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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Estudo de vida real aponta que Vacina Arexvy está associada a uma redução de 75,6% no risco de hospitalizações pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em adultos 60

 

  • No Brasil, nos últimos três anos (2023 a 2025), o VSR foi a principal causa de Síndrome
  • Respiratória Aguda Grave (SRAG) no primeiro semestre, cenário se repete em 2026;
  • Neste ano, no mês de junho, o VSR foi responsável por 44% dos casos de infecção respiratórias
    graves, tornando-se a principal causa e superando a influenza no país

 

Novos dados de vida real mostram que a vacina Arexvy, da biofarmacêutica GSK, esteve associada a redução de 75,6% no risco de hospitalização por Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em adultos com 60 anos ou mais, em um acompanhamento máximo de 9,7 meses após a vacinação.1 A análise observou também que, durante hospitalizações relacionadas ao VSR, a vacinação esteve associada a redução em 63,1% no risco de eventos cardiovasculares adversos graves (como infarto e AVC), além de redução de 74,4% e de 61,6% no risco de exacerbações graves de DPOC e asma, respectivamente.2 

Os achados são do estudo de vida real CLEAR-VE RSV, que analisou dados de mais de 2,5 milhões de pessoas nos Estados Unidos, e reforçam o impacto relevante na prevenção de desfechos graves, particularmente em populações de maior risco com 60 anos ou mais.1,2 No Brasil, nos últimos três anos, o VSR foi a principal causa de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no primeiro semestre, correspondendo a 45,5% dos casos em 20253, 43,8% em 20244 e 41,3% dos casos em 2023.5 Neste ano, no mês de junho, o VSR já se tornou a principal causa de infecções respiratórias graves (44%), superando a Influenza em todo o país.6 

O VSR pode agravar quadros de saúde preexistentes, levando a desfechos graves. O vírus pode aumentar em até três vezes o risco de hospitalização por infarto nos primeiros sete dias após infecção7, além de apresentar um risco até 13,4 vezes superior de hospitalização aos portadores de DPOC8. A infecção também pode provocar altas taxas de letalidade em pessoas com doenças crônicas.9 Uma análise de 10 anos (2013-2023) no Brasil, evidenciou que a taxa média de letalidade é de 25,9%.9 Entre os casos de óbito, 71,5% apresentavam pelo menos uma condição crônica, sendo doenças cardiovasculares as mais comuns com 64,2%.9 

“Os dados do estudo de vida real CLEAR-VE RSV reforçam a importância da vacinação como forma de prevenção do idoso contra o VSR, com potencial de contribuir indiretamente para a redução de complicações graves associadas ao vírus, como eventos cardiovasculares e exacerbações de DPOC e asma. Investir na vacinação contra o VSR é investir em longevidade e qualidade de vida, sobretudo em pacientes com doenças crônicas”, comenta José Carlos Zanon (CRM 34084/MG), cardiologista, membro do Departamento de Cardiogeriatria da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). 

Resultados de um segundo estudo de vida real (RESP-DK), conduzido na Dinamarca com mais de 126 mil adultos com DPOC, foram ainda mais contundentes: a vacina demonstrou uma efetividade de 100% na prevenção de hospitalizações relacionadas ao VSR neste grupo.10 

“Embora a pesquisa observacional não possa demonstrar uma associação causal entre a vacinação contra o VSR e a redução dos riscos relacionados ao VSR, essas descobertas se somam a um crescente conjunto de evidências de reduções observadas nos riscos de doenças cardiovasculares e respiratórias subjacentes, reforçando a importância da vacinação na prevenção de hospitalizações e redução de risco de eventos agudos de certas condições crônicas. Estar na vanguarda da geração de pesquisas inovadoras sobre o VSR para melhorar os resultados dos pacientes é motivo de orgulho”, reforça Dra. Lessandra Michelin (CRM 23494-RS), infectologista e líder médica de vacinas da GSK. 

