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segunda-feira, 23 de junho de 2025

Cibercriminosos ameaçam pequenos negócios

Com pouco ou nenhuma proteção digital, startups
 e pequenas empresas são alvos fáceis para cibercriminosos
 
 
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Startups e pequenas empresas que não investem em segurança digital são alvos fáceis para cibercriminosos; especialista dá 5 dicas para se proteger

 

O Brasil registrou mais de 700 milhões de ataques cibernéticos entre agosto de 2023 e julho de 2024. O volume equivale a 1.379 tentativas de invasão por minuto, o que coloca o país em segundo lugar no ranking mundial de cibercrimes. Os dados são do estudo Panorama de Ameaças Para a América Latina 2024, realizado pela Kaspersky. 

Já o Relatório do Custo das Violações de Dados de 2024, da IBM, aponta que o custo médio de uma violação de dados no Brasil é de R$ 6,75 milhões. A falta de capacitação para lidar com a complexidade dos sistemas de segurança cibernética é apontada como um dos principais desafios enfrentados neste cenário.


Fragilidades de proteção

Os números assustam e reforçam o alerta de que medidas de segurança devem ser implementadas em todos os tipos de negócios; inclusive por startups e pequenas empresas. 

A ideia de que cibersegurança é uma preocupação exclusiva das grandes corporações é um equívoco comum e perigoso. No atual cenário digital, a vulnerabilidade não está atrelada ao tamanho do negócio, mas sim à fragilidade com que os dados podem ser acessados. 

“As startups e pequenas empresas costumam ter menor proteção, menos maturidade jurídica e técnica para reagir a um ataque digital. Isso as torna mais vulneráveis, inclusive por serem porta de entrada para redes maiores, como fornecedores ou parceiros”, explica a advogada e especialista em Direito Digital pela Universidade Anhembi Morumbi, Alexandra Beck.

 

Crimes contra startups e pequenas empresas

Entre os delitos mais comuns contra as startups e pequenas empresas estão o Phishing – em que e-mails ou mensagens falsas são enviadas para roubar senhas e informações - e o Ransomware, que é o sequestro de dados com pedido de resgate. 

Invasão de Servidores e vazamento de dados de clientes; os Ataques DDoS (Distributed Denial-of-Service ou Negação de Serviço Distribuída) para derrubar sites e sistemas; e os Roubos de Propriedade Intelectual (códigos-fonte, algoritmos, ideias) vêm seguida. 

Outros crimes como as fraudes internas, espionagem corporativa, difamação em massa e coordenada nas redes sociais e os ataques à reputação digital - com a publicação de avaliações falsas em plataformas como Reclame Aqui, Google ou App Store – costumam trazer mais prejuízos a quem não tem sistemas de proteção digital. 

“Na maioria das vezes as startups e as pequenas empresas têm estruturas enxutas e focam suas atividades no crescimento dos negócios. Contudo, a falta de proteção digital e jurídica pode acarretar em graves problemas e até mesmo destruir a imagem de uma empresa em poucas horas”, enfatiza a advogada Alexandra Beck.

 

Riscos e consequências

Quando uma startup ou pequena empresa sofre um ataque cibernético, os riscos jurídicos são imediatos, severos e as consequências podem incluir a Responsabilidade Civil por danos a titulares de dados, multas e sanções administrativas pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) que podem chegar a 2% do faturamento anual da empresa, limitadas a R$ 50 milhões por infração. 

A perda de contratos ou da confiança de investidores, processos judiciais individuais ou coletivos e eventuais responsabilidades penais também podem acontecer.

 

5 dicas para prevenir crimes cibernéticos

Para auxiliar startups e pequenas empresas a construírem uma defesa sólida contra crimes cibernéticos, a especialista em Direito Digital Alexandra Beck oferece cinco dicas práticas e essenciais:

 

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1.       Tenha uma política de segurança da informação clara e aplicada no dia a dia, desde o onboarding de novos colaboradores. Essa norma deve ser um guia prático, não apenas um documento engavetado.

2.       Implemente autenticação em dois fatores (2FA) em todos os sistemas críticos. Essa camada extra de segurança dificulta o acesso não autorizado, mesmo que uma senha seja comprometida.

3.       Realize backups periódicos e armazene-os em locais seguros, preferencialmente offline ou em nuvem com criptografia para garantir a recuperação de dados em caso de ataque ou outras perdas.

4.       Eduque e treine continuamente os colaboradores sobre phishing (fraude online que rouba dados e senhas), senhas seguras e boas práticas digitais. O elo mais fraco da segurança cibernética muitas vezes é o fator humano e a conscientização é a melhor defesa.

5.       Revise contratos com fornecedores e parceiros de TI, garanta que eles também cumpram padrões de segurança e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A vulnerabilidade de um elo da cadeia de fornecedores pode se tornar a sua própria vulnerabilidade. 


Alexandra Beck - advogada, especialista em Direito Digital pela Universidade Anhembi Morumbi e atua em casos de crimes cibernéticos, propriedade intelectual digital e regulamentação de redes sociais.


domingo, 22 de junho de 2025

Vai curtir um arraiá? Especialista indica como incluir seu Pet nessa festa

Veterinária da Boehringer Ingelheim dá dicas práticas para proteger seu pet - da comida típica aos parasitas escondidos

 

As Festas Juninas são um dos momentos mais aguardados do ano, e muitos tutores querem incluir seus pets na diversão. Mas é preciso atenção: comidas típicas e ambientes barulhentos podem representar riscos à saúde dos animais. A Boehringer Ingelheim, referência em saúde animal, preparou um guia com orientações práticas para garantir que os pets também aproveitem o arraiá, com segurança e bem-estar.

