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quarta-feira, 11 de junho de 2025

Cerca de 95% das meninas apresentam baixa estatura: Conheça a Síndrome de Turner


Uma a cada 2.500 meninas nascidas no mundo tem a Síndrome de Turner, doença genética que acomete meninas que nascem apenas com um cromossomo X (no sexo feminino são dois X), também denominada 45,X ou 45,X0. A manifestação clínica mais comum, que faz com que os pais procurem pelo médico, é a baixa estatura, presente em cerca de 95% dessas meninas. Por isso que o endocrinopediatra é o médico que vai lidar com essas crianças num primeiro momento.

 

“Quando os pais chegam ao consultório para investigação da baixa estatura, a primeira coisa que o especialista precisa solicitar é o exame chamado cariótipo, mesmo a criança não apresentando os outros sinais da doença, que vai excluir ou confirmar o diagnóstico de Síndrome de Turner”, explica a endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato.

 

Além da baixa estatura, a Síndrome de Turner pode se manifestar com a implantação baixa dos cabelos, o posicionamento diferente dos mamilos (chamado de hipertelorismo mamário), alterações cardíacas e renais, pescoço alado, alterações já no exame de translucência nucal (realizado no pré-natal) e inchaço nos pés, chamado de linfedema, que pode acontecer nos primeiros meses de vida.

 

Uma outra manifestação que pode acontecer é a amenorreia primária, ou seja, ausência da primeira menstruação até os 15 – 16 anos. “Eventualmente, há até um certo desenvolvimento de mama porque o estrogênio, responsável pelo crescimento das mamas, pode vir de outras fontes, como da gordura, por exemplo, ou, às vezes, a própria gordura corporal ser confundida com a mama. Mas nesses casos, a menina não entra em puberdade, ou seja, não menstrua a primeira vez. No entanto, a menina pode ser completamente assintomática e manifestar somente baixa estatura”, detalha a endocrinologista Lorena Amato.

 

Quando diagnosticada, a Síndrome de Turner pode ser tratada com terapia de reposição hormonal, que proporciona qualidade de vida e bem-estar para a paciente, quando bem acompanhada por especialistas.

 


Dra. Lorena Lima Amato - A especialista é endocrinologista pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), com título da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), endocrinopediatra pela Sociedade Brasileira de Pediatria e doutora pela USP.
Site: https://endocrino.com/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/dra.lorenaendocrino/


Crianças autistas poderão ter protetores de ruídos custeados pela União

Projeto de lei da deputada federal Rosana Valle (PL-SP) prevê que crianças e jovens em idade escolar tenham garantidos abafadores para hipersensibilidade auditiva, comum em quem tem Transtorno do Espectro Autista (TEA)

 

Um sintoma comum em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é a hipersensibilidade auditiva, o que torna difícil a tolerância a sons que a maioria considera normal. Com o objetivo de atenuar o impacto negativo do barulho, como desconforto, ansiedade e até crises mais graves, a deputada federal Rosana Valle (PL-SP) quer transformar em lei no Brasil a obrigação de a União custear redutores de ruídos ou protetores auriculares para crianças e jovens com TEA em idade escolar. 

É no ambiente estudantil - quando não diagnosticados na primeira infância - onde os sinais de autismo se tornam mais evidentes. Entre eles, destacam-se os incômodos causados pelo excesso de ruídos, segundo alerta Rosana: 

“A escola é, por natureza, um local de barulho, seja em razão das vozes, do arrastar de cadeiras e de carteiras, do sinal que indica o intervalo, a entrada e a saída, e até mesmo dos brinquedos. Agora, precisamos nos atentar para que este universo também seja mais democrático e atenda as múltiplas necessidades dos alunos com TEA, a fim de que haja inclusão com conforto e dignidade”, pondera a liberal. 

Para reforçar a importância dos protetores auriculares para autistas nas escolas, a congressista cita levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 23/5. O estudo sinaliza que o Brasil tem 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com TEA. O número representa 1,2% da população e é baseado no censo demográfico de 2022. A faixa etária com maior concentração de diagnósticos é a de 5 a 9 anos, justamente, o início da frequência escolar. 

Nesse contexto, a deputada do PL acredita que a oferta dos abafadores ou de protetores de ruídos pode resultar numa adaptação melhor de crianças e de jovens autistas no ambiente estudantil, além de plena participação deste público nas atividades educacionais: 

“Os números do IBGE mostram o tamanho dessa comunidade em nosso País. Portanto, temos de olhar com mais cuidado e atenção para este público. A hipersensibilidade auditiva é uma realidade em boa parte de quem tem TEA. Precisamos, na qualidade de poder público, adotar estratégias para reduzir o impacto e proporcionar o acesso aos estudantes autistas de um dispositivo, considerado por muitos, simples, mas que é importantíssimo no processo de aprendizagem e de desenvolvimento social”, detalha Rosana, que está em seu segundo mandato como deputada federal e é presidente da Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo.