A vacina Arexvy, da GSK, é indicada para pessoas com 18 anos ou mais, para prevenção da doença do trato respiratório inferior (DTRI) causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), dos subtipos VSR-A e VSR-B.11
 

Sobre os estudos

O CLEAR-VE RSV é um estudo de coorte retrospectivo realizado com mais de 2,5 milhões de adultos com 60 anos ou mais nos Estados Unidos. O objetivo principal do estudo foi avaliar a efetividade da vacina na prevenção de hospitalização por VSR. Além disso, o estudo avaliou a efetividade da vacina associada a eventos cardiovasculares e exacerbação grave de DPOC e de asma, relacionada ao VSR. O estudo comparou 520.440 indivíduos vacinados com 2.081.760 não vacinados com a vacina Arexvy, no período de 1 de agosto de 2023 a 31 de maio de 2024, na população americana.1,2

O RESP-DK é um estudo de coorte nacional dinamarquesa de indivíduos ≥60 anos com DPOC (temporada 2024/25), a efetividade estimada da vacina Arexvy contra hospitalização por VSR foi de 100% (IC95% 71,1–100), com nenhuma hospitalização observada entre vacinados no período de seguimento.10
 


GSK
www.gsk.com.br


Referências

  1. Singer D, et al. Adjuvanted RSVPreF3 vaccine effectiveness against RSV-related hospitalization among US adults aged 60 years and older. Abstract presented at Respiratory Syncytial Virus network (ReSVINET) 2026 Congress; 17-20 February, Rome, Italy.
  2. Singer D, et al. Effectiveness of adjuvanted RSVPreF3 vaccine in preventing major adverse cardiovascular events, severe asthma exacerbations, and severe COPD exacerbations among US adults aged 60 years and older. Abstract presented at Respiratory Syncytial Virus network (ReSVINET) 2026 Congress; 17-20 February, Rome, Italy.
  3. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Resumo do Boletim InfoGripe – Semana Epidemiológica (SE) 26 2025. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2025. Disponível em: <Link>. Acesso em: março/2026.
  4. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Resumo do Boletim InfoGripe – Semana Epidemiológica (SE) 26 2024. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2024. Disponível em: . Acesso em: março/2026.
  5. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Resumo do Boletim InfoGripe – Semana Epidemiológica (SE) 26 2023. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2023. Disponível em: . Acesso em: março/2026.
  6. BRASIL. Informe SE 22/2026. Ministério da Saúde, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/covid-19/publicacoes-tecnicas/informes/informe-se-22-de-2026.pdf/view. Acesso em junho de 2026.
  7. KWONG, Jeffrey C. et al. Acute myocardial infarction after laboratory- confirmed. influenza infection. New England Journal of Medicine, v. 378, n. 4, p. 345-353, 2018.
  8. BRANCHE AR, Saiman L, Walsh EE, et al. Incidence of respiratory syncytial virus infection among hospitalized adults, 2017–2020. ClinInfect Dis. 2022;74(6):1004-1011.
  9. VERAS, Bruna Medeiros Gonçalves de; MICHELIN, Lessandra; PINTO, Thatiana; GUZMAN-HOLST, Adriana; PUNGARTNIK, Paula; BERRA, Thaís Zamboni; PIRES-MATHEUS, Gustavo; SILVA, Rosemeri Maurici da. *Respiratory syncytial virus disease burden in older adults with and without comorbidities: a decade of hospitalization data in Brazil (2013–2023). Poster apresentado no 9° ReSVinet Conference 2025 em fevereiro.
  10. Fonseca M, et al. Real-World Evidence of the Adjuvanted-RSVPreF3 Vaccine's Uptake and Effectiveness among Chronic Obstructive Pulmonary Disease Patients in Denmark: A Nationwide Cohort Study. Abstract presented at Respiratory Syncytial Virus network (ReSVINET) 2026 Congress; 17-20 February, Rome, Italy.
  11. Bula Arexvy. Disponível em: https://br.gsk.com/media/12jdjsfx/arexvy.pdf. Acesso em maio de 2026.

Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico. 


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