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segunda-feira, 2 de setembro de 2024

      Cuidados odontológicos podem prolongar a qualidade de vida na terceira idade

 Manter a saúde bucal dos idosos é essencial para prevenir doenças e garantir um envelhecimento saudável


Com o avanço da idade, a saúde bucal ganha uma importância ainda maior para a qualidade de vida. Os cuidados dentários na terceira idade colaboram para a prevenção de problemas como a perda de dentes, mas também são fundamentais para evitar doenças sistêmicas que podem comprometer a saúde geral dos idosos.

Essa associação não é recente. Um artigo publicado no Brazilian Journal of Cardiology em 2009, por exemplo, já apontava a doença periodontal como um fator de risco para questões cardiovasculares. A chave para essa relação reside na inflamação crônica. As bactérias presentes na boca, quando não removidas adequadamente por meio da higiene bucal, podem causar uma inflamação persistente nos tecidos gengivais, característica da periodontite. Essa inflamação, por sua vez, pode desencadear uma resposta inflamatória, afetando vasos sanguíneos em todo o corpo. 

A inflamação generalizada contribui para o desenvolvimento e progressão de doenças como a aterosclerose, aumentando o risco de ocorrências cardiovasculares. Além disso, a inflamação crônica também pode interferir na regulação do açúcar no sangue, agravando o diabetes e aumentando o risco de complicações associadas a essa doença. Todos estes são temas crônicos na terceira idade, e a melhor prevenção não pode deixar de fora a porta de entrada dos alimentos no corpo: a boca.

De acordo com o Dr. José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental e membro da International Federation of Esthetic Dentistry (IFED), esse cuidado é fundamental para garantir uma vida longa e saudável. “A saúde bucal está diretamente ligada à saúde geral de todos, mas ainda mais a do idoso, que inspira uma atenção especial. A falta de cuidados pode levar a complicações que rapidamente se tornam quadros graves”, explica Todescan.

Idas ao dentista ficam mais raras com a passagem do tempo

É comum que idosos deixem de visitar o dentista com a mesma frequência que quando mais jovens. Questões como distância, transporte e custos podem dificultar o acesso aos serviços odontológicos, especialmente para aqueles com mobilidade reduzida ou renda limitada. Embora não haja um consenso universal sobre a frequência exata de visitas ao dentista entre idosos, estudos e pesquisas apontam para uma redução significativa em comparação com outros grupos etários.

Diversos países têm realizado pesquisas para avaliar a saúde bucal da população idosa. Os resultados desses estudos mostram que muitos idosos não realizam consultas odontológicas regulares, o que contribui para o aumento da prevalência de doenças bucais nessa faixa etária. Além disso, análises dos registros de clínicas odontológicas demonstram uma menor frequência de consultas de pacientes idosos em comparação com outros grupos etários. Estudos realizados em domicílios de idosos revelam que muitos deles não possuem acesso a serviços odontológicos ou não utilizam os serviços disponíveis.

A passagem do tempo também possibilita avanços. É o caso das próteses totais, chamadas de dentaduras, amplamente utilizadas por idosos. Essa realidade mudou há alguns anos. “Hoje, com a prevenção e o tratamento adequado desde o início, é possível manter os dentes naturais até o final da vida. Além disso, as dentaduras só são utilizadas por quem não tem condições financeiras para optar por implantes, que permitem a substituição por peças fixas”, ressalta o especialista. 


Prevenção e cuidados específicos

Parece simples, mas ao prevenir as doenças bucais, como a cárie e a periodontite, são poupadas também múltiplas idas ao médico. A atenção deve ser redobrada com a higienização diária, utilizando escovas adequadas e cremes dentais específicos, além do uso regular do fio dental. O envelhecimento pode trazer dificuldades motoras que prejudicam a escovação, por isso é importante que os idosos recebam orientação sobre técnicas adequadas para garantir uma limpeza eficiente.

Além disso, o ajuste correto das próteses dentárias é essencial para o conforto e a funcionalidade. “Próteses mal ajustadas podem causar lesões na boca, dificultar a mastigação e, consequentemente, a digestão dos alimentos. O acompanhamento regular com o dentista é fundamental para realizar os ajustes necessários e evitar complicações, pois este quadro pode impactar a alimentação, levando em casos extremos à desnutrição”, reforça Dr. Todescan.


Consultas regulares ao dentista

As consultas regulares ao dentista devem fazer parte da rotina de cuidados com a saúde na terceira idade. Nesses encontros, o profissional pode identificar precocemente problemas que poderiam se agravar e orientar sobre os melhores cuidados diários. A revisão periódica das próteses e a avaliação da saúde das gengivas são alguns dos pontos que merecem atenção constante.

Segundo o Dr. Todescan, o cuidado com a saúde bucal é um dos pilares para garantir um envelhecimento com qualidade de vida. “A frequência das visitas ao dentista varia de acordo com a condição bucal do paciente, mas, de maneira geral, recomendo consultas a cada seis meses. Isso permite a prevenção e o tratamento de problemas antes que se tornem graves. A odontologia na terceira idade vai muito além da estética; trata-se de uma questão de bem-estar e longevidade”, conclui o dentista. 



José Todescan Júnior - Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP. Membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry) e da Associação Brasileira de Odontologia Estética e membro da ABOD (Associação Brasileira de Odontologia Digital), ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes. Para mais informações, acesse o LinkedIn.


