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terça-feira, 10 de junho de 2025

Junho Laranja: infertilidade afeta 1 em cada 6 pessoas no mundo, especialista Yalle Roseno destaca a importância de quebrar o silêncio e acolher emocionalmente mulheres tentantes

Dados são um alerta da OMS no mês mundial de conscientização sobre a Infertilidade

 

O mês de junho é marcado pela campanha Junho Laranja, dedicada à conscientização sobre a infertilidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 17,5% da população adulta mundial, ou seja, cerca de 1 em cada 6 pessoas, enfrenta dificuldades para engravidar, evidenciando a necessidade urgente de ampliar o acesso a cuidados de fertilidade de alta qualidade e informação acessível.

 

No Brasil, com dados da OMS estima-se que entre 8% e 15% dos casais em idade reprodutiva enfrentam problemas de infertilidade, o que representa milhões de brasileiros lidando com essa condição desafiadora .

Apesar da alta prevalência, a infertilidade ainda é um tema cercado de tabus, desinformação e estigmas sociais. Muitas vezes, as pessoas afetadas enfrentam ansiedade, depressão e dificuldades financeiras devido aos altos custos dos tratamentos, que geralmente não são cobertos por sistemas públicos de saúde .

 

A mentora de tentantes Yalle Roseno (https://www.instagram.com/stories/yalleroseno/), idealizadora do projeto “Sempre Quis Ser Mãe”, reforça a importância de dar visibilidade a essa realidade: “A Campanha Junho Laranja - Mês Mundial de Conscientização sobre a Infertilidade é um passo importante no sentido de educar e sensibilizar a sociedade no que se refere à realidade de quase 18% da população no mundo e que segue, ainda, invisibilizada. Não se fala, não se conhece sobre o assunto e parece que não existe. E quando o assunto vem à tona, na maioria das vezes, é arraigado de achismos, expectativas, julgamentos e preconceito. Acontece que somos muitos! São sonhos e histórias de amor que precisam ser contadas, acolhidas e transformadas e isto começa com um movimento forte e coerente a respeito do assunto. Termos um mês, uma cor e unir pessoas que já fazem parte deste movimento é muito significativo pois conseguimos chegar em mais pessoas e lugares. Não é apenas sobre quem passa pela infertilidade ou necessita da reprodução assistida é também sobre os nossos filhos e o mundo que os recebe. Só conseguiremos criar um mundo mais acolhedor, cuidadoso e empático sobre infertilidade quando este tema sair das profundezas do tabu para as rodas de conversa entre família e amigos. Aí sim viveremos mudanças significativas. Até lá, seguiremos trabalhando”, compartilha.

 

Yalle, que enfrentou a infertilidade por oito anos antes de engravidar da filha Laura, utiliza sua experiência pessoal para apoiar outras mulheres em situações semelhantes. Através de palestras, lives, rodas de conversas, encontros de tentantes e mentorias que fazem parte do movimento “Sempre Quis Ser Mãe”, ela oferece suporte emocional e informações valiosas para quem enfrenta os desafios da infertilidade.

 

É fundamental ampliar o entendimento sobre o planejamento familiar, que vai além da prevenção da gravidez e inclui também a preservação da fertilidade. Dados de uma pesquisa realizada pela farmacêutica Merck em parceria com o IPEC revelam que 55% das brasileiras entre 25 e 45 anos desconhecem opções de preservação da fertilidade, como o congelamento de óvulos, embriões ou sêmen. Além disso, apenas 5% discutem métodos de preservação da fertilidade com seus ginecologistas. Esses números evidenciam a necessidade urgente de políticas públicas que garantam acesso equitativo a diagnósticos e tratamentos de qualidade, bem como de campanhas educativas que promovam o conhecimento sobre saúde reprodutiva.

 

A conscientização e a orientação adequada são passos essenciais para que as mulheres possam tomar decisões sobre seu futuro reprodutivo, integrando a preservação da fertilidade como parte integrante do planejamento familiar.

 

A campanha Junho Laranja não apenas ilumina a realidade de milhões de pessoas afetadas pela infertilidade, mas também destaca a urgência de políticas públicas que garantam acesso equitativo a diagnósticos e tratamentos de qualidade.



Saúde vascular após os 60 anos, médico explica


Com o aumento da expectativa de vida no Brasil — que já ultrapassa os 77 anos, segundo o IBGE —, cresce também o número de pessoas que desejam envelhecer com saúde, autonomia e qualidade de vida. Em campanhas recentes voltadas à saúde do idoso, uma das áreas que mais demanda atenção é a circulação sanguínea, especialmente nas pernas. Para o Dr. Caio Focássio, cirurgião vascular e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, manter as veias em pleno funcionamento é um dos pilares para um envelhecimento ativo e seguro. 

“Com o passar dos anos, o sistema venoso sofre alterações naturais. As veias perdem elasticidade, as válvulas que ajudam o sangue a retornar ao coração ficam menos eficientes e o risco de varizes, tromboses e edemas aumenta. Mas é possível — e necessário — agir preventivamente”, explica o especialista.
 

O que muda nas veias com o tempo?

  • Menor tônus venoso: as paredes das veias ficam mais flácidas e dilatadas;
  • Alteração na função das válvulas venosas, favorecendo refluxo e acúmulo de sangue;
  • Risco aumentado de doenças como trombose venosa profunda, insuficiência venosa crônica e úlceras varicosas.

A boa notícia, segundo Dr. Caio, é que essas alterações não precisam ser sinônimo de sedentarismo ou sofrimento. Com alguns cuidados simples e orientação especializada, é possível manter as pernas ativas e saudáveis após os 60 anos.


