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segunda-feira, 26 de agosto de 2024

O que é mito e o que é fato quando se pensa em riscos à gestaçã

Profissional da área de obstetrícia esclarece o que pode ou não ser prejudicial à gestação, e o que deve ser levado em conta ao avaliar a segurança de determinadas atividades

 

A gravidez é um período em que a mulher passa por inúmeras transformações físicas e emocionais. Ele ainda é cercado de mitos que se perpetuam ao longo das gerações e é comum que existam dúvidas sobre o que deve mudar na rotina, o que pode seguir sendo feito normalmente e que cuidados são importantes. Mas ao buscar informação sobre tudo isso, é preciso ter cautela. A Organização Mundial da Saúde (OMS) ressalta a importância dos cuidados pré-natais com acompanhamento de profissionais que podem orientar a gestante em relação às melhores condutas.


Para a Dra. Ana Célia Pereira de Abreu Panain, profissional da área de obstetrícia e especialista em gravidez de alto risco da rede AmorSaúde, a disseminação de informações nem sempre confiáveis na internet tem contribuído para aumentar a insegurança das mulheres, principalmente na primeira gestação. "Quando as pacientes chegam ao consultório, muitas vezes já vêm com dúvidas que surgem de fake news. Nesse momento, é importante deixar que elas exponham tudo o que as preocupa, para assim garantir que recebam a orientação adequada, eliminado insegurança e ansiedade”, explica a profissional da maior rede de clínicas médico-odontológicas do Brasil. 


Ela revela as dúvidas mais frequentes, que vão desde algumas um pouco absurdas, como se a grávida pode lavar o cabelo normalmente, até questões sobre alimentos como canela, ou se atividades físicas e relações sexuais trazem riscos. Pensando nessas e outras questões comuns, a Dra. Ana Célia responde perguntas importantes e traz orientações para uma rotina saudável e segura durante a gestação. Mas antes de tudo, uma dica de ouro: 

 

Leve a sério o pré-natal!


"O pré-natal é essencial para determinar o tipo de vigilância que a gestante precisa e para evitar a morte materna e fetal. Se ele é feito desde o início da gestação, é possível mapear riscos e adotar as medidas necessárias”, ressalta a Dra. Ana Célia. Segundo ela, alguns exemplos de cuidados são a realização de exames de sorologia para checar a presença de determinadas doenças, como a toxoplasmose, por exemplo, que requer tratamento durante a gestação. Os cuidados pré-natais também incluem a avaliação do peso, da pressão arterial e risco para diabetes gestacional. 

 

Sete dúvidas relacionadas à gravidez

 

1.Andar de moto é seguro?


Dra. Ana Célia: Não é que seja proibitivo, mas é preciso considerar os riscos. Primeiro porque desde o início da gestação a mulher tem alterações posturais e a forma do veículo em si traz o risco inerente de queda ou choque, em uma situação em que o corpo está muito exposto. Se há uma queda ou um acidente, há grande risco de descolamento de placenta e até aborto. O ideal é evitar o transporte de moto em todas as fases da gravidez, principalmente nos meses finais, em que o útero está mais irrigado e mais sensível. 

 

2. Ter relações sexuais pode trazer riscos?


Dra. Ana Célia: A relação sexual não traz risco nenhum para a gestante, desde que ela não apresente nenhuma contra indicação. Isso pode acontecer em função de algum sangramento no primeiro trimestre, quando a placenta pode estar mais baixa, ou a quando a gestante tem placenta prévia, que é uma condição que pode trazer risco de sangramento durante toda a gravidez. Qualquer sangramento no decorrer da gravidez também deve ser avaliado e recomenda-se a suspensão das relações sexuais até que se identifique a causa.

 

3. Que tipo de atividade física é permitida durante a gravidez? 


Dra. Ana Célia: As atividades físicas de baixo impacto são liberadas. Alguns exemplos são caminhada – que pode ser ao ar livre ou na esteira –, hidroginástica e bicicleta ergométrica. Em geral, o melhor é dar preferência para exercícios que não levam a uma sobrecarga da gestante. É importante também avaliar determinadas atividades que a mulher já pratica e que podem trazer riscos de queda ou trauma, como alguns exercícios que compõem o crossfit, por exemplo.