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Gravidez pós-bariátrica: qualidade da gestação depende de planejamento e cuidados específicos

Medicina diagnóstica dá suporte ao acompanhamento diferenciado a gestantes que passaram pela cirurgia  


A gestação é uma experiência única para cada mulher e, para aquelas que passaram por cirurgia bariátrica, planejamento e cuidados direcionados são ainda mais importantes para garantir saúde e bem-estar da mãe e do bebê. Além do prazo mínimo de um ano para engravidar após o procedimento, é preciso acompanhamento especializado no período, tanto para evitar o ganho de peso quanto para que o bebê se desenvolva plenamente.

Nessa etapa, a medicina diagnóstica cumpre papel fundamental para monitorar uma possível diabetes gestacional, que pode decorrer das alterações hormonais pelas quais a gestante passa. Alguns hormônios produzidos pela placenta podem reduzir a ação da insulina, prejudicando a absorção do açúcar. Por isso é importante monitorar a glicemia durante a gravidez.

Para a endocrinologista Ana Clara d’Acampora, do Sabin Diagnóstico e Saúde, o exame de glicemia de jejum diário, somado a medições de uma ou duas horas após as refeições, por pelo menos 14 dias, é a melhor alternativa para as grávidas pós-bariátrica. 

“Outra opção pode ser lançar mão dos medidores contínuos de glicose para auxílio no diagnóstico”, acrescenta a médica. “Eu não indico o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) pelos possíveis efeitos colaterais, como a síndrome de Dumping, que pode ocasionar queda na pressão, taquicardia, náuseas, dor abdominal e diarreia, e comprometer a acurácia do teste. Ainda que não exista consenso médico sobre essa posição, considero que o risco supera o benefício”, descreve ela.

 

Taxas normalizadas e suplementação extra

Grávida de 16 semanas, a publicitária e gestora Ana Caroline Mascarenhas Duarte, de 29 anos, realizou a cirurgia bariátrica há dois anos. O próprio cirurgião que a operou, sabendo de seu desejo de engravidar, antecipou as orientações necessárias, repetidas por sua obstetra. Ela vem seguindo tudo à risca.
 
“Engravidei um ano e meio depois da cirurgia. O sonho de gestar foi uma das minhas motivações para fazer a bariátrica. Antes, eu tinha síndrome dos ovários policísticos e alterações nos hormônios. Hoje sou mais saudável e minha gestação está sendo tranquila”.

Outro ponto importante diz respeito à suplementação, que deve ser avaliada de maneira individualizada, como já ocorre com pacientes pós-bariátricos de forma geral e reforçada para as gestantes. Ana Caroline, por exemplo, suplementa em doses ainda mais altas minerais como ferro e cálcio, além de ácido fólico e das vitaminas D e do complexo B, para que o feto se desenvolva de acordo com a idade gestacional e nasça com peso normal. Isso ocorre porque a absorção de nutrientes fica reduzida após a cirurgia.

“Na gestação, a demanda nutricional aumenta, portanto, é fundamental que sejam feitos ajustes na suplementação habitual da paciente. O ideal é que essa gestante pós-bariátrica mantenha o acompanhamento multidisciplinar nesse período, inclusive com nutricionista, de modo a evitar o ganho excessivo de peso na gestação e após”, assinala a endocrinologista do Sabin Diagnóstico e Saúde.



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70% das mortes por infecções associadas à assistência hospitalar poderiam ser evitadas

Em média, mais de 45 mil pessoas morrem anualmente devido a infecções adquiridas em hospitais. Os facilities managers, junto a equipe multiprofissional, desempenham um papel importante na prevenção dessas infecções, atuando nas áreas de apoio e em toda a complexa infraestrutura hospitalar para promover um ambiente seguro.

Dados divulgados pela Associação Médica Brasileira revelam que mais de 45 mil brasileiros morrem anualmente devido a infecções hospitalares. De acordo com o CDC (Centros de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos), as infecções hospitalares representam até 10 bilhões de dólares anuais em despesas com saúde.

Marcelo Boeger, consultor na Hospitalidade Consultoria e diretor dos Comitês da ABRAFAC (Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management), destaca a gravidade dessas estatísticas: "Temos que atuar de forma incansável, os pacientes que adquirem infecções hospitalares ficam, em média, 6,5 dias adicionais no hospital, têm cinco vezes mais chances de serem reinternados após a alta e apresentam o dobro de probabilidade de morrer."


Além do contato direto dos profissionais de saúde com os pacientes, diversos aspectos dos serviços de hotelaria e facilities influenciam os índices de infecção. Isso inclui a higiene e desinfecção de superfícies, o manuseio de alimentos, a gestão do enxoval e a qualidade do ar ambiente.


A infraestrutura hospitalar abrange processos críticos que exigem atenção do gestor, como o transporte vertical de materiais contaminados por elevadores ou monta-cargas, como roupa suja e resíduos infectantes. É essencial evitar o transporte simultâneo de pacientes, mesmo quando estes estão ensacados e acondicionados em carros fechados. Além disso, a falta de manutenção preventiva em sistemas como ar-condicionado, ralos e abastecimento de água representa riscos significativos.


Para minimizar e prevenir a contaminação, é fundamental garantir que o cronograma de limpeza em higiene predial seja rigorosamente seguido, assegurando a eficácia na redução da transmissão de microrganismos. Isso inclui a verificação para garantir que nenhuma área ou item seja negligenciado pelas equipes.

