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sábado, 24 de agosto de 2024

O que a mente pode fazer para se proteger do sofrimento?

Ficção de Vinicius Monfrinato retrata os impactos dos traumas na vida das vítimas e alerta para a importância dos cuidados com a saúde mental


Vestígios de um passado doloroso podem se manifestar de diferentes formas em cada pessoa. No caso da protagonista de A garota da ponte, isso acontece principalmente nos comportamentos autodestrutivos e nas dificuldades de se relacionar amorosamente. Mas Simone prefere internalizar tudo o que sente e descontar as dores no trabalho. É a partir desta personagem complexa que o escritor Vinicius Monfrinato explora os limites da mente humana e chama a atenção para a importância de buscar ajuda para o bem-estar psicológico. 

A verdade vem à tona quando Simone sofre um grave acidente. Em uma noite tempestuosa na cidade de São Paulo, ela e a melhor amiga Flávia capotam o carro e ficam penduradas na icônica ponte Estaiada, sobre o Rio Pinheiros. O acontecimento trágico desencadeia uma série de eventos que revelam segredos sombrios e traumas profundos, como as ameaças e os abusos sofridos pelo pai na infância.  

A amiga Flávia, que também foi violentada enquanto morava com a família, sempre foi seu maior apoio. Mas ao mesmo tempo que a amizade é alento, também traz dores, pois a jovem namora o grande amor da vida da protagonista, Marcos. De família humilde, ele enfrentou racismo como único negro na escola, e foi Simone quem sempre o defendeu. Amigos e, depois, parceiros, ficaram juntos por 15 anos, porém a relação sofreu complicações e então chegou ao fim.  

— A sorte é que esse desgraçado está morto, senão eu mesmo acabava com ele! Como o Carlos teve coragem de fazer tantas atrocidades durante todo esse tempo? Foi praticamente uma vida inteira sendo um cara abusivo.  

— E você acha que eu não sei disso?! — disse Marta, com os olhos cheios de lágrimas. — Eu sinto remorso todos os dias, Marcos. Se tem uma culpa que eu carrego e sempre vou carregar na minha vida, é essa! Marcos segurava aquele diário com muita força. (A garota da ponte, p. 84) 

À medida que a trama se desenrola, o leitor acompanha as lutas internas de Simone e a busca dela por identidade em meio ao sofrimento. Desta forma, o autor explora questões como desigualdade social e racismo, a complexidade das emoções humanas, além de violência sexual infantil, ambiente familiar tóxico e suas consequências psicológicas.  

Recheado de diálogos em 22 capítulos curtos, o livro conta com QR Codes que levam a playlists com as canções mencionadas no enredo. A partir desta proposta dinâmica e interativa, Vinicius Monfrinato sublinha a relevância dos cuidados com a saúde mental e a necessidade de apoio emocional para superar as adversidades.  

Divulgação
 Vinicius Monfrinato

FICHA TÉCNICA 

Título: A garota da ponte – Entre segredos e mentiras 
Autor: Vinicius Monfrinato 
Editora: Perensin 
ISBN: 978-65-5074-174-7
Formato:
16 x 23cm 
Páginas: 255 
Preço: R$ 59,90 
Onde comprar: Editora Perensin 

Sobre o autor: Apaixonado por livros, filmes e séries, Vinicius Monfrinato é paulistano e hoje vive em Santa Cruz Cabrália, na Bahia. É formado em Publicidade e Propaganda, mas descobriu que gosta mesmo é de escrever. Aos 41, após anos de escritas engavetadas, lança seu primeiro livro A garota da ponte – Entre segredos e mentiras 

Instagram do autor: @viniciusmonfrinato 

 

Dia da Infância: confira ideias para contribuir com o desenvolvimento das crianças

 Freepik
Atividades manuais em família promovem a conexão e estimulam a cognição dos pequenos

 

Os primeiros seis anos de vida são reconhecidos como um período decisivo para o desenvolvimento das crianças. O Dia da Infância, celebrado no próximo sábado (24), destaca a importância desse momento e oferece uma oportunidade para reforçar o papel dos programas em família no estímulo ao crescimento cognitivo, emocional e social dos pequenos.

Pais e filhos podem aproveitar esse momento para estimularem a criatividade. Uma das alternativas é escolher atividades que não apenas proporcionam diversão, mas também desenvolvam habilidades importantes para o crescimento infantil.

“Atividades manuais proporcionam um valor significativo, muitas vezes comparável aos presentes materiais. Essas experiências de criação não apenas estimulam a imaginação das crianças, mas também fortalecem laços familiares e promovem o desenvolvimento de habilidades fundamentais. Investir tempo em projetos artesanais e personalizados é uma forma de celebrar datas especiais, transformando-as em oportunidades para o crescimento e a conexão”, destaca Ana Flávia Bergamo, Gerente de Marketing da Pritt, adesivo escolar da Henkel.



Confira algumas ideias!

1. Crie o próprio brinquedo

Fazer o próprio brinquedo é uma atividade que pode oferecer muito mais do que diversão. Com materiais recicláveis e simples, como papelão e tecidos antigos, é possível criar objetos únicos. Experimente confeccionar fantoches com meias e retalhos de tecido ou construir um carrinho de brinquedo a partir de caixas de papelão.