“É muito importante que os tutores fiquem atentos ao que oferecem aos seus animais durante as festas. Alimentos como doces típicos, embutidos e pratos temperados podem causar sérios problemas de saúde”, alerta a gerente técnica da Boehringer Ingelheim e médica-veterinária dra. Karin Botteon. “O ideal é manter uma alimentação equilibrada e, caso queira oferecer um agrado, que seja algo seguro e em pequenas quantidades. Mas, muita atenção, se o cão sofre de algum distúrbio gastrintestinal conhecido, seja alergias ou alguma sensibilidade, considere oferecer petiscos específicos para cães sob orientação do médico-veterinário”, complementa.

Confira quais alimentos são permitidos ao pet, segundo a especialista: 


Pode:  

. Milho cozido (somente os grãos, sem sal, manteiga ou temperos)

. Pipoca sem sal, açúcar ou manteiga

. Carne simples, bem cozida e sem gordura, sem sal, manteiga ou temperos


Não Pode:
 

. Doces juninos como paçoca, canjica e bolo de milho

. Espiga de milho inteira

. Alimentos com temperos, sal ou embutidos (ex: salsicha e linguiça)

 Além da alimentação, a proteção contra parasitas é essencial, especialmente em ambientes abertos e com grande circulação de pessoas e animais. Pulgas, carrapatos e vermes intestinais embora menos frequentes nessa época do ano, quando as temperaturas estão mais frias, ainda assim podem cruzar o caminho do seu pet podendo comprometer seriamente a saúde dele. 

“A prevenção é sempre o melhor caminho. Produtos, como os da linha NexGard®, oferecem uma proteção eficaz e contínua contra parasitas externos e internos, permitindo que os animais aproveitem o ambiente com liberdade e segurança. Com a proteção adequada, o pet pode aproveitar essa festa com a família sem preocupações”, finaliza Botteon.

 

Pets e fogos de artifício: como proteger os animais nas festas juninas

 



Veterinária destaca sinais de estresse e orienta tutores sobre medidas de proteção para o período junino

 

As comemorações juninas são marcadas por música, dança e fogos de artifício e a alegria típica do período. No entanto, representam um risco considerável para a saúde dos animais domésticos. A sensibilidade auditiva de cães, gatos e outras espécies é significativamente maior do que a dos seres humanos, o que os torna mais vulneráveis aos ruídos intensos. O barulho dos fogos pode provocar reações de estresse, medo e até crises neurológicas, exigindo medidas preventivas por parte dos tutores. 

Segundo a médica veterinária e professora da UNINASSAU Rio de Janeiro, Glauce Araújo, os pets reagem instintivamente aos sons altos. “Eles podem demonstrar sinais como tremores, inquietação, esconderijos inusitados, latidos ou miados excessivos e comportamento de fuga. Em casos mais sensíveis, especialmente em pets com epilepsia ou predisposição neurológica, os fogos podem desencadear convulsões”, alerta.

Para ajudar os animais a enfrentarem esse período de forma mais tranquila, algumas ações simples podem ser eficazes. Criar um ambiente seguro e acolhedor dentro de casa, com sons suaves para abafar os estouros externos, é um bom começo. “Mantê-los em um ambiente protegido de estrondos, colocar um som calmante na tentativa de diminuir o barulho externo, não os deixar sozinhos, pedir orientação sobre calmantes fitoterápicos a um médico veterinário são alguns exemplos”, explica Glauce.

Além dos cuidados básicos, é importante que os tutores não recorram à automedicação. Medicamentos utilizados sem orientação profissional podem agravar o quadro clínico dos animais. Somente um médico veterinário pode indicar o tratamento adequado, especialmente quando há histórico de fobia intensa ou doenças pré-existentes. Sendo assim, o acompanhamento profissional é essencial para garantir a segurança e o bem-estar dos pets durante esse período.

A atenção aos sinais faz toda a diferença. Observar o comportamento dos pets e tomar medidas preventivas pode evitar acidentes e garantir que a temporada junina seja segura e tranquila também para os companheiros de quatro patas.


RITUAL COM FOGUEIRA PARA RENOVAR AS ENERGIAS NAS FESTAS JUNINAS


Especialista da iQuilibrio revela como o fogo pode ser usado como ferramenta de cura e transformação


As festas de São João, além das comidas típicas, danças e alegria, carregam uma tradição ancestral que vai muito além da celebração popular: a presença da fogueira. Presente em quase todo arraial, ela é mais do que um símbolo de união — é um portal de purificação e conexão espiritual. Acender a fogueira é, na verdade, um dos rituais mais antigos da humanidade para afastar o mal e celebrar a vida. 

“O fogo é o grande elo entre o Divino e a matéria. Ele representa força, proteção e renascimento”, explica Luz Cigana, consultora espiritual da iQuilibrio. Segundo ela, ao redor da fogueira, as pessoas não apenas se aquecem, mas também têm a oportunidade de transformar energias, deixar para trás o que já não serve e se abrir para um novo ciclo. “É um elemento extremamente poderoso, que pode ser usado para celebrar, agradecer e, principalmente, curar”, destaca. 