 

4. Química no cabelo faz mal pro bebê?


Dra. Ana Célia: É importante que sejam evitados no início da gravidez, quando o bebê está em processo de formação, qualquer tipo de química, seja tintura, progressiva ou outros processos que utilizem produtos com substâncias que possam ser nocivas. Porém, hábitos de higiene, como lavar o cabelo e usar produtos do dia a dia, não trazem nenhum risco. 

 

5. Grávida precisa dormir mais? 


Dra. Ana Célia: A grávida não tem maior necessidade de sono e de repouso. O que acontece é que, durante a gestação, a mulher tem muito sono por dois motivos: primeiro porque ela tem hipotensão, uma pressão arterial mais baixa, e segundo por conta da alta do hormônio progesterona. Isso faz com que ela sinta mais sono, principalmente após o almoço.

 

6. A alimentação tem que mudar?


Dra. Ana Célia: A gestante deve ter uma alimentação normal, equilibrada e saudável, com refeições de três em três horas. E para evitar o risco de diabetes gestacional é importante reduzir o consumo de doces. 

 

7. Que tipo de alimento pode trazer risco? Canela traz risco de aborto?

Dra. Ana Célia: Durante a gravidez é importante evitar alimentos que podem trazer risco de transmissão de patógenos, como carnes e peixes crus ou vegetais mal lavados. O consumo de bebida alcoólica deve ser interrompido, assim como de qualquer substância tóxica, porque tudo isso aumenta o risco de morte fetal e afeta o desenvolvimento intrauterino. Também recomendo evitar bebidas com quinino, como a água tônica. A canela não é um problema. Não tenho conhecimento de aborto em função do uso indiscriminado de canela na gestação.

 

Conheça 5 mitos e verdades sobre alimentação e enxaqueca

Neurologista explica que a causa da enxaqueca não está no prato. A alimentação pode desencadear ou piorar as crises.

 

Cerca de 30 milhões de pessoas sofrem de enxaqueca no Brasil (aproximadamente 15% da população total). Ao contrário do que muita gente pensa, a alimentação não é motivadora da doença; a enxaqueca tem causa hereditária. Porém, substâncias presentes em alguns alimentos podem desencadear ou piorar uma crise.

A neurologista Thaís Villa, especialista no diagnóstico e tratamento das dores de cabeça e da enxaqueca, lista 5 mitos e 5 verdades sobre a ligação entre os alimentos e a enxaqueca. Confira:

  1. É mito! A enxaqueca pode ser causada pela alimentação. Nenhum alimento causa enxaqueca, essa é uma doença crônica do cérebro de causa hereditária. A enxaqueca não tem cura, o tratamento correto vai ajudar a controlar os sintomas, que podem ser muitos e variados;
     
  2. Verdade: alimentos estimulantes podem piorar uma crise de enxaqueca. Alguns alimentos contêm substâncias que são estimulantes para o cérebro e podem tanto ser um gatilho para as crises de enxaqueca como também podem cronificar a doença, aumentando a frequência de crises, a intensidade e a duração delas. Exemplos: café, cacau (chocolate), cupuaçu, fruto do guaraná e a erva mate. A cafeína presente nesses alimentos possui efeito estimulante e analgésico, mascarando os sintomas e cronificando a doença;
     
  3. Verdade: alimentos termogênicos, como pimentas mais fortes, gengibre, canela, cúrcuma devem ser evitados porque também são estimulantes;
     
  4. Mito: refrigerantes estão liberados! A cola e o guaraná são estimulantes e devem ser evitados;
     
  5. Verdade: cuidado em restaurantes de comida japonesa. O problema está no consumo do molho shoyu que contém glutamato monossódico, um estimulante cerebral;
     
  6. Verdade: temperos prontos (em pó), biscoitos e salgadinhos com sal são inimigos da enxaqueca, porque contém glutamato monossódico. É importante verificar a existência de mais esse estimulante do cérebro na tabela nutricional do alimento;
     
  7. Verdade: a cafeína está na maioria dos analgésicos utilizados para dor de cabeça, sintoma mais conhecido da enxaqueca (mas não o único!). O uso excessivo desses medicamentos pode desencadear sérias consequências para o estômago e o intestino, além de cronificar a enxaqueca e provocar mais crises de dor de cabeça;
     
  8. É mito que o glúten presente no trigo e na cevada - e também a lactose do leite - causa enxaqueca. Nenhum alimento causa a doença, que é hereditária. Algumas pessoas possuem outras predisposições ou mesmo intolerância a alguns alimentos e o corpo pode reagir de maneira exacerbada, mas não são gatilhos para a doença;
     