Na área de alimentação, todos os colaboradores, desde os cozinheiros até as copeiras que distribuem alimentos diretamente aos pacientes nos leitos, devem lavar as mãos antes de manipular alimentos. Além disso, é fundamental higienizar as embalagens antes do uso e garantir que matérias-primas, ingredientes e alimentos preparados sejam refrigerados, identificados, protegidos e armazenados adequadamente, conforme suas características e requisitos de temperatura.


Principais desafios enfrentados pelos gestores de facilities - "Em grande parte, a manutenção das estruturas físicas afeta os serviços de forma abrangente. No entanto, a falta de processos para garantia de qualidade dos serviços também deve ser considerada", alerta Marcelo.

Recentemente, a ABRAFAC –– que teve a colaboração da ONA – Organização Nacional de Acreditação – realizou uma pesquisa com várias instituições de saúde. A pesquisa na integra pode ser acessada pelo link: https://abrafac.org.br/impacto-do-fm-nas-certificacoes-em-instituicoes-de-saude/

Segundo o estudo, 76% dos gestores hospitalares consideram que a manutenção predial e infraestrutura ainda são grandes desafios, oferecendo muitas oportunidades de melhoria. Notavelmente, há uma necessidade significativa de aprimorar a documentação de processos, procedimentos e gestão de planos operacionais, especialmente nas áreas de Higiene Predial, Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Rouparia e Lavanderia.


 

Desperdícios nas áreas de facilities - A falta de uma estrutura organizada resulta em desperdícios significativos em diversas áreas: leitos ficam indisponíveis devido à gestão deficiente de interdição e manutenção; equipamentos parados prejudicam a produtividade e causam represamento de leitos, afetando o fluxo de pacientes; equipes lidam com retrabalho e aplicam técnicas inadequadas, entre outros problemas.


Um dos maiores desperdícios ocorre no tempo perdido durante a movimentação de pacientes devido a falhas no sistema de transporte entre unidades. Marcelo Boeger, explicando essa questão, afirma: "Por exemplo, quando o mesmo maqueiro que faz o transporte no pronto-socorro também é responsável por transferir pacientes da UTI para outras unidades, qualquer atraso na organização dessas atividades pode resultar em pacientes represados e desperdícios em várias partes do sistema de saúde."


Além disso, o absenteísmo representa outro tipo significativo de desperdício. Segundo uma pesquisa recente apresentada pela doutora Elizabeth Reis (IQG) no Congresso de Hotelaria e Facilities da Feira Hospitalar, "a perda de produtividade devido ao absenteísmo nessa área chega a quase 17%, o que representa desperdícios sistêmicos significativos para toda a instituição.


 

Acreditação x Desperdício e altos custos - A acreditação desempenha um papel fundamental na redução de custos e desperdícios de tempo nas instituições de saúde. A variabilidade na execução das tarefas sem padronização aumenta a pressão na entrega dos serviços e pode causar confusão entre equipes e clientes, já que os resultados frequentemente dependem das habilidades individuais dos executores, não de um plano de trabalho estruturado.


Segundo Boeger, "quando os serviços de hotelaria e facilities estão integrados de forma eficiente ao fluxo de trabalho da unidade, podemos alcançar melhorias significativas de 30% a 40%. O tempo entre a saída de um paciente e a entrada de outro no mesmo leito pode variar de menos de duas horas a mais de seis horas, dependendo da eficiência dos processos dentro do desenho de serviços."


Este cenário se repete, principalmente, nas instituições que não dispõem de procedimentos. A pesquisa revela que 53% dos gestores das instituições não possuem acreditação. Vários obstáculos ainda impedem a obtenção da acreditação: 44% citam o custo elevado; 26% a falta de infraestrutura adequada; 24% o desinteresse da instituição; e 19% a falta de uma equipe capacitada e/ou o desconhecimento da existência de certificações específicas para esta área.

Para Gilvane Lolato, gerente de Operações da ONA, muitas organizações não conseguem atender às legislações básicas e obrigatórias. “Há problemas graves de estrutura física que impactam na segurança do paciente, como Unidades de Terapia Intensiva com dimensionamento inadequado de leitos, Centros Cirúrgicos com áreas físicas inadequadas, Centrais de Material Esterilizado sem separação adequada entre área suja e limpa, e equipamentos sem condições de calibração e manutenção”. Esses problemas são levados em consideração durante o processo de acreditação. Gilvane enfatiza que, quando a metodologia da ONA é aplicada e precisa avaliar o atendimento aos padrões, fica evidente que a acreditação pode parecer cara devido a esses problemas estruturais e de conformidade.



ONA - A Organização Nacional de Acreditação (ONA)
www.ona.org.br


ABRAFAC - Associação Brasileira de Property, Workplace e Facility Management
www.abrafac.org.br


Nutricionista indica 10 mudanças de hábitos para uma boa saúde

Na semana do Dia do Nutricionista, a Puravida, empresa que promove a saúde através da nutrição, celebra a importância desse profissional que, a partir de uma alimentação equilibrada e da suplementação adequada, promovem a saúde e o bem-estar.   

Segundo levantamento feito em fevereiro de 2024 pelo Conselho Federal de Nutrição, atualmente no Brasil existem mais de 144mil profissionais formados na área, um aumento de 22% em três anos. Esses dados refletem a crescente preocupação da população em ter uma vida mais saudável fazendo jus a um acompanhamento clínico.  

