Especialista analisa como o de visto de investidor
EB-5 se tornou a nova proteção patrimonial para os brasileiros em meio à
corrida pela soberania tecnológica e o acesso à educação de elite nos Estados
Unidos como "escudo" para o legado de famílias de alta renda
Enquanto as atenções globais se voltam para os desdobramentos dos conflitos no
Oriente Médio – acentuados há meses, quando, em 28 de fevereiro de 2026, uma
coalizão entre os Estados Unidos e Israel lançou uma grande ofensiva aérea
contra o Irã, resultando no bloqueio estratégico do Estreito de Ormuz –, uma
guerra silenciosa, e igualmente decisiva, ocorre nos bastidores das grandes
potências.
“Não se trata de territórios físicos, mas de soberania tecnológica. Atualmente,
países como os Estados Unidos e a China travam uma batalha pelo domínio da
Inteligência Artificial (IA), e o combustível dessa ‘guerra econômica’ é o
capital humano altamente qualificado”, diz Marcelo Gorenstein, Diretor da LCR
Capital Partners no Brasil e América Latina.
No cenário interno, embora o Brasil tenha apresentado um crescimento do PIB de 2,3% em 2025, o país enfrenta um 2026 marcado por incertezas fiscais e por uma política monetária restritiva. Para as famílias de alto patrimônio, além das oscilações econômicas, há o risco relacionado ao hiato educacional e tecnológico.
“Enquanto o mundo discute a fronteira da IA, a educação brasileira ainda luta
para oferecer uma formação técnica e estratégica que dialogue com essa nova
ordem global”, alerta o executivo.
Visto de investidor EB-5 como "ativo de defesa educacional"
É nesse cenário de transformação acelerada que o visto de investidor EB-5 ganha um novo contorno para os investidores. “Ele transcende a ideia de um simples Green Card e se torna um ativo de defesa educacional", analisa Gorenstein.
Ao proporcionar acesso direto às instituições de ensino de elite nos Estados
Unidos, o visto EB-5 coloca os herdeiros do patrimônio brasileiro no epicentro
do desenvolvimento da IA. Para o diretor da LCR Capital Partners o movimento é
mais do que morar fora; trata-se de garantir que a próxima geração seja
protagonista na economia do futuro.
Inteligência como a moeda mais forte
Se para quem quer proteger o que construiu, a dolarização é o primeiro passo, a internacionalização do ensino vai além. Para quem visa multiplicar e perenizar o legado em um mundo em constante "conflito" tecnológico, a educação de padrão global é o único escudo eficiente.
"No final, o sucesso na sucessão patrimonial não depende apenas de quanto
se herda, mas de quão preparado se está para gerir ativos em um mundo onde a
inteligência – humana e artificial – é a moeda mais forte", conclui o
executivo.
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