  9. Mito: a pessoa com enxaqueca não deve comer doces. O açúcar não precisa ser retirado da dieta do paciente, não é causa de enxaqueca. O período que antecede a doença, chamado de pródromo, vem associado à compulsão por produtos açucarados que são fonte de energia para o cérebro, mas não têm estimulante suficiente para cronificar o cérebro excitado durante uma crise;
     
  10. Mito: cortar alimentos estimulantes é a única coisa a ser feita. Faz parte do processo de um plano de tratamento identificar na dieta do paciente a ingestão desses alimentos estimulantes e retirá-los, mas não adianta fazer isso sozinho porque a enxaqueca não é uma doença de causa alimentar, os gatilhos alimentares não são os únicos. A Nutrição está dentro de um contexto de tratamento. 

O problema não está no prato, porque as pessoas que não têm enxaqueca toleram muito melhor os alimentos estimulantes. Importante ressaltar: a enxaqueca não é doença de causa alimentar! A alimentação pode ser um gatilho ou ‘piorador’ das crises, porém, a enxaqueca não é só crise de dor de cabeça. É uma doença neurológica com dezenas de sintomas e a crise é o ápice dessa doença em que o paciente apresenta não somente a dor de cabeça severa, como também náuseas, vômitos, tonturas, auras visuais, zumbidos, pode ter também muito desânimo, alteração de humor ou mesmo alterações no funcionamento do intestino, entre outros sintomas”, explica Thaís Villa.


Tratamento 

A neurologista orienta: “toda pessoa com enxaqueca deve procurar um neurologista, de preferência especialista em enxaqueca para o diagnóstico correto, e iniciar o tratamento da doença, que é complexa e tem muitas repercussões na vida do paciente. Inclusive complicações vasculares (como risco aumentado para AVC e infarto), além de perdas na qualidade de vida, como alterações do sono e de humor, tendência à ansiedade, a problemas cognitivos e outros. O tratamento integrado visa o controle dos sintomas e da doença”.

De acordo com a médica, o tratamento deve ser realizado de forma integrada e multidisciplinar, com foco no paciente como um todo. O tratamento individualizado deve combinar terapias com medicamentos de ponta e ajustes no estilo de vida, com o objetivo de proporcionar bem-estar ao paciente por meio do controle da dor.

 

Esforço mental exacerbado pode causar dor e desconforto, alerta pesquisa

Especialista em Psicologia do CEUB destaca a importância de reconhecer os desconfortos associados ao esforço mental


Estudo da Associação Americana de Psicologia aponta que o esforço mental está frequentemente associado a sentimentos desagradáveis, como frustração, irritação e estresse. Ainda que as atividades cognitivamente desafiadoras sejam bem aceitas, podem ser uma experiência estressante. Os resultados revelam que quanto maior o esforço mental, maior o desconforto experimentado. Na visão de Carlos Manoel Rodrigues, professor de Psicologia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), os resultados são particularmente relevantes para gestores e geram alerta sobre o modus operandi da vida moderna. 

Confira entrevista, na íntegra:

 

Como os achados deste estudo podem ser aplicados para melhor compreendermos a base neurológica do esforço mental e o desconforto associado?

CR: A partir deste estudo, algumas frentes se apresentam, como para identificar áreas do cérebro envolvidas na percepção e resposta ao esforço mental, como o córtex pré-frontal, associado ao controle executivo e tomada de decisões. É importante examinar os mecanismos neuroquímicos, como a liberação de dopamina e outros neurotransmissores, que podem mediar a experiência aversiva do esforço mental, bem como investigar a conectividade entre diferentes regiões cerebrais durante tarefas que exigem esforço mental para entender como a coordenação neural contribui para a percepção de desconforto.

 

Quais estratégias os especialistas podem usar para ajudar indivíduos a lidar com os sentimentos desagradáveis associados ao esforço mental?

CR: Baseando-se nos achados do estudo, psicólogos e neuropsicólogos podem utilizar diversas estratégias para ajudar indivíduos a lidar com os sentimentos desagradáveis associados ao esforço mental. Técnicas de treino cognitivo, de regulação emocional e de mindfulness, podem ajudar os indivíduos a gerenciar melhor os sentimentos de desconforto.  

