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No Dia Nacional da Imunização (09/06), especialista aponta estratégias para frear o vírus e combater a queda na cobertura vacinal
O avanço dos casos
de Influenza A no Brasil acendeu o alerta das autoridades sanitárias. Dados da
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) revelam que o Vírus Sincicial Respiratório
(VSR) e o rinovírus estão entre os principais causadores da Síndrome
Respiratória Aguda Grave (SRAG).
O novo Boletim InfoGripe da Fiocruz mostra que quase todas as unidades da Federação - com
exceção de Rondônia - estão com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou
alto risco nas últimas duas semanas. Além disso, 20 delas também apresentam
sinal de crescimento na tendência de longo prazo (últimas seis semanas).
Dia
Nacional da Imunização
Nas vésperas do Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho e instituído para conscientizar a população sobre a segurança e a eficácia das vacinas, a discussão ganha ainda mais relevância.
“Diante deste cenário crítico, a vacinação se reafirma como a ferramenta mais eficaz para conter o vírus, proteger a saúde individual e restabelecer a imunidade coletiva”, explica a coordenadora do curso de Enfermagem do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR) e mestre em Promoção da Saúde, Greice Kely Nogueira.
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Eficiência comprovada
A especialista
salienta que os imunizantes são gratuitos, seguros e eficazes. Eles passam por
rigorosos ensaios clínicos, trazem grande impacto na qualidade de vida e são
submetidos às análises da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
antes de chegarem aos postos de saúde.
“Individualmente,
as vacinas reduzem significativamente o risco de infecção, complicações e
óbitos. Já no âmbito coletivo, contribuem para a redução da circulação de vírus
e bactérias na população, interrompendo cadeias de transmissão e protegendo, de
forma indireta, grupos mais vulneráveis, como idosos, gestantes e pessoas
imunossuprimidas”, explica Greice.
Adesão
x fake news
Apesar de o Brasil possuir o Programa Nacional de Imunizações (PNI), um dos maiores e mais respeitados sistemas públicos e gratuitos de vacinação do mundo, a queda na cobertura vacinal preocupa.
Segundo a especialista,
a hesitação da população em se vacinar é alimentada por um fenômeno complexo: a
desinformação, o medo infundado de efeitos colaterais e a “falsa sensação de
segurança”.
“A ideia de que
não é necessário vacinar-se porque 'as doenças não existem mais' é um equívoco.
Muitas doenças estão controladas justamente pela vacinação. A redução da
cobertura vacinal pode levar ao retorno de moléstias já eliminadas, como
observado com o sarampo em anos recentes”, adverte.
Greice também
desmistifica boatos comuns, como o de que o imunizante da gripe seria capaz de
provocar a doença. “A vacina contra influenza é produzida com vírus inativados
ou fragmentados, incapazes de causar a doença”, afirma.
Estratégias de combate
Para reverter o
quadro epidemiológico e aumentar a adesão às campanhas atuais, a coordenadora
defende ações práticas, descentralizadas e uma combinação de vigilância
epidemiológica e hábitos diários de higiene:
1)
Vacinação anual: Foco total na campanha em andamento,
especialmente para os grupos prioritários (idosos, crianças e pessoas com
comorbidades);
2)
Acesso ampliado: Ampliação dos horários de atendimento
nos postos e realização de campanhas de vacinação nas escolas;
3)
Esquema vacinal completo:
Respeitar as doses de reforço e os intervalos preconizados pela ciência para
garantir proteção duradoura;
4)
Higiene e etiqueta respiratória:
Lavagem frequente das mãos e uso de lenços descartáveis ao tossir ou espirrar;
5)
Proteção em aglomerações: Uso
de máscaras por indivíduos que apresentem sintomas gripais e preferência por
ambientes ventilados.
“Investir na
imunização é a escolha mais inteligente para o país. A vacinação é reconhecida
como uma das intervenções mais custo-efetivas em saúde pública. Ela evita
milhões de mortes anualmente e reduz significativamente a sobrecarga dos
sistemas de saúde”, complementa Greice Kely Nogueira.
Centro Universitário Integrado


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