Além de proporcionar momentos em família, esse programa pode ensinar às crianças o valor da sustentabilidade, mostrando de uma forma lúdica como reutilizar itens que estão parados em casa.



2. Construa um ateliê

Estimule a criatividade dos pequenos com um ateliê de artes. Forneça materiais como tintas, pincéis, papéis e colas. Deixe que criem suas próprias obras de arte, e participe também, fazendo juntos colagens, pinturas e trabalhos personalizados.

Esta atividade é perfeita para a primeira infância, pois estimula a coordenação motora e a auto expressão, além de criar memórias duradouras de momentos compartilhados entre pais e filhos. A Pritt oferece a linha Fun Colors, com colas bastão de 10g em cores vibrantes como azul, verde, roxo e laranja. Esses adesivos adicionam um toque especial aos projetos e permitem uma experiência colorida e alegre em várias utilizações.



3. Monte um caça ao tesouro!

Transforme o clássico caça ao tesouro em uma experiência ainda mais dinâmica com atividades artesanais. Crie pistas personalizadas com o uso de papéis decorativos e colas para fixar recortes e figuras, como pegadas ou mapas. Os pequenos podem fazer suas próprias caixas de tesouro com papelão ou até mesmo criar cofres usando rolos de papel toalha.

Este tipo de programação estimula o raciocínio lógico e a resolução de problemas, permitindo que as crianças usem sua criatividade para preparar e esconder os prêmios, tornando a busca ainda mais empolgante.



4. Jogos em família

Faça a diversão dos jogos de tabuleiro em uma atividade ainda mais especial. Use papelão e cola para construir mapas personalizados e faça peças personalizadas com materiais recicláveis, como tampas de garrafa e rolos de papel toalha. Customize cartas e peças de jogo com papel, deixando que decorem e desenhem os componentes.

Essa abordagem não só incentiva a colaboração e o raciocínio, mas também promove o trabalho em equipe, permitindo que as crianças se envolvam no processo de criação do jogo e, ao mesmo tempo, aprendam enquanto se divertem.



5. Criação ao ar livre

Por fim, aproveite o tempo ao ar livre com uma atividade criativa: a elaboração de um "diário da natureza". Durante uma caminhada, incentive os pequenos a coletar folhas, flores e sementes. Em casa, use cola para fixar esses itens em um caderno ou folha de papel, criando páginas personalizadas.

Essa atividade não só preserva as lembranças de forma divertida, mas também promove a conexão com o ambiente e estimula a criatividade e a expressão pessoal das crianças.

 

A Relação entre Alcoolismo e Depressão: Um Olhar da Psicologia Cognitivo-Comportamental

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A relação entre alcoolismo e depressão é complexa e multifacetada, envolvendo fatores biológicos, psicológicos e sociais. Do ponto de vista da psicologia cognitivo-comportamental (TCC), o alcoolismo é entendido como um transtorno que pode ser sustentado por padrões de pensamento disfuncionais, crenças irracionais e comportamentos de enfrentamento inadequados.

 

Segundo a psicóloga clínica Tatiane Paula, muitas vezes, o uso excessivo de álcool começa como uma estratégia para lidar com emoções negativas, como ansiedade ou tristeza. Com o tempo, esse comportamento se torna habitual, levando à dependência física e psicológica.

 

“O álcool é um depressor do sistema nervoso central. Seu consumo prolongado e em excesso pode levar a alterações químicas no cérebro, como a diminuição dos níveis de serotonina, um neurotransmissor associado ao bem-estar. Isso pode resultar em sintomas depressivos. Além disso, o álcool pode intensificar sentimento de culpa, inadequação e desesperança, especialmente quando a pessoa percebe que perdeu o controle sobre seu consumo”, explica a psicóloga.

 

Os fatores de risco para o desenvolvimento do alcoolismo incluem uma combinação de predisposição genética, influência ambiental, histórico familiar de abuso de substâncias, traumas, problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, e a exposição frequente ao álcool em contextos sociais. A TCC enfatiza a importância de identificar esses fatores e trabalhar para modificá-los ou gerenciá-los de forma eficaz.

 

“O hábito de beber pode agravar significativamente a depressão. O álcool pode oferecer alívio temporário dos sintomas depressivos, mas, a longo prazo, ele agrava a condição. A intoxicação crônica e as consequências negativas associadas, como problemas de relacionamento e perda de produtividade, podem aumentar sentimentos de desesperança e perpetuar um ciclo de depressão e consumo de álcool”, ressalta.

 

Os sintomas da depressão alcoólica incluem tristeza persistente, perda de interesse em atividades que antes eram prazerosas, fadiga, alterações no apetite e sono, dificuldades de concentração, sentimentos de inutilidade ou culpa excessiva, e pensamentos suicidas. Esses sintomas podem ser exacerbados pela presença do alcoolismo, dificultando ainda mais o tratamento.

 

“A abordagem de tratamento para alguém com depressão e alcoolismo deve ser integrada e multidisciplinar. A TCC pode ser uma ferramenta poderosa, ajudando o paciente a reconhecer e desafiar pensamentos disfuncionais, desenvolver habilidades de enfrentamento saudáveis e criar um plano de prevenção de recaídas. Além disso, o suporte social e familiar é fundamental. Em muitos casos, o tratamento medicamentoso também pode ser necessário, sendo essencial a colaboração entre psicólogos e psiquiatras”, conclui.

