comum a todas as mulheres, mas há aquelas com ainda mais riscos, por possuírem outros fatores associados como obesidade, tabagismo, sedentarismo ou menopausa precoce. 

A recomendação do especialista é a adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática frequente de exercícios físicos, aspectos importantes em qualquer fase da vida, mas ainda mais essenciais durante a menopausa. “Precisamos focar no que podemos controlar. A queda dos níveis hormonais é inevitável. Vale reforçar que, mesmo com a reposição hormonal, não é possível chegar nos mesmos níveis de proteção do estrogênio produzido pelo próprio corpo. Por isso, cuidar do estilo de vida é tão importante”, afirma o Dr. Ricardo Ferreira. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo. Estima-se que 19,8 milhões de pessoas morreram em decorrência de doenças cardiovasculares em 2022, representando aproximadamente 32% de todas as mortes globais.

 

Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018. Já em 201, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.


Estudo investiga impactos do uso de substâncias psicoativas na vida de familiares

Pesquisa convida pessoas para responderem a um questionário online


Uma pesquisa na área da Psicologia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) está buscando compreender como a convivência com pessoas em uso de substâncias psicoativas impacta a vida de seus familiares, avaliando os níveis de sobrecarga emocional e resiliência.

 

O trabalho amplia a compreensão sobre os efeitos da dependência dessas substâncias não apenas no indivíduo, mas em todo o sistema familiar, explica a estudante de graduação em Psicologia, Ketlyn Cassiana, responsável pela investigação. "As substâncias psicoativas são drogas que agem diretamente no sistema nervoso central, modificando o funcionamento do corpo e do cérebro. Elas alteram o humor, o comportamento, a percepção e o estado de consciência, podendo causar dependência e diversos prejuízos à saúde física e mental. Fazem parte desse grupo tanto substâncias lícitas, como o álcool, quanto ilícitas, como cocaína, crack e maconha", lista a pesquisadora. "De acordo com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o uso dessas substâncias representa um importante risco social e de saúde pública, pois pode afetar pessoas de diferentes idades e contextos sociais".

 

O estudo quer avaliar os níveis de sobrecarga emocional e resiliência de quem lida com pessoas que usam essas substâncias. A sobrecarga emocional, explica a estudante da UFSCar, refere-se ao peso psicológico e social vivenciado por familiares ou cuidadores que convivem com alguém dependente de substâncias psicoativas. "Essa sobrecarga pode ser objetiva, envolvendo alterações concretas na rotina, nas finanças e nas relações sociais, ou subjetiva, relacionada aos sentimentos de tristeza, culpa, frustração e impotência diante da situação", detalha.

 

Já a resiliência, também considerada no estudo, diz respeito à capacidade de enfrentar e superar situações adversas, reorganizando-se emocionalmente e fortalecendo os vínculos familiares. "É um processo que envolve esperança, solidariedade, apoio social e espiritualidade, permitindo que a família se mantenha funcional mesmo diante das dificuldades impostas pela dependência de substâncias psicoativas".


 

Participação


Podem participar pessoas a partir de 18 anos que convivem (ou conviveram) com um familiar em uso de substâncias psicoativas (como álcool e outras drogas) ao menos duas vezes por semana. A participação é anônima, voluntária, gratuita e online, através do preenchimento do formulário disponível em https://bit.ly/3WtFRoR. O tempo estimado de resposta do formulário é de 10 a 20 minutos. Dúvidas podem ser esclarecidas com a pesquisadora pelo e-mail ketlyncassiana@estudante.ufscar.br

 

Mais informações


"Para a Psicologia, o tema contribui para o desenvolvimento de estratégias de cuidado e de intervenções que valorizem tanto a saúde mental do dependente quanto a dos familiares. Para a sociedade, a pesquisa traz subsídios importantes para a criação de políticas públicas voltadas ao acolhimento, à prevenção e ao fortalecimento das redes de apoio, reconhecendo o papel da família como espaço de proteção, mas também de vulnerabilidade diante do uso de drogas", avalia a pesquisadora.


