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quarta-feira, 26 de maio de 2021

Vitamina D é aliada de uma boa gestação, segundo especialista

Pró-hormônio atua na diminuição de possíveis complicações como abortos espontâneos e pressão alta

 

Na atual visão da medicina, o período gestacional começa na preconcepção e termina no final da lactação. Durante a gravidez há diversos fatores que contribuem positivamente no processo de transformação física da gestante. Entre eles, estão os níveis adequados de vitaminas e minerais. Estudos recentes1 reforçam a importância desse equilíbrio, com o intuito de evitar complicações e garantir a segurança do bebê e da mãe.

Uma das vitaminas essenciais para o funcionamento pleno do corpo humano, a vitamina D é conhecida por manter a saúde dos ossos e força muscular, além de ser responsável pelo controle do cálcio e fósforo no organismo. Sua deficiência pode aumentar o risco de infecções respiratórias, problemas cardíacos, osteoporose, doenças autoimunes e muitos outros problemas. Na gravidez, publicações mostram relação da deficiência com aborto de repetição, pré-eclâmpsia, recém-nascido com baixo peso ao nascer ou prematuridade e diabetes gestacional. 4-7

"A hipovitaminose D é um problema de saúde mundial e atinge mais de 1 bilhão de pessoas. Gestantes e lactantes estão no grupo de risco e devem manter níveis de 25(OH)D entre 30-60 ng/ml. Pesquisa mostrou que no mundo 54% das gestantes e 75% dos recém-nascidos apresentam concentrações abaixo de 20ng/ml.³ Segundo a revisão Cochrane (2019), a suplementação de vitamina D pode melhorar a evolução da gestação e reduzir riscos de complicações8. No caso do aborto de repetição a modulação precoce da resposta imunológica importante para ampliar a tolerância ao feto, que tem identidade genética própria, diferente da mãe. Além disso, é importante lembrar que a placenta tem receptor e capacidade de ativação da vitamina D9", explica Dr. Odair Albano, médico ginecologista, ex-secretário de saúde Campinas SP e consultor de saúde.

Por esse motivo, é bastante comum que médicos aconselhem às gestantes uma ingestão maior e completa de vitaminas, muitas vezes prescrevendo a suplementação vitamínica D para uma gestação tranquila. "Como neste período a mulher precisa de maiores níveis da vitamina no corpo, apenas a exposição solar não costuma ser o suficiente para repor as necessidades diárias. Além disso, nestes casos, encontramos na suplementação oral uma saída simples e muito eficaz.

Diante da alta prevalência de hipovitaminose D na população mundial, agravada pela pandemia covid-19, com isolamento social e baixa exposição solar deve-se recomendar para as pessoas dos grupos de risco, como gestantes, idosos e portadores de doenças crônicas a suplementação de vitamina D na dose de 1.000-2.000 UI/dia que repõe a necessidade diária, são seguras e trazem benefícios à gestação, proteção contra às infecções respiratórias como Covid-1910 e melhora da saúde em geral.", completa Dr. Albano.

De acordo com posicionamento da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), é consenso que a suplementação de vitamina D traz benefícios tanto para a gestante quanto para o recém-nascido. Sendo recomendado o uso de doses diárias de vitamina D3 durante esse período. Doses semanais não são recomendada para grávidas ¹¹.


Gravidez e sol não dão match

O médico ainda alerta que a exposição ao sol de gestantes sem protetor solar -- é a forma natural de se obter a vitamina D --, mas, pode aumentar a probabilidade do surgimento de manchas escuras na pele. Isso por que, o excesso de hormônios circulando no corpo da mulher grávida pode estimular a produção de melanina, causando o cloasma, manchas escuras que aparecem geralmente no rosto, mais conhecido como melasma.

"Caso a gestante não consiga fugir do sol, é importante ter em mãos, principalmente para o rosto, um protetor solar dermatologicamente testado, de fator mínimo 30, para uma proteção eficaz contra a radiação UVA e UVB. O sol precisa estar em harmonia com a saúde e também com beleza", alerta.