 

A intervenção precoce é crucial para evitar que esses transtornos se agravem. Se você conhece alguém que luta contra a depressão e o alcoolismo, encoraje-o a buscar ajuda profissional. A recuperação é possível, e o apoio contínuo pode fazer toda a diferença.

 



Fonte
Tatiane Paula - Psicóloga Clínica
@tatianepaula.psi

 

Aprofundamento Intelectual Influencia o Desenvolvimento e Expressão da Introversão: Um estudo neurocientífico


Um estudo recente, liderado pelo neurocientista pós-PhD Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues, da Califórnia University FCE, em Portugal, investigou a relação entre o aprofundamento intelectual e a introversão. A pesquisa, conduzida em colaboração com Flávio Henrique dos Santos Nascimento, bacharel em medicina pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e residente em psiquiatria pela UFPI; Carlos Ernesto dos Reis Lima, mestre em Saúde e Meio Ambiente pela Universidade da Região de Joinville e médico pela Universidade Federal Fluminense; Rodrigo Fernandes Pereira Neves, graduado em nutrologia e pós-graduado em endocrinologia pela Unaerp Ribeirão Preto; Simone Costa Resende da Silva, formanda em Ciências Econômicas e Direito pelo UNICEUB em Brasília; e Luiza Oliveira Zappalá, estudante de Direito na PUC Minas, foi publicada na revista "Ciencia Latina Revista Científica Multidisciplinar".

O estudo explorou como o engajamento intelectual intenso pode influenciar a preferência por interações sociais, com foco no papel de regiões cerebrais específicas e neurotransmissores. A pesquisa revelou que a ativação do hipocampo e do córtex pré-frontal, modulada por neurotransmissores como dopamina e serotonina, desempenha um papel crucial na formação de memórias e na motivação social.

Indivíduos com alta capacidade intelectual tendem a apresentar maior atividade nessas áreas cerebrais, o que pode levar a uma preferência por atividades solitárias e introspectivas. A pesquisa também investigou como variações neuroquímicas podem influenciar as capacidades de engajamento social, elucidando os mecanismos biológicos que predispõem indivíduos altamente intelectuais a preferir o isolamento a interações sociais menos estimulantes.

Este estudo aprofunda a compreensão de como a neuroanatomia e a neuroquímica moldam comportamentos introvertidos e a preferência por atividades solitárias, influenciando os processos de integração social. As descobertas podem ter implicações significativas para a compreensão da introversão e o desenvolvimento de estratégias para promover o bem-estar e a inclusão social de indivíduos com alta capacidade intelectual.


Juliana Paes relata sofrer com crises de ansiedade e pânico

 

Quem vê a linda atriz Juliana Paes, atuando e brilhando nos folhetins, sempre com papéis marcantes e fortes, nem imagina que a bela já vivenciou situações extremistas, relacionadas à saúde mental.

 

A atriz relata que o excesso de trabalho, o consumo intenso de informações e a rotina atribulada contribuíram para o desequilíbrio emocional que trouxe sintomas de taquicardia, choros e angústias recorrentes, além de outras sensações que a levaram para um lugar de muita dor e medo.

 

A talentosa artista chegou a se isolar por um tempo da mídia para se dedicar ao tratamento psicoterápico, após uma espécie de síndrome traumática seguida de depressão. Mas, como podemos identificar e tratar a ansiedade e o pânico?

 

A ansiedade surge de um conflito mental e tem uma base biológica, ou seja, já nascemos propensos à ansiedade, que seria uma capacidade de reagir aos perigos que poriam em risco a nossa sobrevivência. Portanto, ela é um estado emocional de apreensão, uma expectativa de que algo ruim aconteça.

 

Enquanto o medo tem um objeto definido, a ansiedade é uma emoção difusa, voltada para o futuro. No estado de ansiedade a mente cria vários pensamentos negativos e fantasia diversas, cenas temidas.

 

Os principais Transtornos de Ansiedade são: Síndrome do Pânico, Fobia Específica, Fobia Social, Estresse Pós-Traumático, Transtorno Obsessivo Compulsivo e Distúrbio de Ansiedade Generalizada.

 

Para evitar o aumento dos casos de ansiedade ou diminuir os impactos desta na saúde de um indivíduo, é preciso conhecer o ciclo vicioso que faz com que ela aumente com o tempo.

 

Conhecendo o ciclo vicioso da ansiedade fica fácil entender que a ansiedade só tem “cura” quando o tratamento vai na sua raiz, mudando assim a percepção do funcionamento dos gatilhos que desencadeiam os ciclos.

 

Por exemplo, imagine a seguinte situação: você precisa apresentar um trabalho importante, contudo está se sentindo um pouco ansioso e pede para adiar a data da apresentação.

 

Sua ansiedade diminui e isso provoca uma sensação de alívio temporário. Porém, aqui se inicia um ciclo, pois quando alguma coisa está desencadeando o medo, evitá-la traz uma sensação boa e porque traz uma sensação boa, está reforçando a ansiedade. Portanto evitá-la só vai aumentar sua ansiedade e você ficará refém dela.

 

Esse ciclo também pode trazer alterações físicas, visto que o corpo reage da mesma maneira para a imaginação ou para a realidade, sentindo-se ameaçado e em perigo, e aciona o mecanismo de luta ou fuga, disparando hormônios que levam aos sintomas ansiosos, última etapa do ciclo vicioso da ansiedade.