Para ajudar os brasileiros atingirem seus objetivos de saúde e, por consequência manterem um estilo de vida saudável, a nutricionista Priscila Gontijo, Coordenadora do Science Hub Puravida, reúne dez dicas essenciais que podem ser adotadas por todas as pessoas: 

  1. Escolha Vitaminas de Alta Qualidade: Opte por suplementos que contenham vitaminas e minerais em formas biodisponíveis, como as vitaminas lipossomais, que são melhor absorvidas pelo organismo. 
  2. Consuma Vitaminas com Regularidade: Para obter os melhores resultados, siga a dosagem recomendada e tome seus suplementos de forma consistente. 
  3. Integre Suplementos à Dieta Balanceada: Suplementos devem complementar, e não substituir, uma dieta rica em frutas, vegetais, proteínas magras e grãos integrais. 
  4. Faça Exames Regulares: Monitorar seus níveis de vitaminas e minerais por meio de exames pode ajudar a ajustar sua suplementação conforme necessário. 
  5. Ajuste a Suplementação ao Seu Estilo de Vida: Personalize a escolha de suplementos de acordo com seu nível de atividade física, necessidades nutricionais e objetivos pessoais. 
  6. Pratique Exercícios Físicos Regularmente: Combine a suplementação com uma rotina de exercícios, que ajuda a maximizar os benefícios dos nutrientes e promove uma melhor saúde geral. 
  7. Mantenha uma Hidratação Adequada: A água é essencial para a absorção de vitaminas e para a saúde do organismo. Beba pelo menos 2 litros de água por dia. 
  8. Inclua Alimentos Ricos em Nutrientes: Alimentos como nozes, sementes, peixe e vegetais verdes são ótimos aliados na promoção de uma boa saúde, trabalhando em conjunto com a suplementação. 
  9. Evite Automedicação: Consulte um nutricionista antes de iniciar qualquer regime de suplementação para garantir que suas escolhas são adequadas para suas necessidades individuais.  
  10. Descanse e Durma Bem: Um sono de qualidade é crucial para a recuperação e para a efetividade dos suplementos. Estabeleça uma rotina de sono regular para otimizar os benefícios da suplementação. 

"Acreditamos que a saúde é um equilíbrio entre nutrição, suplementação e um estilo de vida ativo e que o consumo de produtos como os da PuraVida contribuem para esse ecossistema", explica Priscila.  

 

Puravida
www.puravida.com.br

 

Estudos apontam chances de poluição representar riscos ao cérebro

Neurocirurgião e pesquisador da Unicamp aborda os efeitos da poluição no sistema vascular cerebral e os riscos a longo prazo para a saúde mental


No mês de agosto, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o estado de São Paulo registrou mais queimadas do que nos últimos dois anos, contrariando um padrão histórico. A gravidade dos danos ambientais gerou preocupações urgentes sobre a qualidade do ar. As densas nuvens de fumaça, especialmente no interior, alarmaram a população e provocaram reflexões sobre os impactos dessa poluição no corpo humano, incluindo o cérebro.

Estudos destacam que, mesmo com exposição a níveis considerados seguros de poluentes, existem chances de o funcionamento cerebral sofrer impactos a longo prazo, principalmente nas funções cognitivas, aumentando o risco de doenças neurodegenerativas.

Uma pesquisa realizada na Keck School of Medicine1, da Universidade do Sul da Califórnia, avaliou dados de cerca de 9 mil participantes, a fim de investigar os impactos da exposição à poluição do ar no desenvolvimento cerebral de adolescentes. Os resultados indicaram que, mesmo nos casos em que níveis de poluição são considerados "seguros", há alterações significativas na conectividade funcional do cérebro, influenciando o desenvolvimento cognitivo e emocional.

Outra publicação no Neurology Journals2 investigou a relação entre o contato com a poluição atmosférica e o risco de comprometimento cognitivo leve e demência. Os pesquisadores acreditam que a exposição prolongada a níveis mais altos está associada ao risco de desenvolvimento de problemas cognitivos, com implicações significativas para a saúde pública.

Dr. Marcelo Valadares, neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ressalta a necessidade de olhar além dos efeitos mais óbvios da poluição. "O ar que respiramos não afeta apenas nossos pulmões. A longo prazo, essas agressões ao sistema nervoso central podem contribuir para o declínio cognitivo e aumentar o risco de demência, como evidenciam as pesquisas mais recentes," afirma Dr. Valadares.


Existem riscos vasculares associados à poluição do ar?

A curto prazo, a poluição do ar, incluindo a fumaça das queimadas, pode também aumentar o risco de acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e de outros problemas vasculares3. A exposição aos poluentes atmosféricos está associada a um aumento da inflamação sistêmica e do estresse oxidativo, que podem danificar os vasos sanguíneos e levar a problemas cardiovasculares e cerebrovasculares.

“As partículas finas podem penetrar profundamente nos pulmões e entrar na corrente sanguínea, provocando respostas inflamatórias que afetam o coração e o cérebro”, explica o Dr. Valadares.