Mas se engana quem acha que apenas a radiação ultravioleta causa manchas na pele. A luz visível, aquela que nossos olhos conseguem enxergar, como a luz das lâmpadas artificiais e telas de computadores também podem causar danos difíceis de tratar. "Para se ter uma ideia, 44% da radiação proveniente do sol é luz visível. Estudos mostram que a luz visível, em algumas situações como melasma, mancha mais que a UV. Os protetores solares que possuem cor são muito recomendados e os únicos que protegem dos efeitos nocivos causas pelas luzes artificiais, pois o pigmento utilizado para dar a cor é constituído de óxidos de ferro que são capazes de refletir a luz visível, protegendo a pele. Converse com seu médico sobre as melhores opções", conclui o ginecologista.

 

 

Referências

1 Luz Maria De-Regil; Cristina Palacios; Lia K Lombardo; Juan Pablo Peña-Rosas; et al. Vitamin D supplementation for women during pregnancy; 2016.

2 Kassem Sharif; Yousra Sharif; Abdulla Watad; Yarden Yavne; Benjamin Lichtbroun; Nicola Luigi Bragazzi; Howard Amital; Yehuda Shoenfeld; et al. Vitamin D, autoimmunity and recurrent pregnancy loss: More than an association; 2018.

3-Saraf R. et al. Global summary of maternal and newborn vitamin D status - a systematic review. Matern Child Nutr.2016 Oct;12(4):647-68.

4-7Gonçalves DR et al. Am J Immunol 2018 nov; 80(5): e13022 2-Akbari S et al. Taiwan J Obstet Gynecol 2018; 57(2): 241-47 5-Hu L et al. Cell Physiol Biochem 2018; 45(1): 291-300 6-Van der Pligt P et al. Nutrients 2018; 10 (5), pii:E640 Z 7-Zhou SS et al.J. Obstet. Gynaecol. Res. Vol. 43, No. 2: 247-256, February 2017

8-Palacios C e al. Vitamin D supplementation fo women during pregnancy Cochrane database of Systematic Reviews 2019, Issue 7, Art n.CD008873 9-Holick MF. Vitamin D deficiency Engl J Med 2007; 357 (3):266-81

9.Wang C . Role of vitamin D in cardiometaboli diseases. J Diabetes Res 2013;2013:243934.

10-Sabetta JR, DePetrillo P, Cipriani RJ, Smardin J, Burns LA, et al. (2010) Serum 25-Hydroxyvitamin D and the Incidence of Acute Viral Respiratory Tract Infections in Healthy Adults. PLoS ONE 5(6): e11088. doi:10.1371.

11- Durval Ribas Filho, Carlos Alberto Nogueira de Almeida, Antônio Elias de Oliveira Filho. Posicionamento atual sobre vitamina D na prática clínica: Posicionamento da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran)https://www.thieme-connect.com/products/ejournals/abstract/10.1055/s-0040-1709661 (Acesso Maio de 2021)


06 motivos para não respirar boca

Otorrino Dr. Alexandre Colombini elenca os principais motivos para você não respirar pela boca!



Respirar pela boca não é normal. Dessa forma, é tão importante identificar a causa desse problema e o tratamento a ser seguido. Você sabia que doenças como otites, amigdalites, resfriados e até a pneumonia podem ser causadas por meio das contaminações via oral? E, infelizmente, não é só isso não. 

Segundo o otorrinolaringologista Dr. Alexandre Colombini, a respiração oral pode causar a deglutição de ar, o que recebe o nome de aerofagia. O ar no estomago provoca gazes dando uma sensação de estomago cheio, arrotos e flatulência podem ser frequentes. Além de prejudicar o olfato e paladar. 

