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quarta-feira, 11 de junho de 2025

Amar é... seguir o companheiro na rotina de exercícios?

Próximo ao Dia dos Namorados, médico de família da rede Meu Doutor Novamed analisa as vantagens e desafios de se exercitar em dupla

 

Namorar um(a) atleta pode ser desafiador. Exercícios e esportes, provavelmente, passarão a fazer parte da rotina do casal. Com a proximidade do Dia dos Namorados, o médico de família da rede Meu Doutor Novamed, da Bradesco Seguros, Marcelo Amorim, analisa, na entrevista abaixo, os benefícios e desafios de quem busca cumprir a rotina de treinos de forma compartilhada com o parceiro. A motivação do casal, com o incentivo mútuo para realizar as atividades, é um dos diversos benefícios. Manter o foco na atividade física e respeitar os limites de cada corpo está entre as dicas do médico para fazer da companhia um estímulo positivo para uma vida mais saudável.

 

1) Quais são os principais benefícios de casais que se exercitam juntos, tanto na motivação quanto na saúde física e emocional?

As vantagens de treinar acompanhado do parceiro ou parceira são diversas. Pode haver mais motivação e, com isso, mais adesão, regularidade e consistência nos treinos. A presença de um parceiro pode incentivar a superação de limites dentro de uma competição saudável, pois, geralmente, nos acostumamos a fazer menos da nossa capacidade quando não há um incentivo. 

Ter alguém por perto durante os treinos, especialmente aqueles que envolvem pesos ou exercícios com risco de lesões, pode também proporcionar mais segurança, pois um parceiro de treino pode ajudar a corrigir a sua postura e técnica durante os exercícios, minimizando o risco de traumas. 

Por fim, treinar em casal, assim como com amigos ou conhecidos, pode tornar o treino mais agradável e divertido, além de promover a socialização e a construção ou consolidação de relacionamentos.

 

2) Quais os riscos ou desvantagens mais comuns dessa prática, especialmente quando há diferença de preparo físico entre os parceiros?

A presença de outra pessoa, com a possível pressão de manter uma conversa ou interação podem impactar na concentração. Treinar acompanhado pode, ainda, lhe obrigar a adaptar o treino ao nível de energia e ritmo do parceiro.

 

3) Há tipos de treinos ou modalidades mais indicadas para casais com ritmos ou objetivos diferentes? Como alinhar metas sem prejudicar o rendimento?

Não existe um "melhor" treino, pois a escolha depende dos objetivos, estilo de vida, gosto pessoal, tempo e recursos disponíveis. Se o objetivo é perder peso, pode-se optar por treinos de alta intensidade ou exercícios aeróbicos. Se o objetivo é ganhar massa muscular, a musculação é a melhor opção. Ao se treinar junto, devem-se alinhar metas que sejam exequíveis, sem prejudicar o rendimento, sendo crucial definir metas realistas e flexíveis, focar no processo de melhoria e não apenas nos resultados, e adaptar a rotina de treino à disponibilidade e nível de condicionamento físico. As metas devem ser específicas. Por exemplo, em vez de melhorar a resistência, defina correr cinco quilômetros em 40 minutos. Essas metas também devem ser mensuráveis, como aumentar a carga de cinco quilos em três meses, e alcançáveis (desafiadoras, mas não impossíveis). Importante serem relevantes. A meta deve estar alinhada com seus objetivos de bem-estar e saúde, e ter um prazo. Estabeleça prazos para cada meta, criando uma sensação de urgência e progresso.

 

4) Para casais que só conseguem se exercitar juntos nos fins de semana, ainda assim vale a pena? Há benefícios mesmo com essa limitação?

A realização de volumes mensuráveis de atividade física, consistentes com as recomendações das diretrizes (ao menos 150 minutos por semana de exercícios moderados a vigorosos), está associada a um menor risco de mais de 200 doenças, com efeitos proeminentes nas condições cardiometabólicas. Essa é a afirmação de um estudo publicado em setembro de 2024 pela revista Circulation, da American Heart Association (AHA). Independentemente de a atividade física seguir um padrão de fim de semana ou ser distribuída de forma mais uniforme ao longo da semana, os benefícios gerais são basicamente semelhantes. O que se deve fazer é adequar a duração e intensidade dos treinos de finais de semana para a recomendação mínima semanal.



Dia dos Namorados: 5 dicas de como a Lei da Atração ajuda a encontrar o amor

Psicanalista explica como mudanças na maneira de pensar e agir pode cocriar a realidade da alma gêmea


Conforme o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 81 milhões de solteiros, superando os 63 milhões de casados. No Distrito Federal, até 2021, havia 1,1 milhão de pessoas solteiras. As motivações para essa escolha variam desde a manutenção de um determinado estilo de vida e a necessidade de superar traumas emocionais, até a busca por um maior autoconhecimento. Ainda assim, o motivo mais citado é a busca por "maior liberdade". Por outro lado, existe um momento que bate a solidão e as pessoas procuram por alguém com quem compartilhar a rotina. 

De acordo com  Elainne Ourives, psicanalista e especialista em reprogramação mental, a Lei da Atração pode ser uma poderosa aliada para quem deseja cocriar um novo amor. “Com base na energia e vibração que emitimos, é possível atrair o parceiro ideal”, conta. 