3 medidas essenciais de proteção

Para se proteger da poluição intensa, confira três dicas importantes a seguir:

  1. Monitore a qualidade do ar: em tempos de poluição intensa, existem aplicativos e sites que informam a qualidade do ar em tempo real, como o do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Quando a qualidade do ar estiver ruim, siga as recomendações de saúde pública para proteger-se adequadamente.
  2. Evite atividades ao ar livre: evite ou minimize o tempo ao ar livre, especialmente durante o pico de poluição mais intensa. Se precisar sair, tente reduzir o tempo de exposição, principalmente se fizer parte de grupos de risco, como crianças, idosos, ou pessoas com problemas respiratórios.
  3. Mantenha ambientes internos saudáveis: em casa, mantenha janelas e portas fechadas para evitar que a poluição entre. Utilize purificadores de ar com filtros HEPA para melhorar a qualidade do ar.
  4. Use máscaras apropriadas: em ambientes com alto nível de poluição, especialmente em dias de muita fumaça ou poeira, como aconteceu nos últimos dias em diversos pontos do estado, utilize máscaras que filtrem partículas finas, como as do tipo N95 ou PFF2. Essas máscaras são capazes de bloquear a inalação de partículas perigosas que podem afetar tanto o sistema respiratório, quanto o cardiovascular.

 


Marcelo Valadares - médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos. No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation – Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia.



Referências:

1: Even “safe” air pollution levels can harm the developing brain, study finds. Acesso clicando aqui.

2: Association of Long-term Exposure to Air Pollution and Dementia Risk. Acesso clicando aqui.

3: Impact: Air pollution. Acesso clicando aqui.

 

Setembro Vermelho: cardiologista alerta os oito principais fatores de risco cardíac

No mês de conscientização e prevenção às doenças cardíacas, a principal causa de mortes no Brasil, Gabriela Machado Prado, cardiologista do Centro de Excelência em Medicina de São Paulo, recomenda prevenção ativa 

 

No mês de setembro, o Setembro Vermelho convida a refletir sobre uma realidade brasileira: as doenças cardíacas continuam a ser a principal causa de mortes no país. Em meio ao ritmo acelerado da vida moderna, é fácil ignorar os sinais silenciosos que nosso corpo nos envia, mas eles podem ser fatais. De acordo com o Ministério da Saúde, essas doenças são responsáveis por 30% dos óbitos no país, o que representa cerca de 400 mil vidas perdidas a cada ano.

Gabriela Machado Prado, cardiologista do Centro de Excelência em Medicina de São Paulo, lança um alerta: "Estamos lidando com uma epidemia silenciosa. Medidas simples, mas efetivas, como uma alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas, podem fazer toda a diferença na prevenção das doenças do coração".

Os números preocupam. Segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), 32,3% dos brasileiros são hipertensos - a hipertensão é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares - e, após os 60 anos, esse percentual sobe para 65%. Além disso, 40% da população adulta tem níveis elevados de colesterol, e metade dos diabéticos desconhece sua própria condição. Esses dados revelam um cenário onde muitos caminham em direção a problemas graves, muitas vezes sem saber.

"Prevenção é a palavra-chave", reforça a cardiologista. Ela destaca que a obesidade e o excesso de peso, diretamente ligados às doenças cardíacas, podem ser combatidos com exercícios aeróbicos como caminhada, corrida, ciclismo ou natação. “O ideal é praticar essas atividades por pelo menos 30 minutos, de cinco a sete dias por semana. E, claro, a redução do consumo de sódio também é essencial - quanto menos sal, mais saudável será seu coração".

Mas a prevenção vai além de hábitos alimentares e exercício. A cardiologista enfatiza a importância de combater os oito principais fatores de risco para doenças cardíacas:

  1. A pressão constante do dia a dia pode ser invisível, mas os efeitos do estresse no coração são reais e perigosos.
  2. Não mover o corpo é como não alimentar o coração. O sedentarismo é um dos maiores vilões para a saúde cardiovascular.
  3. Fumar é uma das maiores causas evitáveis de morte no mundo. O tabagismo aumenta drasticamente o risco de infarto, AVC e outras doenças graves, incluindo câncer.
  4. A obesidade é um problema complexo e multifacetado, mas suas consequências são claras: ela contribui significativamente para o desenvolvimento de doenças cardíacas.
  5. O colesterol, embora necessário em pequenas quantidades, pode se tornar um inimigo quando elevado, acumulando-se nas artérias e aumentando o risco de infarto e AVC.
  6. Não controlada, a diabetes pode levar a complicações graves, incluindo problemas cardíacos e vasculares.
  7. A pressão alta é conhecida como o "assassino silencioso" por um motivo: ela é a principal causa de doenças cardíacas, renais e AVCs.
  8. Dormir bem não é um luxo, é uma necessidade. O sono de qualidade é fundamental para manter o coração saudável.

A prevenção das doenças cardíacas é uma batalha que deve ser travada diariamente. E, apesar de muitas pessoas não estarem cientes dos riscos, Gabriela lembra que a mudança de hábitos pode salvar vidas. "Estamos falando de escolhas que podem determinar o futuro da sua saúde. Setembro Vermelho é mais do que uma campanha - é um chamado para a ação". 

 

CEM - Centro de Excelência em Medicina de São Paulo



Setembro em Flor: Grupo EVA promove pelo quarto ano consecutivo a campanha que alerta sobre câncer ginecológico



 Objetivo da campanha, criada em 2021 pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) é voltar a disseminar, em 2024, informação para a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero, ovário, endométrio, vulva, vagina, entre outros cânceres do aparelho reprodutor feminino, que acometem mais de 32 mil brasileiras a cada ano. Pelo segundo ano consecutivo, a atriz Marieta Severo será a madrinha da campanha. 