O trabalho, intitulado "Resiliência e sobrecarga emocional em familiares de pessoas que fazem uso de substâncias psicoativas", é conduzido sob orientação da professora Camila Domeniconi, do Departamento de Psicologia (DPsi) da UFSCar, e conta com apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) da UFSCar. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da UFSCar (CAAE: 90471325.5.0000.5504).



Por que o tempo desacelera quando nos movemos rápido? Neurocientista explica como a física afeta nosso corpo em alta velocidade

Dr. Fabiano de Abreu Agrela, pós-PhD em Neurociências e especialista em Genômica e Física Quântica, interpreta as bases da relatividade para explicar como o movimento influencia o tempo e o funcionamento do corpo humano.

 

A ideia de que o tempo passa de forma diferente quando nos movemos muito rápido parece coisa de ficção científica. No entanto, esse é um dos princípios mais bem estabelecidos da física moderna. De forma simplificada, quanto mais próximo da velocidade da luz um corpo com massa se desloca, mais lentamente ele “experimenta” o tempo e isso afeta diretamente os processos biológicos, como envelhecimento e metabolismo.

Quem ajuda a traduzir esse fenômeno para o público é o Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, pós-PhD em Neurociências, pós-graduado em Biologia Molecular e Genômica e também em Física Quântica e Molecular. Conhecido por sua atuação em pesquisa científica multidisciplinar, ele explica como a estrutura do universo impõe limites e adaptações ao corpo humano em movimento extremo.

“Nós não conseguimos mover o corpo biológico mais rápido que a velocidade da luz porque essa é a velocidade limite do universo para tudo o que tem massa. Ao invés de ultrapassarmos essa barreira, o que acontece é uma troca entre movimento no espaço e movimento no tempo”, afirma o neurocientista.


O tempo desacelera, mas só para quem está se movendo

Segundo Dr. Fabiano, essa troca afeta diretamente como os átomos do nosso corpo operam. Todas as reações químicas, elétricas e biológicas que mantêm nosso organismo ativo seguem um ritmo ditado pelas leis da física, especialmente pela constância da velocidade da luz.

“Imagine que todos os processos vitais, desde os elétrons a girar em torno do núcleo, até as reações químicas do cérebro, estão sincronizados com um relógio universal baseado na luz. Quando nos movemos rápido, quebramos essa sincronia com o mundo externo”, explica.

O efeito não é uma ilusão: o tempo realmente abranda para o corpo em movimento, do ponto de vista de um observador que permaneceu parado. Isso significa que, se uma pessoa viajasse por anos próxima à velocidade da luz e voltasse à Terra, ela teria envelhecido muito menos do que as pessoas que ficaram. O nome disso é dilatação temporal, um fenômeno descrito pela Teoria da Relatividade de Einstein.

“O nosso ritmo interno desacelera em relação ao mundo externo, mas tudo funciona de forma perfeitamente natural e coerente com as leis do universo. O espaço-tempo se ajusta para que a luz continue se propagando no ritmo que ela deve propagar”, reforça Dr. Fabiano.


Física, biologia e percepção: tudo é relativo

Na prática, o que se altera é a relação entre tempo e espaço: quanto mais rápido nos movemos pelo espaço, menos nos movemos pelo tempo, e vice-versa. Isso afeta diretamente a forma como percebemos a realidade, como metabolizamos energia e até como registramos memórias e experiências.

Essa perspectiva não é apenas teórica. Tecnologias como o GPS precisam compensar efeitos relativísticos para manter a precisão dos cálculos. Da mesma forma, pesquisas em neurociência e biotecnologia começam a explorar como alterações no tempo físico podem influenciar a atividade neuronal, a plasticidade cerebral e a biologia do envelhecimento.

“A biologia não está à parte da física. Nossos corpos são feitos de átomos que obedecem às mesmas leis que regem estrelas e partículas subatômicas. Ao entender isso, conseguimos integrar ciência, tecnologia e percepção em uma mesma narrativa sobre o que é existir e se mover no universo”

Tudo é adaptável. Assim como a neuroplasticidade permite que o cérebro se reorganize, o espaço-tempo também se ajusta à dinâmica do universo físico. Há uma sincronia absoluta e universal que conecta mente, matéria e movimentoconclui Dr. Fabiano.