 

Cumpra-se

Para fazer com que a União custeie os protetores de ruídos aos autistas em idade escolar, a congressista protocolou um projeto de lei (2.778/2025), na Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira (10/6). Em breve, a matéria será apreciada pelas Comissões Temáticas da Casa de Leis.

 

Marco legal

A iniciativa de Rosana tem o intuito de aperfeiçoar a lei federal 12.764/2012, conhecida como Lei Berenice Piana. Tal legislação estabelece o marco legal, no Brasil, da Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA).


Tênis nos pés e bem estar em alta: como a corrida transforma a menopausa

Ondas de calor, cansaço e noites mal dormidas? A especialista Juliana Romantini explica como a corrida pode ser uma aliada da mulher na menopausa, auxiliando a tornar essa jornada um momento de redescoberta e autocuidado


Dores de cabeça, alteração de humor e ondas de calor são alguns sinais que anunciam a chegada da menopausa, uma fase que marca uma transição importante na vida da mulher.

Com a queda hormonal, surgem desconfortos físicos e emocionais, e o corpo passa a pedir novos cuidados. Embora seja comum associá-la a um período difícil, é possível transformar essa fase em um momento de redescoberta e autocuidado. Atualmente, existem alternativas naturais, acessíveis e eficazes para lidar com tudo isso, e uma delas pode estar a apenas um par de tênis de distância: a corrida.

“Correr comprovadamente ajuda a reduzir ondas de calor e suores noturnos, melhora o humor, regula o sono, acelera o metabolismo e ainda combate o acúmulo de gordura abdominal. Também contribui para a saúde dos ossos, do coração, para a redução da ansiedade - áreas que merecem atenção especial nessa fase da vida –, e o mais importante: resgata a autoestima e a disposição. Tudo isso com um bônus: a sensação de liberdade que só quem corre conhece”, explica Juliana Romantini – treinadora corpo & mente, especialista em Mindfulness, habilitada em Medicina do Estilo de Vida por Harvard e criadora do método Prática Integral.

Por outro lado, para muitas mulheres, correr pode parecer intimidador no início, especialmente se a prática nunca fez parte da sua rotina, mas como explica Romantini, o segredo é começar devagar.

“A mulher madura pode, sim, correr. Começar com caminhadas e pequenos trotes já traz muitos benefícios. O mais importante é ouvir o corpo e respeitar seus limites”, afirma a especialista, que é também criadora do grupo Amigas Que Correm, que reúne mulheres que desejam iniciar na corrida, muitas delas enfrentando o sedentarismo e os desafios da maturidade e da menopausa.

“Mais do que ensinar a correr, o grupo é uma rede de apoio. É sobre acolhimento, troca e superação. Quando a mulher se sente segura e apoiada, ela descobre que é possível ir muito além do que imaginava. É essa força coletiva, essa egrégora que criamos juntas, que move e inspira cada passo”, conta. “Na verdade, queremos mostrar que a menopausa é o começo de uma fase que pode ser maravilhosa, com mais autonomia, mais consciência corporal e mental e mais disposição para viver bem”, reforça a especialista.

Para quem quiser iniciar essa jornada, Romantini traz algumas dicas que podem ajudar mulheres na menopausa a transformar sua rotina:

  1. Acredite em você - Não importa a idade ou o histórico com a atividade física. O primeiro passo é confiar que você pode. A corrida não é sobre performance, é sobre superação pessoal.
  2. Comece devagar e com leveza - Respeite o seu ritmo. Caminhe, trote, pare, recomece. O importante é criar uma rotina que te faça bem, sem cobrança ou comparação.
  3. Cerque-se de apoio: Compartilhar essa jornada com outras mulheres faz toda a diferença. Quando você corre em grupo, você se sente acolhida, segura e inspirada. É por isso que existe o grupo Amigas que Correm, para mostrar que, juntas, vamos mais longe.
  4. Escute o seu corpo, não a autocrítica – Alguns dias serão mais difíceis que outros, e tudo bem. A prática da corrida na menopausa deve vir com autocuidado, não com cobrança. Preste atenção nos sinais do seu corpo e celebre cada conquista, por menor que pareça.

 

Juliana Romantini - referência em desenvolvimento físico-mental com 25 anos de experiência em integração de corpo e mente. Especialista em Mindfulness e certificada em Medicina do Estilo de Vida pela Harvard University, possui ampla experiência em promover práticas que equilibram o bem-estar mental e físico na busca por uma vida mais equilibrada e saudável. Graduada em Educação Física e pós-graduada em Reabilitação Cardíaca e Grupos Especiais (obesos, gestantes, hipertensos), é criadora do método Prática Integral, que há 10 anos vem transformando vidas ao promover saúde e expansão de consciência.