“E mesmo respirando pelo nariz e com a boca fechada durante o dia, seu nariz pode entupir somente de noite, induzindo a respiração oral. Durante à noite, acontece uma dilatação dos vasos do nariz podendo levar a um inchaço da mucosa nasal e a obstrução nasal, principalmente nos pacientes que já tem outros sintomas de rinite ou desvio de septo. E babar no travesseiro, roncar, acordar com a boca e lábios secos e com dor de garganta, mau hálito, e rouquidão pela manhã podem ser sinais de respiração oral durante o sono. Não necessariamente acontece tudo ao mesmo tempo. Fique alerta”, ressalta o especialista.


Colombi explica ainda que respirar pelo nariz evita doenças e malformações bucais desde a infância e também reduz a ansiedade, melhora rinite e asma. Veja outras vantagens:


1- O nariz realiza um verdadeiro tratamento do ar, filtrando impurezas e micro-organismos.

2- Quando o oxigênio passa pelas cavidades nasais, ele é aquecido e umidificado, chegando às condições ideais no pulmão para ocorrer a hematose (troca do oxigênio pelo gás carbônico no sangue) com maior rapidez e eficácia.

3- Há estudos científicos que comprovam que uma respiração nasal adequada faz com que a capacidade física aumente em cerca de 20%.

5- Respirar pelo nariz permite que os órgãos do corpo trabalhem perfeitamente, ajuda a controlar o estresse e a ansiedade, renova e aumenta a energia do corpo, melhora a concentração e garante uma noite de sono tranquilo.


6- Na infância, a respiração nasal evita alterações na face da criança. A respiração pela boca pode entortar os dentes e causar gengivite. Também pode ocorrer a chamada Síndrome da Respiração Bucal (SRB), que é responsável por problemas de sono, ansiedade, causando baixo desempenho escolar, sonolência diurna, além de oferecer maior possibilidade de desenvolvimento de infecções respiratórias.




Dr. Alexandre Colombini - Otorrinolaringologista, formado pelo renomado Instituto Felippu e Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial – ABORL-CCF. Suas áreas de atuação: Otorrinolaringologia clínica e cirúrgica com enfoque nas patologias nasais, cirurgia endoscópica, ronco e apneia.

Busca por exames essenciais entre mulheres sofre queda na rede pública

Levantamento da FIDI mostra impacto da pandemia na saúde básica

Mamografia, ultrassom transvaginal e densitometria óssea estão entre principais exames que devem ser realizados pelo sexo feminino ao longo da vida

 

A manutenção constante da saúde neste momento de crise sanitária nunca foi tão importante e, para isso, a rotina de consultas e exames continua sendo fundamental. Mas apesar desta orientação da comunidade médica à população, as instituições vêm observando uma queda na procura por exames essenciais durante o isolamento social. É o que aponta levantamento realizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (FIDI) - gestora de serviços de diagnóstico por imagem da rede pública.

Ao longo da pandemia da Covid-19, exames como a Mamografia e Transvaginal, ambos considerados fundamentais para a saúde da mulher, tiveram uma queda brusca quando comparados ao mesmo período pré-pandêmico. Em abril de 2019, por exemplo, a FIDI realizou 17.533 mamografias e 7.437 exames transvaginais. No mesmo período, em 2020, a instituição registrou apenas 1.483 e 1.328 exames realizados nas respectivas categorias. Para o primeiro, houve uma queda de mais de 91% na procura, enquanto 82% para o segundo. Em 2021, houve um crescimento considerado ainda pequeno na realização de ambos os exames, de 7.678 e 4.306, respectivamente.

"A FIDI é maior prestadora de serviços de diagnóstico por imagem do SUS, realizando aproximadamente 5 milhões de exames por ano, mas desde o início da pandemia, viemos registrando grande queda na busca por exames essenciais, o que nos preocupa. Sabemos que o cenário da Covid-19 é delicado, porém a realização de exames como forma de prevenção deve ser encorajada", pontua Luís Tibana, Superintendente Médico da fundação. Com isso em mente, neste Dia Internacional da Luta pela Saúde da Mulher, celebrado em 28 de maio, a FIDI selecionou os principais exames com foco na saúde e bem-estar da mulher em todas as diferentes fases da vida. Confira!