Dicas para uma circulação longeva e eficiente:

  • Caminhadas diárias: movimentar-se é a melhor forma de ativar a bomba muscular da panturrilha, essencial para o retorno venoso;
  • Evitar longos períodos sentado ou em pé parado: pausas e alongamentos ao longo do dia ajudam a circulação;
  • Hidratar-se adequadamente: a viscosidade do sangue depende do nível de hidratação do corpo;
  • Elevar as pernas por alguns minutos ao fim do dia: medida simples que favorece o retorno venoso;
  • Consultar um cirurgião vascular com regularidade, especialmente se há histórico de varizes ou trombose na família.

Além disso, o uso de meias de compressão pode ser indicado para muitos idosos, especialmente em viagens, períodos de calor ou após cirurgias. O acompanhamento com um especialista ajuda a identificar a real necessidade e o tipo ideal para cada caso.

“Manter as pernas ativas é manter a independência. A saúde vascular é determinante para andar com liberdade, fazer atividades prazerosas e evitar complicações graves. Envelhecer bem não é apenas viver mais — é viver com circulação em movimento”, conclui Dr. Caio.

                                                                                      

Esclarecimentos sobre o exame toxicológico


A aprovação do Projeto de Lei 3965/2021 pela Câmara dos Deputados, após já ter sido aprovado pelo Senado Federal, colocou o exame toxicológico novamente no centro do debate público. A proposta que, entre outras medidas, prevê a obrigatoriedade do exame para quem vai tirar a primeira habilitação, vem sendo discutida como parte de um esforço nacional para reforçar a segurança viária e prevenir acidentes causados pelo uso de substâncias psicoativas.

Segundo o World Drug Report 2024, do United Nations Office on Drugs and Crime (UNODC), jovens, em especial homens, que são maioria entre as pessoas que tiram a primeira habilitação, são um grupo de risco importante para o consumo de drogas sintéticas. Além disso, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o terceiro país com mais mortes no trânsito. E, de acordo com o governo de São Paulo, 48% das mortes no trânsito no estado estão associadas ao uso de álcool ou outras drogas; no Espírito Santo, segundo dados da Polícia Científica do estado, o número é de 42%. Além disso, no Brasil, de acordo com o Censo de 2022, acidentes de trânsito são uma das três principais causas de mortes de jovens de 15 a 34 anos no Brasil.
 

Este contexto reforça a importância de medidas que coíbam a união entre drogas e direção, como a extensão do exame para a primeira habilitação. A nova regra busca coibir que condutores iniciem sua vida no trânsito sob o efeito de substâncias psicoativas, reduzindo riscos e protegendo vidas. 

Pesquisa realizada pelo Instituto Ipec, em fevereiro de 2025, mostra amplo apoio da população à extensão do exame toxicológico para a primeira habilitação: 83% dos brasileiros são favoráveis à obrigatoriedade do exame toxicológico para tirar a primeira habilitação. O apoio é ainda maior entre pessoas com mais de 60 anos (86%) e entre brasileiros com renda de até dois salários mínimos. A mesma pesquisa indica que 90% da população é favorável à extensão do exame toxicológico para outras categorias profissionais – como motoristas de aplicativos. 

“A medida é mais um passo para aumentar a segurança nas ruas e estradas brasileiras e coibir o uso de drogas pelos jovens, evitando acidentes que, segundo a Global Burden of Disease, representam uma das principais causas de morte entre pessoas de 14 a 29 anos”, aponta Marcio Liberbaum, Presidente do Instituto de Tecnologias para o Trânsito Seguro (ITTS). “O exame toxicológico é comprovadamente uma ferramenta importante para a manutenção da saúde nas estradas, e, a partir de agora, contribuirá ainda mais com a segurança viária e a saúde pública”, completa. 

Uma das questões levantadas durante a tramitação do projeto diz respeito à possibilidade de que a nova exigência encareça o processo para quem busca a primeira habilitação. No entanto, segundo a Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox), esta não será a realidade: o valor médio do exame toxicológico em laboratórios ao redor do Brasil varia entre R$110 e R$140 — valor que representa menos de 5% do custo total para obtenção da CNH e mais que compensado pela economia esperada com a redução da acidentalidade. De todo modo, o PL 3965/2021 também prevê que parte do montante arrecadado com multas de trânsito seja direcionado para custeio da primeira CNH de candidatos de baixa renda – e que, dessa forma, não seria impactado por custos adicionais. 

O exame toxicológico é uma medida importante e de eficácia comprovada para a segurança viária. Entre 2015, antes de sua obrigatoriedade, e 2017, após o início da aplicação para motoristas profissionais das categorias C, D e E, os acidentes envolvendo caminhões caíram 34% e os envolvendo ônibus 45%, de acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal. Somente no primeiro ano de aplicação plena do exame, o PIB brasileiro deixou de perder 74 bilhões de reais por conta do não afastamento de profissionais do trânsito. Além disso, de acordo com a Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox), somente entre 2016 e 2019, mais de 28 mil motoristas profissionais que testaram positivo para drogas, após tratamento e reabilitação, refizeram o exame toxicológico e apresentaram resultado negativo, recuperando a aptidão profissional.


Dia do Albinismo: Sociedade Brasileira de Dermatologia destaca importância da nova política nacional e defende acesso gratuito à protetores solares

  

Entidade reforça ainda principais cuidados com a pele e riscos de câncer na população albina 
 

No dia 13 de junho é celebrado o Dia Internacional de Conscientização sobre o Albinismo, uma data instituída pela ONU em 2014 com o objetivo de dar visibilidade às pessoas com albinismo, combater o preconceito e ampliar o conhecimento da sociedade sobre essa condição genética rara. Em um avanço recente para a garantia de direitos e cuidados especializados, entrou em vigor, em maio, a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Albinismo, estabelecida pela Lei nº 15.140. A Sociedade Brasileira de Dermatologia considera essa política uma oportunidade para a implementação de medidas concretas que melhorem a qualidade de vida de quem nasce com essa condição. 