Desde os tempos antigos, o fogo é visto como símbolo de proteção e purificação. Com o passar do tempo, a prática ganhou novas funções espirituais: hoje, muitas pessoas realizam verdadeiros rituais de cura ao redor das chamas. A fogueira, nesse contexto, tornou-se um ponto de força — especialmente nas celebrações juninas, onde o calor das brasas ilumina tanto o físico quanto o espiritual. “Durante o São João, você pode aproveitar esse momento de conexão para escrever em um papel tudo o que deseja eliminar da sua vida — inseguranças, mágoas, hábitos ruins — e queimar na fogueira. Isso simboliza o encerramento de ciclos e a abertura de novos caminhos”, ensina Luz Cigana. 

A presença da fogueira também é comum em tradições ciganas, sendo usada em rituais que marcam nascimentos, casamentos e até despedidas. Na cultura popular brasileira, ela foi incorporada pela igreja católica como homenagem a São João Batista, e passou a representar a proteção das comunidades e colheitas. Mas a simbologia é ainda mais profunda: “Independente da doutrina ou crença, o fogo é um canal de poder pessoal. Ele nos dá motivação, coragem e clareza para seguir com mais propósito”, afirma a especialista. 

Portanto, neste São João, ao se reunir em torno da fogueira, aproveite para olhar além da tradição. Veja ali uma oportunidade de renovar suas energias, se conectar com o sagrado e deixar o que pesa para trás. Afinal, como reforça Luz Cigana: “O fogo transforma tudo o que toca. Ele queima o velho para dar lugar ao novo. E esse é o verdadeiro espírito da fogueira de São João.”


iQuilibrio


5 signos que se destacam no mundo dos negócios


Descubra se o seu signo tem perfil empreendedor e vocação para o sucesso profissional
 

 

Existe um perfil astrológico para o sucesso nos negócios? Segundo a astrologia, alguns signos naturalmente carregam características que favorecem o empreendedorismo, a liderança e a visão estratégica, ingredientes importantes para quem quer crescer na carreira ou abrir a própria empresa.

“A posição do Sol no nosso mapa natal revela muito sobre o nosso jeito de agir no mundo e de lidar com desafios profissionais. Mas o que torna um signo forte nos negócios vai além da ambição, envolve inteligência emocional, foco e uma boa dose de resiliência”, explica a astróloga e ocultista Sara Koimbra.

A seguir, Sara aponta os cinco signos que mais se destacam no mundo corporativo e empresarial. Mas ela lembra que mesmo que seu signo não esteja nesta lista, todo mapa astral é único. “Há sempre potenciais a desenvolver.”


Capricórnio
Determinação é a palavra que define o capricorniano quando o assunto é trabalho. Com uma visão prática e um forte senso de responsabilidade, Capricórnio constrói seu caminho de forma sólida e persistente. “Eles não têm medo de trabalhar duro e costumam se preparar bem antes de cada passo. O sucesso vem como consequência natural da disciplina”, comenta Sara.


Leão

Carisma, confiança e desejo de deixar um legado. Leão é um dos signos mais empreendedores e visionários do Zodíaco. “Leoninos têm brilho próprio e sabem usar isso a favor dos negócios. Gostam de liderar, inspirar equipes e criar projetos que os coloquem em evidência. Mas precisam tomar cuidado com o ego e ouvir mais os outros”, orienta a astróloga.


Virgem

Com seu olhar analítico e atenção aos detalhes, Virgem tem tudo para ser um gestor eficiente. “São extremamente organizados, cuidadosos e comprometidos com a qualidade. Virginianos brilham em áreas onde planejamento e execução impecável são essenciais. A dificuldade é não cair no perfeccionismo excessivo”, diz Sara.


Áries

O espírito empreendedor de Áries se traduz em ousadia e iniciativa. “São líderes natos e têm facilidade para começar projetos do zero. A energia ariana é ótima para abrir caminhos, mas é importante trabalhar a paciência para sustentar o crescimento a longo prazo”, destaca Sara.


Escorpião

Intensidade e estratégia definem o escorpiano nos negócios. “São observadores, têm ótima intuição e são mestres em lidar com processos de transformação. Escorpianos não se intimidam com crises, pelo contrário, prosperam em ambientes que exigem jogo de cintura e inteligência emocional”, afirma a especialista.

Segundo Sara, um detalhe que vale ser reforçado, é que o signo solar é apenas uma parte da equação, pois os mapas com fortes aspectos em signos de Terra ou com um Marte bem posicionado, por exemplo, também favorecem uma carreira sólida. “Conhecer as tendências do próprio signo já ajuda a valorizar seus pontos fortes e trabalhar seus desafios no mundo dos negócios”, explica Sara.

 

DESCUBRA CINCO DICAS PARA ATRAIR BOAS ENERGIAS EM SUA VIDA


Aprenda com Kelida Marques a usar cristais, plantas e outras práticas para viver com mais equilíbrio.

 

Alcançar bem-estar e equilíbrio é um anseio universal. Por isso, cultivar energias positivas é indispensável para viver plenamente. A espiritualidade se revela de maneira simples, por meio de elementos, orações e mantras que auxiliam na atração de boas vibrações. 

A espiritualista e consultora Kelida Marques explica que podemos moldar as energias que nos cercam, impactando positivamente nosso ambiente e nossa trajetória. “A energia que escolhemos para nossa vida pode impactar diretamente nosso estado de espírito, nossa saúde e nosso sucesso. É fundamental saber como atrair e manter boas energias ao nosso redor”, destaca Kelida.
 