Ela acrescenta que a frequência do amor é uma das mais poderosas e elevadas que existem. Ao vibrar nessa frequência, uma pessoa passa a abrir portas para conexões profundas e significativas. Com base nesse estudo, a especialista destaca cinco dicas essenciais para utilizar a Lei da Atração e encontrar o amor verdadeiro.


  1. Cultive a Gratidão e a Alegria

Comece cada dia com gratidão. Agradeça por tudo o que já tem e por aquilo que ainda vai conquistar. A gratidão eleva sua vibração e abre seu coração para o amor, criando uma energia positiva ao seu redor.

 

  1. Pratique a Auto Compaixão

Amor próprio é o primeiro passo para atrair amor externo. Aceite-se e ame-se incondicionalmente. Quando você se valoriza, passa a emitir uma energia de autoconfiança e atrai pessoas que também te valorizam.

 

  1. Visualize o Amor que Deseja

Use a técnica de visualização para imaginar o relacionamento dos seus sonhos. Imagine-se com seu parceiro ideal, sinta as emoções de estar ao lado dessa pessoa e visualize todos os detalhes. Esse exercício ajuda a criar uma imagem clara do que você deseja e alinhar sua energia para atrair esse amor.

 

  1. Elimine Crenças Limitantes

Identifique e elimine crenças negativas que você possa ter sobre relacionamentos. Substitua pensamentos como "homem não presta" ou "não nasci para o amor" por afirmações positivas e construtivas. Mude sua mentalidade para atrair o amor verdadeiro.

 

  1. Seja a Pessoa que Você Deseja Atrair

Pergunte a si mesmo se você namoraria ou se casaria consigo mesmo. Trabalhe para ser a melhor versão de você. Quando você é uma pessoa amorosa, positiva e aberta, atrai alguém com essas mesmas qualidades.

 

“Ao aplicar essas dicas, você estará vibrando na frequência do amor e pronto para cocriar um relacionamento significativo e duradouro. O uso consciente da Lei da Atração pode transformar sua vida amorosa e trazer o parceiro dos seus sonhos”, acrescenta Elainne. Além disso, o amor próprio é um componente essencial na busca por um relacionamento amoroso saudável. Ele envolve uma série de ações que permitem a valorização da essência de cada indivíduo e o posicionamento adequado no mundo. 

Ao assumir 100% da responsabilidade pelo próprio destino, evita-se o comportamento de vítima, que pode bloquear a frequência do amor nas vidas das pessoas. A forma como alguém escolhe reagir diante das adversidades está diretamente ligada ao desenvolvimento do autoconhecimento e da autoestima. Cultivar o amor próprio favorece o crescimento físico, psicológico e espiritual, permitindo uma vibração positiva que magnetiza eventos favoráveis e relações genuínas.

“É importante entender que cuidar de si mesmo não é egoísmo, mas uma necessidade para poder cuidar dos outros. Colocar as próprias vontades em primeiro lugar, especialmente quando a vontade dos outros causa dor, é um passo fundamental para a saúde emocional”, conclui.  

 



Elainne Ourives - Treinadora mental, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 8 livros; mestra de mais de 200 mil alunos, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz®, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas técnicas energéticas do mundo.
https://elainneourives.com.br
Instagram @elainneourivesoficial

 

Menopausa e desejo: como reacender a libido no Dia dos Namorados

Especialista explica como a menopausa afeta a vida sexual e aponta estratégias naturais para melhorar o desejo e fortalecer a intimidade


O Dia dos Namorados costuma ser um convite para os casais reacenderem a chama da intimidade e prazer. Mas para muitas mulheres na menopausa, essa data pode trazer frustração ou insegurança. Alterações hormonais, sintomas e mudanças do metabolismo, impactam diretamente o desejo sexual e a lubrificação. A boa notícia? É possível aumentar a libido e lubrificação de forma natural e rapidamente. 

Pesquisas apresentadas pela North American Menopause Society (NAMS) indicam que mais de 70% das mulheres acima dos 35 anos relatam diminuição do desejo. A baixa autoestima, insegurança com o peso, uso de medicamentos (como ansiolíticos, antidepressivos), rotina corrida e a falta de comunicação com o parceiro, afeta diretamente o bem-estar emocional influenciando significativamente na libido. 

“A mulher na menopausa pode se sentir insegura com o próprio corpo. Mas esse período não precisa ser o fim da vida sexual, pelo contrário, é uma fase de descobrir o que vai funcionar para ela voltar a prazer”, explica a nutricionista e chef Dra. Giovanna Agostini, especialista em alimentação saudável, climatério e menopausa. 

Segundo a especialista, a alimentação tem papel fundamental. Nutrientes como zinco, vitamina D e magnésio ajudam na produção dos hormônios, melhoram a circulação e aumentam a lubrificação de forma natural.  

Alimentos como abacate, cacau, ovos, inhame e sementes de abóbora são excelentes aliados da vitalidade sexual. 

“Esses ingredientes estimulam a produção de neurotransmissores como a dopamina e serotonina, que então ligados no aumento do desejo e sensação de prazer”, afirma a Dra. Giovanna. 