 

Além disso, a percepção dos sintomas ansiosos, nos levam a mais medos como: infartar, enlouquecer, morrer, assim como mais pensamentos e imagens catastróficas, reforçando as crenças negativas e retroalimentando o ciclo da ansiedade.

 

Enfim, após o acompanhamento psicológico Juliana Paes diz entender melhor a importância dos cuidados com a saúde mental e alerta que precisamos compreender e identificar o que estamos sentindo e buscar ajuda.

 

Informação e acolhimento são fundamentais, pois dentro de um quadro clínico de ansiedade ou pânico, a pessoa que sofre não vê com clareza quais fatores desencadeiam as crises, já que a raiz do problema pode ser encontrada em diversos pontos, como uma frustração, conflitos pessoais internos, alguma crença, entre muitos outros.

 

Porém, seja qual for a causa, é preciso aprender a lidar com o que foge ao nosso controle e também desacelerar os processos internos para promover o equilíbrio físico e mental.                        

 

 

Dra. Andrea Ladislau - Psicanalista


Saúde mental: autocuidado é essencial no trabalho remoto

Com a crescente preocupação sobre o tema, estado psicológico dos funcionários entrará em relatórios de gestão de risco das empresas - NR-1


O número de afastamentos do trabalho devido a transtornos psíquicos subiu 20% em 2023, de acordo com a pesquisa da corretora de benefícios It’sSeg Company. Inclusive, a saúde mental passará a integrar os relatórios de gestão de risco das empresas no Brasil. A decisão da Comissão Tripartite Paritária Permanente foi divulgada na semana passada pela Agência Brasil. Com a nova determinação, o tópico foi incorporado à Norma Regulamentadora Nº 1 (NR-1). Preservar o equilíbrio psicológico no home office exige atenção tanto dos colaboradores quanto dos contratantes. Fatores como o autocuidado e isolamento social precisam ser avaliados, já que a interação presencial é reduzida e há a responsabilidade de autogerenciamento de quem está em casa.
 

A jornalista e especialista em gestão de crises e comunicação institucional Fabíola Cottet, que vive hoje na Romênia e atua no Brasil, em formato de teletrabalho, acredita que a dinâmica só funciona para empresas e colaboradores se houver uma rotina estabelecida. A profissional é sócia da MAVERICK 360, agência 100% digital e que, desde que foi fundada, há 10 anos, atua no atendimento a áreas complexas ou regulamentadas no sistema remote first. “Percebemos que algumas atitudes tornam a jornada mais produtiva e melhoram a organização e o autogerenciamento. Estabelecer horários para começar e terminar sua carga horária e ter um espaço específico para executar o serviço é indispensável”, afirma.
 

Segundo Rick Garcia, publicitário, especialista em branding e sócio-fundador da MAVERICK 360, existem comportamentos que podem reduzir a sensação de distanciamento e aumentar o bem-estar dos funcionários. “Aqui na agência o que funciona muito pra gente é uma comunicação clara e o acompanhamento dos processos. Sempre que possível, estamos em contato para minimizar o isolamento e fortalecer a equipe. Por outro lado, na vida pessoal, é importante aproveitar para estar perto das pessoas que você ama, e usar esse benefício do home office a seu favor. Nossos colaboradores também procuram praticar atividades físicas e de lazer, para incorporar momentos de prazer como hábito diário. Isso é essencial para manter a mente e o corpo saudáveis”, recomenda.


O papel das empresas

O modelo remoto também oferece diversas vantagens como flexibilidade, redução do deslocamento e mais autonomia aos funcionários. Esses elementos podem contribuir com a preservação da saúde mental a longo prazo. No entanto, as organizações precisam contribuir com esse processo. “É preciso adotar medidas para garantir um ambiente favorável e seguro para o profissional. Com uma comunicação clara e eficiente, horários flexíveis, treinamento e, principalmente, acompanhamento deste colaborador. Além de reconhecer os esforços constantemente, incentivar e monitorar a carga de trabalho com avaliações regulares para assegurar que eles não estejam sobrecarregados”, explica Fabíola.


Psicanalista aponta três formas para amenizar os sintomas da ansiedade

Mais da metade dos brasileiros relatam o problema, mas técnicas de relaxamento e cocriação podem aliviar a questão

 

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Cactus em parceria com a AtlasIntel revelou que 68% dos brasileiros relatam sentimentos de nervosismo, ansiedade e tensão. No entanto, mais da metade da população (55,8%) nunca procurou um profissional de saúde para lidar com questões relacionadas a transtornos de ansiedade. O levantamento também destacou que 26% dos brasileiros foram diagnosticados com transtorno de ansiedade, sendo que 15,3% receberam o diagnóstico de um psiquiatra e 10,7% de outro profissional de saúde. 

De acordo com Elainne Ourives, renomada especialista em emoções humanas, treinadora mental, psicoterapeuta emocional e autora best-seller do livro "DNA Revelado das Emoções", o ritmo acelerado da vida moderna contribui para o aumento dos níveis de ansiedade. Por isso, é essencial encontrar maneiras eficazes de gerenciar essa emoção. “A ansiedade é uma emoção que vibra em frequências baixas, normalmente associadas a sentimentos de medo, preocupação e incerteza. Essas frequências drenam a energia, obscurecem a clareza mental e enfraquecem a conexão com a paz interior”, conta. 