Regulamentação da atuação dos cirurgiões-dentistas em cirurgia plástica facial


A expansão dos cirurgiões-dentistas em procedimentos estéticos tem gerado debates éticos e legais, especialmente após a Resolução 230 do Conselho Federal de Odontologia (CFO), que restringiu práticas antes permitidas. O conflito envolve reserva de mercado, segurança dos procedimentos e definição de competências profissionais. Entidades médicas questionam a atuação dos dentistas na harmonização facial, enquanto decisões judiciais variáveis aumentam a complexidade do tema. Órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), também influenciam a discussão. 

A Resolução n.º 198/2019 do CFO reconheceu a harmonização orofacial como especialidade odontológica, permitindo procedimentos estéticos na face, o que gerou oposição de entidades médicas. O uso de toxina botulínica e ácido hialurônico tornou-se um ponto central da disputa, com médicos defendendo a restrição a especialistas em cirurgia plástica e dermatologia. O CFO, por sua vez, sustenta que dentistas têm conhecimento anatômico adequado para atuar na região orofacial. A controvérsia envolve não apenas aspectos técnicos, mas também interesses de mercado, exigindo uma regulamentação equilibrada. 

Outrossim, a Resolução CFO-230/2020 restringiu a atuação dos cirurgiões-dentistas à harmonização orofacial, proibindo cirurgias como rinoplastia e blefaroplastia, por exigirem conhecimentos médicos específicos. A proibição fundamenta-se na ausência desses conteúdos na formação odontológica e na falta de evidências científicas que justifiquem sua realização por dentistas. A medida busca garantir a segurança dos pacientes e evitar complicações decorrentes da falta de treinamento médico. O CFO defende uma regulamentação que respeite os limites da odontologia e preserve a competência técnica dos profissionais. 

No entanto, a regulamentação profissional deve garantir a segurança e a competência dos profissionais, assegurando que mudanças normativas sejam baseadas em critérios técnicos e jurídicos sólidos. A Resolução CFO-198/2019 reconheceu a harmonização orofacial como especialidade odontológica, mas a Resolução CFO-230/2020 restringiu a atuação dos cirurgiões-dentistas em procedimentos estéticos mais invasivos. Essa limitação levanta questionamentos sobre segurança jurídica e livre exercício profissional, pois não há estudos que comprovem riscos concretos. Além disso, cirurgiões-dentistas possuem formação avançada em anatomia facial e técnicas minimamente invasivas, o que justifica sua capacitação na área. 

Assim sendo, recomenda-se a revisão da regulamentação da harmonização orofacial com base na razoabilidade, proporcionalidade e segurança jurídica. Uma solução viável seria a exigência de certificações complementares ou especializações reconhecidas para garantir a qualificação dos profissionais. O debate deve envolver o CFO e outras entidades da saúde para uma abordagem interdisciplinar que assegure a segurança dos pacientes. Permitir que dentistas realizem esses procedimentos, dentro de sua capacitação, ampliaria o acesso aos tratamentos. Isso garantiria qualidade, segurança e respeito à autonomia profissional. 

Á vista disso, a regulamentação da harmonização orofacial gerou debates sobre os limites da atuação dos cirurgiões-dentistas, especialmente após a restrição imposta pela Resolução CFO-230/2020. Essa mudança levanta questionamentos jurídicos e técnicos, pois a formação odontológica inclui conhecimento detalhado da anatomia facial. A restrição, sem justificativa clara, afeta profissionais e reduz o acesso da população a esses procedimentos. Além disso, pode configurar um retrocesso normativo, ferindo princípios como segurança jurídica e razoabilidade. Assim, é essencial que futuras regulamentações considerem critérios científicos e garantam uma normatização coerente.

 

Andréia Carneiro Pinto - gestora do núcleo de saúde e direito médico na NWADV



Cerca de 23% das brasileiras sentem dor durante a relação sexual

A dor genitopélvica à penetração é um problema comum, porém pouco falado

                12 de junho é o Dia dos Namorados

 

“A dor genitopélvica à penetração é uma queixa comum entre mulheres, mas ainda cercada de silêncio, estigma e desinformação. Dados globais indicam que a dor durante as relações ocorre em cerca de 8% a 21% das mulheres. Essa condição pode afetar profundamente a qualidade de vida, a autoestima e os relacionamentos afetivo-sexuais delas”, declara Dra. Jussimara Souza Steglich, membro da Comissão Nacional Especializada em Sexologia da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). 

A dor genitopélvica à penetração é uma dor persistente ou recorrente que ocorre durante tentativas de penetração vaginal, seja no sexo, no uso de absorventes internos ou durante exames ginecológicos. Ela é uma das manifestações da disfunção sexual feminina e pode ocorrer em qualquer idade. 

A dor genitopélvica pode ser classificada conforme sua origem, localização e características clínicas. Os principais tipos incluem: 

·         Dispareunia: dor genital associada especificamente ao ato sexual com penetração, podendo ser superficial (na entrada da vagina) ou profunda (durante a penetração total ou em determinadas posições).

·         Vaginismo: contração involuntária dos músculos do assoalho pélvico, que dificulta ou impossibilita a penetração.

·         Vulvodínia: dor crônica na região vulvar, sem causa identificável, frequentemente associada à hipersensibilidade ao toque ou pressão. 