“Trata-se de um importante instrumento para combater a invisibilidade social e garantir o acesso a cuidados de saúde adequados para uma população altamente vulnerável, especialmente em um país de clima tropical como o Brasil”, diz Dr. Carlos Barcaui, presidente da SBD. 

O médico dermatologista explica que o albinismo é caracterizado pela ausência ou deficiência de melanina, pigmento responsável por dar cor à pele, olhos e cabelos, e que atua como uma barreira natural contra os efeitos nocivos da radiação solar, portanto a falta de melanina torna a pele dessas pessoas extremamente sensível à luz solar, aumentando significativamente o risco de queimaduras graves e o desenvolvimento precoce de câncer de pele. 

“Os tipos mais comuns de câncer de pele entre pessoas com albinismo são os carcinomas não melanoma, especialmente o carcinoma espinocelular (epidermoide) e o carcinoma basocelular. O carcinoma espinocelular, em particular, pode evoluir de forma agressiva e com maior risco de metástase se não for diagnosticado e tratado precocemente”, destaca Dr. Barcaui. 

Em países com alta incidência de radiação ultravioleta, como o Brasil, a exposição solar representa um risco constante. Por isso, a SBD tem atuado ativamente na defesa de políticas públicas que assegurem a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado do câncer de pele. “A campanha Dezembro Laranja, por exemplo, reforça anualmente a importância da fotoproteção como medida essencial de saúde pública, principalmente para grupos de maior risco como as pessoas com albinismo”, diz Dr. Carlos Barcaui, que coordenou a iniciativa em 2024. 

Ele reforça a importância de medidas preventivas rigorosas, como o uso diário de protetor solar com alto fator de proteção, no mínimo FPS 30, além de roupas adequadas com barreira contra raios UV, chapéus de aba larga e óculos escuros com proteção UVA e UVB, mas também reconhece que o alto custo desses itens representa uma barreira significativa para grande parte da população. 

“A SBD defende a implementação de políticas públicas que assegurem a distribuição gratuita de protetores solares e roupas adequadas, especialmente para grupos de risco. Entre as propostas, destaca-se a inclusão dos fotoprotetores na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), permitindo sua oferta contínua e gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, explica o presidente da entidade. 

Além disso, a entidade recomenda a criação de programas estaduais e municipais de fotoproteção, com distribuição regular desses produtos, e a articulação com a indústria nacional para incentivar a produção de fotoprotetores de alta qualidade a preços acessíveis. 

“Essas medidas visam garantir não apenas o acesso, mas também a adesão ao tratamento preventivo, reduzindo significativamente a incidência de câncer de pele entre as pessoas com albinismo. Acreditamos que a nova Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Albinismo representa uma oportunidade valiosa para consolidar essas ações e estamos comprometidos em colaborar tecnicamente para a efetivação dessas políticas, com base em evidências científicas e na experiência acumulada no cuidado dermatológico da população brasileira”, conclui Dr. Carlos Barcaui. 

Para mais informações sobre essa e outras condições dermatológicas, além de cuidados com a saúde da pele, cabelos e unhas, acesse as redes sociais @dermatologiasbd ou o site www.sbd.org.br. Encontre um especialista associado à SBD em sua região e cuide de sua saúde integral. 


Previna-se de problemas cardiovasculares durante o frio


Nesse período do ano, casos de doenças aumentam; especialista alerta sobre cuidados necessários 

No inverno, o coração precisa de cuidados maiores para a prevenção de doenças, pois, neste período do ano, o frio é responsável por um aumento de 20% dos casos de doenças cardiovasculares. 

Segundo o cardiologista Cláudio Catharina, do Hospital Icaraí, o tempo frio traz maior incidência de eventos cardiovasculares. 

Há estudos observacionais com até 25% mais chance de infarto e AVC nessa época. 

“O frio faz mais vasoconstrição e, com isso, mais hipertensão, aumenta a viscosidade do sangue e agregação de plaquetas como resultado, mais trombose. Além disso, nessa época nos deixa mais sedentários e depressivos e, finalmente, há aumento de viroses respiratórias, particularmente a gripe, que é um grande fator de risco para infarto nos indivíduos acima de 60 anos”, alerta o médico.  

Os remédios para gripe também merecem atenção no frio, pois alguns deles que tenham substâncias vasoconstritoras podem acelerar o coração e reduzir o calibre dos vasos, levando à taquicardia e hipertensão, além de isquemia miocárdica. 

O cardiologista recomenda a todos se vacinar, manter-se ativos, cuidar da alimentação, procurar o sol e evitar exposição excessiva ao frio intenso. 

“Pessoas com comorbidades apresentam maior risco e precisam de atenção redobrada”, finaliza.


Violência contra o idoso: São Paulo registra mais de 107 mil casos no 1º semestre

Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, são um alerta para o junho violeta, mês de conscientização e prevenção contra a violência à pessoa idosa 

 

Neste mês, ocorre a campanha do Junho Violeta, que tem como objetivo conscientizar a população sobre a importância do combate à violência contra a pessoa idosa e reforçar a necessidade de garantir os direitos da população na terceira idade. Apesar dos esforços, o cenário ainda preocupa. Segundo o Painel de Dados da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, o estado de São Paulo registrou mais de 107 mil casos de violência contra idosos e 18 mil denúncias formais entre janeiro e junho deste ano. 

Os dados indicam uma queda de 79% no número de denúncias em comparação com o primeiro semestre de 2024. De janeiro a junho do ano passado, foram registradas 519 mil violações e cerca de 90 mil denúncias, vale lembrar que uma denúncia pode relatar mais de uma violação. Mesmo com essa redução, o dado mais alarmante é que a maior parte das agressões ocorre dentro do ambiente familiar, tendo como agressores filhos, netos e outros parentes próximos. Os casos vão desde agressões físicas e morais até abuso financeiro e, em situações extremas, estupro. 