Outra prática simples e eficaz é o uso de shots e chás que auxiliam na produção hormonal. “Chás como o de feno grego, cardamomo, marapuama, Pfaffia e catuaba, ajudam no aumento da libido e lubrificação de forma natural”, destaca a nutricionista.  

Dormir bem, praticar exercícios físicos, cuidar e investir na autoestima são atitudes que fazem a diferença. “O desejo começa com o olhar amoroso para si mesma. Quando a mulher se sente bem no próprio corpo, ela se permite viver o prazer com mais liberdade”, reforça a Dra. Giovanna. 

Neste Dia dos Namorados, o convite é para uma nova narrativa: a de que a menopausa pode sim ser uma fase muito boa e ativa sexualmente.

 

Dia dos Namorados: 5 estilos de quartos para casal

O principal ambiente na casa de um casal é seu quarto, por isso é importante que esse cômodo seja projetado com equilíbrio e harmonia em mente


O Dia dos Namorados está chegando e este é o momento em que alguns casais decidem dar mais um passo no relacionamento. Fazer uma mudança pela primeira vez com um parceiro é um dos momentos mais marcantes para um casal. Também é motivo de alguns anseios, por ser um período de muitas novidades e intimidade, que vão definir o futuro desse relacionamento, por isso é importante que essa transição seja feita com diálogo e parcimônia, levando em conta os desejos de todos os lados, um ambiente harmônico favorece o cotidiano do casal, podendo trazer paz e tranquilidade todos os dias. 

Essas primeiras fases de uma relação são essenciais para seu futuro, uma vez que vão fazer toda a diferença para decisões importantes. Para se ter ideia, em 2023, o número de casamentos apresentou um recuo de 3% em relação ao ano de 2022 - de acordo com uma pesquisa do IBGE divulgada em maio deste ano. Além disso, as estatísticas do Registro Civil contabilizaram 440,8 mil divórcios, um número 4,9% maior que em 2022. E, querendo ou não, a primeira vez que um casal mora juntos é especial e deve ser feita da melhor forma possível.  

Para a arquiteta e especialista em psicoarquitetura Luciana Patriarcha, o ideal é abrir espaço para diálogo e união, dessa forma, a arquitetura vai ajudar a impulsionar e manter o equilíbrio na relação. “De acordo com a psicoarquitetura, a escuta é muito importante, pois cada ser é único. Para criar um ambiente que deve ser agradável para o casal, é muito fundamental escutar os clientes e entender o que é importante para cada um e encontrar um denominador comum, seja uma cor, ou um quadro, algo que remeta ao casal e trabalhar itens que se encaixam na personalidade individual e também do casal, para que os dois se sintam pertencentes desse espaço tão especial”, mostra.

 

1. Crie ambientes únicos e pessoais 

O importante é que o quarto tenha características do casal, com espaço para as visões de cada um. “Os dormitórios contemporâneos geralmente são os favoritos dos casais jovens. Um ambiente versátil, que atende de forma prática e muito agradável suas necessidades. Geralmente trabalhamos com cabeceiras estofadas ou um mix de madeira e estofado, tons claros, iluminação indireta, mesinhas de cabeceira soltas com design moderno e atemporal, plantas e decoração que remete a memórias afetivas do casal”, relata Luciana

 

2. Priorize sempre o conforto do casal 

O foco desde o início do projeto deve ser o conforto do casal, levando em conta que é o local onde mais passam tempo juntos. “A cama é o elemento central do quarto, sendo assim a roupa de cama faz toda a diferença para tornar o ambiente acolhedor e aconchegante, roupas de cama claras e com sobreposição de travesseiros tornam a cama convidativa e manter a cama sempre arrumada passa a sensação de organização e tranquilidade. Uma cabeceira seja estofada ou até mesmo de madeira, dão um charme especial para a cama, além de uma sensação térmica mais aconchegante”, explica.

 

3. Sempre relembrar dos momentos importantes da relação 

Outra forma de fazer um cômodo acolhedor é inserindo peças importantes para a jornada do relacionamento. “Outro ponto importante é a decoração, o uso de quadros com paisagens, fotos de viagens ou animais desbloqueia memórias afetivas e torna o espaço mais seguro e acolhedor. O ideal é que em cada mesa de cabeceira tenha itens relevantes e significativos para cada um, pois assim conseguimos manter a individualidade de cada um, mesmo no dormitório que é dividido pelo casal”, aconselha.

 

4. A luz faz toda a diferença 

O quarto também é o ambiente onde serão divididas as intimidades e ele deve ser planejado com isso em mente. “As luzes indiretas com tom quente, criam um ambiente mais aconchegante e favorecem a intimidade, esculturas e quadros que remetem a símbolos românticos sejam eles fotos do casal em momentos especiais juntos, ou quadros que traduzam essa conexão, podem criar um ambiente de cumplicidade. Podemos apostar nos elementos na cor vermelha, sejam detalhes em roupas de cama ou luzes coloridas que propiciam o romance, mas tome cuidado, pois de acordo com a psicologia das cores, exagerar na cor vermelha pode favorecer a irritabilidade e os conflitos”, indica.