“A dor pode ter causas físicas como infecções, atrofia vaginal, endometriose, cicatrizes pós-parto ou alterações hormonais e/ou causas psicossociais, como ansiedade, histórico de abuso sexual, educação sexual repressora ou experiências sexuais negativas. Muitas vezes, é uma condição multifatorial e exige avaliação cuidadosa”, explica a ginecologista.

 

Ela reforça que o impacto da dor genitopélvica ultrapassa a esfera física, atingindo os aspectos afetivos (conflitos conjugais, afastamento emocional, medo da intimidade), psicológicos (vergonha, autoestima baixa, depressão, ansiedade) e a sexualidade (evitação da atividade sexual, queda do desejo, anorgasmia).

 

“O sofrimento não é apenas físico: muitas mulheres relatam sentir-se ‘quebradas’ ou ‘inadequadas’, o que pode comprometer gravemente sua saúde mental”, alerta Dra. Jussimara.

 

O tratamento passa por uma abordagem integrada e individualizada, incluindo: (1) a psicoeducação e o aconselhamento sexual (fundamentais para desfazer mitos e melhorar o autoconhecimento), (2) a fisioterapia do assoalho pélvico (para reeducação muscular e alívio da dor), (3) as terapias psicológicas (como a terapia cognitivo-comportamental ou terapia focada em sexualidade), (4) o tratamento médico (incluem lubrificantes, uso de estrogênios vaginais em casos de atrofia, anticonvulsivantes ou antidepressivos para dor crônica e, em alguns casos, bloqueios anestésicos), e a (5) dilatação vaginal graduada (no tratamento do vaginismo).

 

“A escolha do tratamento depende da causa e da intensidade dos sintomas, mas o pilar central é sempre o respeito à vivência e ao ritmo da mulher. Falar sobre dor à penetração é um passo essencial para combater o tabu e garantir que mais mulheres recebam diagnóstico e tratamento adequados. O reconhecimento dessa dor como legítima e tratável pode mudar vidas e relacionamentos”, conclui a ginecologista.

  

Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia - FEBRASGO



Dia Mundial do Doador de Sangue: Saiba como cuidar de seu corpo antes de doar

Nutrólogo compartilha orientações essenciais para manter o bem-estar antes e depois da doação

 

O Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado em 14 de junho, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde como uma maneira de agradecer às pessoas que doam sangue de forma voluntária, além de conscientizar sobre a importância de se realizar doações regulares. Esse compromisso individual é essencial para garantir a qualidade, a segurança e a disponibilidade de sangue e seus componentes nos sistemas de saúde. 

Doar sangue é um gesto solidário, mas também envolve um esforço físico que exige preparo. Uma alimentação adequada antes e depois da doação pode fazer toda a diferença, ajudando o corpo a se recuperar mais rapidamente e reduzindo possíveis efeitos colaterais, como tontura ou cansaço. 

“Esse procedimento leva a uma perda temporária de volume sanguíneo e de nutrientes essenciais, como o ferro. Por isso, manter uma boa alimentação em todas as fases é fundamental para se sentir bem e garantir uma recuperação adequada”, explica o médico nutrólogo, Nataniel Viuniski, membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife.

 

Faça uma nutrição inteligente antes da doação 

Nos dias que antecedem a doação, o nutrólogo recomenda: 

·         Consumir alimentos ricos em ferro, presentes em carnes vermelhas magras, leguminosas, espinafre e cereais fortificados.

·         Incluir fontes de vitamina C, que ajudam na absorção do ferro, como laranja, kiwi, mamão e pimentão.

·         Ingerir proteínas de alta qualidade, essenciais para a produção de hemoglobina e a regeneração celular — como ovos, peixes, carnes ou soja.

·         Priorizar carboidratos complexos, como aveia, arroz integral e pães integrais, que fornecem energia por mais tempo e ajudam a manter os níveis de glicose estáveis.

·         Evitar álcool, excesso de cafeína e alimentos muito gordurosos pelo menos 24 horas antes da doação. 

Também é importante dormir bem na noite anterior e evitar o jejum. Estar com pouca energia ou com a pressão baixa pode deixar o processo de doação cansativo.


“O descanso é essencial em todo o processo. Dormir bem melhora a tolerância física e mental durante a doação e contribui para uma recuperação mais eficiente, favorecendo a regeneração celular e a produção de glóbulos vermelhos”, reforça Viuniski.

 

Recuperação pós-doação: nutrição e hidratação eficazes


Após a doação, é fundamental repor os líquidos perdidos e manter uma alimentação equilibrada. Bebidas com eletrólitos, como o Herbalife24 CR7 Drive, podem ajudar. Também é recomendado manter o consumo de alimentos ricos em ferro acompanhados de fontes de vitamina C para melhorar a absorção do mineral. Quando não for possível fazer uma refeição completa logo após a doação, opções práticas como um shake nutricional equilibrado ou uma barra proteica da Herbalife podem ser úteis. Na Herbalife, a nutrição equilibrada é incentivada em conjunto com um estilo de vida ativo e saudável, como forma de promover o bem-estar integral. Doar sangue é um ato de amor — e cuidar da própria saúde também é uma forma de estar sempre pronto para ajudar quem precisa.