Descubra cinco dicas para atrair boas energias, segundo a espiritualista.
 

1. Cristais - Por séculos, diversas culturas têm utilizado cristais em práticas espirituais, terapias holísticas e rituais de cura. Acredita-se que suas energias sutis possuem a capacidade de influenciar positivamente o bem-estar físico, emocional e espiritual. “Os que eu mais gosto de recomendar são Quartzo Rosa, Ametista, Citrino e Selenita.” comenta Kelida.
 

2. Pratique orações e afirmações diárias - A oração é uma ferramenta poderosa para conectar-se com energias superiores e trazer paz interior. “Reservar um momento do dia para orar ou fazer afirmações positivas pode transformar sua energia pessoal e, consequentemente, a energia ao seu redor”, recomenda Kelida. “Palavras têm poder. Quando proferimos palavras de amor, gratidão e esperança, atraímos essas energias para nossa vida.”
 

3. Mantenha-se consciente de seus pensamentos e sentimentos - Os pensamentos e sentimentos que cultivamos também influenciam a energia que nos cerca. “É importante estar atento ao que pensamos e sentimos. Pensamentos negativos e emoções como raiva ou tristeza podem atrair energias semelhantes. Busque manter uma atitude positiva e equilibrada, mesmo diante das dificuldades”, aconselha Kelida. “Praticar a meditação e a atenção plena pode ajudar nesse processo, trazendo mais clareza e serenidade.”
 

4 - Tenha plantas por perto - Plantas como a lavanda, reconhecida por suas propriedades calmantes e purificadoras, o alecrim, que favorece a clareza mental e a proteção, e o bambu da sorte, conhecido por atrair prosperidade e boa fortuna, são ideais para trazer boas energias ao ambiente. Além delas, a espada-de-são-jorge destaca-se por sua habilidade de absorver energias negativas, enquanto a planta-jade, também chamada de árvore-da-amizade, simboliza crescimento e riqueza. Ter essas plantas em casa ou no trabalho contribui para criar um espaço harmonioso e repleto de energia positiva.
 

5 - Se afaste de pessoas que não te fazem bem - Embora pareça clichê, uma pessoa negativa, que pronuncia palavras carregadas de pessimismo ou transmite energias ruins por meio de pensamentos e olhares, pode realmente arruinar o dia de outra pessoa. Por isso, é essencial manter distância desse tipo de influência. “É muito importante ter uma rede de apoio, ter pessoas boas em volta de si para contar quando necessário. Nem sempre é fácil desfazer vínculos com pessoas que sugam as nossas energias, se for o caso, procure o seu mentor espiritual para te ajudar.” aconselha Kelida.




Kelida Marques - referência em espiritualidade, sendo detentora de um dos principais canais do YouTube sobre o tema, com quase 1,30 milhões de seguidores. Psicanalista, hipnóloga e terapeuta holística reikiana, ela se dedica ao autoconhecimento profundo por meio do Mapa da Alma, uma abordagem que revela karmas, desafios espirituais e conexões de vidas passadas. Além dos atendimentos online, promove rituais de cura, benzimentos e vigílias gratuitamente. Kelida pode falar sobre previsões, leituras do baralho cigano, cartas psicografadas, numerologia e terapias alternativas, sempre integrando corpo, mente e espírito com um toque de magia @kelidaoficial


Como preparar sua casa para o inverno com Feng Shui

Conceito de casa aconchegante com casa de brinquedo de madeira Freepik


As arquitetas Belisa Mitsuse e Estefânia Gamez, do BTliê Arquitetura, explicam como adaptar os ambientes à estação mais fria do ano.

 

Com a proximidade do inverno, que começa oficialmente no dia 20 de junho, não é apenas o guarda-roupa que muda: a casa também pode (e deve) acompanhar o ritmo mais introspectivo da estação. Segundo o Feng Shui, técnica milenar chinesa que busca harmonizar os ambientes a partir da relação entre o ser humano, o espaço e a natureza, o inverno representa o momento de desacelerar, conservar energia e cuidar do interior – do lar e de si. As arquitetas Belisa Mitsuse (Bel) e Estefânia Gamez (Tef), especialistas em Feng Shui e sócias do BTliê Arquitetura, explicam que, para além da estética, a técnica considera as estações do ano como parte essencial dos ciclos naturais da vida e propõe pequenas mudanças nos espaços a cada transição.

 

“No Feng Shui, o inverno é regido pelo elemento água e nos convida à introspecção, ao recolhimento e ao silêncio. É como o momento em que a árvore solta suas folhas para conservar energia e se preparar para florescer na primavera”, explica Belisa. Segundo a arquiteta, esse recomeço torna a época ideal para fazer um verdadeiro ‘detox’ no lar — desapegar do que não serve mais e criar espaço para o novo. “Na prática, isso significa liberar gavetas, doar objetos sem uso, eliminar excessos e reparar ou descartar aquilo que está quebrado”, complementa Estefânia. 

Depois do detox, a casa está pronta para ganhar uma renovação na decoração - e isso pode ser feito a partir de pequenas mudanças: as arquitetas indicam renovar mantas e almofadas, incluir tapetes felpudos, usar cortinas mais espessas e apostar em luzes indiretas e quentes, como abajures e velas. “Cores terrosas, como ocre, marrom e bordô, transmitem sensação de acolhimento e podem ser usadas na decoração”, afirma Belisa. 