 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues - pós-PhD em Neurociências, com especializações em Genômica Comportamental, Biologia Molecular e Física Quântica. Atua como pesquisador multidisciplinar, desenvolvedor de modelos de IA personalizados e referência em divulgação científica com base técnica interpretável.


Qual é o seu estilo de liderança? 4 perfis mais comuns e os pontos fortes/fracos de cada um

Consultor empresarial Yuri Trafane explica que todo líder possui talentos dominantes que se enquadram em um domínio de liderança


A maneira como líderes conduzem suas equipes pode ser decisiva para o sucesso ou fracasso de uma organização. Isso porque o estilo de liderança não se resume à tomada de decisões: ele influencia a motivação, o engajamento e até os resultados financeiros de uma equipe. 

Com base nos estudos de Benjamin Erikson-Farr, divulgados pela Gallup, o consultor empresarial Yuri Trafane, CEO da Ynner Treinamentos e autor de “Os Quatro Papéis”, defende que os líderes mais eficazes não seguem modelos pré-definidos, mas sim desenvolvem sua própria forma de liderar a partir de seus pontos fortes naturais. 

Segundo Trafane, todo líder possui talentos dominantes que se enquadram em um dos quatro domínios de liderança, resultando em estilos distintos. Conheça abaixo cada um deles.

 

Líder orientado para as pessoas (Construção de relacionamentos)

 

Forças: gera confiança, cria inclusão e aproxima a equipe. Pesquisas mostram que quando colaboradores percebem que seu líder se importa com eles como pessoas, há maior engajamento e redução de absenteísmo. 

Riscos: pode valorizar excessivamente vínculos pessoais em detrimento do desempenho e evitar enfrentar problemas estruturais por excesso de empatia.

 

Líder orientado a processos (Execução) 

Forças: define ritmo, cria sistemas claros e garante eficiência. Esse perfil traz clareza de expectativas, algo que menos da metade dos funcionários afirma ter no trabalho. 

Riscos: tende a ser rígido, pouco ágil para mudanças e pode priorizar o processo em vez do desenvolvimento das pessoas.

 

Líder orientado para a estratégia (Pensamento estratégico) 

Forças: visualiza o futuro, enxerga o panorama geral e é aberto a novas ideias. É o tipo de líder que estimula inovação e dá voz à equipe. 

Riscos: pode se perder em ideias sem transformar planos em ação, prejudicando foco e clareza da equipe.

 

Líder orientado para o impacto (Influência) 

Divulgação
Forças: inspira propósito, mobiliza pessoas e estabelece padrões elevados, levando a equipe a novos patamares. 

Riscos: pode esgotar a si mesmo e seus colaboradores com cobranças excessivas, além de perder credibilidade se mudar de direção com frequência.

 

Como desenvolver o estilo de liderança

Segundo Yuri Trafane, o desenvolvimento do líder passa por três etapas: conhecer seu estilo, para identificar seus talentos dominantes, praticar e desenvolver sua forma de liderar, transformando pontos fortes em resultados, e gerenciar fraquezas, criando estratégias para compensar vulnerabilidades.


Trump anuncia revisão em massa de vistos: brasileiros legais podem ser afetados

Nova diretriz prevê endurecimento na concessão e manutenção de vistos; especialistas alertam que até portadores de green card e cidadania podem ser impactados


As declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmam que as operações contra imigrantes “não foram longe o suficiente” no passado e que, agora, o objetivo é ampliar o controle e acelerar deportações. Usada como propaganda de campanha, a revisão das políticas migratórias agora é realidade.

 A expectativa é de que o novo pacote inclua mudanças em categorias de visto como o de trabalho temporário (H-1B), o de investidor (EB-5) e o de estudante (F-1), além de revisões em pedidos de residência permanente. Trata-se de uma ampla revisão nas políticas migratórias, com foco em reavaliar concessões de vistos, green cards e naturalizações.