A divisão de tarefas complexas em partes menores e mais manejáveis também pode reduzir a carga percebida de esforço. Oferecer feedback positivo durante tarefas difíceis pode ajudar a reduzir o afeto negativo associado ao esforço. A criação de ambientes de apoio que promovam suporte social e encorajamento pode diminuir a percepção de esforço aversivo.

 

De que forma a natureza aversiva do esforço mental pode afetar o desenvolvimento cognitivo a longo prazo e a saúde mental dos indivíduos?

CR: A natureza aversiva do esforço mental pode afetar o desenvolvimento cognitivo a longo prazo e a saúde mental dos indivíduos de várias maneiras. A percepção de esforço como aversivo pode levar à evitação de atividades cognitivamente desafiadoras, limitando o desenvolvimento de habilidades cognitivas ao longo do tempo. Além disso, experiências repetidas de esforço mental aversivo podem contribuir para o desenvolvimento de estresse crônico, ansiedade e burnout, especialmente em contextos acadêmicos ou profissionais exigentes.

 

Qual é o papel das experiências educacionais na formação da tolerância ao esforço mental?

CR: As experiências educacionais precoces desempenham papel importante na formação da tolerância ao esforço mental. Já experiências que incentivam a resolução de problemas e a persistência diante de desafios podem aumentar a tolerância ao esforço mental. Educadores que modelam atitudes em relação ao esforço e oferecem feedback construtivo podem ajudar os alunos a desenvolver uma perspectiva mais positiva em relação ao esforço mental. Ambientes educacionais que proporcionam uma variedade de atividades estimulantes podem aumentar a capacidade dos indivíduos de lidar com o esforço mental.

 

Como a pesquisa pode informar as práticas clínicas, especialmente no tratamento de condições como ansiedade e estresse que podem ser exacerbadas pelo esforço mental?

CR: O estudo pode informar as práticas clínicas de várias maneiras, especialmente no tratamento de condições como ansiedade e estresse que podem ser exacerbadas pelo esforço mental. Usar ferramentas para avaliar e monitorar a carga de trabalho mental e o desconforto em pacientes com ansiedade e estresse pode ser útil. Desenvolver intervenções específicas para ajudar pacientes a gerenciar o esforço mental aversivo, como treinamento de habilidades de enfrentamento e técnicas de redução de estresse, é essencial.  

Além disso, é importante considerar a percepção de esforço mental aversivo ao planejar tratamentos, ajustando a intensidade e complexidade das tarefas cognitivas conforme necessário para evitar exacerbações de ansiedade e estresse. Ensinar estratégias de autocuidado e técnicas de recuperação pode ajudar os indivíduos a se recuperarem após períodos de intenso esforço mental, promovendo uma abordagem holística e individualizada ao tratamento.

 

Como ficam, na prática, as condutas a partir dos resultados revelados? E a vida nas redes sociais?

CR: Em termos práticos, podem ser aplicados para compreender como as pessoas lidam com a análise de informações em contextos como redes sociais. A forte correlação entre esforço mental e desconforto sugere que a análise de informações complexas, como a verificação de fatos, a avaliação crítica de conteúdo e a filtragem de desinformação, pode ser percebida como aversiva e, portanto, evitada por muitos usuários. 

Nas redes sociais, onde o fluxo constante de informações pode ser avassalador, a experiência aversiva do esforço mental pode levar usuários a adotarem comportamentos de consumo de informação mais passivos e menos críticos. Eles podem aceitar conteúdos superficiais ou alinhados a suas crenças preexistentes, evitando o esforço de análise profunda que poderia gerar desconforto. Isso pode contribuir para a disseminação de desinformação e a formação de bolhas de filtro, onde os usuários são expostos apenas a conteúdos que reforçam suas opiniões.

 

Estudos revelam benefícios da semaglutida além do diabetes tipo 2 e da obesidade

Cerca de 1 bilhão de pessoas vive com obesidade no mundo, conforme alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS). Paralelamente, o diabetes tipo 2 atinge cerca de 537 milhões de pessoas globalmente e deve chegar a 643 milhões até 2030, também segundo a OMS. Se, por um lado, há o contexto epidemiológico alarmante dessas doenças crônicas graves, a boa notícia é que os tratamentos para essas enfermidades evoluíram, beneficiando maior número de pacientes. 