 

5. Até para o projeto de um apartamento, conversa é a solução 

Por fim, os conflitos podem acontecer nesse momento, mas o essencial é que seja mantido o diálogo para encontrar o meio-termo dos desejos do casal. “Sempre aplico as técnicas da psicoarquitetura em todas as reuniões com os clientes e buscamos chegar em um ambiente que fique agradável para os dois, mesmo que ambos tenham que ceder um pouquinho para agradar o outro e também ter seu desejo aplicado, conseguimos conciliar e fazer uma tradução dos gostos pessoais de cada um e transformar em um ambiente agradável para o casal”, finaliza Luciana Patriarcha. 



Luciana Patriarcha - Arquiteta - formada em arquitetura e urbanismo, especialista em interiores, psicoarquitetura e pós graduada em arquitetura comercial. A especialista desenvolve projetos residenciais e comerciais. Por meio dos projetos, sempre busca função, conforto e estética com um toque especial para cada cliente. Luciana também preza por meios sustentáveis/ecológicos para agregar aos projetos. https://www.instagram.com/luciana.arqui/
http://www.lucianapatriarcha.com.br/


Crush digital: mensagens personalizadas produzidas por criadoras de conteúdo ganham espaço no Dia dos Namorados

Plataforma registra alta na demanda por áudios e vídeos personalizados, reforçando a busca masculina por intimidade em comunidades online 

 

Esqueça flores e reservas em restaurantes. O desejo masculino para o Dia dos Namorados agora se revela nas telas — e nas entrelinhas de mensagens personalizadas. Dados internos da startup brasileira Vibx, especializada em automação para criadores de conteúdo no Telegram, mostram um crescimento expressivo na busca por afeto digital, experiências sensoriais e interações sob medida às vésperas do 12 de junho. 

A plataforma, que oferece ferramentas para monetização e gestão de comunidades privadas, acompanha um pico no volume de mensagens e solicitações específicas direcionadas a criadoras. Os pedidos vão muito além do conteúdo sensual. “Às vezes, o que o cliente quer é alguém para perguntar como foi o dia dele. E isso tem valor”, explica uma criadora com mais de 600 assinantes. No ano passado, ela viu um salto de 30% nas assinaturas em sua comunidade VIP nos dias 11 e 12 de junho, com maior movimento entre 22h e 1h. 

Entre os pedidos mais comuns estão áudios personalizados de boa noite, vídeos dizendo “senti sua falta” e mensagens com o nome do assinante. O perfil predominante é de homens entre 25 e 40 anos, que priorizam a sensação de intimidade. “Essas datas mexem com o emocional. O que vemos é uma busca legítima por conexão, ainda que por meio de bots, automatizações e canais pagos”, aponta um dos coordenadores da Vibx. 

É exatamente nessa fronteira entre automação e afeto que a tecnologia se destaca. A empresa oferece recursos que programam mensagens, integram pagamentos, e personalizam o conteúdo com nome, horário e preferências do usuário. “O criador consegue entregar atenção e personalização com eficiência, porque a parte operacional está automatizada. O cliente tem uma experiência individual e personalizada, e é isso que ele busca, especialmente em datas como essa”, afirma Mary Piconi, Product Owner da Vibx. 

A economia do afeto digital transforma o Dia dos Namorados em uma data estratégica. Criadores se preparam com conteúdos temáticos, pacotes especiais e campanhas ajustadas ao momento emocional do público. “A gente identifica que os fãs querem algo a mais: um áudio, uma troca de mensagem ou até um bom dia gravado com carinho. A tecnologia entra justamente para tornar isso viável em larga escala”, explica Werneck, CEO da Vibx. 

Por trás das telas, o desejo masculino encontra refúgio em comunidades bem gerenciadas. A automação, mais do que uma solução técnica, atua como ponte entre carência emocional e entrega de atenção. Em um mundo de relações líquidas e solidão disfarçada, até um “boa noite” automatizado, no horário certo e com o nome certo, pode ter o poder de preencher silêncios reais — e redefinir o que chamamos de intimidade em 2025.


Junho Laranja: oncohematologista reforça por que a doação de sangue é tão importante para os pacientes com leucemia

As plaquetas são aliadas essenciais que contribuem na melhora de milhares de pacientes; Especialista explica como o procedimento é realizado e quem pode doar   

 

Durante o mês, Junho Laranja vem para alertar sobre um assunto importante: a leucemia. Como uma maneira de conscientização, a campanha reforça os cuidados, diagnóstico precoce e ainda o tratamento adequado para a doença, que é considerada um tipo raro de câncer. 

No entanto, um assunto ainda pouco comentado é a relevância da doação de sangue para pacientes com leucemia, em quimioterapia ou ainda os que já passaram por transplantes de medula óssea. 

Na leucemia, o câncer atinge os leucócitos (os glóbulos brancos – de defesa do organismo). "Na medula óssea são produzidos os glóbulos brancos, vermelhos (hemácias) e plaquetas. Quando há uma mutação genética, essa produção é afetada, resultando em leucócitos cancerosos", explica a onco-hematologista da Oncoclínicas, Mariana Oliveira. 

