Especialista explica quais alimentos e bebidas podem desencadear crises e como fazer escolhas mais seguras
A enxaqueca é uma
doença neurológica de causa hereditária, por isso, nenhum alimento causa a
enxaqueca. O que acontece é que alguns alimentos contém substâncias que podem
desencadear crises ou piorar a doença na pessoa que já tem enxaqueca.
“Em plena temporada de
arraiás, alimentos e bebidas típicos, como bolos com canela, curau de milho,
vinho quente e quentão, devem ser evitados por quem sofre de enxaqueca. A
canela e o gengibre têm ação estimulante e podem aumentar a excitabilidade do
cérebro, que já é naturalmente mais sensível em pessoas com enxaqueca. Esse
estímulo adicional pode favorecer o desencadeamento de crises”, explica a
neurologista Thais Villa, especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca
e fundadora do Headache Center Brasil.
A neurologista alerta:
cuidado também com os condimentos de mostarda do cachorro quente. A mostarda
tem cúrcuma na composição, uma substância estimulante que pode piorar o quadro
de enxaqueca. Os chocolates escuros e alguns doces juninos que levam cacau no preparo
também devem ser evitados por pessoas que sofrem de enxaqueca, em qualquer
idade.
“Para aproveitar as
comidas típicas desse período do ano sem crises de enxaqueca, é preciso evitar
os alimentos citados e as bebidas alcoólicas em qualquer
situação”, completa Thais Villa.
Apesar das restrições, existem inúmeras outras opções para consumo. Milho, amendoim, pipoca, pamonha sem canela, cachorro quente sem a mostarda, basta fazer boas escolhas para curtir as festas com tranquilidade e sem dores.
Dra Thais Villa (CRM 110217) - Médica Neurologista, especialista no diagnóstico e tratamento da enxaqueca. Doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia (UCLA) nos Estados Unidos. Idealizadora do Headache Center Brasil, clínica multiprofissional pioneira e única no país no diagnóstico e tratamento integrado das dores de cabeça e da enxaqueca. Professora de Neurologia e Chefe do Setor de Cefaleias na UNIFESP (2015 a 2022). Membro Titular da Academia Brasileira de Neurologia. Membro da Sociedade Brasileira de Cefaleia. Membro do Conselho Consultivo do Comitê de Cefaleias na Infância e Adolescência da International Headache Society. Atua exclusivamente na pesquisa e atendimento de pacientes com dor de cabeça, no diagnóstico e tratamento da enxaqueca, enxaqueca crônica, cefaleia em salvas e outras cefaleias. Palestrante convidada em congressos nacionais e internacionais.
Headache Center Brasil
www.headachecenterbrasil.com.br
Instagram: @headache_center_brasil
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