 

Herbalife
herbalife@inpresspni.com.br


Junho marca o mês internacional de conscientização sobre os transtornos de ansiedade

Iniciativas realizadas ao longo de junho buscam ampliar o debate sobre os transtornos de ansiedade, promover acolhimento e incentivar o cuidado com a saúde mental 

 

O mês de junho é internacionalmente reconhecido como período dedicado à conscientização sobre os transtornos de ansiedade, condição que afeta milhões de indivíduos em diferentes continentes e contextos sociais. O dia 12 de junho, em particular, foi instituído como data simbólica para estimular o debate público, promover o acolhimento e ampliar o conhecimento acerca das manifestações e impactos desse conjunto de distúrbios psíquicos.

Os transtornos de ansiedade englobam uma variedade de quadros clínicos, como transtorno de ansiedade generalizada, fobia social, transtorno do pânico, agorafobia e transtorno obsessivo-compulsivo, entre outros. Em comum, apresentam sintomas persistentes de apreensão, antecipação de danos e respostas desproporcionais frente a estímulos cotidianos.

De acordo com diretrizes da Organização Mundial da Saúde, os transtornos de ansiedade figuram entre os problemas de saúde mental mais prevalentes na população global, sendo também um dos principais fatores associados ao comprometimento funcional em diferentes esferas da vida, como o trabalho, as relações familiares e a autonomia pessoal.

A psicóloga Maria Klien, pós-graduada em neuropsicologia e especialista em terapia assistida e estudiosa dos mecanismos emocionais, destaca a relevância da escuta qualificada no enfrentamento dessas condições.

A ansiedade disfuncional não desaparece com fórmulas prontas. Ela exige atenção contínua, compreensão profunda dos próprios limites e construção gradual de novos modos de lidar com o medo. O silêncio escutado no consultório é, muitas vezes, o primeiro passo para o recomeço”.

A abordagem terapêutica recomendada pode envolver acompanhamento psicológico, técnicas de regulação emocional, intervenções farmacológicas e, em alguns casos, a inclusão de práticas complementares baseadas em evidências. O diagnóstico preciso deve ser conduzido por profissionais habilitados, evitando generalizações ou interpretações equivocadas dos sinais apresentados.

As áreas cerebrais associadas ao impulso investigativo e à ansiedade situam-se em regiões vizinhas, o que promove uma espécie de antagonismo funcional: ao se ativar um dos circuitos, o outro tende a ser inibido. Dessa forma, o engajamento em atividades que estimulem o interesse e a exploração — como registros reflexivos, composições visuais, colagens, mandalas ou construções simbólicas — pode representar uma via eficaz de sublimação dos estados ansiogênicos”, aponta Maria Klien.

A identificação precoce dos sintomas é um dos elementos fundamentais para que o processo de cuidado seja efetivo. Mudanças no padrão de sono, oscilações abruptas de humor, preocupação constante e sensação de sufocamento sem motivo aparente são manifestações que devem ser observadas com atenção.

A atuação interdisciplinar entre psicólogos, médicos e outros agentes de saúde tem se mostrado uma estratégia eficaz na formulação de planos terapêuticos personalizados. Tais práticas visam não apenas a redução dos sintomas, mas também a recuperação da estabilidade emocional e a reestruturação dos vínculos sociais prejudicados pelos episódios ansiosos.

A ansiedade, quando reconhecida e tratada com responsabilidade, deixa de ser inimiga e passa a ser um sinal legítimo de que algo precisa ser revisto na trajetória do sujeito. Em vez de ser combatida, deve ser compreendida”, pontua Maria Klien, em referência à importância da escuta como eixo terapêutico.

Campanhas de conscientização como a promovida em junho buscam desmistificar o sofrimento psíquico, combater estigmas e incentivar o diálogo aberto sobre saúde mental. O reconhecimento público da ansiedade como tema de interesse coletivo contribui para a formação de uma cultura mais sensível aos desafios emocionais contemporâneos.

A ampliação do acesso a serviços psicológicos e a incorporação da saúde mental nas políticas públicas são medidas consideradas urgentes por especialistas. O mês de junho, nesse sentido, representa não apenas um marco simbólico, mas uma convocação à responsabilidade social diante de um fenômeno que atravessa diferentes gerações e estruturas. 

 

Maria Klien - exerce a psicologia, se orientando pela investigação dos distúrbios ligados ao medo e à ansiedade. Sua atuação clínica integra métodos tradicionais e práticas complementares, visando atender às necessidades emocionais dos indivíduos em seus universos particulares. Como empreendedora, empenha-se em ampliar a oferta de recursos terapêuticos que favorecem a saúde psíquica, promovendo instrumentos destinados ao equilíbrio mental e ao enfrentamento de questões que afetam o bem-estar psicológico de cada paciente.