Deportação automática: o que muda para quem tem green card e cidadania?

Segundo o advogado Bruno Lossio, especialista em Direito Internacional e Imigratório, o impacto pode atingir até imigrantes legalizados. “O governo pretende revisar processos de naturalização e residência já aprovados, especialmente nos casos em que houver qualquer indício de fraude, erro administrativo ou descumprimento de requisitos legais. Isso inclui quem já possui green card ou até mesmo quem obteve a cidadania americana por naturalização”, explica.

O especialista destaca que o Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS) já atualizou seu portal oficial reforçando a necessidade de comprovação de boa conduta moral, residência contínua e cumprimento das exigências legais durante todo o período de análise da cidadania. “Essa reavaliação pode gerar cancelamentos de status, deportações automáticas e um aumento expressivo na burocracia para novos pedidos”, completa.

Segundo o Instituto de Política Migratória (MPI), só em 2019 havia mais de 502 mil imigrantes brasileiros legais residindo nos EUA. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) estimou, em 2021, que havia mais de um milhão e novecentos mil brasileiros vivendo nos Estados Unidos, entre documentados e indocumentados. Por isso, a revisão anunciada por Trump pode afetar diretamente milhares de famílias e empreendedores. Para quem está nos EUA com visto temporário ou deseja aplicar para residência, especialistas recomendam atenção redobrada às atualizações do USCIS e acompanhamento jurídico especializado.


Como garantir o visto no cenário de instabilidade?

O tempo médio de espera para a emissão do visto americano nos consulados brasileiros dobrou, chegando a 57 dias em outubro de 2025. O aumento no tempo de espera não ocorre apenas no Brasil, mas em diversos consulados ao redor do mundo.

De acordo com o advogado Henrique Scliar, especialista em Direito Internacional e Imigratório, “um dos principais motivos é a antecipação de muitos candidatos ao reajuste de 250 dólares na taxa de emissão do visto, anunciado pelo governo Trump”.

O segundo semestre já apresenta uma alta demanda devido às viagens de final de ano, o que aumenta o volume de solicitações e pressiona o sistema consular. “A principal recomendação é iniciar o processo de solicitação do visto com antecedência para evitar contratempos. Agendar a solicitação muito próximo da data da viagem representa um risco alto de atrasos e cancelamentos, gerando custos de reagendamento de voo. A dica é começar o planejamento agora para quem tem planos de viajar, estudar ou trabalhar nos Estados Unidos nos próximos meses. Antecipar a solicitação é a melhor forma de evitar imprevistos e garantir tranquilidade até a data da viagem”, afirma o advogado.

 

Bruno Lossio - advogado em Direito Internacional e Imigratório, sócio em três escritórios de advocacia, dois deles sediados nos Estados Unidos: a Premium Global Mobility Partner, referência em planejamento imigratório, e a SLS Legal Advisory, com sede em Washington, D.C. No Brasil, também é sócio do LSF Advogados Associados, no Rio de Janeiro. Coordena o Centro de Estudos e Atualizações em Direito Internacional do Instituto Nêmesis, contribuindo para a formação de uma nova geração de advogados. Sua trajetória e visão estão registradas no livro “Incendiários- Os Códigos das Mentes Imparáveis”, em que mostra que, com estratégia, coragem e propósito, é possível transformar o conhecimento jurídico em liberdade geográfica e realização pessoal.


Do sertão ao faroeste: duas conquistas e o mesmo silêncio

A conquista do chamado Oeste paulista e a do Oeste americano nasceram de sonhos parecidos: fé, destino e expansão. Em ambos os lados do continente, o território “vazio” foi o argumento moral para a ocupação e a violência. O resultado foi semelhante — povos originários expulsos, rios desviados, matas arrasadas e um imaginário nacional construído sobre o mito da conquista. 