Para Marcela Fernandes Gomes Soares, advogada e coordenadora do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, esse panorama continua sendo um desafio. “Muitos idosos sofrem violência física e psicológica dentro do próprio convívio familiar, pois dependem de uma rede de apoio nesta fase da vida. No entanto, nem sempre esse cuidado é feito de forma adequada, o que os expõe a abusos ou até ao abandono. Vale ressaltar que o cuidado ao idoso no núcleo familiar é um dever Constitucional como preconizado no artigo 229 da CRFB/88, que os filhos maiores têm o dever de amparar e ajudar os pais na velhice, carência ou enfermidade. Felizmente, há uma legislação específica que garante os direitos da pessoa idosa, permitindo que ela, ou qualquer outra pessoa, realize denúncias, contribuindo para combater e frear o crescimento desses casos”, afirma. 

Além de buscar por um advogado, a pessoa poderá denunciar por diversos meios, entre eles: a Polícia Militar (190) ou Civil (197), o Disque 100 (que funciona diariamente, 24 horas por dia, 7 dias por semana) e canais eletrônicos. Ademais, órgãos como o Ministério Público, mais específico a Promotoria de Justiça com atribuição em matéria do Idoso, podem ser procurados para defesa dos direitos difusos e coletivos dessa classe uma vez que forem violados.  São Paulo é apenas mais um dos estados que vivenciam situações assim.

São Paulo não é um caso isolado. Em todo o Brasil, apenas no primeiro semestre de 2024, o Disque 100 registrou 179,6 mil casos de violência contra pessoas idosas, o que demonstra que o problema é de alcance nacional e ainda exige atenção urgente. Já no primeiro semestre de 2025, dados do Ministério apontam 419 casos e 72 denúncias de violência contra idosos, reforçando a importância de manter ações contínuas de prevenção e combate.

Diante desse cenário, Marcela reforça a importância de combater a vulnerabilidade da pessoa idosa. “A família deve exercitar o amor e a paciência para lidar com os desafios da terceira idade. É essencial estabelecer o diálogo, fortalecer os vínculos afetivos e proporcionar um ambiente seguro, com respeito e cuidado. Isso ajuda a preservar a dignidade e a autoestima dos idosos”, conclui.

 

Desmistificando o uso da pílula anticoncepcional

Não há relação causal entre o ganho de peso e o uso de contraceptivos 

       12 de junho é o Dia dos Namorados

 

Aproveitando a data do Dia dos Namorados, especialista da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) chama atenção para os cuidados com os conteúdos que têm sido compartilhados constantemente na internet sobre as pílulas anticoncepcionais.

 

Segundo Dra. Maria Auxiliadora Budib, vice-presidente da Febrasgo Região Centro-Oeste e membro do Núcleo Feminino e da Comissão Nacional Especializada de Defesa e Valorização Profissional da mesma entidade, a grande maioria das informações que circulam na internet relaciona o uso de anticoncepcionais ao ganho de peso. “Esse tipo de informação tem um impacto significativo na mulher, afetando a percepção dela em relação aos medicamentos e a própria massa corpórea. Em alguns casos, o medo de engordar se sobrepõe ao de engravidar.”

 

A médica alerta para uma questão importante: a percepção de ganho de peso pode levar à descontinuidade do uso da pílula anticoncepcional, aumentando o risco de uma gestação não planejada. Ela enfatiza que alguns estudos já evidenciaram que não há relação causal entre o ganho de peso e o uso de contraceptivos. “A maioria dos estudos não mostrou diferenças significativas no peso de mulheres em uso de anticoncepcionais e aquelas que não utilizam métodos hormonais.”

 

O impacto dos contraceptivos na sexualidade também é um tema com informações equivocadas nas redes sociais. Os métodos contraceptivos são eficazes e trazem inúmeros benefícios. Poucas mulheres irão apresentar alterações negativas na função sexual.

 

A especialista também ressalta o quanto é importante que os profissionais ocupem esses espaços para divulgar ciência e informação segura para a população. As redes sociais e a internet são uma realidade e o envolvimento da comunidade médica é fundamental para combater a desinformação.

 

A FEBRASGO possui uma rede de saúde integral para a mulher - Feito para elas. A plataforma tem diversas informações sobre a saúde da mulher, bem-estar, comportamento, carreira entre outros temas. Confira: https://feitoparaela.com.br/ e https://www.instagram.com/feitoparaelaoficial/



Vacinar é salvar vidas: prevenção é o caminho para aliviar emergências superlotadas

No inverno, com aumento das doenças respiratórias e hospitais em colapso, reforçar a importância da vacinação é medida urgente de saúde pública 

 

Com a chegada do frio e o aumento de casos de doenças respiratórias, o Rio Grande do Sul enfrenta novamente um desafio conhecido: emergências hospitalares operando acima da capacidade. Em Porto Alegre, unidades chegaram a registrar até 300% de ocupação. Para conter o impacto, a Prefeitura da capital anunciou a Operação Inverno, com abertura de novos leitos e contratação emergencial de profissionais. No entanto, a verdadeira solução começa antes do colapso: está na prevenção, e a vacinação tem papel essencial nesse processo.

A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), junto a diversas entidades científicas, tem atuado incansavelmente para conscientizar a população sobre a importância de manter o calendário vacinal em dia. Doenças que antes provocavam mortes e sequelas graves, como poliomielite, sarampo e coqueluche, foram controladas graças à vacinação em massa. Hoje, porém, vemos algumas dessas enfermidades ressurgirem, impulsionadas pela desinformação, fake news, e pela hesitação vacinal.

O Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferece mais de 40 imunobiológicos gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde de todo o estado. A imunização é segura, eficaz e acessível – basta apresentar documento e cartão do SUS. Mesmo sem a caderneta, é possível atualizar as doses.