Após a doação de sangue, que ocorre de maneira tradicional, o sangue é transferido para um equipamento que retém parte das plaquetas. Em seguida, o restante volta para o doador, inclusive com todos os outros elementos presentes. "Esse processo é seguro e pode contribuir no tratamento de milhares de pacientes", reforça a oncohematologista. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 11.540 novos casos de leucemia, sendo 5.290 em homens e 6.250 em mulheres a cada ano do triênio 2023-2025. Apesar de ser altamente curável, ele é o décimo tipo de câncer mais comum no país, sem considerar os tumores de pele não melanoma.
 

Por que é importante doar plaquetas? 

Nos pacientes, as plaquetas são elementos que têm o objetivo de atuar na coagulação, ou seja, podem ajudar no controle de sangramentos. "O organismo do doador consegue repor rapidamente as plaquetas, em uma média de até 48 horas", comenta Mariana Oliveira. 

Além disso, a médica reforça que uma contagem baixa de plaquetas pode impactar nos ciclos de quimioterapia e no tratamento do paciente como um todo. “Quando esses números são baixos, podem resultar em sangramentos e hematomas. A partir do recebimento das plaquetas, há um bloqueio na produção dessas células do sangue", explica. 

Mesmo sendo um procedimento simples, muitas pessoas ainda têm receio em fazer a doação, seja por medo ou até mesmo desconhecimento. "Essa apreensão é natural, mas é fundamental que a cada dia isso seja desmistificado. É muito importante que as doações aumentem para que possamos atender o maior número possível de pacientes", reforça a onco-hematologista. 
 

Para doar plaquetas é necessário:

  • Ter entre 18 e 69 anos
  • Pesar mais que 50kg
  • Estar em boas condições de saúde
  • Não fazer uso de ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios

"Vale lembrar ainda que é fundamental o doador estar bem alimentado e evitar refeições gordurosas. Se houver sintomas gripais, febre e diarreia, não é possível realizar a doação temporariamente, assim como pessoas que fizeram ingestão de bebida alcoólica no dia da doação, grávidas e mulheres com até três meses após o parto", diz.
 

Como funciona o tratamento para leucemia?  

Logo de cara, quando se fala em leucemia, é quase inevitável pensar no transplante de medula óssea. Mas, ela é muito mais ampla do que os casos que realmente necessitam desse procedimento. Em muitos pacientes, o tratamento pode ser medicamentoso ao longo de toda vida, ou ainda a partir da própria quimioterapia, capaz de eliminar a doença. 

"Isso dependerá de cada caso. Como existem muitos tipos de leucócitos, temos também diversos tipos de leucemias", explica Mariana. Podendo ser agudas (leucemia linfóide aguda e leucemia mieloide aguda) ou crônicas (leucemia linfocítica crônica e leucemia mieloide crônica), elas são definidas da seguinte maneira:

  • Leucemias agudas: necessitam de internação, exames de classificação e testes da medula óssea para a escolha da quimioterapia adequada ao paciente. Geralmente, a multiplicação das células mutadas é rápida e é mais comum em crianças.
     
  • Leucemias crônicas: possui um desenvolvimento lento e pode acompanhar o paciente ao longo de toda a vida, sem maiores complicações. Na maioria dos casos é mais comum em adultos e seu tratamento é realizado com consultas de rotina e prescrição de remédios.

"Temos que lembrar que os avanços nos tratamentos tiveram um salto importantíssimo. Um deles é a terapia car-t cell, em que os linfócitos do tipo T são tratados em laboratório para que possam analisar e reconhecer as células cancerosas, eliminando-as", comenta Mariana Oliveira. 

Além disso, a leucemia possui altas chances de cura, podendo chegar em até 90%, no caso das crianças, e 50% em pessoas até 60 anos. "Apesar de não existir cura para alguns casos da doença, os tratamentos são eficazes para oferecer uma maior expectativa e qualidade de vida. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental para o controle da leucemia", finaliza.


Oncoclínicas&Co
www.oncoclinicas.com


Papanicolau é substituído no SUS por teste que consegue detectar o HPV com até 10 anos de antecedência ao desenvolvimento de lesões

O teste de biologia molecular DNA-HPV passa a ser utilizado como exame de rastreio e garante resultado antecipados e mais precisos 

 

O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um dos principais causadores de câncer do colo do útero no Brasil e no mundo. Atualmente, cerca de 10 milhões de pessoas possuem o vírus no país, segundo o Ministério da Saúde. A Infecção Sexualmente Transmissível (IST) é a quarta causa de morte de mulheres no Brasil e pode ser prevenida com vacinas e exames de rastreio. Um dos principais, e utilizado há mais de 30 anos, é o papanicolau, mas que agora será substituído no Sistema Único de Saúde (SUS) pelo DNA-HPV, um exame de biologia molecular, baseado em PCR, que permite identificar a presença do vírus HPV com até 10 anos de antecedência ao surgimento das lesões que podem evoluir para o câncer. 