Os banheiros também merecem atenção especial por serem locais de forte dispersão energética, segundo as arquitetas. As dicas incluem: manter a tampa do vaso sanitário sempre fechada, consertar vazamentos e incluir plantas que purifiquem o ar, como o lírio da paz.

 

Cuidar da casa é cuidar de si 

O inverno também é uma estação que convida à interiorização — e isso se reflete na forma como nos relacionamos com o espaço onde vivemos. “Mais do que mudar a decoração, o Feng Shui propõe uma reconexão com o lar. A casa vira um espelho do nosso estado interno. Quando ela está organizada e acolhedora, nós também nos sentimos assim”, comenta Bel. 

As arquitetas destacam ainda que, seja com uma manta nova no sofá ou um banho quente em um banheiro revitalizado, o importante é lembrar que o ambiente pode ser um poderoso recurso de apoio emocional — e, com atenção e cuidado, cada cantinho da casa pode se tornar um refúgio contra o frio externo e interno.

 



Bel e Tef: Belisa Mitsuse (Bel) e Estefânia Gamez (Tef) são arquitetas formadas pela FAU Mackenzie que encontraram, na união entre técnica e espiritualidade, uma maneira inovadora de atuar no mercado. A amizade profissional das duas começou em um escritório de arquitetura, onde trabalharam lado a lado, e se transformou em uma parceria que culminou na criação do BTliê Arquitetura, em 2014. Inspiradas por sua ascendência japonesa e com uma curiosidade latente pela cultura oriental, Bel e Tef mergulharam no universo do Feng Shui, integrando seus conceitos aos fundamentos sólidos da arquitetura. Esse diferencial permitiu que a dupla desmistificasse práticas supersticiosas e trouxesse uma abordagem prática e transformadora para o mercado brasileiro, rompendo com a visão cética tradicional. Além dos projetos personalizados, voltados para promover harmonia e bem-estar, as sócias expandiram sua atuação com a criação do curso Projetando com Feng Shui, a primeira formação reconhecida pelo MEC nessa área. Com ele, impactaram não apenas a vida dos clientes, mas também a carreira de outros arquitetos e designers que buscam integrar propósito e técnica em seus projetos.



TERAPIA HOLÍSTICA: A JORNADA DE QUEM BUSCA EQUILÍBRIO PARA O CORPO, A MENTE E O ESPÍRITO


Especialista explica por que práticas como reiki, florais e aromaterapia vêm conquistando quem quer se reconectar com seu próprio bem-estar

 

Cuidar da saúde emocional e espiritual não é mais um tabu — é tendência. Em tempos acelerados, cada vez mais pessoas têm buscado alternativas de autocuidado que vão além da medicina tradicional. Nesse cenário, a terapia holística se destaca como uma abordagem que olha para o ser humano como um todo: corpo, mente e espírito em equilíbrio. 

“A terapia holística é como um espelho que te ajuda a enxergar onde estão os seus desequilíbrios — e a encontrar caminhos para se curar por inteiro”, explica Juliana Almeida Cordeiro, consultora esotérica da iQuilibrio. Com foco na reconexão interior, ela acredita que essa abordagem “ajuda a tratar não só os sintomas, mas o que está por trás deles, promovendo mudanças verdadeiras e duradouras”. 

Diferente das terapias convencionais, que geralmente tratam partes isoladas do corpo, a proposta holística aposta na visão integrativa: tudo está conectado. Entre as práticas mais procuradas estão a aromaterapia, que usa óleos essenciais para equilibrar emoções e aliviar tensões, e o reiki, conhecido por canalizar energia vital por meio da imposição das mãos. “O reiki promove um relaxamento profundo e ativa o poder natural de cura do corpo”, afirma Juliana. 

Outro destaque é a cromoterapia, que utiliza as cores para harmonizar os chakras e influenciar positivamente as emoções. Já os florais, como os de Bach, têm sido grandes aliados no enfrentamento de medos, inseguranças e bloqueios emocionais. “Cada essência floral atua de forma sutil, mas poderosa, acessando camadas emocionais que muitas vezes ignoramos”, pontua a especialista. 

No Brasil, muitas dessas terapias já são reconhecidas pelo SUS dentro das chamadas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS). Isso mostra que o cuidado com a energia, as emoções e a espiritualidade está, sim, ganhando cada vez mais espaço e respeito. 

Seja para aliviar sintomas físicos, promover o autoconhecimento ou simplesmente viver com mais presença e leveza, as terapias holísticas oferecem um caminho de acolhimento e transformação. “É um convite para olhar para dentro e lembrar que a cura começa no momento em que escolhemos cuidar de nós mesmos com mais consciência”, finaliza Juliana.


iQuilibrio
www.iQuilibrio.com.br



4 em cada 10 brasileiros entrevistados já tiveram um “amor de viagem”, mostra estudo

40% dos ouvidos pela DeÔnibus também já embarcaram rumo

a novos destinos para fortalecer seus relacionamentos

 

Que embarcar rumo a novos destinos é uma boa oportunidade para conhecer pessoas novas não é segredo para ninguém. Agora, que 42% dos viajantes brasileiros já viveram um “amor de viagem” — seja ele passageiro ou para a vida toda —, isso quem revela é a DeÔnibus, que investigou as experiências afetivas de centenas de pessoas durante suas aventuras turísticas.  