A campanha “Setembro em Flor” foi criada em 2021 pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA). A partir desse movimento, em 29 de novembro de 2023 a deputada Renilce Nicodemos (MDB/PA) apresentou o Projeto de Lei 5782-2023, para incluir no calendário nacional a campanha “Setembro em Flor”, para conscientização sobre os tumores ginecológicos durante o nono mês do ano. O objetivo dessa iniciativa é disseminar informação para a população sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero, ovário, endométrio, vulva, vagina, entre outros cânceres do aparelho reprodutor feminino, que acometem mais de 32 mil brasileiras a cada ano.

O Setembro em Flor surgiu com realização de lives, workshops, publicações em redes sociais, ações em instituições de saúde e o lançamento de materiais informativos. Em 2023, por iniciativa do EVA, foi realizado no dia 12 de setembro, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, o “Fórum de Conscientização do Câncer Ginecológico e Busca por Mudanças de Políticas Públicas”, envolvendo a sociedade civil e o poder público.

O símbolo da campanha é uma flor, com pétalas de diferentes cores, sendo que cada cor representa um dos cinco tumores ginecológicos (colo uterino, corpo uterino, ovário, vulva e vagina). A flor é um símbolo de vida, pureza, feminilidade, fertilidade, o que representa bem a mulher. A campanha, idealizada há quatro anos pela oncologista clínica Andréa Paiva Gadêlha Guimarães, diretora do EVA e coordenadora de Advocacy, explica que a ação surgiu de uma carência de conhecimento da população brasileira sobre os tipos de câncer que acometem o aparelho reprodutor feminino.  Pelo segundo ano consecutivo, a atriz Marieta Severo será a madrinha da campanha. 

“É de extrema importância que a campanha ajude as mulheres a se mobilizarem para a prevenção e o diagnóstico precoce por meio do exame de Papanicolau e a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV)” alerta a oncologista clínica e vice-presidente do EVA, Graziela Zibetti Dal Molin. O exame de Papanicolau e a vacina contra HPV estão disponíveis e acessíveis na rede pública. Alguns cânceres podem ser silenciosos, assim é válida a conscientização para um rastreio controlado por meio de exames de rotina, atenção para sintomas persistentes e busca por assistência médica. Nesse sentido, promover educação e ensino em câncer ginecológico é um dos focos do grupo, que busca trabalhar em parceria com outras associações médicas e não médicas para melhor assistência à paciente com câncer ginecológico.


Câncer ginecológico em números

Estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam para 704 mil novos casos de câncer em 2024. O câncer ginecológico é um dos mais incidentes nas mulheres, sendo que os três órgãos do sistema reprodutor feminino mais acometidos por tumores malignos são os de colo do útero, ovário e corpo do útero (endométrio), que somam 32,1 mil novos casos anuais, representando 13,2% de todos os casos de câncer diagnosticados nas brasileiras.

Do total de mulheres do país que recebem, anualmente, o diagnóstico de algum câncer ginecológico, a maioria apresenta câncer do colo do útero: são aproximadamente 17 mil novos casos previstos em 2024. Em seguida está o câncer de corpo do útero (endométrio) com 7.840 casos, seguido por câncer de ovário com 7.310 casos. O câncer de ovário é o mais mortal entre os tumores ginecológicos e frequentemente descoberto em estágio avançado. Outros dois tipos, câncer de vulva e vagina, também entram nesse grupo, mas para eles não há dados nacionais oficiais de novos casos por ano.


Setembro em Flor de 2024 - A campanha “Setembro em Flor”, que tem a atriz Marieta Severo como madrinha pelo segundo ano consecutivo, traz em 2024 o tema “Há vida além do câncer”. Dentre as atividades programadas está o 2° Fórum em Políticas Públicas no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, seguido pela projeção da campanha no Congresso Nacional. No dia 28 de setembro ocorrerá no Shopping Metrô Itaquera a ação de conscientização contra câncer ginecológico e HPV relacionados, além de um mutirão de vacinação contra o HPV. Além destas ações, durante todo o mês serão divulgados posts nas redes sociais: @gbtumoresginecologicos, assim como haverá episódios de podcast e divulgação de alertas de prevenção em alguns salões de cabelereiros, em academias, entre outros locais. 

Sintomas de alerta dos tumores ginecológicos - Os cânceres ginecológicos podem se manifestar de diferentes formas. Em estágios iniciais, podem ser assintomáticos, mas é importante ficar alerta a alguns sintomas persistentes, que necessitam de investigação, como: 

Sangramento vaginal fora do ciclo menstrual;

Sangramento vaginal na menopausa;

Sangramento vaginal após a relação sexual;

Corrimento vaginal incomum;

Dor pélvica;

Dor abdominal;

Dor nas costas;

Dor durante a relação sexual;

Abdômen inchado;

Necessidade frequente de urinar;

Lesão na vulva ou vagina;

Coceira persistente em vulva ou vagina.