Ultrassom Transvaginal

Este exame consiste na inserção de uma sonda no canal vaginal, permitindo a avaliação do útero, dos ovários e das tubas uterinas. Com ele, é possível diagnosticar diferentes problemas da região pélvica, como cistos, infecções, gravidez ectópica, câncer, ou até confirmar uma possível gravidez. Por ser um exame de rotina e não doloroso, é um dos mais recomendados pelos ginecologistas para avaliar a causa de alguma alteração no sistema reprodutor da mulher ao longo da vida. O exame não costuma ser indicado para mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual. No entanto, é necessário a avaliação do médico para exceções.


Ultrassom da tireoide

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer da tireoide é o mais comum da região da cabeça e pescoço e afeta três vezes mais as mulheres do que os homens. Por isso, o ultrassom da tireoide é bastante indicado quando se percebe a presença de um nódulo no autoexame ou no exame clínico. Cerca de 95% dos casos são benignos, mas é importante realizar o ultrassom se houver suspeita, uma vez que este é o câncer mais comum em mulheres a partir dos 35 anos.


Mamografia

A mamografia é o principal exame para o rastreio do câncer de mama, considerado a principal causa de morte por câncer nas mulheres, segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer. Por esse motivo, este é considerado uns dois mais importantes exames a serem realizados pelo sexo feminino. O procedimento é bastante simples, pois basta a paciente colocar os seios entre as duas placas do mamógrafo para o aparelho comprimir as mamas e gerar as imagens. A mamografia é recomendada para mulheres acima dos 40 anos ou com mais de 30 anos, se apresentar histórico familiar da doença, e deve ser feita anualmente.


Densitometria óssea

A densitometria óssea está ligada a menopausa e variações hormonais. O exame é indicado para mulheres a partir dos 50 anos, sendo utilizado principalmente para identificar a osteoporose, doença relacionada a perda de massa óssea que ocorre durante o envelhecimento e na pós-menopausa, devido à falta de estrogênio. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose, cerca de 200 milhões de mulheres no mundo todo são atingidas pela osteoporose e, por este motivo, o exame é tão relevante para a faixa etária.


Tomografia de tórax

O câncer de pulmão é o terceiro tipo de câncer mais comum nas mulheres, sendo que 90% das pessoas acabam morrendo por causa dele. A tomografia dos pulmões é indicada para mulheres entre 55 e 80 anos, tabagistas por vários anos, ou que tenham cessado o tabagismo há menos de 15 anos. O exame de diagnóstico por imagem é similar ao Raio-X, porém com múltiplos detectores para uma visualização mais completa e detalhada da parte interna do corpo.

 


FIDI

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Glaucoma pode afetar até 112 milhões de pessoas até 2040

Número representa um crescimento de 48% no número de casos


Você sabia que o glaucoma e a catarata são as principais causas de cegueira em todo o mundo? Devido a importância dessas condições oculares, foi instituído o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma e à Catarata, lembrado todos os anos no dia 26 de maio. 
 
De acordo com a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG), a doença afeta 2 milhões de pessoas com mais de 40 anos no país. 

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), foram diagnosticados aproximadamente 76 milhões de casos de glaucoma em 2020. A projeção para 2040 é de 111,8 milhões de diagnósticos. Esse aumento está diretamente ligado ao envelhecimento populacional global. 
 
Um dos principais fatores de risco para desenvolver o glaucoma, bem como a catarata, é a idade. Portanto, essas duas condições oculares se tornaram uma questão de saúde pública, com a necessidade urgente de medidas preventivas e educacionais da população. 


 
Glaucoma pode ser irreversível
 
A oftalmologista Dra. Maria Beatriz Guerios, especialista em glaucoma, explica que o glaucoma é de maior gravidade, pois a perda da visão é irreversível, diferentemente da catarata que pode ser curada por meio de uma cirurgia. 
 
O glaucoma é o nome dado a um grupo de neuropatias óticas degenerativas e progressivas. Trata-se de uma doença ocular causada por danos no nervo óptico.
 