Ela acrescenta que, para ajudar a superar a ansiedade, é fundamental elevar essas frequências a níveis mais altos, onde predominam a tranquilidade, a confiança e o amor. Uma das abordagens recomendadas por Elainne envolve o uso de frequências sonoras para reequilibrar as vibrações internas. Estudos científicos têm demonstrado, por exemplo, que músicas ou sons que operam em frequências específicas, como sons binaurais, músicas de 432 Hz ou 528 Hz e cantos harmônicos, têm a capacidade de aliviar a ansiedade. A especialista sugere ainda reservar um momento do dia para se deitar, fechar os olhos e permitir que essas frequências recalibrem o estado emocional, proporcionando uma sensação de calma e equilíbrio.

“Outra técnica essencial é a visualização criativa. Quando a ansiedade se manifestar, recomendo fechar os olhos e imaginar-se envolto em uma luz dourada, visualizando essa luz permeando cada célula do corpo e transmutando qualquer energia negativa em positiva”, diz. Visualizar um local tranquilo, como um jardim secreto ou uma praia isolada, e se imaginar nesse ambiente sereno pode ajudar a acalmar a mente e a elevar a frequência vibracional, afastando o mal-estar.

Gerenciar a ansiedade é um processo contínuo que requer prática e dedicação. Além disso, é importante buscar ajuda especializada para manter-se saudável. Elainne enfatiza também que adotar práticas como meditação, respiração consciente e mindfulness ajuda a acalmar a mente e a trazer o foco para o momento presente. “O poder da gratidão pode mudar o foco do que está faltando para o que já se tem, elevando a frequência vibracional e atraindo mais coisas positivas para a vida. Afirmações positivas também desempenham um papel fundamental, reprogramando a mente para acreditar que a abundância está fluindo naturalmente, ou seja, viver como se fosse realidade”, conclui.

Atualmente, 73% das pessoas se preocupam excessivamente, 68% se sentem frequentemente nervosas ou tensas e 65% têm dificuldade em relaxar. Além disso, 58% ficam facilmente aborrecidas ou agitadas e 57% são incapazes de controlar suas preocupações. Outros 47% convivem com um medo constante de que algo terrível aconteça e 44% têm tanta agitação que não conseguem permanecer sentadas. Nesse contexto, entender e controlar a ansiedade é um passo para evitar que essa emoção limite a capacidade de viver plenamente, tomar decisões acertadas e atrair prosperidade.  



Elainne Ourives - Treinadora mental, cientista e pesquisadora nas áreas da Física Quântica, das Neurociências e da reprogramação mental; autora best-seller de 8 livros; mestra de mais de 200 mil alunos, sendo 120 mil deles alunos do treinamento Holo Cocriação de Sonhos e Metas, a mais completa metodologia de reprogramação mental, cocriação e manifestação de sonhos do mundo; formada pelos maiores cientistas do mundo, tais como Jean Pierre Garnier Malet, Tom Campbell, Gregg Braden, Bob Proctor, Joe Dispenza, Bruce Lipton, Deepak Chopra e Tony Robbins; multiplicadora do Ativismo Quântico de Amit Goswami; certificada pelo Instituto HeartMath; única trainer de Joe Vitale no Brasil. É ainda idealizadora do Movimento “A Vida é Incrível”, lançado para ajudar a libertar o potencial máximo das pessoas na realização de seus sonhos; e criadora da Técnica Hertz®, que surgiu a partir de descobertas da física quântica e do estudo aprofundado das mais poderosas técnicas energéticas do mundo.
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Saúde mental dos jovens brasileiros merece atenção redobrada de pais e educadores

Ainda considerado tabu, o tema exige uma comunicação clara e respeitosa 

 

Tema que exige sensibilidade e cuidado, a saúde mental dos jovens ainda é tratada como tabu em muitas realidades. No entanto, é fundamental abordar o assunto, com atenção e informações precisas, especialmente no contexto brasileiro, onde a taxa de jovens que tiraram a própria vida entre 2011 e 2022 cresceu 6%, conforme um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A educadora parental e especialista em relacionamento pais e filhos, Stella Azulay, destaca a importância de discutir o assunto com os filhos, levando em conta a compreensão adequada para cada idade. “É importante que saibamos gerir nossas emoções e desenvolver nossa sabedoria emocional e intelectual, pois nossos filhos ainda não possuem essas habilidades. Precisamos, inclusive, lidar com nossas próprias inseguranças.”

Diante disso, embora muitos pais pensem que estão protegendo seus filhos ao evitar o assunto, uma abordagem eficaz é iniciar uma conversa sobre o tema. "Às vezes, percebemos sinais, mas preferimos ignorá-los por medo de enfrentar a situação", destaca. "A primeira coisa que devemos fazer é sermos sinceros conosco mesmos e não temer o que está por vir, especialmente porque há profissionais qualificados que podem ajudar nesse processo."


Percepção de sinais

O educador parental é um profissional especializado em ajudar pais e responsáveis a melhorar suas habilidades de educação e comunicação com os filhos, contribuindo para uma comunicação mais clara e organizada. "Às vezes, percebemos que algo está diferente, mesmo que não saibamos exatamente o que é. Como pais, sentimos que algo não está certo. Quando começamos a fazer perguntas ao filho, as respostas podem, muitas vezes, aumentar a ansiedade em vez de trazer alívio", comenta Stella, ressaltando a importância do profissional em muitos casos.