Três motivos para aproveitar as férias e colocar os exames de imagem em dia

Com rotina mais leve, período é ideal para realizar exames como tomografia computadorizada e ressonância magnética, essenciais para a prevenção e o diagnóstico precoce

 

O recesso de meio de ano pode ser mais do que um momento de descanso: é também uma excelente oportunidade para cuidar da saúde com atenção e sem pressa. Em especial, exames de imagem como Ressonância Magnética (RM) e Tomografia Computadorizada (TC), que exigem mais tempo e preparo, podem ser realizados de forma mais tranquila nesse período. 

A seguir, listamos três bons motivos para não adiar mais essa prioridade:
 

1. Mais tempo e menos estresse para realizar exames mais complexos

“É comum que as pessoas deixem exames de maior complexidade para depois, por conta da rotina intensa. Por isso, recomendamos que as férias sejam vistas como um momento estratégico para retomar esse cuidado”, afirma a enfermeira Dra. Marcela Padilha, também Coordenadora de Desenvolvimento de Produtos e Suporte Clínico da ALKO do Brasil. 

Exames como a RM e TC são fundamentais para diagnósticos precisos, mas muitas vezes requerem jejum, agendamento antecipado e algum tempo de permanência no local. As férias facilitam esse processo, oferecendo mais organização e tranquilidade para o paciente se preparar adequadamente, o que também impacta na qualidade dos resultados.
 

2. Diagnóstico precoce com tecnologia de alta definição

Diferentemente do raio-X, que ainda é útil para avaliações simples, exames como a ressonância e a tomografia fornecem imagens detalhadas de órgãos e tecidos, sendo indispensáveis para detectar doenças neurológicas, musculares, vasculares e oncológicas, muitas vezes antes mesmo dos sintomas aparecerem. 

“A RM e TC são fundamentais para diagnósticos mais aprofundados, e quanto mais cedo o problema é identificado, maiores são as chances de sucesso no tratamento. Estes exames precisam considerar a segurança do paciente, assim sendo devem ser realizados com extensores multipacientes, com evidências científicas respaldadas e publicadas”, destaca a especialista da ALKO, empresa referência nacional em soluções para diagnóstico por imagem.
 

3. Oportunidade para repensar hábitos e cuidar de toda a família

As férias também são um convite ao autocuidado. Realizar exames com calma pode servir como ponto de partida para avaliar como anda a saúde e ajustar rotinas, da alimentação à postura corporal. Além disso, esse é um ótimo momento para atualizar os exames de crianças e adolescentes, que muitas vezes passam o ano letivo com a agenda apertada. 

“Mais do que um exame, o check-up é um presente de autocuidado. Aproveitar as férias para isso é uma forma de se preparar melhor para o segundo semestre”, conclui Marcela Padilha.


Fazer skincare íntimo pode arruinar a noite do Dia dos Namorados

Ginecologista do CEUB revela os perigos dos cosméticos aromáticos para a região íntima 

 

Dia dos Namorados é tempo de surpresas e presença calorosa. No caso da mulher, vale alerta aos cosméticos para as noites a dois e cuidado com a saúde íntima. Com afeto, carinho e conexão, o prazer seguro começa com o cuidado com o próprio corpo. Estella Sontag, professora de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), especialista em Reprodução Humana e Sexologia, alerta para os riscos de alguns hábitos que parecem inofensivos, mas podem comprometer o equilíbrio da flora vaginal e causar desconfortos durante as relações sexuais. 

Na busca por estar “impecável e cheirosa”, muitas mulheres acabam exagerando na limpeza íntima, usando sabonetes perfumados e cheios de corantes. No entanto, o efeito pode ser o oposto do esperado. “Esses produtos agridem a pele da vulva, causam ardência, coceira, ressecamento e até dor durante o sexo”, explica a professora de Medicina. Os produtos alteram o pH natural da vagina, que é levemente ácido, e reduzem a proteção da mucosa. Para higienizar a vulva, o recomendado é usar apenas água ou um sabonete específico, sem cheiro forte e com moderação. “É um cuidado simples, mas que evita muito desconforto.” 

Quando o assunto é bem-estar sexual, são comuns os lubrificantes íntimos. De acordo com a docente do CEUB, quando usados corretamente, estes produtos são aliados, sobretudo para quem sente dor ou ressecamento durante a relação. Os melhores são os à base de água ou silicone, que não interferem no pH da vagina e proporcionam conforto sem riscos. “É preciso atenção com versões com glicerina em excesso, aromas, sabores ou efeitos como esquenta e esfria. Eles podem aumentar a chance de infecções genitais e provocar irritação”, alerta. 

Para a ginecologista, uma ótima alternativa para a saúde íntima feminina são os hidratantes vaginais, que, diferentemente dos lubrificantes, atuam como um tratamento contínuo para quem sofre com ressecamento, especialmente após a menopausa. “Existem fórmulas sem hormônio, muitas vezes com ácido hialurônico, que ajudam a manter a mucosa saudável por mais tempo”.

