O melhor chocolate
É aquele em que o cacau aparece como protagonista.
Geralmente tem:
· Maior percentual de cacau, como 60%,
70%, 80% ou mais.
· Lista de ingredientes curta (por
exemplo: massa de cacau, manteiga de cacau, açúcar, às vezes baunilha ou
emulsificante).
· Menos açúcar por porção.
· Sem gordura vegetal substituindo a
manteiga de cacau em grande quantidade.
· Sabor mais intenso, o que
naturalmente favorece uma porção menor.
“Esse tipo pode entrar na dieta como prazer planejado,
especialmente em porções pequenas, como 10 a 20 gramas ao dia ou algumas vezes
na semana, dependendo do objetivo, exames, compulsão, resistência à insulina,
enxaqueca, refluxo, sono e rotina da pessoa”, diz.
O pior chocolate
É aquele em que o cacau quase não aparece.
Costuma ter:
· Açúcar como primeiro ingrediente.
· Gordura vegetal, gordura de palma,
gordura interesterificada ou gordura hidrogenada.
· Muito recheio, wafer, caramelo,
creme, confeitos ou cobertura sabor chocolate.
· Baixo teor de cacau.
· Lista longa de ingredientes.
· Alta densidade calórica com pouca
saciedade.
“Esse tipo não precisa ser demonizado, mas deve ser entendido como
doce/ultraprocessado, não como chocolate saudável. Então quanto mais cacau e
menos açúcar, melhor tende a ser a qualidade nutricional. Mas isso não
significa comer à vontade, o chocolate continua sendo calórico, pode ter
gordura saturada, açúcar e, dependendo do tipo, pode atrapalhar mais do que
ajudar”.
Para escolher melhor:
- Olhe o percentual de cacau.
- Veja se açúcar é o primeiro ingrediente.
- Prefira lista de ingredientes curta.
- Desconfie de cobertura sabor chocolate.
- Chocolate branco não é vilão, mas é outro produto: tem
manteiga de cacau, leite e açúcar, mas não tem os mesmos compostos do
cacau escuro.
- Para rotina, pense em porção: 1 a 2 quadradinhos, não a barra inteira.
“O problema geralmente não é o chocolate em si, mas o tipo, a quantidade, a frequência e o contexto da alimentação. O cacau tem compostos naturais que podem fazer bem para a circulação e para a saúde do coração, mas o benefício está no cacau e não no excesso de açúcar, gordura e calorias que muitos chocolates carregam”, afirma.
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