Diagnóstico de câncer ginecológico - Em caso de suspeita de câncer ginecológico é necessário realizar uma série de exames minuciosos para definir o histórico correto da paciente e chegar ao diagnóstico preciso, tais como: ultrassom; radiografia; tomografia computadorizada; ressonância magnética; tomografia por emissão de pósitrons. Após esses exames é necessário que seja feita uma biópsia, para confirmar o diagnóstico. É fundamental que as mulheres estejam cientes dos sinais e busquem avaliação médica regularmente, permitindo assim o diagnóstico precoce, que pode fazer diferença no tratamento e na sobrevida.

  


Referência

1 - Instituto Nacional do Câncer: Estatísticas 2023 – 2025: https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil

2 - Global Cancer Observatory: https://gco.iarc.fr/

Sobre o Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) – O EVA é uma associação sem fins lucrativos, atualmente presidida pelo ginecologista oncológico Glauco Baiocchi Neto, gestão de 2022-2024, composta em sua maioria por médicos, com missão de combate ao câncer ginecológico, com foco na educação, pesquisa e prevenção, promovendo apoio e acolhimento às pacientes e aos familiares. https://eva.org.br/.


Dicas de hidratação para enfrentar ondas de calor

Divulgação: Newton Paiva
 Descubra como as altas temperaturas afetam seu corpo e como uma boa hidratação pode ajudar a preservar sua saúde


 A hidratação é fundamental para a saúde e o bem-estar, especialmente durante ondas de calor, quando as temperaturas se elevam drasticamente e o risco de desidratação aumenta consideravelmente. De acordo com uma pesquisa realizada em 2022 pela Euromonitor International, o Brasil é o quarto maior mercado de água engarrafada do mundo, com um consumo per capita de 62 litros por ano. O estudo aponta que os brasileiros estão cada vez mais conscientes da importância da hidratação para a saúde, e buscam opções de água que ofereçam benefícios adicionais, como sabor, funcionalidade e sustentabilidade. 

A pesquisa também revela que a pandemia de Covid-19 impactou o consumo de água engarrafada, levando a uma queda de 9% nas vendas em 2020, mas que a recuperação ocorreu em 2021, com um crescimento de 5%. Para evitar problemas de desidratação em períodos de calor extremo, a nutricionista Alessandra Lovato, do Centro Universitário Newton Paiva, recomenda beber a quantidade de água ideal para o peso corporal, que pode ser calculada multiplicando o peso por 35 ml. Ela também sugere ter uma garrafa de água sempre por perto e variar o sabor da água com frutas, legumes, ervas e especiarias. 

Confira as dicas da nutricionista para se manter hidratado:

  • Aromatizar a água de forma natural:
  • Utilizar a água com gás;
  • Consumir alimentos ricos em água, como frutas e verduras;
  • Consumir chás, desde que sem açúcar;
  • Aumentar o consumo de água de coco;
  • Vitamina de frutas com água ou leite;
  • Sucos naturais sem açúcar; 

Apesar da importância e do aumento no consumo, muitas pessoas não gostam de beber água ou se esquecem de fazê-lo ao longo do dia. “Algumas pessoas não apreciam o gosto da água, e acabam não bebendo o suficiente. Uma forma de tornar o líquido mais atrativo é aromatizá-lo de forma natural, adicionando, por exemplo, um pedaço de fruta como limão, laranja, lima, maçã, legumes como pepino, especiarias como canela e ervas aromáticas como hortelã. Isso dá um toque de sabor e ainda fornece vitaminas e antioxidantes para o corpo”, explica a especialista. 

Adquirir o hábito de beber água todos os dias e na quantidade ideal contribui para a melhoria da qualidade de vida e prevenção de complicações e futuras doenças. “Nada substitui a água, e se você possui alguma patologia como diabetes e hipertensão, deve procurar um especialista para te orientar. O importante é manter o equilíbrio e a qualidade da hidratação, e não apenas a quantidade. A água é essencial para a vida, e devemos valorizá-la e consumi-la com consciência e responsabilidade”, conclui Alessandra.

Centro Universitário Newton Paiva


Cresce demanda por ambulâncias de Médicos Sem Fronteiras que socorrem pacientes na Ucrânia

Veículos transportaram 8 mil entre janeiro e julho, com alta de 30%; maioria é vítima de combates


As ambulâncias de Médicos Sem Fronteiras (MSF) na Ucrânia transportaram mais de 8.000 pacientes de hospitais próximos à linha de frente entre janeiro e julho de 2024, mais da metade com queimaduras, ferimentos por explosão e outras lesões diretamente causadas pelos combates. Isso representa um aumento de 30% em relação aos seis meses anteriores e evidencia o impacto humano alarmante e contínuo da guerra, alerta a organização médica e humanitária.

As 17 ambulâncias de MSF transportam pacientes a pedido das unidades de saúde em áreas próximas às linhas de frente no leste, sul e nordeste do país para hospitais menos sobrecarregados ou mais bem equipados para tratar seus ferimentos. Mais de 15% dos pacientes transportados neste ano estavam em um estado tão grave que precisaram ser transferidos em ambulâncias equipadas com unidades de terapia intensiva (UTI) especiais. Dentre os que precisaram de transporte em UTI, 38 eram crianças, sendo a mais jovem com apenas 3 anos de idade.

"Precisamos de ambulâncias de UTI para transportar pacientes com ferimentos graves e problemas respiratórios, como traumas cranianos, queimaduras, múltiplas fraturas e danos a órgãos internos. Eles precisam de equipamentos como ventiladores e oxigênio”, disse o vice-coordenador médico de MSF, Maksym Zharikov. “Sessenta por cento dos pacientes que transportamos têm ferimentos relacionados à guerra, como ferimentos na cabeça, no tronco e nos membros, lesões nos tecidos moles e hemorragias maciças.”