 

Menos é mais no cuidado íntimo da mulher

Pequenos hábitos fazem a diferença para a saúde íntima. Atitudes como lavar a parte externa da vulva uma vez ao dia, optar por calcinhas de algodão, trocar roupas molhadas com frequência e manter uma alimentação equilibrada protegem a região íntima no longo prazo. Entre os erros mais comuns, Estella Sontag cita lavagens internas (as chamadas duchas vaginais), o uso de lenços umedecidos com álcool ou perfume, dormir com roupas apertadas e achar que a vagina precisa ter cheiro artificial.  “A vagina tem um odor natural e isso é absolutamente normal. Esconder esse cheiro com fragrâncias pode fazer muito mal”, reforça a médica. 

No momento da intimidade, menos é mais, destaca a ginecologista: antes do sexo, um banho com higiene leve é suficiente. Se houver ressecamento, o lubrificante correto pode garantir conforto e prazer. “Depois lavar somente a parte externa com água morna, evitando duchas internas e, se possível, urinar logo após o coito, isso ajuda a prevenir infecções urinárias.” 

Mesmo fazendo tudo certo, a docente do CEUB afirma que ainda podem aparecer sintomas como coceira, corrimento com cheiro forte ou ardência, por algum desequilibro do PH vaginal. “O corpo dá sinais, e eles merecem atenção. Nenhum desconforto deve ser normalizado. Nesse sentido, não hesite em procurar um ginecologista” finaliza Estella.

 

Bariátrica x canetas emagrecedoras: estamos diante de uma batalha?


Opinião

 

O laboratório dinamarquês Novo Nordisk apresentou ao mundo, em 2010, a liraglutida, uma substância desenvolvida inicialmente para tratar diabetes, que se tornaria precursora de um fenômeno global dos chamados “agonistas dos receptores de GLP-1”. Em 2017, o mesmo laboratório lançou a semaglutida, mais potente e também indicada inicialmente para diabetes tipo 2. Em 2021, chegava um segundo produto à base de semaglutida, dessa vez com estudos já voltados ao tratamento da obesidade. Desde então, o que tem se observado é um sucesso absoluto de vendas. 

Com a resposta animadora nos resultados dessas medicações, muitos se perguntam se eles tomarão o lugar da cirurgia bariátrica, a última grande revolução até então no tratamento da obesidade. Um estudo realizado por pesquisadores do Brigham and Women's Hospital, segundo maior hospital de Harvard Medical School, localizado em Boston (EUA), indicou que o número de obesos com seguro privado que utilizam esses medicamentos antiobesidade mais que dobrou entre os anos de 2022 e 2023. Em contrapartida, nesse mesmo período, o número de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica metabólica para tratar a obesidade teve uma queda de 25,6%.

No Brasil, os mesmo 25% de queda foram registrados no número de cirurgias bariátricas realizadas no Sistema Único de Saúde (SUS), que passou de 71.342 procedimentos em 2023, para 53.340 cirurgias em 2024. Especialistas indicam que fenômeno semelhante aconteceu na saúde suplementar, mesmo com o Brasil sendo um dos países com maior número de obesos. Essa tendência pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo esse avanço de tratamentos medicamentosos para obesidade, mudanças nas expectativas dos pacientes e a instabilidade econômica, que nos últimos anos tem levado pacientes a retardarem seus tratamentos, fator que impacta o acesso a procedimentos de alto custo. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em artigo publicado no periódico Jama, em dezembro do ano passado, os medicamentos para perda de peso podem ajudar a acabar com a pandemia da obesidade no mundo, mas não sozinhos. No material, a organização defendeu cautela para que os medicamentos não distorçam a resposta à crise global dessa doença crônica e a necessidade de se incluir outras intervenções médicas e políticas públicas nesse jogo. 

Considerando a eficácia, a manutenção a longo prazo e o custo-benefício, o tratamento mais duradouro e eficiente para obesidade grau II com comorbidades e grau III, com ou sem comorbidades, é a cirurgia bariátrica, especialmente quando comparada ao uso prolongado dos análogos do GLP-1. Isso é comprovado a partir de pesquisas que apontam que a sustentabilidade do peso perdido é superior com a cirurgia, visto que pacientes perdem, em média, 25% a 35% do peso inicial e mantêm essa perda por mais de dez anos. Outro fator importante a ser considerado é a remissão de comorbidades como diabetes tipo 2 que é revertida em 80% dos casos (especialmente quando utilizado o bypass gástrico) e de casos de hipertensão e apneia do sono, que melhoram ou desaparecem em mais de 60% dos pacientes. 

Engana-se quem acredita que exista uma concorrência entre a cirurgia bariátrica e os análogos do GLP-1. O que se defende é que os dois são eficazes no tratamento da obesidade. Tudo vai depender de cada caso e de cada paciente. 