A tecnologia implementada faz parte de uma área chamada de medicina preventiva e representa um avanço na saúde. “A genotipagem é um marco para o nosso país, pois a biologia molecular é um exame de ponta para a identificação não só do HPV, mas também de muitos outros agentes infecciosos. Ela desempenha um papel importantíssimo no entendimento de algumas doenças, analisando genes e células. Isso possibilita desenvolver terapias mais eficazes e mais específicas, a chamada medicina personalizada”, explica a Dra. Wanuzia Miranda.

De acordo com a ginecologista, a mudança trará melhorias na saúde pública do país, pois espera-se que a implementação reduza em torno de 70% de casos mais graves da doença. Existem mais de 140 subtipos de HPV, sendo divididos em dois grupos e classificados entre os de baixo risco — que não possuem potencial de causar câncer — e os de alto risco — com potencial carcinogênico. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis pela maior parte dos casos de câncer, enquanto os tipos 6 e 11 estão associados a lesões benignas, como verrugas genitais, que são causadas pela infecção pelo vírus.


Teste incorporado é mais sensível

Uma das limitações referentes ao papanicolau é a realização do exame. Caso o conteúdo coletado seja insatisfatório, a leitura da amostra citopatológica será dificultada, o que traz prejuízos à saúde da paciente. “Há uma subjetividade muito grande na interpretação das atipias citopatológicas, e isso faz com que haja muita discordância entre observadores da mesma amostra. Também não podemos negar que o índice de falsos negativos é muito grande e isso é um prejuízo, pois dá tempo da neoplasia evoluir para casos mais graves”, explica a Dra. Wanuzia.

Com os exames de biologia molecular, como o HPV-DNA, é possível fazer a genotipagem e detectar a presença do vírus com antecedência a uma possível lesão cancerígena. A Mobius, empresa que desenvolve e comercializa produtos destinados ao segmento de medicina diagnóstica focada na biologia molecular, possui dois exames que detectam e diagnosticam o vírus do HPV e são ferramentas poderosas no rastreio e prevenção da doença.

O Multi HPV Flow Chip identifica mais de 30 genótipos de baixo e alto risco. Já o Kit Master HPV Screening diagnostica 14 genótipos de alto risco por PCR em Tempo Real. Ambos utilizam metodologias de alta sensibilidade e especificidade, disponibilizando um resultado seguro em poucas horas. Caso haja alteração em algum dos testes, há a necessidade de realizar outros exames, como a colposcopia e biópsias, que garantem um resultado mais preciso.

Segundo a Dra. Wanuzia, um dos fatores que tornam o teste mais preciso é a presença de um controle interno de qualidade, que verifica se a amostra é viável para análise. Esse controle é feito por meio da amplificação de trechos do DNA do hospedeiro, o que confirma que a coleta foi adequada. Além disso, o teste é capaz de detectar o HPV mesmo quando há baixa carga viral, já que utiliza a técnica de PCR para amplificar sequências específicas de DNA.


Intervalo de realização do exame

A indicação de intervalo da realização do papanicolau era de um ano, com início aos 25 anos para as mulheres que já tiveram relações sexuais. Com o novo teste, o intervalo aumenta e, em casos negativos, pode ser realizado de cinco em cinco anos. “Em um teste com resultado negativo, a possibilidade de se desenvolver câncer é algo tão baixo, em torno de 0,15%, que se põe um espaçamento de cinco anos para que um novo exame seja realizado sem essa aflição de que nesse período haja uma possibilidade alta de se desenvolver câncer de colo uterino”, destaca a ginecologista e doutora em medicina tropical.

O vírus pode causar, além dos casos mais graves como os cânceres de colo do útero, ânus, reto, orofaringe (garganta), boca, laringe, vulva, vagina e pênis, o desenvolvimento de lesões benignas, como as verrugas genitais. Os exames de rastreamento são ferramentas importantes para identificar o vírus precocemente e iniciar o tratamento ainda nas fases iniciais, aumentando as chances de sucesso. Além disso, existem vacinas que devem ser administradas como forma de prevenção contra a infecção pelo HPV.

A vacinação contra o HPV é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, preferencialmente antes do início da vida sexual. Para quem não foi vacinado na adolescência, a vacina continua sendo recomendada até os 26 anos, mesmo que já tenha havido exposição prévia ao vírus. Ela protege contra a maioria dos cânceres causados pelo HPV e também reduz significativamente a incidência de condilomas acuminados (verrugas genitais).

 


Mobius
www.mobiuslife.com.br


Dia Mundial do Doador de Sangue: Banco de Sangue reforça urgência da doação em meio a estoques críticos

 

Neste Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, o GSH Banco de Sangue de São Paulo reforça a urgência da doação e convida a população a participar ativamente da campanha nacional Junho Vermelho.

 

Neste ano, a iniciativa vem acompanhada de um cenário preocupante: os estoques de sangue estão em estado crítico, agravados pelas baixas temperaturas e pelo aumento de doenças sazonais como gripes e resfriados. 

O mês de junho é estrategicamente escolhido para ações de incentivo à doação, pois é também quando se comemora o nascimento do imunologista austríaco Karl Landsteiner, em 14 de junho de 1868, responsável pela descoberta dos tipos sanguíneos e do fator Rh, avanços que revolucionaram a medicina transfusional. 