Portanto, neste 9 de junho, em que se celebra o Dia Nacional da Imunização, lembramos, ainda, que vacinar-se não é apenas um ato individual: é um compromisso com a coletividade. Ao reduzir a circulação de vírus e bactérias, protegemos não apenas a nós mesmos, mas também os mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas. A Medicina tem na imunização um de seus maiores trunfos, e cabe a todos fortalecer essa conquista com responsabilidade e informação. 




Dr. Gerson Junqueira Jr. - Presidente da Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS)


Beleza em risco: rinoplastias mal planejadas podem comprometer a respiração


Médica alerta que cirurgias plásticas no nariz, quando feitas sem considerar a anatomia funcional, podem causar sérios problemas respiratórios



O desejo por um nariz mais harmonioso com o rosto leva milhares de brasileiros todos os anos às salas de cirurgia plástica. Mas o que muitos pacientes não sabem é que modificar a forma do nariz sem considerar sua função pode trazer consequências indesejadas — e, em alguns casos, permanentes. 

“Uma rinoplastia feita com foco apenas estético, sem respeitar as estruturas internas do nariz, pode prejudicar a respiração do paciente”, afirma a Dra. Leila Tamiso, otorrinolaringologista e especialista em estética nasal do Hospital Paulista – referência nacional em saúde de ouvido, nariz e garganta.

 

Estética versus função: um equilíbrio delicado 

O Brasil é líder mundial em cirurgias plásticas, com mais de 3,3 milhões de procedimentos realizados em 2023, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS). Dentro desse universo, a rinoplastia ocupa posição de destaque, figurando entre mais procuradas. 

Embora os avanços técnicos tenham tornado os procedimentos mais seguros e precisos, o risco de comprometer a funcionalidade nasal ainda existe — especialmente quando o procedimento não é realizado por um especialista que compreende profundamente a anatomia e a fisiologia nasal. 

Segundo a Dra. Leila, situações como a redução exagerada das narinas ou do dorso nasal podem enfraquecer as válvulas nasais, estruturas essenciais para manter a passagem de ar livre durante a respiração. “O paciente pode sair da cirurgia com um nariz mais bonito, mas com sensação de nariz entupido, necessitando de uma nova intervenção para corrigir o problema”, explica.

 

Diagnóstico é parte da cirurgia 

Antes de pensar em bisturi, é fundamental avaliar a saúde respiratória do paciente. Exames como a rinomanometria, a endoscopia nasal e, em alguns casos, tomografias dos seios da face, ajudam a identificar problemas que podem ser agravados por uma rinoplastia mal planejada. “Uma cirurgia bem-sucedida é aquela que une o resultado estético ao funcional”, reforça a médica.

 

Antes de operar, pergunte. E muito. 

A médica alerta que, antes de qualquer cirurgia, o paciente deve se informar. Perguntar sobre a formação do profissional, solicitar fotos de casos anteriores, e garantir que haverá uma avaliação respiratória completa são atitudes essenciais. “Respirar bem e gostar da própria imagem no espelho não são objetivos incompatíveis. Com a abordagem certa, os dois podem — e devem — andar juntos”, conclui.


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Cirurgias de cisto ovariano exigem precisão, equipe capacitada e foco na preservação da fertilidade

Avaliação individualizada e atuação multidisciplinar são essenciais para evitar intervenções desnecessárias e proteger a saúde reprodutiva de mulheres em idade fértil 

 

O planejamento para a retirada de um cisto ovariano, ou para a decisão de não operar, deve partir de uma avaliação técnica rigorosa, conduzida por profissionais com formação específica e capacitação contínua em ginecologia cirúrgica.

Para o cirurgião oncológico Marcelo Vieira, que atua há mais de duas décadas com foco em técnicas minimamente invasivas, essa decisão não pode ser tomada de forma isolada ou apressada. “É a experiência do time médico e a compreensão integral da paciente que determinam a segurança e os resultados do tratamento. Um olhar superficial pode levar a perdas irreversíveis”, afirma.

Vieira é idealizador de programas de formação como o Curso de Metodologia Cirúrgica e o Cadáver Lab, este último, um treinamento prático em anatomia pélvica e dissecção de alta precisão e lidera iniciativas voltadas à mentoria de profissionais da área. “Não se trata apenas de operar, mas de saber quando operar, como preservar o ovário e como garantir que aquela mulher mantenha intacta sua possibilidade de ser mãe, caso deseje”, reforça.

A descoberta de um cisto no ovário é uma das principais causas de procura por ginecologistas em consultórios e prontos-socorros. Embora, na maioria dos casos, essas estruturas sejam benignas e desapareçam espontaneamente com o tempo, há situações em que a cirurgia é indicada para preservar a saúde da paciente — especialmente quando o cisto provoca dor aguda, cresce de forma rápida ou está associado à dificuldade para engravidar.

Nem todo cisto ovariano representa risco, mas a negligência ou a medicalização excessiva podem comprometer a saúde reprodutiva das mulheres. O equilíbrio entre vigilância e intervenção é a chave para um cuidado mais humano, seguro e eficaz. “E isso começa com o olhar atento do profissional de saúde e com a paciente sendo ouvida, acolhida e respeitada em todas as etapas do cuidado”, aponta Vieira.


Tipos de cistos e quando se preocupar

Cistos ovarianos podem ser classificados de diversas formas, mas três tipos costumam demandar maior atenção clínica: os funcionais, os endometriomas e os tumores císticos.

Os cistos funcionais são os mais comuns e, geralmente, surgem como parte do ciclo menstrual, desaparecendo em poucas semanas. Já os endometriomas estão associados à endometriose, uma condição inflamatória crônica que acomete cerca de 6,5 milhões de brasileiras e é uma das principais causas de infertilidade no país, segundo levantamento da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Tumores císticos, por sua vez, podem ser benignos ou malignos e exigem investigação criteriosa por meio de exames de imagem e laboratoriais. “Em casos de cistos persistentes, maiores que 5 cm, com conteúdo suspeito, sólido ou com vegetações, ou que causem sintomas importantes, como dor pélvica constante, distensão abdominal e alterações no ciclo menstrual, a intervenção cirúrgica costuma ser indicada”, explica o médico.