“A doença é caracterizada pela degeneração das células ganglionares e das camadas de fibras nervosas da retina. O resultado desses danos é a perda irreversível da visão”, reforça Dra. Maria Beatriz.

A principal maneira de prevenir o glaucoma é medir a pressão intraocular (PIO), principalmente após os 40 anos. Isso porque é o aumento da PIO pode dar início ao processo de degeneração do nervo óptico. 
 
“Entretanto, hoje há evidências de que o glaucoma se desenvolve a partir de fatores vasculares, genéticos, anatômicos e imunológicos. Há muitas evidências científicas sobre o risco aumentado na população afrodescendente, por exemplo”, explica Dra. Maria Beatriz.  
 
Os estudos na área apontam que há diferenças na expressão do gene que controla a PIO, bem como diferenças ambientais que podem explicar a razão do glaucoma ser mais prevalente em certas populações. 


 
Fatores de Risco

Pressão intraocular elevada (PIO)
Idade avançada
Alta miopia
Histórico familiar da doença 
Trauma Ocular
 Fator racial 
Diabetes
Pressão alta
 

Classificação 

Há vários tipos de glaucoma. Podemos dividir em glaucomas primários: o de ângulo aberto (GPAA) e o de ângulo fechado (GPAF). E em secundários, cujo uma doença ocular associada, leva ao descontrole da PIO.
 
“A incidência de cegueira a curto prazo é maior no glaucoma de ângulo fechado, apesar de ser menos comum do que o glaucoma de ângulo aberto”, cita a médica.
 


Impedir a progressão

Em relação ao tratamento, o principal objetivo é evitar a progressão da doença, ou seja, evitar que a pessoa perca a visão de maneira irreversível. 
 
“Entretanto, o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento do glaucoma no Brasil, como em vários países em desenvolvimento, é um entrave para prevenir a cegueira causada pela doença”, conta Dra. Maria Beatriz.
 
Outro obstáculo é a adesão ao tratamento com colírios. Um estudo feito no Brasil apontou que apenas 54% dos pacientes diagnosticados com glaucoma seguem o tratamento. O motivo mais comum para a não adesão é o esquecimento. 


 
Prejuízos do glaucoma

O glaucoma é uma doença silenciosa. Os sintomas podem aparecer quando já existe alguma perda da visão. Atividades que exigem a visão central e de perto, por exemplo, ficam comprometidas.
 
Dirigir ou reconhecer um rosto pode ser muito difícil para quem já perdeu parte da capacidade visual.  Além disso, o glaucoma é um preditor significativo de depressão. A perda da visão causa sérios prejuízos, levando à incapacidade permanente para o trabalho, por exemplo. 
 
“Outro ponto é que as consequências da perda da visão se estendem à família, pois há perda da autonomia, da renda e necessidade constante de auxílio, bem como do custeio dos medicamentos e demais tratamentos”, ressalta Dra. Maria Beatriz.  


Prevenção

A chave para reduzir os casos de glaucoma, principalmente aqueles que evoluem para a perda da visão, é a consulta oftalmológica de rotina. 
 
“Após os 40 anos, recomenda-se medir a pressão intraocular todos os anos. Caso haja fatores de risco associados, como alta miopia, casos na família, entre outros, o ideal é acompanhar desde cedo”.


Saiba como evitar o mau hálito com a ajuda da alimentação

Maçã, pepino e gengibre auxiliam na manutenção da saúde bucal


A halitose, ou mau hálito, é um problema presente na vida de milhares de pessoas. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 40% da população mundial sofre com este incômodo. A higiene bucal, com o uso de fio dental e a escovação completa, é essencial, porque previne o acúmulo das bactérias responsáveis pelo mau cheiro, além de evitar cáries e tártaros. Mas, a alimentação também pode ser uma forte aliada, segundo Bettina Del Pino, nutricionista da Dietbox, startup de nutrição.

"Alguns hábitos alimentares ajudam a regular nosso organismo e, com isso, ajudam a combater o mau hálito. Além disso, é importante entender que alimentos gordurosos e industrializados, pela digestão mais lenta agravam o problema. Como, por exemplo, carnes gordurosas, pele de frango, fritura, queijos amarelos, doces e refrigerantes", pondera Bettina Del Pino.