E uma classe específica de medicamentos tem chamado a atenção não só por seus resultados promissores para o diabetes tipo 2 e a obesidade, mas também por trazer benefícios para outras condições médicas, em geral associadas à obesidade. São os análogos do receptor de GLP-1, com destaque para semaglutida. 

“Os medicamentos análogos ao GLP-1 são amplamente reconhecidos como uma das opções mais modernas e eficazes no tratamento destas doenças crônicas. Em especial, aqueles que contêm semaglutida em sua composição têm mostrado resultados nunca vistos, com benefícios que vão além do controle glicêmico e perda de peso”, explica Priscilla Mattar, endocrinologista e vice-presidente da área médica da Novo Nordisk no Brasil.

 

Benefícios cardiovasculares

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde, as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. Cerca de 300 mil indivíduos por ano sofrem Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), ocorrendo óbito em 30% desses casos. Estima-se que até 2040 haverá aumento de até 250% desses eventos no país, segundo dados do Ministério da Saúde. 

A semaglutida 2,4mg é o único medicamento agonista do receptor GLP-1 que demonstrou benefícios cardiovasculares em pessoas com sobrepeso ou obesidade e doença cardiovascular estabelecida. De acordo com as análises do estudo SELECT, apresentadas durante o Congresso Europeu de Obesidade (ECO) 2024, a substância nesta dosagem proporcionou, além de uma perda de peso robusta e sustentada, uma redução de risco estatisticamente significativa de 20% em MACE (infarto do miocárdio não fatal, acidente vascular cerebral e morte cardiovascular), independentemente de haver perda de peso, e garantiu a relação risco-benefício positiva geral do tratamento com um perfil de segurança consistente. Também mostrou que, ao longo de um período de até cinco anos, esses benefícios foram alcançados independentemente da idade, sexo, etnia e IMC inicial. Além disso, os eventos adversos foram leves e transitórios, e não impediram a continuidade do tratamento, na maioria dos casos.

 

Prevenção de doenças renais

O estudo FLOW (Avaliação da Função Renal com Semaglutida uma vez por semana), apresentado no 61º Congresso da European Renal Association (ERA) demonstrou que a semaglutida 1mg reduz significativamente o risco de eventos graves de doença renal, desfechos cardiovasculares e mortalidade por todas as causas em pacientes com diabetes tipo 2 e doença renal crônica.

A doença ou insuficiência renal crônica leva à perda lenta e gradual das funções renais e está associada a duas enfermidades de alta prevalência, como o diabetes e a hipertensão arterial. No Brasil, a estima-se que mais de dez milhões de pessoas tenham a doença renal crônica, sendo que 90 mil pacientes estão em diálise.

 

Melhora na osteoartrite

A osteoartrite é uma doença que consiste no desgaste da cartilagem articular e outras alterações ósseas, sendo uma das principais causas de incapacidade física e redução na qualidade de vida de pessoas com mais de 65 anos. A enfermidade, que acomete principalmente as articulações que sustentam o peso do corpo, como quadris e joelhos, tem a obesidade como um fator de risco.

Desenvolvido para avaliar a eficácia e segurança da semaglutida 2,4 mg em pacientes com osteoartrite, o estudo STEP 9, apontou que a substância não leva apenas à perda de peso, como também melhora a dor nos joelhos de pessoas diagnosticadas com osteoartrite e obesidade. Até a semana 68 do estudo, a alteração média na dor no joelho avaliada pela pontuação de dor do Western Ontario and McMaster Universities Arthritis Index (WOMAC) foi uma redução de 41,7 pontos para a semaglutida e uma diminuição de 27,5 pontos para um placebo correspondente. A apresentação dos resultados ocorreu no World Congress on Osteoarthritis (OARSI) de 2024.

 

Estudos em andamento

O potencial da molécula que inovou o tratamento do diabetes e da obesidade não para por aí: a semaglutida continua sendo estudada como alternativa terapêutica para diversas doenças, e o futuro é promissor. “Temos pesquisas em andamento sobre a atuação da semaglutida oral 14mg em pessoas com doença de Alzheimer precoce, denominado EVOKE, a conclusão do estudo está prevista para 2026”, esclarece a endocrinologista Priscilla Mattar. 