Como operar com segurança e preservar o ovário

A principal técnica utilizada para a remoção de cistos ovarianos é a videolaparoscopia, método minimamente invasivo que reduz o tempo de recuperação e diminui os riscos de aderência. O procedimento deve sempre priorizar a preservação do tecido ovariano saudável, especialmente em mulheres em idade fértil.

“O procedimento não pode comprometer a reserva ovariana. Em cirurgias mal conduzidas, há risco de cauterização excessiva e perda funcional do ovário”, alerta Vieira. Para ele, o planejamento cirúrgico deve considerar não apenas o tamanho e o tipo do cisto, mas também o histórico reprodutivo e os planos da paciente. “Cada caso é único. Avaliar com cautela evita tanto excessos quanto omissões”, reforça.


Preservação da fertilidade: estratégia essencial

A preocupação com a função reprodutiva tem ganhado espaço nas decisões médicas, especialmente entre mulheres que desejam engravidar no futuro. Em casos como os endometriomas, por exemplo, a retirada cirúrgica pode ser necessária, mas deve ser conduzida por equipe experiente, com domínio de técnicas que preservem a anatomia e a funcionalidade dos ovários.

Vieira defende a abordagem multidisciplinar e o investimento contínuo em atualização profissional. “É preciso investir em formação e tecnologia para que o tratamento seja eficaz e o menos agressivo possível”, diz.

Importante ressaltar que o auxílio de uma  plataforma robótica com precisão, visualização 3D, diminuição do tempo cirúrgico, complicações e risco de infecções.

Diagnóstico e conduta clínica baseada em evidências

A avaliação correta dos cistos ovarianos envolve exames de imagem, como ultrassonografia transvaginal com doppler e ressonância magnética, além de marcadores tumorais quando há suspeita de malignidade. Segundo o especialista, o monitoramento contínuo, aliado ao uso de anticoncepcionais em alguns casos, pode evitar intervenções desnecessárias.

O uso indiscriminado de cirurgias, por outro lado, pode gerar mais danos do que benefícios. “Já vimos mulheres jovens que passaram por múltiplas cirurgias sem real indicação, com sequelas importantes para a fertilidade. Precisamos romper com essa lógica intervencionista e trabalhar com critérios claros e baseados em evidência”, conclui Vieira.

 



Dr. Marcelo Vieira - cirurgião oncológico, especialista em cirurgias minimamente invasivas e mentor de cirurgiões. Com mais de 20 anos de experiência, iniciou sua trajetória no Hospital de Câncer de Barretos, onde atuou como chefe da Ginecologia e se dedicou ao atendimento 100% SUS. Em 2019, realizou o primeiro transplante robótico intervivos do Brasil, um marco na medicina nacional. Após essa conquista, decidiu empreender e criou o Curso de Metodologia Cirúrgica, com a missão de transformar cirurgiões e salvar vidas. Também fundou o Cadáver Lab, um treinamento imersivo de dissecção e anatomia pélvica avançada, além de liderar programas de mentoria de alta performance, como Precisão Cirúrgica e Cirurgião de Elite.

Para mais informações, visite o site oficial ou pelo instagram.

 

Dia Nacional do Diabetes: confira mitos e verdades sobre a doença

A doença é causada pelo uso excessivo do açúcar? Especialista desmistifica essa e outras teorias sobre a Diabetes 

 

Em função ao Dia Nacional do Diabetes (26 de junho), a endocrinologista do dr.consulta, empresa brasileira referência em saúde acessível e cuidado primário e secundário de qualidade, Barbara Dutra, traz uma análise sobre a doença que atinge mais de 16,6 milhões de pessoas e já levou a óbito cerca de 111 mil pessoas no Brasil, segundo a Federação Internacional de Diabetes. 

O diabetes é uma doença crônica caracterizada pela hiperglicemia, ou seja, o aumento do nível de açúcar no sangue. A condição exige uma gestão cuidadosa e constante, sobretudo sobre a alimentação. A especialista afirma que a doença ainda levanta muitos questionamentos, portanto, separou tópicos importantes para entendermos didaticamente como ela funciona. Confira:
 

Diabetes é sempre causado pelo consumo excessivo de açúcar? MITO

Segundo a dra, esse é um dos equívocos mais comuns. Muitas pessoas ainda acreditam que ingerir grandes quantidades de açúcar, por si só, leva diretamente ao desenvolvimento do diabetes. Na realidade, o consumo excessivo de açúcar pode contribuir para o ganho de peso - e o excesso de peso é, de fato, um fator de risco importante para o diabetes tipo 2. No entanto, o desenvolvimento da doença envolve uma combinação de fatores genéticos, metabólicos e comportamentais.
 

O diabetes tipo 2 pode ser completamente curado? MITO

Embora haja pesquisas em andamento ao redor do mundo em busca de uma cura para o diabetes, até o momento não existe cura definitiva para o diabetes tipo 1 ou tipo 2.

No caso do diabetes tipo 2 é possível alcançar um bom controle da doença - e, em alguns casos, até mesmo a remissão, por meio de mudanças significativas no estilo de vida, como perda de peso, alimentação balanceada e prática regular de atividade física. No entanto, isso não representa uma cura: se os hábitos saudáveis forem abandonados, os níveis de glicose podem voltar a se desregular.
 

O diabetes pode atingir qualquer pessoa, independentemente do peso corporal? VERDADE

O diabetes não está restrito a um único tipo físico. Embora o excesso de peso seja, de fato, um fator de risco importante para o desenvolvimento do diabetes tipo 2, pessoas com peso adequado ou magras também podem desenvolver a doença. Isso é especialmente verdadeiro quando existem outros fatores associados, como predisposição genética, sedentarismo, alimentação inadequada ou alterações metabólicas. Portanto, manter um estilo de vida saudável é essencial para todos - independentemente do biotipo.
 