Os dados fazem parte do novo levantamento da plataforma de passagens rodoviárias, que, nos últimos dias, pediu que entrevistados de todas as regiões abrissem o coração sobre temas como suas viagens inesquecíveis a dois, os principais sinais de intimidade fora de casa e, ainda, os destinos mais românticos do país. 

 

Além dos romances que começam de fato em um novo destino, segundo o estudo da empresa, o que não faltam no Brasil são experiências que mostram como o amor pode estar no assento ao lado: enquanto 64% dos ouvidos compartilharam já ter vivido paqueras e “climas” nos trajetos para outros lugares, 34% conhecem histórias de romance cujos primeiros passos aconteceram… nos ônibus de viagem. 

 

Viajar para encontrar (ou esquecer) um amor  

Das breves trocas de olhares no avião às paixões que se estendem durante longas estadias, algo que o levantamento da DeÔnibus constatou é como, independentemente do destino e roteiro escolhidos, todo mundo parece ter uma história de amor e viagem para contar. 


Isso porque, provando que o clima de romance e aventuras turísticas são mais próximos do que parecem, 42% das pessoas ouvidas disseram já ter tido experiências amorosas enquanto viajantes, entre aquelas que descrevem seus casos como “romances” (27%) e “amores” de viagem (15%) — muitos deles com paqueras e flertes iniciados nos trajetos de ônibus (64%). 

 


Trata-se de uma parcela similar à dos respondentes que, para fortalecer os próprios relacionamentos, também já viram em novas rotas a oportunidade perfeita não para conhecer um novo alguém, mas passar mais tempo a dois (40%), sem o estresse da rotina, possíveis desentendimentos do dia a dia e problemas típicos da convivência. 

 

Mas, afinal, como ficam as viagens quando o amor acaba? Em muitos casos, conforme evidenciaram os brasileiros, “arrumar as malas” após o fim de uma relação pode, sim, ser um sinal para juntar as próprias coisas e partir para outros ares. Prova disso é o fato de que, na tentativa de esquecer um amor, 13% dos entrevistados compartilharam já ter viajado por aí — iniciativa que também já os ajudou a mudar certas percepções sobre seus companheiros (16%). 

 

Quando o destino inspira romance 

 

Embora o local pouco influencie quando duas pessoas querem fazer acontecer, não há como negar que certos ambientes são capazes de inspirar um “clima” de romance nos mais diversos públicos, sensação normalmente influenciada pelo clima, gastronomia e arquitetura do destino. 

 

Esse é o caso das praias tranquilas e pouco frequentadas (53%), eleitas a melhor pedida para quem deseja viver boas aventuras a dois ao lado dos hotéis e pousadas intimistas (45%) e regiões campestres ou montanhosas (43%). 

 

E não são apenas certas locações que adicionariam certa dose extra de romance às viagens — mas estados específicos, cujas energias os colocariam no ranking de “estados mais românticos do Brasil” tanto para os solteiros quanto para os comprometidos.

 



Para aqueles que estão em busca de um novo amor, segundo os viajantes, as melhores experiências estariam no Rio de Janeiro (34%), São Paulo (33%) e Santa Catarina (30%), que compartilham uma alta diversidade de bares e baladas, eventos culturais e turismo de experiências (como carnavais, raves e festivais de música).

 

Já quem deseja dar um “up” no próprio relacionamento, conforme evidenciaram os ouvidos, devem se dirigir ao Rio Grande do Sul (33%), Santa Catarina (32%) e Minas Gerais (27%), conhecidos nacionalmente pela culinária afetiva, paisagens de tirar o fôlego e clima perfeito para um bom vinho a dois. 

 

Para que a viagem fique ainda melhor, de toda forma, tornariam os destinos acima ainda mais encantadores algumas ações e roteiros específicos, que contribuiriam para despertar mais paixão e intimidade: refeições inesquecíveis (67%), um cantinho aconchegante para conexão e descanso (62%) e surpresas românticas (48%), como cartas, declarações ou até pequenos mimos. 

 

O resultado? De acordo com os entrevistados, muito mais conforto e parceria para o casal, cujos principais sinais de intimidade numa viagem iriam do ato de dormir juntos (65%) usar o mesmo banheiro sem neuras (47%) até algo cotidiano, mas que representa um desafio para muitos: não se preocupar com a própria aparência na frente do outro, sobretudo na hora de acordar (50%). 

 

Metodologia 

 

Com o objetivo de compreender as experiências amorosas dos viajantes brasileiros, recentemente, a DeÔnibus entrevistou 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais. 


Ao todo, os respondentes tiveram acesso ao total de 5 questões, que abordaram diferentes aspectos da relação entre amor e viagens, como os destinos mais românticos do país, as localidades ideais para uma aventura a dois e os principais sinais de intimidade ao embarcar para novos destinos com outra pessoa. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados.





https://deonibus.com/
https://deonibus.com/blog/outros-conteudos/amor-de-viagem/



Leila de Vale Tudo abre debate sobre a vida sexual feminina e os diversos fatores que a influenciam

Tabus, pressão social, autoaceitação do corpo e atenção do parceiro estão diretamente ligadas ao orgasmo, que frequentemente é descoberto tardiamente

 

A personagem Leila de Vale Tudo, interpretada por Carolina Dieckman, traz à tona um assunto que ainda é tabu na sociedade, mas muito importante de ser debatido, o orgasmo feminino. Leila acaba de descobrir o ápice do prazer sexual após os 40 anos, um casamento e alguns namorados. 