Além disso, há o estudo ESSENCE, que avalia o funcionamento da semaglutida em pessoas com esteatohepatite não alcoólica (MASH), doença silenciosa e com alto potencial de gravidade. “Considerando que cerca de 30% da população mundial pode enfrentar problemas de saúde ligados a gordura no fígado, a importância e necessidade de estudos como esse em andamento são indiscutíveis”, pondera a especialista. 

A multifuncionalidade da semaglutida traduz a inovação da medicina e representa a possibilidade de tratamento, esperança e principalmente, de ganho de vida com qualidade para as pessoas. “Estamos falando de uma evolução na medicina que poderá beneficiar diferentes perfis de pacientes, caso os estudos sigam em desenvolvimento”, conclui a Dra. Priscilla. 

 

Novo Nordisk
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Dislexia: novo teste identifica sinais do transtorno em crianças e adolescentes

Avaliação facilita o diagnóstico precoce entre os 7 e 11 anos; principal proposta é identificar os sinais de desempenho escolar e neuro cognitivos


Conhecida como uma condição de origem neurobiológica, a Dislexia é um transtorno que impacta a aprendizagem da leitura. Manifesta-se na dificuldade em reconhecer palavras, bem como na compreensão de textos e velocidade de leitura. Com a finalidade de facilitar o diagnóstico em crianças e adolescentes, a Vetor Editora, referência em materiais e tecnologia para avaliação psicológica, lança o primeiro Teste para Identificação de Sinais de Dislexia (TISD). 

O Instituto ABCD, especializado em dislexia, aponta que 4% da população brasileira possui o transtorno que se revela principalmente na fase de alfabetização. “Sabemos da importância de oferecer apoio aos profissionais que atuam na linha de frente da promoção da saúde infantojuvenil. Por isso, agora contamos com esse instrumento que avalia o conjunto de habilidades frequentemente afetadas em jovens com dislexia, possibilitando encaminhamentos precoces, que são extremamente importantes para o tratamento”, explica o autor do teste Rauni Jandé Roama Alves. 

De uso exclusivo para profissionais de psicologia, o TISD pode ser administrado a crianças e adolescentes do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental. A principal proposta é favorecer uma avaliação inter e multidisciplinar em indivíduos com risco para a dislexia, sendo um instrumento de triagem que busca medir os sinais de desempenho escolar e neurocognitivos da condição. Dividido em oito subtestes, o teste abrange a leitura, escrita, atenção visual, cálculo, habilidades motoras, consciência fonológica, nomeação rápida e memória de curto prazo. 

"Precisamos de medidas que tornem o diagnóstico mais acessível e o nosso lançamento reflete isso. Queremos que cada vez mais as pessoas disléxicas tenham uma educação mais inclusiva que potencialize sua capacidade de aprender desde cedo. A falta de conhecimento a respeito desses transtornos de aprendizagem também é uma barreira a ser vencida, já que a falta de informação pode gerar conflitos e até mesmo preconceito. Mais do que oferecer insumos para o tratamento, também devemos levar informação”, conclui o profissional.

 

Vetor Editora


Amamentar é importante e merece o apoio de todos

Num mundo globalizado e capitalista, no qual o imediatismo é premente, será que é tão significativo promover a amamentação? Apesar de haver a licença-maternidade, sabemos que não reflete a necessidade deste novo ciclo de vida das mulheres-mães-trabalhadoras e seus bebês, como também não abraça as mulheres-mães-trabalhadoras informais, que não tem este direito garantido.   

É necessário trazer a discussão a ‘licença parental ou universal’, onde pais e mães, parceiros, responsáveis ou cuidadores, partilham igualmente a responsabilidade e o direito ao cuidado dos filhos de maneira equânime. Isso implica unir elementos das licenças de maternidade e paternidade, transformando-as em uma licença compartilhada e comum, que privilegia a igualdade de gênero, apoio a família, saúde e bem-estar dos pais, redução do estresse financeiro e não menos importante: o apoio a amamentação.  

A Aliança Mundial de Ação Pró-Amamentação (WABA), rede global de pessoas e organizações que promovem e apoiam o aleitamento materno, coordena a campanha mundialmente e define um novo tema a cada ano e celebra na primeira semana de agosto. Neste ano de 2024, a temática definida é ‘Amamentação – Apoie em todas as situações’, a qual está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) elencados pela Organização das Nações Unidas (ONU), e que segundo a própria WABA tem por objetivo mostrar a necessidade de melhorar o apoio à amamentação para reduzir as desigualdades que existem em nossa sociedade, com foco especial na amamentação em tempos de emergências e crises.  