Manter o diabetes controlado ajuda a evitar complicações graves? VERDADE

A adesão ao tratamento é a principal arma para manter a glicose controlada e evitar as complicações do diabetes no futuro. Desta forma, é fundamental que a pessoa com a condição faça a monitorização da glicose frequentemente, use os medicamentos por via oral ou injetável prescritos pelo médico, tenha alimentação equilibrada e faça atividade física regularmente.
 

A insulina causa dependência? MITO

Esse é um mito perigoso, que pode gerar medo e fazer com que algumas pessoas evitem o uso da insulina, mesmo quando ela é essencial para o tratamento. 

A verdade é que a insulina não causa dependência. Seu uso não torna o organismo “viciado” nem leva automaticamente à necessidade de doses cada vez maiores. Quando a insulina é prescrita, significa que o corpo perde, total ou parcialmente, a capacidade de produzir esse hormônio essencial, responsável por transportar a glicose para dentro das células. 

O ajuste das doses é feito com base na necessidade de alcançar um controle glicêmico adequado, e não por efeito de uso prolongado. A quantidade recomendada é individualizada e calculada por um médico, conforme as metas glicêmicas de cada paciente. 

Em alguns casos de diabetes tipo 2, especialmente quando a insulina é introduzida precocemente como estratégia inicial de controle, é possível suspender seu uso posteriormente, desde que o paciente adote mudanças efetivas no estilo de vida — como perda de peso, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física — e mantenha os níveis de glicose estáveis. Essa decisão, no entanto, deve sempre ser feita sob orientação médica.
 

O estresse pode agravar o controle do diabetes? VERDADE

O estresse agudo, seja de natureza física ou emocional, provoca a liberação de hormônios hiperglicemiantes, como adrenalina e cortisol. Esses hormônios elevam os níveis de glicose no sangue, o que pode dificultar o controle glicêmico em pessoas com diabetes, potencializando picos elevados de açúcar.

  

 dr.consulta


Novo medicamento promete aliviar os sintomas da menopausa em mulheres com câncer de mama

Especialista destaca a importância de priorizar qualidade de vida no cuidado oncológico

 

Ondas de calor, noites mal dormidas, irritabilidade. Para muitas mulheres que enfrentam o câncer de mama, esses sintomas são mais que incômodos — são parte da nova rotina provocada por uma menopausa precoce, induzida por medicamentos que auxiliam no tratamento mas comprometem o bem-estar.

Mas essa realidade pode estar próxima de mudar. Um novo medicamento não-hormonal, chamado elinzanetant, apresentou resultados promissores na redução de calores em um estudo publicado na consagrada revista New England Journal of Medicine e apresentado na conferência anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) no início de junho de 2025.

“O elinzanetant representa uma alternativa segura justamente porque não interfere nos hormônios, que são o alvo principal da terapia oncológica. Ele atua no sistema nervoso central ajudando a regular a sensação de calor e, consequentemente, melhorando o sono. É uma forma de oferecer alívio real, sem colocar em risco o tratamento desses pacientes”, explica o oncologista Dr. Diocésio Andrade.

A pesquisa internacional avaliou mais de 470 mulheres em tratamento hormonal e demonstrou que, após um ano de uso do elinzanetant, a frequência de ondas de calor caiu pela metade. Além disso, mais de 70% das participantes relataram melhora significativa no sono e qualidade de vida. Por ser uma substância não-hormonal, o remédio se apresenta como uma alternativa segura para pacientes que não podem recorrer à tradicional terapia de reposição hormonal.

“A menopausa induzida por tratamento oncológico costuma ser bastante agressiva. As pacientes são privadas dos hormônios femininos por segurança oncológica, mas isso tem um custo emocional e físico enorme. Elas não estão apenas em tratamento contra o câncer, mas também lutando para manter a qualidade de vida”, completa Andrade.


Desafios no tratamento e qualidade de vida

Cerca de 70% dos casos de câncer de mama são do tipo hormonal positivo (HR+) — quando o tumor cresce com o estímulo de hormônios como o estrogênio. Por isso, o tratamento inclui medicamentos que bloqueiam ou reduzem a ação desses hormônios. Embora eficaz, essa terapia provoca menopausa precoce e intensa e, como a reposição hormonal é contraindicada nesses casos, as pacientes ficam sem alternativas para aliviar os sintomas severos.

O elinzanetant ainda está em fase de aprovação nos Estados Unidos e Europa, com previsão de lançamento nesses países ainda em 2025. No Brasil, a estimativa é que o medicamento chegue um ano após o lançamento internacional. O remédio é sinônimo de esperança para milhares de mulheres em tratamento e um indicativo de avanço na ciência, que aponta para um caminho onde combater o câncer e viver bem andam juntos.

“Cuidar da paciente vai além de combater o tumor. É também garantir que ela tenha bem-estar, sono de qualidade, autoestima e vida social ativa. Isso é fundamental na jornada do câncer”, ressalta o oncologista.  

Diocésio Andrade destaca a importância de priorizar qualidade de vida no cuidado oncológico


Mês Mundial do Doador de Sangue

Ato indispensável para salvar vidas, doação de sangue é um processo que envolve cada vez mais tecnologia

Dia Mundial do Doador de Sangue reforça a importância de uma prática cada vez mais segura, graças a soluções integradas e softwares inovadores de triagem

 

Em 14 de junho e ao longo de todo o mês, o mundo inteiro chama atenção para uma prática responsável por salvar milhões de vidas com o Dia Mundial do Doador de Sangue e o Junho Vermelho.

Um ato simples, mas de suma importância para a prática médica em casos de alto risco. Segundo o Ministério da Saúde¹, mais de 3,2 milhões de doações de sangue foram realizadas no Brasil em 2023 (uma só doação pode ajudar a salvar até quatro pessoas).