A ginecologista Fabiane Berta explica que, conforme citado pela personagem, prazer e orgasmo são coisas distintas, embora estejam relacionadas à sexualidade feminina. “O prazer representa uma sensação de satisfação, bem-estar e relaxamento, que pode ocorrer com ou sem relações sexuais. Já o orgasmo é o ponto máximo do prazer sexual, as respostas físicas são intensas como contrações musculares, aumento dos batimentos cardíacos e liberação hormonal”, diz.

Assim como Leila, é muito comum as mulheres descobrirem o orgasmo de forma tardia e isso acontece frequentemente devido à falta de informações sobre sexualidade, preconceitos culturais e o silêncio que envolve o tema desde a infância. "Muitas mulheres têm dificuldade de atingir o orgasmo porque não aprenderam a reconhecer os sinais do seu corpo. O tabu em relação à sexualidade feminina e a falta de educação sexual fazem com que elas só descubram plenamente o prazer sexual em fases mais maduras da vida", afirma a médica e também especialista e pesquisadora da menopausa. 

Outro ponto significativo é a pressão constante sobre o corpo feminino, que gera inseguranças e baixa autoestima. A dificuldade em aceitar a própria aparência física prejudica diretamente a entrega ao parceiro e a vivência do prazer. Segundo Fabiane Berta, quando a mulher não se sente confortável com seu corpo, a preocupação com a maneira como está sendo vista pode tirar completamente o foco do prazer, dificultando ou até impedindo o orgasmo.

O excesso de tarefas e responsabilidades diárias, como o trabalho e os cuidados domésticos e familiares, também impactam negativamente o relaxamento necessário para a conexão sexual plena com o parceiro. A mente sobrecarregada reduz as chances de entrega total e afasta as mulheres da experiência do orgasmo.


O papel do homem

Assim como a personagem sugere, de fato, o parceiro exerce papel fundamental na capacidade da mulher atingir o orgasmo. A cumplicidade, o diálogo aberto e a atenção às necessidades da parceira são essenciais para que o prazer sexual feminino aconteça plenamente. Quando o homem demonstra interesse em conhecer e entender as preferências da mulher, isso facilita a conexão física e emocional e cria um ambiente de confiança e relaxamento.

“O homem precisa estar atento às respostas do corpo feminino e manter a comunicação aberta sobre o que funciona melhor na relação sexual. Escutar e respeitar os desejos da parceira gera segurança emocional, permitindo que ela se entregue ao momento sem inseguranças. Além disso, muitos desconhecem aspectos importantes sobre o prazer feminino, como a necessidade de preliminares mais prolongadas, a estimulação correta e o respeito ao ritmo particular de cada uma. A participação ativa e cuidadosa do homem favorece a mulher se sentir confortável para expressar suas vontades e atingir o orgasmo com mais facilidade”, finaliza Fabiane Berta, que possui diversas especializações como Neurociência, Comportamento, Bioquímica e estética íntima.





Fabiane Berta - Médica ginecologista e obstetra especializada em medicina fetal pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de SP. Tem mais de 7 pós-graduações como Endocrinologia, Neurociência, Comportamento, Bioquímica e formações nos EUA na área da saúde feminina como Fisiologia Hormonal Feminina e Estética Íntima. Atua na formação médica, com ações de capacitação e atualização do climatério à menopausa. Mestranda no núcleo da Endometriose, Dor Pélvica e Menopausa da UNIFESP. Speaker, pesquisadora e key opinion maker da Fagron Brasil. PI e Chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa, coordenado pela Science Valley. Science Medical Team – OB-GYN Specialist da Science Valley. Criadora do MYPAUSA, que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil, com a finalidade de promover uma reforma nacional na saúde feminina pública e privada, que assegure acesso a inovações e tratamentos atualizados, respeitando todas as diversidades regionais.



Quando pensar demais vira um problema: Novo estudo explica o conceito de “interferência intelectual”

Conceito publicado pelo Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, ajuda a entender por que pessoas superdotadas podem ter dificuldades na comunicação  

 

Você já se sentiu como se estivesse falando grego para alguém, sem ser entendido? 

Isso pode parecer só uma metáfora para uma conversa difícil, mas, na verdade, existe um nome científico para esse fenômeno quando ele acontece com pessoas superdotadas: Interferência intelectual. 

O conceito, publicado recentemente no estudo “O que é interferência intelectual, discrepância cognitiva?” na Atena Editora, pelo pós-PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, ajuda a desvendar um dos desafios mais invisíveis e muitas vezes solitários de quem tem altas habilidades cognitivas: a dificuldade em ser compreendido.

 

Quando o cérebro vai mais rápido que a conversa

A interferência intelectual acontece quando uma pessoa superdotada, acostumada a processar ideias complexas, enfrenta dificuldades para transmitir essas ideias a quem não compartilha do mesmo nível de abstração cognitiva. 

“O cérebro dessas pessoas trabalha em múltiplas camadas de raciocínio, com conexões rápidas e profundas. Mas, ao tentar transformar tudo isso em linguagem simples, parte da riqueza do pensamento se perde”. 

“Imagine tentar resumir um filme inteiro com todos os detalhes, enredos paralelos e mensagens escondidas em uma legenda curta, é mais ou menos assim que essas pessoas se sentem”, explica o Dr. Fabiano de Abreu Agrela. 