A doação de sangue é um gesto simples que pode salvar até quatro vidas. No entanto, no Brasil, apenas 1,4% da população doa sangue regularmente, segundo o Ministério da Saúde. A OMS recomenda que entre 1% e 3% da população de um país seja doadora, e embora o Brasil esteja dentro desse intervalo, o número ainda é insuficiente frente à crescente demanda hospitalar por hemocomponentes, em situações como cirurgias, emergências e tratamentos de doenças crônicas como cânceres e anemias.

 

Campanha Junho Vermelho

Com o slogan “No ritmo da vida – doe sangue, espalhe energia”, a campanha Junho Vermelho deste ano busca sensibilizar a população de forma emocional e positiva, comparando a doação de sangue à sensação de ouvir uma boa música. 

“A doação de sangue mantém a vida em movimento. Então, aumente o volume da solidariedade, sinta as batidas do coração e deixe que esta energia te conquiste”, destaca a mensagem da campanha, sugerindo uma lista de reprodução com músicas que celebram a vida, disponibilizada aos doadores, pelas redes sociais. 

O GSH Banco de Sangue de São Paulo está localizado na Rua Tomás Carvalhal, 711 – Paraíso, e funciona todos os dias, das 7h às 18h, incluindo domingos e feriados. Para doar, basta comparecer à unidade, ou agendar previamente pelos telefones: (11) 99704-6527 (WhatsApp) e pelos telefones (11) 3373-2000 / 3373-2001. 

“Além de doar, convidamos todos a compartilhar essa mensagem com amigos, familiares e redes sociais. Quanto mais pessoas souberem, maiores as chances de aumentar os estoques e salvar vidas”, conclui Janaína Ferreira, líder de captação do GSH Banco de Sangue.

 

Requisitos básicos para doação de sangue: 

  • Apresentar um documento oficial com foto (RG, CNH etc.) em bom estado de conservação;
  • Ter idade entre 16 e 69 anos desde que a primeira doação seja realizada até os 60 anos (menores de idade precisam de autorização e presença do responsável legal no momento da doação);
  • Estar em boas condições de saúde;
  • Pesar a partir de 50 kg;
  • Não ter feito uso de bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
  • Após o almoço ou ingestão de alimentos gordurosos, aguardar 3 horas.
  • Não é necessário estar em jejum, evitar alimentos gordurosos
  • Se fez tatuagem e/ou piercing, aguardar 12 meses. Exceto para região genital e boca (12 meses após a retirada);
  • Se passou por endoscopia ou procedimento endoscópico, aguardar 6 meses;
  • Não ter tido Doença de Chagas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST);
  • Em caso de diabetes, deverá estar controlada e não fazer uso de insulina
  • Candidatos que apresentaram sintomas de gripe e/ou resfriado devem aguardar 7 dias após cessarem os sintomas e o uso das medicações;
  • Aguardar 48h para doar caso tenha tomado a vacina da gripe, desde que não esteja com nenhum sintoma.

Consulte a equipe do banco de sangue em casos de hipertensão, uso de medicamentos e cirurgias.

 

Serviço:

GSH Banco de Sangue de São Paulo
Endereço: Rua Tomas Carvalhal, 711 – Paraíso
Tel.: (11) 99704-6527 (WhatsApp) e pelos telefones (11) 3373-2000 / 3373-2001
Atendimento: Diariamente, inclusive aos finais de semana, das 7h às 18h. Estacionamento gratuito no local.

 

Doenças respiratórias em crianças aumentam durante outono e inverno e exigem atenção dos pais

Com a chegada do outono e a aproximação do inverno, aumentam significativamente os casos de doenças respiratórias em crianças. O clima mais seco, a maior permanência em ambientes fechados e a circulação de vírus respiratórios contribuem para o crescimento das infecções nesse período, exigindo atenção redobrada de pais e responsáveis.

Em Uberlândia, segundo dados do Painel Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, já foram registradas mais de 160 mortes por doenças respiratórias em 2025. Embora a maior parte das vítimas seja de pessoas idosas, os hospitais da cidade também observaram um aumento expressivo de internações pediátricas por doenças respiratórias, especialmente em crianças com menos de cinco anos. Apesar do volume de casos, nenhuma criança com menos de cinco anos faleceu em decorrência dessas doenças neste ano na cidade, conforme apontam os dados estaduais.

Segundo o pediatra Murillo Tripode, do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, os sinais de alerta em casos de doenças respiratórias em crianças incluem febre persistente, dificuldade para respirar (dispneia), uso da musculatura acessória para respirar, respiração acelerada (taquipneia) e prostração. Ele destaca que, especialmente em bebês com menos de três meses, qualquer sintoma respiratório deve ser avaliado por um profissional de saúde com urgência.

“Febre, esforço respiratório e prostração são sinais que indicam a necessidade de uma avaliação médica. Em crianças menores de três meses, toda intercorrência respiratória deve ser considerada potencialmente grave”, alerta o pediatra.

Além da atenção aos sintomas, a prevenção é considerada uma das principais estratégias para reduzir os riscos. Em ambientes escolares e domiciliares, Murillo Tripode recomenda boa hidratação, alimentação equilibrada, ventilação de ambientes, higienização frequente das mãos e lavagem nasal com soro fisiológico. 