A partir de 1850, o interior de São Paulo tornou-se palco daquilo que o Império chamava de “civilização do sertão”. O fim das sesmarias e a Lei de Terras abriram caminho para o domínio. A espada dos bugreiros, a catequese dos capuchinhos e a caneta dos cartórios e os grileiros completaram o trabalho. Os Botocudos e Caiuás, como os Sioux ou os Cheyenne, foram retratados como obstáculos à modernidade. 

Nos Estados Unidos, a doutrina do Destino Manifesto justificava: o direito divino de ocupar e explorar. No Brasil, a retórica era outra, mas a lógica, a mesma — uma missão civilizadora, movida por lucro, medo e fé. Os dois “Oestes” criaram seus próprios mitos fundadores: o cowboy e o bandeirante. Ambos inventaram heróis para encobrir suas sombras. 

A série Yellowstone, fenômeno global, revisita esse imaginário com rara franqueza. Mostra que a fronteira nunca acabou: ela apenas mudou de rosto. Os conflitos por terra, água e pertencimento continuam, agora entre empresários, povos nativos e o próprio Estado.  

No Brasil, o Oeste Paulista vive uma versão silenciosa do mesmo enredo. A monocultura substituiu a mata; o agronegócio, o coronel; e o progresso, a promessa. Mas as feridas permanecem. O sertão ainda arde sob o asfalto, e o país, como os Dutton de Yellowstone, continua lutando para sustentar uma ideia de posse que o próprio tempo já desmente. 

Entre o faroeste e o sertão, há menos distância do que parece. Ambos nasceram da crença de que conquistar é o mesmo que existir — e ambos ainda buscam, no fundo, a coragem de devolver a terra à sua própria verdade. 


Henrique A. Chagas - escritor, genealogista e autor do livro “Tavares Terra – A diáspora mineira, os Tavares Terra e José Theodoro de Souza no sertão paulista”. Formado em Direito, estudou Psicologia e Filosofia, foi coordenador jurídico da Caixa Econômica Federal e atualmente dirige uma organização social que atende pessoas com deficiência visual na região de Presidente Prudente (SP)

 

Provão Paulista para 2ª série está marcado para próxima terça (11) e quarta-feira (12) com 425 mil candidato

Antes da avaliação que dá acesso ao ensino superior ao final do Ensino Médio, alunos da rede estadual fazem, na segunda (10), Saresp com questões do itinerário formativo

 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) reservou para a próxima terça (11) e quarta-feira (12) a aplicação do Provão Paulista Seriado para estudantes matriculados na 2ª série do Ensino Médio. As datas são as últimas regulares do calendário da edição 2025 do processo seletivo. Nesta semana, alunos da 1ª e 3ª já responderam às questões elaboradas a partir dos conteúdos das disciplinas da formação geral básica (FBG) de acordo com cada série. São ao todo 425 mil candidatos da 2ª série incluindo alunos da rede estadual paulista, Etecs (Escolas Técnicas Estaduais), redes municipais de ensino, escolas de aplicação das universidades, institutos federais e alunos das redes públicas de outros estados.

 

Assim como nas outras etapas, o Provão Paulista da 2ª série é dividido em duas datas e por áreas. No dia 11, é a vez dos componentes de linguagens e suas tecnologias — 18 questões de língua portuguesa e 6 de língua inglesa — e ciências na natureza e suas tecnologias — 8 questões de biologia, 8 de física e 8 de química. Não há redação para estudantes da 2ª série.

 

No dia seguinte, 12, o caderno de provas traz perguntas de matemática e suas tecnologias — 18 questões de matemática — e ciências humanas e sociais aplicadas — 8 questões de sociologia, 8 de geografia e 8 de história. Para a 2ª série não há itens de filosofia, pois a disciplina não faz parte da matriz curricular da etapa.   

 

“Os alunos da 2ª série sabem o que esperar do Provão Paulista, pois participaram da edição do ano passado, quando estavam matriculados na 1ª série. Eles já têm uma boa noção do estilo das perguntas e de como é o processo seletivo. De qualquer forma, é preciso manter a dedicação e o empenho, afinal cada ponto vale no somatório ao fim do ciclo, em 2026. O conteúdo das provas é elaborado com base no Currículo Paulista do Ensino Médio e das atividades que eles fizeram ao longo de todo ano letivo”, explica o secretário da Educação, Renato Feder.

