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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Menopausa equipara riscos de doenças cardiovasculares em mulheres aos dos homens

Cardiologista explica condição e orienta sobre adoção de hábitos saudáveis

 

A fase da menopausa traz uma série de desafios à saúde e à qualidade de vida feminina. Os calorões, a dificuldade para dormir e as alterações de humor estão entre os mais conhecidos. Mas há um aspecto que muitas vezes é negligenciado e pode colocar essas mulheres em sérios riscos: a saúde cardiovascular. 

Durante a idade reprodutiva, as mulheres têm uma proteção natural do sistema cardiovascular, o que faz com que tenham menor risco, na comparação com os homens, para doenças como infarto ou AVC. Trata-se do estrogênio. Com a chegada da menopausa, os níveis desse hormônio caem consideravelmente, ampliando as ameaças ao coração. 

Doutor pela Universidade de São Paulo, o cardiologista Ricardo Ferreira explica que a queda no nível de estrogênio durante a menopausa causa a perda de elasticidade dos vasos sanguíneos. “A artéria fica um pouco mais rígida, aumentando as chances, por exemplo, de hipertensão arterial. Além disso, existe uma alteração do metabolismo, o que aumenta as chances dessa mulher ter níveis mais elevados de colesterol ruim (LDL), gordura visceral e abdominal”, ele explica. 

A consequência, segundo o cardiologista, é um risco aumentado para infarto, AVC e até as arritmias cardíacas, que são as alterações no ritmo das batidas do coração. O médico explica ainda que esta é uma condição comum a todas as mulheres, mas há aquelas com ainda mais riscos, por possuírem outros fatores associados como obesidade, tabagismo, sedentarismo ou menopausa precoce. 

A recomendação do especialista é a adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática frequente de exercícios físicos, aspectos importantes em qualquer fase da vida, mas ainda mais essenciais durante a menopausa. “Precisamos focar no que podemos controlar. A queda dos níveis hormonais é inevitável. Vale reforçar que, mesmo com a reposição hormonal, não é possível chegar nos mesmos níveis de proteção do estrogênio produzido pelo próprio corpo. Por isso, cuidar do estilo de vida é tão importante”, afirma o Dr. Ricardo Ferreira. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo. Estima-se que 19,8 milhões de pessoas morreram em decorrência de doenças cardiovasculares em 2022, representando aproximadamente 32% de todas as mortes globais.

 

Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018. Já em 201, Dr. Ricardo fundou o Centro Cardiológico em sua cidade natal, Uberaba, para levar o que havia de mais moderno em tratamento de arritmia cardíaca para o interior do estado. Em pouco tempo, com a evolução do serviço e a necessidade de facilitar o acesso aos pacientes de outras localidades do país, expandiu para São Paulo. Hoje, está presente também dentro de hospitais como Beneficência Portuguesa, Samaritano e São Camilo – em São Paulo.


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