 

“A doação de sangue é essencial para que se consiga fazer uma cirurgia de grande porte ou atender emergências que necessitem de transfusão, como em casos de pacientes com traumas ou ferimentos graves. Além disso, existem os subprodutos do sangue, como plasma e plaquetas, que são transfundidos e utilizados no tratamento para hemofílicos, por exemplo”, explica o Dr.Alberto Chebabo, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia. “Não existe um substituto para o sangue na maioria das situações. Portanto, é um ato de amor doar para que aqueles que necessitam possam ser tratados adequadamente”, complementa.

 

Cerca de 1,4% da população brasileira doa sangue hoje². O número está dentro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), porém, o Ministério da Saúde busca sempre conscientizar a população da importância desse gesto e aumentar o índice de doações.

 

Atualmente, o processo de doação se torna mais seguro graças a soluções integradas e softwares inovadores de triagem de sangue. A rotina em um banco de sangue envolve várias etapas altamente controladas, desde a triagem do doador até a testagem laboratorial das amostras.

 

Durante a coleta, além da bolsa de sangue, são retiradas amostras em tubos para serem submetidas a análises laboratoriais rigorosas, conforme exigido pela legislação brasileira. O sangue é testado para diversas doenças, como Hepatite B e C, HIV, Sífilis, Doença de Chagas e HTLV, com a utilização de metodologias sorológicas e também por qPCR (Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real), aumentando a precisão dos resultados.

 

Existem hoje equipamentos analíticos que, aliados a reagentes de alta performance, garantem a detecção confiável dos agentes infecciosos ou de anticorpos, sinalizando se o doador possui uma infecção ativa ou prévia. Apenas bolsas com amostras negativas para todas as patologias seguem para transfusão. As amostras positivas são descartadas e o doador é comunicado conforme protocolos oficiais.

 

“É imprescindível que a doação seja segura do início ao fim do processo, para o doador e para o receptor, e que as soluções que abrangem as fases pré e pós-analíticas sejam inovadoras e tecnológicas. Outro diferencial é contar com equipamentos que possuam programas que gerem insights relevantes para o futuro, como o nosso portfólio navify”, aponta Carlos Martins, presidente da Roche Diagnóstica, referência em inovação e excelência em doenças infecciosas.

 

Os equipamentos automatizados ainda são capazes de realizar centrifugação, destamponamento, inspeção visual das amostras, organização, pipetagem e arquivamento, tudo com mínima interferência humana, o que reduz erros operacionais e promove maior segurança e agilidade no processo.

 

Os processos podem ser gerenciados por softwares avançados que garantem rastreabilidade total, otimizam recursos, geram relatórios de desempenho e oferecem inteligência de dados. Com as informações, bancos de sangue e hemocentros podem monitorar quedas nas doações, identificar padrões epidemiológicos e desenvolver campanhas direcionadas de conscientização e saúde pública.


 

Critérios para doação

 

Para doar sangue, é necessário atender a critérios básicos: ter entre 16 e 69 anos (com a primeira doação feita até os 60), pesar no mínimo 50 kg, apresentar documento oficial com foto, estar em boas condições de saúde, alimentado (evitando alimentos gordurosos nas três horas anteriores) e ter dormido ao menos seis horas na última noite. É importante ainda não apresentar febre, sintomas respiratórios ou doenças infecciosas ativas no momento da doação. Para mais informações, é indicado consultar sempre as fontes oficiais.

 



Referências:

1. Ministério da Saúde - Fonte: Gov.br

2. Ministério da Saúde - Fonte: Gov.br

 

Entendendo o sono em bebês e crianças: desafios para os pais

 Pediatra explica como conhecer as etapas do desenvolvimento infantil pode ajudar a enfrentar as dificuldades com o sono 

 

O sono dos bebês e crianças é uma das principais preocupações dos pais, especialmente nos primeiros meses de vida. Entender que o desenvolvimento infantil é dinâmico e passa por diversas etapas pode ser fundamental para superar esses desafios. Para o Dr. Danilo Blank, membro da Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS), professor e doutor pelo Programa de Pós-Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o processo envolve muito mais do que apenas ajustar a rotina, e sim possui relação com um conceito muito atual de desenvolvimento da saúde no curso de vida.

“É essencial compreender que o desenvolvimento infantil não segue um ritmo linear, mas envolve diversas fases que impactam a saúde ao longo da vida. Muitos pais chegam ao consultório exaustos e preocupados com a rotina de sono dos bebês, mas é importante lembrar que, ao se tornarem pais, já aceitaram que suas noites de sono nunca mais serão as mesmas. Essa preparação é fundamental para eles enfrentarem as dificuldades iniciais com mais leveza”, explicou o Dr. Danilo Blank.

O pediatra ressalta que é essencial que os profissionais de saúde e as famílias reconheçam que o sono é um elemento integrante do desenvolvimento da saúde no curso de vida, um processo complexo e contínuo ao longo de todas as fases da vida, no qual a criança floresce por meio de interações multiníveis e recíprocas com o meio ambiente físico e sociocultural, sob a influência de experiências prévias e da diversidade genética. Como dica para os pais, o médico destaca que entender as etapas do sono infantil pode ajudar a identificar comportamentos normais e, assim, evitar preocupações desnecessárias.

“O sono dos bebês é mais fragmentado, pois eles continuam desenvolvendo seus ciclos de sono, que são diferentes dos adultos. Esse processo é natural e evolui à medida que a criança cresce”, completou Blank.

Além disso, fatores como alimentação, estímulos ao longo do dia e até mesmo o estado emocional dos pais podem influenciar diretamente a qualidade do sono das crianças.

“Uma rotina estruturada, com horários regulares e um ambiente tranquilo, pode fazer toda a diferença”, recomenda o especialista.

  

Marcelo Matusiak



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