 

Itinerário formativo da 2ª série do Ensino Médio

 

Na próxima segunda-feira (10), os estudantes das escolas da rede estadual paulista também participam do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp). Pela primeira vez, a Seduc-SP vai avaliar o conteúdo dos itinerários formativos do Ensino Médio da 2ª e 3ª séries — exatas, humanas e educação profissional técnica. As provas são digitais, com 24 questões e o horário de aplicação é o mesmo do turno em que o estudante está matriculado.

 

“As notas do Saresp do itinerário formativo não entram no cálculo do Provão Paulista Seriado. Mas a orientação é que todos os alunos que hoje estão na 2ª série participem também da prova, assim como indicamos aos que estão na 3ª série e fizeram a avaliação na última segunda-feira [3]. Os resultados serão importantes para que a Secretaria e as escolas tenham um panorama geral e mais completo da aprendizagem do Ensino Médio de cada componente curricular”, completa feder. 

 

Beleza em alta: jovens e mulheres lideram intenção de compra na Black Friday

  

Segundo pesquisa realizada pela Wake, dados mostram que itens de beleza e autocuidado estão entre os mais desejados para a Black Friday 2025, com destaque para o público feminino e as novas gerações de consumidores.
 

Dados

36,9% das mulheres entrevistadas tem a intenção de adquirir itens de beleza e autocuidado na Black Friday

 

Jovens adultos de 25 a 34 anos (31%) querem comprar itens de beleza

 

A pesquisa mostra que o público tem buscado cada vez mais por experiências personalizadas, ligadas ao bem-estar e a autoestima na Black Friday

Jovens e homens impulsionam intenção de compra de moda na Black Friday 2025

Pesquisa realizada pela Wake revela que 39,2% dos consumidores pretendem adquirir itens de vestuário na Black Friday, com destaque para o público masculino e os jovens de até 24 anos

 

Dados:

A moda promete ser um dos grandes destaques da Black Friday 2025. Segundo a pesquisa sobre intenção de compra dos consumidores, 39,2% dos entrevistados afirmam que pretendem adquirir roupas e itens de vestuário durante o período de promoções. 

O levantamento revela uma mudança interessante no comportamento de compra: os homens aparecem como os mais propensos a investir em moda, com 40,3% de intenção de compra, superando o público feminino em algumas faixas etárias. 

Entre os jovens de 16 a 24 anos, o interesse é ainda mais expressivo, 46,6% declaram que pretendem aproveitar a Black Friday para renovar o guarda-roupa. O dado indica que o consumo de moda entre as novas gerações está cada vez mais ligado à autoexpressão, identidade e lifestyle.


Febraban dá dicas antifraudes para o “Esquenta Black Friday”

Cliente deve aproveitar o período para fazer pesquisa de preços e checar a reputação de lojas e varejistas

 

Vídeo com Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços e Segurança da Febraban, para download neste link

  

Nem bem o mês de novembro começou e as lojas virtuais e físicas de comércio já se agitam com os anúncios de ofertas e promoções para a Black Friday, num movimento que ficou conhecido como “Esquenta Black Friday”. 

O que à primeira vista representa uma oportunidade para aproveitar os bons preços e adiantar as compras de Natal pode esconder alguns perigos. As pessoas são bombardeadas com grandes quantidades de ofertas, enquanto quadrilhas aproveitam o momento de euforia para aplicar golpes usando “engenharia social”, que consiste em enganar os usuários, se passando por empresas conhecidas ou lojas específicas, para que eles forneçam informações pessoais e confidenciais que serão utilizadas para concretizar golpes financeiros. 

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos), que realiza ininterruptamente campanhas de conscientização para orientar clientes e consumidores durante todo o ano, irá ampliar seus esforços de divulgação e informações de prevenção neste período. 