Segundo a WABA,“a amamentação pode atuar como um equalizador em nossa sociedade e esforços devem ser feitos para garantir que todos tenham acesso ao apoio e oportunidades de amamentação. É essencial que ninguém seja abandonado, especialmente mães vulneráveis que podem precisar de apoio adicional para reduzir as desigualdades na amamentação”.  

Afinal de contas, o leite materno é o padrão ouro da alimentação. Não tem a ver somente com o amor que construímos pelos nossos filhos, ele é o melhor alimento que seu filho pode receber, promovendo crescimento e desenvolvimento do bebê e do seu sistema imunológico, protegendo de diarreias, alergias e infecções respiratórias e diminuindo riscos de hipertensão, diabetes e colesterol. Já os benefícios para as mulheres-mês, incluem a redução na chance de desenvolver diabetes tipo 2, colesterol alto, hipertensão, além de reduzir as chances de desenvolver câncer de mama, ovário e endométrio.  

Além disso, o aleitamento materno é um ato de cuidado com o meio ambiente, uma vez que o leite materno é um meio sustentável, não gera poluição, embalagens ou desperdícios e auxilia na redução dos custos do sistema de saúde, minimizando o tratamento de doenças na infância e em outras fases da vida.   

 


Maria Caroline Waldrigues - Mulher, mãe de si, Pedro, Heitor e Desejo, Enfermeira, Mestre em Educação pela UFPR e Coordenadora de Cursos no Centro Universitário Internacional Uninter.


Doenças do celular: o que pode estar detonando suas mãos, pescoço e coluna

"Pescoço de celular" é só o começo. Entenda como segurar o aparelho por horas da forma errada pode afetar sua saúde e saiba como evitar esses problemas


A postura incorreta e o uso prolongado do celular têm trazido queixas de novos tipos de dores ao consultório do Dr. Alexandre Guedes. Crédito imagem: divulgação.


Você sabia que o celular pode ser um vilão para sua saúde? O uso excessivo e inadequado desse aparelhinho que a gente já não consegue viver sem, pode causar sérios problemas ortopédicos. Do pescoço à coluna, passando pelas mãos, o que parecia ser apenas desconforto pode virar dor crônica.  
 

Uma pesquisa realizada pela GlobalWebIndex mostra que o Brasil é o terceiro país do mundo em que as pessoas passam mais horas do seu dia usando o celular. São três horas e 14 minutos em média por dia conectados, enquanto entre os jovens esse número de horas sobe para quatro por dia.  

A seguir, o Dr. Alexandre Guedes, ortopedista do esporte, cirurgião e especialista em coluna, explica as principais “doenças do celular” e dá dicas preciosas para se proteger.

 

1. “Pescoço de celular”: uma dor que ninguém quer sentir

 

O que é?

O famoso “pescoço de celular” ou “text neck” (“pescoço de texto”) é resultado de horas com a cabeça inclinada para frente, olhando para a telinha. Isso coloca uma carga absurda sobre a cervical, podendo gerar dor crônica e até mesmo problemas mais graves, como hérnia de disco cervical.

 

Postura errada:

Aquela posição que todo mundo faz: cabeça baixa, ombros para frente, quase que derretendo em direção ao celular. Parece inofensivo, mas essa postura joga uma pressão gigante na sua coluna. Para se ter uma ideia, o peso da cabeça ereta é de 4kg. E quando você projeta a cabeça para frente, pode chegar a pesar mais de 20kg, na maior inclinação, exercendo, assim, uma força excessiva na cervical. 

 

Como corrigir:

Pescoço dolorido: uma das queixas mais
 frequentes entre os “heavy users” de celulares.
 divulgação
“Se você não consegue largar o celular, pelo menos tente mantê-lo na altura dos olhos e troque as mãos durante o uso”, recomenda o Dr. Alexandre. Usar suportes para o celular ou, se possível, apoiar os cotovelos em uma mesa enquanto segura o aparelho pode ajudar a manter a coluna reta. Isso contribui para o alinhamento dos ombros.


 

2. Tendinite: as mãos também sofrem

A tendinite causada pelo uso excessivo do celular pode
 evoluir para uma tendinopatia se não for bem tratada.
divulgação
O que é?