A especialista da Dietbox orienta sobre algumas dicas de alimentação para evitar o mau hálito. Confira:

Evite jejuns prolongados
Quando há um período prolongados de jejum, pode aumentar a produção de substâncias que são eliminadas por meio da respiração, causadoras do odor desagradável.

Mantenha-se hidratado
Ingerir no mínimo 2 litros de água por dia é um dos fatores mais importantes, pois estimula as glândulas salivares.

Opte por carnes magras
Uma troca inteligente é evitar carnes mais gordurosas e ter como preferência carnes magras, como: peixes e peito de frango.

Coma maçã, cenoura e pepino
Esses alimentos fazem uma limpeza dental quando comidos crus e, assim, evitam o acúmulo de bactérias que podem causar mau hálito.

Canela, gengibre e hortelã
Os três alimentos facilitam e estimulam a digestão, além de terem ação antioxidante, adstringente e termogênica.

Alerta
O mau hálito pode indicar algum problema estomacal ou de higiene dental, por isso recomenda-se procurar um médico ou dentista. Os alimentos citados são dicas e não substituem o atendimento profissional.



 Dietbox 

 https://dietbox.me  


Vamos falar sobre o glaucoma?

 




Sedentarismo na pandemia acentua desequilíbrio hormonal

Estudo mostra que falta de atividades físicas deteriorou saúde das mulheres entre 50 e 70 anos


Um estudo feito pela USP mostra que durante a pandemia a saúde das mulheres entre 50 e 70 anos deteriorou rapidamente. Em 16 semanas elas tiveram perda de força muscular, aumento do percentual de gordura corporal, da circunferência abdominal, das taxas de insulina e dos níveis de colesterol no sangue. O motivo foi o abandono da prática frequente de atividade física.

O PhD em neuroanatomia e anatomia humana pela Unicamp, Mario Sabha Jr., explica que esses problemas relatados na pesquisa da USP podem ser agravados pelas mudanças hormonais que acontecem nessa idade e sobrecarregar o organismo que já sofre com a perda do estrógeno e progesterona devido à menopausa.

A atividade física, explica o especialista, é fundamental para o reequilíbrio. “A mulher tem mais descompensações hormonais que os homens, por isso a prática regular de exercícios físicos em casa ou em academias é indispensável para a saúde delas. Além de regular o metabolismo ajudando a gastar a quantidade de açúcares ingeridos, eles ajudam a relaxar a musculatura oferecendo enzimas como a serotoninas, endorfinas, durante e após as atividades, que auxiliam na prevenção de doenças, como a osteoporose que é a desmineralização óssea, e regulariza também os níveis hormonais”, afirma.

É essencial buscar tratamentos que auxiliem na preparação
do corpo antes de iniciar alguma atividade

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O doutor em anatomia conta que quem pratica atividade física tem melhor desempenho do sistema de defesa do organismo, prevenindo infecções. “O hormônio irisina liberado durante a sua prática dificulta a entrada de agentes infecciosos na célula de gordura”, completa.

Voltar a se exercitar é um grande desafio e algumas pessoas podem sentir algum incômodo e até dores. “É fundamental ficar atento a dores que podem piorar com a prática e que são provocadas, às vezes, por uma inervação ou raiz nervosa que pode estar inflamada”, diz Sabha.

Por isso o especialista recomenda buscar orientação profissional e tratamentos que ajudem na preparação física. “É importante que as pessoas busquem antes de iniciar alguma atividade um tratamento de alinhamento e de rebalanceamento muscular, ósseo e articular e de seis em seis meses pelo menos faça esse reequilíbrio. A pessoa fica dentro de casa, inativa, sedentária, preocupada, nervosa e a resistência cai, por isso é essencial fazer essa preparação do corpo”, completa

Especialmente para as mulheres, o PhD recomenda também sessões de acupuntura. “Depois do trabalho de reequilíbrio, é recomendado o uso da técnica porque ela faz uma estabilização da imunidade. Na mulher, a acupuntura ajuda a trabalhar a perda de alguns hormônios”, diz.