Depois de identificar os sinais, o próximo passo é abordar a situação de maneira eficaz. A conversa deve ser conduzida de forma gradual e buscar uma compreensão completa. Além disso, é melhor evitar conversas em momentos de tensão ou ao encontrar o filho fazendo algo escondido, pois isso pode dificultar a comunicação.

"É preciso abordar a situação sem criar medo ou vergonha, pois muitas vezes a criança ou o adolescente pode ter algo em mente, mas sente vergonha de compartilhar. Portanto, é importante ser flexível, sem abrir mão dos valores essenciais. Algumas regras da casa podem ser adaptadas, enquanto outras devem permanecer firmes. Educar um filho não é uma tarefa estática. Se os pais não souberem lidar com essas mudanças e não conseguirem se comunicar efetivamente, é provável que a relação se torne silenciosa", completa.

Stella também destaca o impacto negativo dos chamados "pais avestruz", que preferem ignorar ou evitar enfrentar problemas e desafios na vida dos filhos, agindo como se estivesse enterrando a cabeça na areia. Em vez de lidar com essas questões, esses pais optam por não se envolver, esperando que os problemas se resolvam sozinhos.



Pautada pela Lei da Parentalidade Positiva, sancionada em março de 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a especialista reforça que é muito mais eficaz ouvir, compreender e ajudar a criança e o adolescente com seus conflitos internos, mantendo sempre o respeito.




Stella Azulay - Educadora Parental, especialista em relacionamento pais e filhos, com foco em comunicação e ansiedade parental.TEDx Speaker, Escritora Best Seller do livro ‘Como educar se não sei me comunicar’, mãe de 4 e madrasta de 2. Formada em Jornalismo pela Casper Líbero, Neurociência Comportamental pela Faculdade Belas Artes, e Educadora Parental pela Discipline Positive Association.

Conheça as pedras preciosas mais indicadas para homens

Especialista explica os símbolos por trás das joias mais procuradas para presenteá-los

 

Encontrar o presente perfeito para os homens pode ser um desafio. Para aqueles que desejam algo verdadeiramente especial e significativo, as joias e pedras preciosas são uma excelente escolha. Além de adicionar beleza e sofisticação a qualquer peça, elas também carregam simbolismos que podem tornar o presente ainda mais pessoal e memorável. 

De acordo com Mercia Dias, fundadora da Merciaa Alta Joalheria, empresa que atua no mercado de luxo desde 2008, os homens têm usado pedras preciosas há milhares de anos, seja para demonstrar riqueza e declarar poder ou lealdade, e até apenas porque expressam personalidade. "Hoje em dia, as pedras preciosas oferecem uma maneira elegante para demonstrar individualidade e estilo, especialmente em datas comemorativas", conta. 

A safira azul, por exemplo, é a pedra preciosa número um para homens no mundo, atualmente. Disponível em várias cores, exceto vermelho, ela é mais recomendada para eles, principalmente na clássica cor azul profundo, simbolizando sabedoria e boa sorte. Já o rubi, conhecido pela coloração vermelha vibrante, foi usado por governantes poderosos ao longo da história e é associado à proteção e à paixão. 

“A turmalina negra é popular entre os homens por suas cores escuras, sendo uma pedra durável e acessível, ligada à proteção e à positividade”, conta a especialista. A granada, disponível em tons ricos de vermelho e laranja, tem sido historicamente usada por líderes poderosos e representa energia e força. “Tem ainda a turquesa, uma pedra preciosa brilhante e de cor azul celeste, que é considerada uma pedra da sorte e sabedoria”, completa. 

O olho de tigre, com seu marrom avermelhado e listras douradas, é uma expressão da masculinidade, representando coragem e criatividade. A granada tsavorita, que funciona como uma ótima alternativa à esmeralda, possui um verde deslumbrante e é menos propensa a quebrar.
 

Por fim, a ametista, conhecida por seus anéis grandes e redondos, evoca luxo e poder, sendo associada ao pensamento claro e à purificação; enquanto que o citrino, com cores que vão do amarelo dourado ao laranja, traz felicidade e prosperidade, é uma escolha que transmite alegria. 

“Essas pedras preciosas não apenas agregam valor estético às joias, mas também trazem consigo significados importantes. É uma maneira única e especial para demonstrar carinho e apreço”, conclui Mercia. 



Merciaa Alta Joalheria
Para mais informações, acesse o site
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A busca pela adrenalina: por que o gosto pela emoção atrai tantas pessoas?


Natural Extremo, na Serra Catarinense, oferece experiências transformadoras para os amantes de aventura

 

A procura por aventuras que desafiam os limites e proporcionam uma dose extra de adrenalina tem se tornado uma tendência crescente entre os brasileiros. O que motiva essas pessoas a buscarem constantemente momentos de intensidade? Para muitos, é mais do que apenas o prazer da experiência, trata-se de uma forma de vida, um escape do cotidiano e uma maneira de se reconectar com si mesmos e com a natureza.

