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terça-feira, 7 de julho de 2026

JULHO AMARELO: ESPECIALISTA ESCLARECE OS PRINCIPAIS MITOS E VERDADES SOBRE AS HEPATITES E EXPLICA QUAIS PODEM SER PREVENIDAS POR VACINA

 

O infectologista Dr. Bil Randerson Bassett, da Nina Saúde, aborda as principais dúvidas sobre as hepatites virais, explica como prevenir cada tipo da doença e destaca a importância da vacinação para frear o avanço das infecções  

 

As hepatites virais continuam sendo um importante desafio de saúde pública e ainda são cercadas por dúvidas que podem comprometer a prevenção e o diagnóstico precoce. Muitas pessoas acreditam que toda hepatite possui vacina, que a doença sempre provoca pele e olhos amarelados ou que só é necessário se preocupar quando surgem sintomas. Neste Julho Amarelo, campanha nacional de conscientização sobre as hepatites virais, o infectologista Dr. Bil Randerson Bassetti, da Nina Saúde, esclarece os principais mitos e verdades sobre o tema e reforça que informação, vacinação e diagnóstico precoce são as principais estratégias para reduzir novos casos e evitar complicações. 

Entre todas as formas de prevenção, a vacinação ocupa um papel central. Atualmente, as hepatites A e B podem ser prevenidas por meio da imunização, considerada uma das medidas mais eficazes para reduzir a circulação dos vírus e evitar complicações como cirrose e câncer de fígado. Já para as hepatites C, D e E, a prevenção depende de outras estratégias, como cuidados com a exposição ao vírus, diagnóstico precoce e acompanhamento médico. Além das vacinas disponibilizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a rede privada também oferece alternativas que ampliam as possibilidades de imunização conforme a idade, o histórico vacinal e as necessidades de cada paciente. Entre elas está a vacina combinada contra as hepatites A e B, que pode facilitar a atualização da carteira vacinal quando houver indicação médica, reforçando a importância de uma avaliação individualizada. 

As hepatites virais também preocupam porque, muitas vezes, evoluem de forma silenciosa durante anos. Com isso, o diagnóstico costuma acontecer apenas quando já existem danos importantes ao fígado. Não por acaso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu como meta eliminar as hepatites virais como problema de saúde pública até 2030, reduzindo em 90% as novas infecções por hepatites B e C e em 65% a mortalidade relacionada às doenças. Segundo Bil Randerson Bassetti, ainda existe muito desconhecimento sobre as diferenças entre os tipos de hepatite, especialmente quando o assunto é prevenção. "Muitas pessoas acreditam que hepatite é uma única doença ou imaginam que todas podem ser prevenidas da mesma forma. Na realidade, cada vírus possui características próprias e conhecer essas diferenças é fundamental para adotar as medidas corretas de prevenção, incluindo a vacinação quando ela está disponível", explica. 

Abaixo, Bill lista os principais mitos e verdades sobre o assunto e auxilia na melhor forma de prevenção da doença: a vacinação.

 

Toda hepatite pode ser prevenida por vacina?

Mito. Atualmente, apenas as hepatites A e B possuem vacinas aprovadas. A hepatite C ainda não conta com imunizante e sua prevenção depende de medidas como não compartilhar objetos perfurocortantes, utilizar preservativos em situações de risco e realizar a testagem quando houver indicação médica.

 

A vacinação contra hepatites é igual no SUS e na rede privada?

Verdade, mas existem diferenças na oferta. A vacina contra hepatite B disponível no SUS é a mesma utilizada na rede privada e oferece alta proteção contra a doença. Já a vacina contra hepatite A integra o calendário infantil do SUS e também é disponibilizada para grupos específicos. Na rede privada, além das vacinas individuais, também existe a vacina combinada contra as hepatites A e B, ampliando as possibilidades de imunização conforme a idade, o histórico vacinal e a recomendação médica. 

Para o profissional da Nina Saúde, a imunização é um dos caminhos mais importantes para reduzir a incidência das hepatites virais e evitar complicações associadas às doenças. Segundo o especialista, facilitar o acesso também é uma estratégia importante para aumentar a cobertura vacinal. “A possibilidade de receber vacinas em casa, por exemplo, tem contribuído para reduzir o adiamento da imunização por falta de tempo ou dificuldade de deslocamento”, destaca.

 

Só crianças precisam se vacinar contra hepatites?

Mito. Embora a vacinação faça parte do calendário infantil, adolescentes e adultos que não receberam todas as doses recomendadas também podem precisar atualizar a proteção. Revisar a carteira de vacinação é importante em qualquer fase da vida e a necessidade de imunização deve ser avaliada por um profissional de saúde.

 

Pele e olhos amarelados são sempre os primeiros sintomas da hepatite?

Mito. A icterícia é um dos sinais mais conhecidos da doença, mas nem sempre está presente. As hepatites B e C, por exemplo, podem permanecer assintomáticas durante anos, fazendo com que muitas pessoas descubram a infecção apenas em exames de rotina ou quando já existem complicações no fígado.

 

É possível ter hepatite sem apresentar sintomas?

Verdade. Grande parte das infecções, especialmente as hepatites B e C, pode evoluir de forma silenciosa por muitos anos.

 

Quem toma a vacina contra hepatite B também fica protegido contra hepatite D?

Verdade. O vírus da hepatite D depende da presença do vírus da hepatite B para infectar o organismo. Por isso, ao se vacinar contra a hepatite B, a pessoa também previne a infecção pela hepatite D.

 

Compartilhar copos, pratos e talheres transmite hepatite B e C?

Mito. Esses vírus não são transmitidos pelo compartilhamento de utensílios domésticos. A transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue e outros fluidos corporais contaminados.

 

A hepatite C tem tratamento?

Verdade. Atualmente, existem medicamentos capazes de eliminar o vírus na maioria dos pacientes, principalmente quando o diagnóstico é realizado precocemente.
 

Nina Saúde

 

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