“Neste período de pré-Black Friday, aconselhamos que o cliente faça pesquisa de preços dos itens que pretende comprar e pesquise a reputação do varejista. Verifique também fatores como prazo de entrega e meios de pagamento disponibilizados. Os cuidados são importantes para que o consumidor evite compras por impulso”, alerta Walter Faria, diretor-adjunto de Serviços e Segurança da Febraban. 

Faria também afirma que sempre é importante desconfiar de ofertas com preços muito abaixo do normal e tomar cuidado com a criação de páginas e perfis falsos em redes sociais, como Instagram. As quadrilhas também copiam a identidade visual de grandes marcas e patrocinam posts com ofertas tentadoras. O patrocínio de posts é uma estratégia para potencializar a visualização com a finalidade de concretizar os golpes. 

 

Leia a seguir dicas para não cair em golpes 

 

Cuidados com compras online 

- Dê preferência aos sites conhecidos para as compras e verifique a reputação de sites não conhecidos em páginas de reclamações 

- Nunca use um computador público ou de um estranho para efetuar compras ou coloque seus dados bancários 

- Verifique com atenção as formas de pagamento oferecidas pelo e-commerce e desconfie quando existem poucas opções 

- Sempre cheque as políticas de troca e devoluções das lojas 

- Dê preferência ao modelo de compra garantida, onde a plataforma retém o valor até a sinalização positiva do comprador

 

Atenção nas redes sociais e com perfis falsos 

- Desconfie das promoções cujos preços sejam muito menores que o valor real do produto, pois criminosos se utilizam da empolgação dos consumidores em fazer um grande negócio para coletar informações e aplicar golpes 

- Nunca preencha formulários com dados pessoais para ter acesso às promoções da Black Friday 

- Golpistas criam perfis falsos de lojas e patrocinam posts nas redes sociais para enganar o consumidor. Verifique se a página tem selo de autenticação, número de seguidores compatíveis e também comentários de outros compradores. Desconfie de páginas recém-criadas

 

Cuidados com o cartão 

- De preferência para o uso de cartão virtual nas compras online 

- Use o serviço de avisos por SMS de transações feitas ou outros meios disponibilizados pelos bancos, que informam o valor realizado para cada transação, instantaneamente 

- Se for fazer uma compra presencial com cartão, sempre confira o valor na maquininha antes de digitar a sua senha. Identificando problemas no visor, a transação não deve ser concluída 

- Insira você mesmo o cartão na maquininha. Caso tenha entregado o cartão ao vendedor, sempre verifique se o cartão devolvido é realmente o seu. Golpistas costumam aproveitar o momento de empolgação e aglomeração no comércio de rua para trocar o seu cartão. 

 

Fique atento na hora de pagar com Pix e boletos 

- Se for pagar com Pix, sempre faça o pagamento dentro do ambiente da loja virtual. Quando o varejista fornecer o código QR Code, confira com atenção todos os dados do pagamento e se a loja escolhida é realmente quem irá receber o dinheiro. Só após essa checagem detalhada, faça a transferência 

- Se for pagar a compra com boleto, confira quem é a empresa beneficiária que aparece no momento do pagamento do boleto, no aplicativo ou site do banco. Se o nome for diferente da marca ou empresa onde a compra foi feita, a transação não deve ser concluída. 

 

Cuidados com links 

- Ao usar sites de busca, verificar cuidadosamente o endereço da página de internet para garantir que se trata do site que deseja acessar. Fraudadores usam “links falsos patrocinados” para ganhar visibilidade nos resultados de buscas 

- Tenha muito cuidado com e-mails de promoções que tenham links. Ao receber um e-mail não solicitado ou de um site no qual não esteja cadastrado para receber promoções, é importante verificar se realmente se trata de uma empresa idônea. Acesse o site digitando os dados no navegador e não clicando no link 

- Fique atento ao e-mail do remetente. Empresas de grande porte não utilizam contas privadas como @gmail, @hotmail ou @terra e entidades públicas sempre usam @gov.br ou @org.br.


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