Em 6 de agosto, uma equipe de MSF na região leste do país transportou um homem de 45 anos que sofreu queimaduras em 90% de seu corpo, incluindo órgãos internos, como resultado de um bombardeio. Pacientes como este necessitam de cuidados médicos especializados, que muitas vezes só estão disponíveis em hospitais longe das áreas de conflito. MSF administra um sistema de encaminhamento de ambulâncias desde abril de 2022 e atualmente conta com 17 ambulâncias, incluindo cinco ambulâncias de UTI e três veículos capazes de transportar múltiplos pacientes ao mesmo tempo. Ambulâncias multipacientes podem transportar até sete pacientes de cada vez, possibilitando o transporte de várias vítimas com graus variados de gravidade. Além disso, durante bombardeios intensos, realizar uma única viagem em vez de várias reduz o risco para pacientes e equipe.

A necessidade de transporte médico de ambulância torna-se especialmente aguda durante ataques com mísseis pesados, quando os hospitais estão sobrecarregados por vítimas em massa. É difícil prever quantos leitos de terapia intensiva ou cirúrgicos serão necessários em um hospital a cada dia. Os bombardeios podem ocorrer a qualquer momento, e nossas equipes operam em estado de constante emergência. O paramédico de MSF Dmytro Bilous relata que, quando pergunta aos civis por que eles continuam morando perto da linha de frente, apesar do perigo, a resposta mais comum é que eles simplesmente não tiveram tempo de evacuar.

Estamos seriamente alarmados com os impactos devastadores de ataques repetidos, inclusive em áreas civis. Nós vemos as consequências todos os dias. Um ataque recente em Kostiantynivka, região de Donetsk, em 9 de agosto, deixou 14 mortos e mais de 40 feridos. Médicos de MSF ajudaram a responder, e dois pacientes gravemente feridos foram transferidos para Dnipro”, disse Christopher Stokes, coordenador de emergência de MSF na Ucrânia. “Com um fluxo constante de pacientes de trauma necessitando de encaminhamentos, as equipes de ambulância de MSF garantem que os pacientes sejam transferidos para hospitais onde possam receber o atendimento especializado de que precisam.” Mas à medida que mais e mais instalações de saúde são destruídas, danificadas ou fechadas, e ataques como este continuam, a pressão sobre os hospitais restantes só vai crescer, deixando mais e mais pessoas sem acesso aos cuidados de saúde de que precisam.”


Estatutos e leis fortalecem a defesa de direitos de crianças e adolescentes

ECA e Lei Menino Bernardo levantam debate sobre importância da educação respeitosa


No mês de julho, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completou 34 anos. O direito à vida, à dignidade e ao respeito são alguns dos direitos estabelecidos no ECA, bem como o direito a não ser objeto de nenhuma forma de violência, crueldade e opressão. Nesse sentido, é fundamental que meninas e meninos cresçam em espaços acolhedores, em que possam se expressar, brincar e se desenvolver de forma segura.  

A Lei Menino Bernardo, Lei nº 13,010/2014, reforça que crianças e adolescentes devem ser cuidados sem o uso de castigos físicos ou de tratamento cruel. Essa lei, que completa 10 anos em 2024, faz referência a Bernardo Boldrini, de 11 anos, que foi vítima de agressões e morto pela madrasta e pelo pai, em Três Passos (RS). O aniversário da lei resgata um marco na legislação em proteção das infâncias e adolescências.

Os dados ressaltam a importância de olhar para o tema. Em 2023, o Disque 100 recebeu uma denúncia de violência física contra crianças ou adolescentes a cada dois minutos, com a maioria das agressões ocorrendo na própria casa da vítima. Essas e outras informações são apresentadas na publicação “Violências contra crianças e adolescentes em dados”, produzida pelo Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI), que utilizou três bases de dados oficiais: Sipia, Sinan e Disque 100. Nas três formas de violência apresentadas no relatório – sexual, física e psicológica -, pessoas próximas são os principais agressores. 

“Essas legislações representam avanços na forma como a sociedade olha para crianças e adolescentes, para que eles sejam efetivamente reconhecidos como sujeitos de direitos. Ainda temos um longo caminho a percorrer, pois ainda temos altos números de violências contra as infâncias, e as leis, apesar de importantes, são apenas parte desse caminho”, comenta a pedagoga e analista do Centro Marista de Defesa da Infância, Cecília Landarin Heleno. 

O CMDI desenvolve a Campanha Defenda-se, que promove a autodefesa contra a violência sexual por meio de vídeos educativos, com linguagem acessível para meninas e meninos de 4 a 12 anos, e conteúdos formativos para adultos. Em 2024, a campanha enfatiza a importância de criar espaços seguros e estabelecer relações respeitosas com as infâncias.

 

Centro Marista de Defesa da Infância
centrodedefesa.org.br


BOLETIM DAS RODOVIAS

Rodovias concedidas têm tráfego tranquilo no início desta tarde

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na tarde desta segunda-feira (2). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor, sentido capital, apresenta tráfego lento do km 20 ao km 11+190, para quem segue sentido interior o tráfego é normal. 

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


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