Muitas vezes, quem convive com pessoas superdotadas pode sentir que elas são desconectadas da realidade, mas, na verdade, isso não é um problema de comunicação intencional. 

“Essa interferência não tem a ver com soberba, tem a ver com o próprio funcionamento do cérebro, que opera em níveis muito mais abstratos. Traduzir isso para uma linguagem mais acessível gera desgaste, frustração e até isolamento social”, esclarece.

 

Discrepância cognitiva não é a mesma coisa

O estudo também explica que a interferência intelectual é diferente de discrepância cognitiva, enquanto a segunda se refere ao descompasso entre o desenvolvimento intelectual e as habilidades emocionais ou sociais (como é comum em pessoas superdotadas), a interferência intelectual é um problema que surge especificamente na comunicação.

 

Por que isso interessa a todos nós?

Você não precisa ser superdotado para viver uma versão mais leve desse fenômeno, a dificuldade de alinhar comunicação com pessoas de repertórios diferentes está presente em empresas, relacionamentos, redes sociais e até no convívio familiar. 

O que esse estudo revela é que, entender essas diferenças cognitivas, não só ajuda quem vive esse desafio, mas também promove empatia, inclusão e melhora a qualidade da comunicação em qualquer ambiente. 

“Quando eliminamos do debate as vozes que pensam diferente, ou mais complexo, perdemos criatividade, inovação e capacidade de resolver problemas. A sociedade precisa entender que pensar diferente é uma riqueza, não um problema”, conclui Dr. Fabiano de Abreu Agrela.


Leitura na infância impulsiona desenvolvimento, mas acesso a livros de qualidade ainda é desafio

Créditos: Johnny Mcclung/Unsplash
Falta de acervos atualizados, tempo para leitura e formação docente limita o desenvolvimento de leitores no ensino básico 

 

“Leitura, antes de mais nada, é estímulo, é exemplo”, diz uma frase atribuída à escritora Ruth Rocha. O incentivo à leitura desde os primeiros anos da infância é um dos pilares mais importantes da formação educacional e cidadã de uma criança. Ainda assim, grande parte das escolas públicas brasileiras enfrenta dificuldades para garantir acesso a livros de qualidade, formação de professores como mediadores de leitura e espaço para a literatura no currículo escolar.

Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, 44% dos brasileiros não têm o hábito da leitura no cotidiano. Entre os principais motivos apontados por eles estão a falta de interesse e de acesso. Para especialistas, esse cenário é uma consequência direta de um contexto sociocultural em que a leitura é tratada, em geral, como uma obrigação do currículo escolar. Essa visão não permite que crianças, adolescentes e até adultos encarem os livros como uma prática necessária para a construção de repertório cultural ou mesmo como fonte de prazer. 

“A leitura precisa ser encantadora. Quando a criança se conecta com o livro por meio de histórias com as quais ela se identifica, o impacto vai muito além do vocabulário: ela desenvolve empatia, repertório e pensamento crítico”, afirma Damila Bonato, gerente de marketing e produto da Aprende Brasil Educação, que atende escolas públicas municipais em todo o país. Diante da concorrência com videogames, redes sociais e outras distrações tecnológicas, iniciativas que combinem literatura, formação docente e recursos digitais tornaram-se urgentes. Engajar crianças e adolescentes nas páginas estáticas do livro é, mais que uma meta pedagógica, um desafio contemporâneo.


Projetos de incentivo à leitura precisam ser fomentados

Uma das estratégias mais eficazes para formar novas gerações de leitores é por meio de projetos de incentivo à leitura. “Ao oferecer acesso a acervos diversos, com mediação qualificada, esses projetos estimulam o hábito da leitura desde cedo, o que é decisivo para o desenvolvimento da linguagem, do pensamento crítico, da empatia e da criatividade”, pontua o assessor de História dos colégios da Rede Positivo, André “Bode” Marcos. 

Ele lembra, ainda, que, quando bem estruturados, esses projetos também ajudam a reduzir desigualdades de acesso à cultura escrita, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. “Ao formar leitores mais autônomos e reflexivos, eles contribuem para uma geração mais preparada para compreender a realidade, dialogar com diferentes pontos de vista e participar ativamente da sociedade. Em outras palavras, formar leitores é formar cidadãos”, completa.

Um exemplo recente é o projeto “Além da Narrativa”, desenvolvido pela Aprende Brasil Educação, que distribui livros impressos a alunos da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Além dos materiais físicos, as crianças têm acesso a QR codes que possibilitam ver e ouvir as narrações em áudio e vídeo de alguns títulos. Por fim, as obras são acompanhadas de percursos de leitura para professores, recursos em que se apresentam orientações para condução do trabalho com cada livro em sala de aula. “O papel do professor como mediador é essencial. Mas, muitas vezes, ele mesmo não teve a oportunidade de vivenciar a leitura de forma prazerosa em sua formação. Por isso, investir na capacitação do educador é tão importante quanto garantir o acervo”, ressalta Damila. Os docentes recebem, ainda, formação virtual voltada ao desenvolvimento da competência literária.

Embora ainda concentrados em poucas redes, programas como esse apontam caminhos possíveis para transformar a relação das crianças com os livros e, consequentemente, com o processo de ensino e aprendizagem. Em tempos de defasagem educacional e baixo desempenho em leitura nos indicadores nacionais, promover a leitura é uma estratégia urgente para enfrentar desigualdades educacionais e sociais.


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