Mario Sabha Jr. - fisioterapeuta e doutor em anatomia humana e neuroanatomia


Glaucoma pode também afetar crianças

No dia nacional de combate a esta doença ocular crônica, oftalmologista alerta para que, embora rara, a condição do glaucoma congênito pode levar crianças à cegueira, caso não seja descoberta a tempo. A prevenção é o melhor caminho tanto em adultos como em crianças


O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma é celebrado anualmente em 26 de maio e tem como objetivo conscientizar a população em geral sobre a importância do diagnóstico precoce desta doença, silenciosa e assintomática. Classificada como uma das principais doenças crônicas oculares, o Glaucoma é causado principalmente pela elevação da pressão intraocular que provoca lesões no nervo ótico e, como consequência, comprometimento visual. Se não for tratado adequadamente, o glaucoma pode levar à cegueira.


De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde – OMS, estima-se que o glaucoma afete entre 1% e 2% da população com mais de 40 anos em todo o mundo, o que representaria cerca de 3 milhões de pessoas. Porém, a estimativa é que 65 milhões de pessoas tenham glaucoma, sendo esta doença a maior causadora de cegueira irreversível no mundo.

Muitas pessoas acreditam que pressão alta no olho, que é um dos principais sinais da doença, afeta apenas adultos e idosos. No entanto, o que muitas pessoas não sabem é que a doença também pode ser diagnosticada em crianças. O glaucoma congênito, como é chamado,  é uma doença rara, na maioria das vezes, hereditária e está presente em um a cada dez mil nascidos e pode levar à cegueira, caso não seja descoberta a tempo. 

Assim como o glaucoma, a condição que acomete recém-nascidos e crianças até três anos de idade,  é causada pela danificação do nervo que liga os olhos ao cérebro devido a pressão intraocular. O glaucoma congênito normalmente está associado a outras anomalias do desenvolvimento do globo ocular ou do corpo. A doença coincide com outras síndromes, podendo estar presente com a rubéola congênita. 

De acordo com o Dr. Alfonso Nomura, oftalmologista e CEO da Alpha Diagnose, diferentemente dos tipos que acometem adultos e idosos, o glaucoma congênito não é silencioso. No bebê, ele apresenta do que é chamada de uma tríade clássica: lacrimejamento, sensibilidade à luz e espasmo palpebral.  No entanto, o que acaba chamando mais atenção é o aumento do globo ocular com o olho bem grande e saltado. Além disso, a íris vai ganhando uma cor azulada.

"Independente dos sintomas, o acompanhamento da saúde ocular é importante em todas as fases da vida. Embora o glaucoma não tenha cura, a detecção precoce e o tratamento podem evitar a perda progressiva da visão, levando à cegueira irreversível”, explica.  

O diagnóstico de glaucoma da infância se dá pelo exame dos olhos da criança, medindo a pressão ocular. Obrigatório em todas as maternidades, o Teste do Olhinho é muito importante para o diagnóstico precoce. O exame pode identificar doenças que produzem opacidade no olho, como catarata congênita, os tumores da infância, as doenças infecciosas, a retinopatia da prematuridade e o glaucoma congênito. 

Em adultos exames como por exemplo,  acuidade visual, biomicroscopia, tonometria (mensuração da pressão intraocular), gonioscopia, campimetria computadorizada, paquimetria, tomografia de coerência óptica do nervo, retinografia, estereofoto de papila, fundo de olho, devem ser realizados com frequência.   

Um dos principais tratamentos é o colírio anti hipertensivo. Desta forma, Dr. Nomura enfatiza a necessidade de, ao procurar um oftalmologista e receber indicações para o tratamento do glaucoma, é preciso seguir o tratamento à risco. O colírio prescrito para tratamento do glaucoma, geralmente, é indolor e possui leves efeitos colaterais. No entanto, algumas pessoas não conseguem se adaptar a esse tipo de medicação. 