A tendinite é uma inflamação dos tendões, principalmente na região dos polegares e punhos. No mundo do celular, ela aparece por causa dos movimentos repetitivos ao digitar, deslizar e segurar o aparelho por longos períodos.

Postura errada:

Ficar com os dedos curvados e forçando as articulações, seja digitando freneticamente ou rolando o feed por horas.


Como corrigir:

“Alterne o uso das mãos e faça pausas regulares para alongar os dedos e os punhos”, orienta o Dr. Alexandre. Outra dica é usar comandos de voz sempre que possível e evitar digitar textos longos no celular. 





3. Coluna sobrecarregada: a lombar reclama

 

O que é?

Passar horas com a postura errada, seja sentado ou em pé, usando o celular, pode causar dores na lombar. Essa sobrecarga na coluna pode levar a problemas mais sérios, como a lombalgia crônica.

 

Postura errada:

Sentado de qualquer jeito no sofá, ou deitado de barriga para cima com o celular erguido na frente do rosto. Parece confortável, mas sua lombar paga o preço.

 

Como corrigir:

“O ideal é manter a coluna sempre ereta e, se estiver sentado, apoiar bem os pés no chão”, sugere o Dr. Alexandre. Se você gosta de usar o celular deitado, tente se posicionar de lado, com um travesseiro entre as pernas, mantendo a coluna alinhada.   



Dicas gerais para o uso do celular:

 

  • Troque de mão: evite sobrecarregar uma única mão segurando o celular o tempo todo.

 

  • Atenção à altura: mantenha o celular na altura dos olhos sempre que possível.

 

  • Alongue-se: faça pausas para alongamentos rápidos ao longo do dia.

 

  • Mantenha-se em movimento: evite ficar na mesma posição por longos períodos. Levante-se e mova-se a cada 30 minutos.


“Cuidar da sua postura no dia a dia é essencial para evitar problemas futuros. Não deixe o celular acabar com sua saúde!”, alerta e finaliza o ortopedista.





Dr. Alexandre Guedes - Ortopedista do esporte, cirurgião e especialista em coluna e em cirurgias minimamente invasivas. O Dr. Alexandre Guedes oferece atendimento individualizado aos pacientes, através de uma escuta atenta e com os melhores e mais efetivos tratamentos para promover saúde e qualidade de vida. Saiba mais: @dr.alexandreguedes



BOLETIM DAS RODOVIAS

Motoristas encontram pontos de lentidão no Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na tarde desta segunda-feira (26). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) encontra-se com tráfego normal no sentido capital, mas para o motorista que segue em direção ao interior há lentidão do km 40 ao km 40+700. Já a Rodovia Castello Branco (SP-280) apresenta lentidão do km 22 ao km 24 da pista marginal e do km 19 ao km 26 da pista expressa do sentido interior. O motorista que segue no sentido capital o tráfego é normal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Estação Brás da CPTM recebe ação de saúde bucal nesta terça-feira (27)

A atividade acontece das 11h às 14h no saguão principal da estação

 

Quem passar pela Estação Brás da CPTM nesta terça-feira (27/08) terá a oportunidade de participar da ação preventiva de saúde bucal, em parceria com o Hospital Adventista de São Paulo. 

Entre 11h e 14h, os profissionais de saúde vão distribuir gratuitamente 1000 kits de higiene bucal (escova, fio dental e creme dental) aos passageiros. 

Os passageiros também serão orientados sobre a importância da higiene bucal para o equilíbrio de um corpo saudável.

 

Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas a promoção do bem-estar de seus passageiros.


Serviço

Ação de Saúde Bucal
Local: Estação Brás da CPTM, que atende as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira
Data: Terça-feira, 27 de agosto
Horário: 11h às 14h 


BOLETIM DAS RODOVIAS

Tarde de segunda-feira com pontos de lentidão nas principais rodovias concedidas

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na tarde desta segunda-feira (26). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) apresenta tráfego normal no sentido capital e lentidão do km 53 ao km 54 do sentido interior. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) não há congestionamento.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) apresenta tráfego normal nos dois sentidos. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido interior, o motorista encontra tráfego lento do km 22 ao km 24 da pista marginal e do km 22 ao km 26 da pista expressa. No sentido capital, há lentidão do km 15 ao km 13+700. 

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor tem tráfego normal no sentido capital e no sentido interior, o motorista encontra lentidão do km 19 ao km 11+190.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


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