O médico também reforça a importância da vacinação. “As vacinas contra gripe, H1N1 e vírus sincicial respiratório são essenciais para a prevenção. Todas as crianças com mais de seis meses devem ser vacinadas. A vacina salva vidas”, afirma.

Doenças como bronquiolite, pneumonia viral ou bacteriana, e crises de asma estão entre os diagnósticos mais comuns durante os meses frios. O reforço da vigilância e o acesso rápido ao atendimento médico, em caso de sintomas, são fundamentais para evitar complicações.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe está em andamento e contempla, entre os grupos prioritários, crianças de seis meses a menores de seis anos. A orientação do Ministério da Saúde é que os responsáveis busquem as unidades de saúde mais próximas para garantir a proteção das crianças antes do pico da sazonalidade, que costuma ocorrer entre junho e julho. 

 

É Possível Engravidar com Endometriose? O Que a Medicina Reprodutiva Tem a Dizer Sobre Isso

Com os avanços das técnicas de fertilização assistida, mulheres com endometriose podem, sim, engravidar. Mais do que isso: a gestação pode até ajudar no controle da própria doença. Entenda como funciona. 



A endometriose é uma das principais causas de infertilidade feminina, mas não é uma sentença definitiva.
Com os recursos disponíveis hoje na medicina reprodutiva, é plenamente possível que mulheres com endometriose realizem o sonho da maternidade. E mais: em alguns casos, a própria gravidez pode atuar como uma forma de “tratamento” da doença.



Por que a endometriose dificulta a gravidez?

O ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana, Dr. Orlando Monteiro, explica que a endometriose ocorre quando células do endométrio (tecido que reveste o útero) crescem fora dele, provocando inflamações crônicas. Essa condição pode comprometer a anatomia e a função das trompas, dos ovários e de outras estruturas essenciais para a fertilidade. Além disso, alterações no ambiente hormonal e imunológico também dificultam a fecundação e a implantação do embrião.



Terapia de reprodução assistida: quando é indicada?

Nem todas as mulheres com endometriose serão inférteis, mas quando a gestação natural não acontece, a reprodução assistida pode ser uma excelente alternativa. As opções variam conforme a gravidade da doença e a idade da paciente:

● Casos leves ou moderados: podem se beneficiar da inseminação intrauterina, dependendo da função das trompas.

● Casos mais avançados ou com aderências pélvicas: a Fertilização In Vitro (FIV) costuma ser a abordagem mais eficaz.

A FIV permite contornar estruturas comprometidas (como trompas obstruídas), aumentando significativamente as chances de gravidez, mesmo em mulheres com endometriose profunda.

● A cirurgia para endometriose, quando o objetivo é engravidar, normalmente não é a primeira opção terapêutica, na verdade a cirurgia pode até comprometer o futuro reprodutivo desta mulher, principalmente quando existe a abordagem cirúrgica de endometriomas, que são cistos de endometriose nos ovários. Com esta cirurgia há a diminuição da reserva ovariana, ou seja, a redução do número de óvulos desta paciente de maneira irreversível, havendo casos, inclusive, de risco para insuficiência ovariana prematura (risco de menopausa precoce).

O adiamento da melhor conduta em um casal com infertilidade, pode reduzir ainda mais as chances de sucesso, pois o tempo é fundamental, principalmente para a mulher. A idade feminina é crucial para os melhores resultados. Portanto, um bom aconselhamento reprodutivo por uma médico especialista em Reprodução Assistida e endometriose é mais que oportuno.



Grávida com endometriose: melhora ou piora a condição? 

É verdade que a gravidez pode exercer um efeito positivo sobre a endometriose. Isso acontece porque, durante a gestação, há um aumento dos níveis de progesterona e a interrupção do ciclo menstrual, dois fatores que contribuem para “adormecer” as lesões endometrióticas.

Embora não haja cura definitiva, a ausência de menstruação e a estabilidade hormonal durante os nove meses costumam aliviar os sintomas e, em muitos casos, provocar uma regressão das lesões.



Mas atenção:

Esse efeito é temporário. Após o parto, quando o ciclo menstrual é retomado, a doença pode voltar a se manifestar, especialmente se não houver um plano de acompanhamento adequado. Por isso, o tratamento da endometriose deve continuar mesmo após a gravidez, com foco na saúde a longo prazo da mulher.

O Dr. Orlando Monteiro conclui: “A endometriose pode representar um obstáculo, mas não precisa ser um fim de caminho. Com diagnóstico preciso, estratégias personalizadas e os recursos da reprodução assistida, é possível não só engravidar, como viver essa fase de forma mais saudável e acolhida. O segredo está em buscar ajuda especializada, cedo e com informação de qualidade.”



Dr. Orlando Monteiro (CRM/SP 73806 | CRM/MS 3256) - Ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana Há mais de 25 anos ajudando mulheres a realizarem o sonho da maternidade. Referência em FIV, inseminação, congelamento de óvulos, histeroscopia e tratamento da endometriose, une experiência, empatia e alta tecnologia para cuidar da fertilidade de forma completa e acolhedora.

 


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