As canetas são indicadas inclusive por cirurgiões bariátricos para pacientes que não querem ou não podem se submeter ao procedimento cirúrgico. Também é uma ótima alternativa para pacientes com IMC (índice de massa corporal) entre 27-35 kg/m², quando a cirurgia não é prioritária, ou para pessoas com obesidade grau II (IMC superior a 35 kg/m²) sem indicação de cirurgia imediata. Em alguns casos, cirurgia bariátrica e análogos do GLP-1 juntos são a melhor abordagem, especialmente quando há reganho de peso leve ou moderado após a bariátrica.

Além disso, independente da abordagem indicada, o uso das canetas emagrecedoras e a cirurgia bariátrica só apresentam resultado efetivo e melhora esperada na saúde e na qualidade de vida das pessoas se forem associadas às mudanças no estilo de vida. Isso envolve uma alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e cuidado com a saúde mental. 

De qualquer forma, essa é uma discussão que precisa ir além de uma batalha simplista, afinal estamos falando de uma pandemia que atingia mais de 1 bilhão de pessoas no mundo em 2022, segundo estudo publicado no ano passado pela OMS. E o futuro se mostra ainda mais preocupante. Enquanto a obesidade entre adultos mais do duplicou desde 1990, a doença mais do quadruplicou entre crianças e jovens de 5 a 19 anos. Temos em frente toda uma geração de pessoas que irá lutar contra o sobrepeso.

Precisamos ter consciência que estamos diante de dois grandes avanços da Medicina e da Ciência. Seja com cirurgia ou com medicamentos, a verdadeira batalha que estamos lutando é contra a obesidade. 

 

Caetano Marchesini - mestre em Clínica Cirúrgica, membro titular e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) e cirurgião bariátrico no Hospital São Marcelino Champagnat, em Curitiba (PR), e no Hospital Sírio Libanês (SP).


Outono é sinônimo de gripes e alergias; saiba como as plantas medicinais podem fortalecer a saúde

 

O frio do outono ainda está ai, e, com ele, aquela sensação de que gripes, resfriados e alergias estão à espreita. Não é impressão! Dados de saúde mostram que, nesta época do ano, aumenta a procura por hospitais e clínicas devido a problemas respiratórios. Doenças como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), causada por vírus como o temido VSR (que afeta especialmente crianças e idosos), e o aumento da gripe comum são uma realidade. Além disso, a rinite alérgica, que atinge cerca de 30% dos brasileiros, e a asma podem ter suas crises agravadas.

Mas a boa notícia é que podemos nos preparar! A Dra. Jeane Nogueira, farmacêutica e renomada especialista em Fitoterapia, destaca o poder das plantas medicinais como aliadas da sua saúde neste outono.

"O outono nos convida a fortalecer nossas defesas naturais", explica a Dra. Jeane Nogueira. "E a fitoterapia oferece um verdadeiro arsenal de recursos vindos da natureza que, quando usados corretamente, podem turbinar nossa imunidade e aliviar os sintomas típicos dessa estação, nos ajudando a ter mais bem-estar no dia a dia."


Plantas que Cuidam de Você no Outono

Quer saber como a natureza pode te ajudar? A Dra. Jeane Nogueira compartilha algumas plantas poderosas para você incluir na sua rotina (sempre com orientação profissional!):

  • Eucalipto (Eucalyptus globulus): Ótimo para aliviar a congestão nasal, tosse e bronquite. Que tal uma inalação de vapor com algumas folhas?
  • Gengibre (Zingiber officinale): Um verdadeiro "super-herói" para a imunidade e para combater inflamações na garganta. Experimente um chá com gengibre fresco!
  • Alho (Allium sativum): Poderoso antibacteriano e antiviral. Pode ser consumido cru (com mel!) ou em sopas para combater gripes e resfriados.
  • Sabugueiro (Sambucus nigra): Ajuda a reduzir os sintomas da gripe e fortalece seu sistema de defesa.
  • Hortelã (Mentha spp.): Um descongestionante nasal natural e ótimo para aliviar dores de cabeça.
  • Cúrcuma (Curcuma longa): Essa especiaria é uma poderosa anti-inflamatória e antioxidante. Experimente no famoso "leite dourado" com mel!
  • Equinácea (Echinacea purpurea): Estimula a imunidade e ajuda a prevenir infecções.

A Dra. Jeane ainda lembra do Própolis, um excelente antibacteriano e imunoestimulante, e do Mel puro, um clássico para aliviar a tosse e a irritação na garganta (lembre-se: mel não é indicado para bebês menores de 1 ano!). Embora as plantas ofereçam muitos benefícios, a Dra. Jeane Nogueira reforça que a automedicação não é recomendada. "É fundamental buscar orientação de um médico ou farmacêutico antes de usar qualquer planta medicinal. Isso é ainda mais importante para gestantes, crianças, idosos e pessoas que já fazem uso de outros medicamentos, garantindo assim um uso seguro e eficaz", alerta a especialista.


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