Na Serra Catarinense, a Natural Extremo tem sido um dos principais destinos para quem busca emoção. Com seis anos de atuação, a empresa já proporcionou mais de 17 mil saltos no seu famoso Salto de Pêndulo, que atrai aventureiros de todo o país. Além disso, atividades como a Tirolesa de Bike, com um percurso de 580 metros de ida e volta a 120 metros de altura, e a Tirolesa sobre o Cânion são igualmente populares, todas com uma vista de tirar o fôlego para a Cascata do Avencal, umas das mais lindas paisagens do sul do país. 

"A adrenalina que nossas atividades proporcionam não é apenas física, mas também emocional. O Salto de Pêndulo, por exemplo, é mais do que um salto, é um processo de autoconhecimento e superação. As pessoas saem daqui transformadas, com uma nova percepção de seus próprios limites", explica Allan Pinheiro, diretor de experiências da Natural Extremo.


Adrenalina e Dopamina: os motores da emoção

A adrenalina é um hormônio e neurotransmissor produzido pelas glândulas adrenais, que são pequenas glândulas localizadas acima de cada rim e são responsáveis por produzir vários hormônios essenciais para o funcionamento do corpo, como também o cortisol e a aldosterona. Esses hormônios regulam diversas funções vitais, como a resposta ao nervosismo, o metabolismo, a pressão arterial e o equilíbrio de água e sais no corpo em resposta a situações extremas. Ela prepara o corpo para esses momentos de nervosismo ao aumentar a frequência cardíaca, dilatar as vias respiratórias, e elevar os níveis de glicose no sangue, fornecendo mais energia para os músculos. 

Além disso, a adrenalina intensifica a atenção e a vigilância, permitindo uma reação mais rápida aos estímulos. Sua ação é fundamental para a sobrevivência em situações críticas, mas também pode ser desencadeada em momentos de grande emoção ou excitação.

Por outro lado, a dopamina é o neurotransmissor responsável pela sensação de prazer e recompensa. Quando uma pessoa enfrenta um desafio e o supera, como no caso de um salto de pêndulo ou uma caminhada em highline, o cérebro libera dopamina, criando uma sensação de bem-estar e satisfação. É essa combinação de adrenalina e dopamina que tornam as atividades de aventura tão viciantes para muitos.


Adrenalina em ação: no lazer e na profissão

Para João Rodolfo, empresário e amante de aventuras, a paixão pela adrenalina começou cedo, ainda na infância. "Desde criança, sempre morei na cidade, mas em constante contato com a natureza, o que despertou em mim um gosto pela aventura e pelo que ela oferece. Em outras palavras, sou um guri da cidade criado no mato", relembra ele. No entanto, a rotina e as responsabilidades da vida adulta acabaram ofuscando essa conexão com a natureza e a adrenalina. "Tudo mudou quando, certo dia, me vi na beira do Cânion Espraiado, com os joelhos tremendo de medo. Foi quando, durante uma contagem regressiva, dei um salto que ressignificou minha vida e minha maneira de viver. Desde então, o Salto de Pêndulo se tornou uma tradição anual – já são 15 saltos e contando!", compartilha Rodolfo, com emoção. Além do Salto de Pêndulo, João não para de buscar novas aventuras, ele regularmente salta de paraquedas, explora trilhas desafiadoras e se aventura em tirolesas, sempre em busca de renovar essa paixão.

Mas o que leva alguém a buscar essas experiências intensas? A psicóloga clínica Larissa Bez, especialista na abordagem da Terapia Cognitivo Comportamental, oferece uma perspectiva sobre esse comportamento. "O engajamento em atividades de aventura revela traços de personalidade distintos e características neurobiológicas únicas. Esses indivíduos geralmente apresentam uma maior abertura a novas experiências, encontrando assim, uma forma valiosa de introduzir emoção e prazer, enriquecendo suas vidas ao evitar a monotonia do cotidiano”, explica. Além disso, segundo Larissa, a pessoa desenvolve habilidades avançadas de regulação emocional, aprendendo a gerenciar medo e ansiedade diante de riscos consideráveis. “Essa capacidade de manter a calma sob pressão é muito importante para a segurança e o desempenho"

A adrenalina faz parte do cotidiano de Rafael Bridi, atleta profissional de slackline (modalidade em que os atletas caminham sobre uma fita feita majoritariamente de nylon e poliéster, esticada entre dois pontos, paralelo ao chão) e duas vezes recordista do Guinness Book. Para ele, a aventura não é apenas sobre o pico de adrenalina, mas sim sobre a conexão profunda com a experiência. "Highline é, por natureza, uma atividade baseada em riscos, que envolve caminhar em uma slackline suspensa a alturas consideráveis”, afirma. Para Bridi, a chave está em manter uma conexão profunda com a experiência, buscando um estado de fluxo, não um pico de adrenalina. “Desenvolver uma relação saudável com o medo é fundamental, pois perder o respeito por ele pode levar à complacência e à imprudência. Reconhecer o equilíbrio entre coragem e cautela é essencial para garantir a segurança contínua e o sucesso".

O acompanhamento psicológico é importante para os praticantes de atividades de aventura, ajudando-os a encontrar um equilíbrio na vida e a reduzir riscos. “O conhecimento, o planejamento e o apoio são fundamentais para quem deseja se aventurar nessas práticas, assim como diversificar as fontes de prazer e satisfação é vital para manter um bem-estar duradouro", conclui a psicóloga Larissa Bez.


Sexualidade no TEA em Adultos: Precisamos Quebrar o Tabu

Estudos mostram que jovens autistas têm três a quatro vezes mais chances de sofrer violência sexual em comparação com adolescentes não autistas

 

A sexualidade é uma parte fundamental da vida humana e é graças a ela que estamos aqui hoje, não é mesmo? Mas sabemos que falar sobre isso pode ser um tabu para muitas pessoas e ainda mais desafiador para aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As dificuldades de comunicação social, as alterações sensoriais e a necessidade de rotinas estruturadas, características comuns do autismo, podem impactar significativamente a capacidade de fazer amizades e estabelecer relacionamentos amorosos. Assim, desmistificar esse assunto nesta população é fundamental para assegurar qualidade de vida e inclusão.


Desafios na Formação de Relacionamentos

Segundo o Dr. Matheus Trilico, neurologista referência em TEA e TDAH adulto, adultos com TEA frequentemente enfrentam dificuldades em interpretar sinais sociais e emocionais, o que pode dificultar a formação de amizades e relacionamentos amorosos. Estudos indicam que essas dificuldades podem levar ao isolamento social e à solidão, afetando negativamente a qualidade de vida.

Dificuldades Relacionadas à Sexualidade

Além das barreiras sociais, muitos adultos autistas enfrentam desafios específicos relacionados à sexualidade. Uma disfunção no processamento sensorial, por exemplo, pode tornar estímulos como o toque físico desconfortáveis ou até dolorosos.

"Questões sensoriais podem fazer com que o contato físico, que é uma parte importante da intimidade, seja uma experiência desagradável para algumas pessoas com TEA", explica Dr. Trilico.

Pesquisadores relatam que as mudanças da adolescência, incluindo o despertar da sexualidade, podem ser particularmente desafiadoras para indivíduos com TEA. A falta de conhecimento sobre normas sociais e dificuldades de comunicação podem gerar frustrações e mal-entendidos.

Ainda, o neurologista ressalta que é um equívoco pensar que pessoas com TEA não têm interesse por relacionamentos ou sexo. Por isso, é extremamente importante a educação sexual adequada para essa população. A falta de informação e apoio pode aumentar os riscos de abuso sexual, comportamentos inadequados em público e dificuldades na formação de relações saudáveis”.

A violência sexual é, inclusive, uma triste realidade para essa população. De acordo com o Dr. Matheus estudos mostram que jovens autistas têm três a quatro vezes mais probabilidades do que os jovens não autistas de sofrerem violência sexual e entre 40% e 50% dos adultos autistas relatam experiências de abuso sexual durante a infância. Isso reforça o quanto os autistas precisam de apoio e orientação sobre o assunto desde a infância e não só na vida adulta.


Estratégias de Apoio

Para auxiliar adultos autistas a superar essas complexidades, torna-se essencial adotar abordagens baseadas em evidências. A educação sexual adaptada às necessidades específicas de pessoas com TEA pode ser uma ferramenta poderosa.

 "Programas de educação sexual que abordam diretamente as questões sensoriais e sociais podem ajudar a reduzir a ansiedade e aumentar a compreensão sobre a sexualidade", afirma o neurologista.

Além disso, o tratamento dessa disfunção do processamento sensorial com profissionais adequados, como terapeutas ocupacionais, pode ser extremamente benéfico.

"Intervenções sensoriais personalizadas podem ajudar a reduzir a hipersensibilidade ao toque e tornar as interações físicas mais confortáveis, além também de questões auditivas, olfativas e muitos outros estímulos", sugere ele.


Uso de Aplicativos e Sites de Relacionamento

Os aplicativos e sites de relacionamento podem ser uma ferramenta útil para adultos autistas. "Essas plataformas permitem que as pessoas se conectem de maneira mais controlada e estruturada, o que pode ser menos intimidante do que interações face a face", destaca Dr. Trilico.

Um estudo publicado no Journal of Autism and Developmental Disorders (Strunz, et al., 2017) encontrou que muitos adultos autistas relataram experiências positivas ao usar essas plataformas para encontrar parceiros.

O Dr. Matheus Trilico afirma ainda que vários de seus pacientes compartilham a informação de que só conseguiram iniciar um relacionamento amoroso através do mundo virtual, sejam aplicativos próprios de namoro ou mesmo outros de bate-papo, além das mídias sociais. Embora nem todos sejam adeptos dessa tecnologia, é inegável que ela tenha ajudado diversos autistas adultos a se relacionarem.


Conclusão

A sexualidade no TEA em adultos é um tema complexo que requer uma abordagem sensível e informada. "Ao quebrar esse tabu e fornecer educação sexual de qualidade e adaptada para esse público especial, podemos ajudar adultos autistas a terem prazer em suas vidas amorosas e sexuais de maneira mais satisfatória e segura", conclui Dr. Matheus Trilico.

Mais artigos sobre TEA e TDAH em adultos podem ser vistos no portal do neurologista: https://blog.matheustriliconeurologia.com.br/

 

Dr. Matheus Luis Castelan Trilico - CRM 35805PR, RQE 24818. Médico pela Faculdade Estadual de Medicina de Marília (FAMEMA); Neurologista com residência médica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (HC-UFPR); Mestre em Medicina Interna e Ciências da Saúde pelo HC-UFPR; Pós-graduação em Transtorno do Espectro Autista.


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