“No geral, os principais fatores de risco são idade e antecedentes familiares. o glaucoma não tem cura, mas tem tratamento e é preciso segui-lo tim tim por tim. Muitas pessoas literalmente se esquecem de aplicar o colírio nos horários recomendados pelo médico, principalmente por não darem muito valor à atuação do remédio em relação ao problema. Falta, portanto, entendimento de que, no caso de lesão do nervo óptico, cada gotinha faz toda a diferença, finaliza.  

 



Dr. Alfonso Erik Doi Nomura - médico oftalmologista CEO da Alpha Diagnose, clínica oftalmológica que  surgiu com o propósito de oferecer excelência em diagnóstico e tratamento oftalmológico para os pacientes na região de São Paulo, Grande São Paulo e ABC. A Alpha Diagnose conta com tecnologias e processos super atuais, proporcionando uma experiência única e inovadora, sendo o paciente o principal foco do trabalho.


Dia Nacional de Combate ao Glaucoma - 26 de maio

Contra o glaucoma, oftalmologistas lançam site que esclarece para a população dúvidas recorrentes sobre a doença


Qualquer pessoa pode ter glaucoma? Quem faz parte do grupo de risco? Existe tratamento cirúrgico? E cura definitiva? Para responder essas e outras questões sobre essa doença ocular, que atinge cerca de 2% das pessoas em todo o mundo, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) criaram um site repleto de informações úteis à população, todas elas chanceladas por experts ligados às duas entidades.

ACESSE O PORTAL 24 HORAS PELO GLAUCOMA

A ferramenta desenvolvida pelas entidades já está disponível para a população, marcando as comemorações deste 26 de maio, Dia Nacional de Combate ao Glaucoma. Segundo o presidente do Conselho, José Beniz Neto, "com essa iniciativa, que integra as ações da campanha "24 horas pelo glaucoma", realizada no último fim de semana, o CBO e a SBG reforçam o trabalho para conscientizar os brasileiros sobre a importância da prevenção e do diagnóstico e do tratamento precoces para essa doença, que é a principal causa de cegueira evitável do mundo".


Conteúdo - O menu da plataforma digital está rico em conteúdo. O interessado encontrará uma série de dicas objetivas e desenvolvidas em linguagem acessível a respeito de tópicos centrais relacionados ao diagnóstico e tratamento do glaucoma. No portal, estão disponíveis ainda vídeos de especialistas na área, que esclarecem dúvidas gerais, com foco em: causas, fatores de risco, tipos existentes, sintomas, prevenção e opções de tratamento.

Há também depoimentos de celebridades - como Tony Ramos, Stênio Garcia, Carlinhos Brown, Renato Teixeira, Geraldo Magela, Danilo Gentili, Lucão (seleção Brasileira de Vôlei), entre outros - que reiteram a importância dos cuidados com a saúde dos olhos, abordando temas como: riscos da automedicação, uso de colírios sem orientação médica, exame de fundo de olho, sinais de irritação nos olhos e mais.


Consulta - "Uma das mensagens principais é reforçar a importância da consulta periódica. Precisamos disseminar entre os pacientes o hábito de realizar uma visita ao médico oftalmologista, ao menos uma vez ao ano, a fim de efetuar a avaliação de rotina. O glaucoma é uma doença grave que pode levar à cegueira. Mas, se descoberto e tratado nos estágios iniciais, tem prognóstico extremamente favorável", afirma o vice-presidente do CBO, Cristiano Caixeta Umbelino.

Além desse site, os interessados têm outra ferramenta útil para entender mais sobre o glaucoma no Youtube. No canal do CBO, nesta rede social, está abrigada a íntegra dos vídeos e debates realizados dentro da programação do 24 horas pelo glaucoma. Na superlive realizada no sábado (22), com mais de 10 horas de duração, foram apresentadas entrevistas, palestras médicas e debates que abordaram o glaucoma sob os mais diversos aspectos: desde a construção de políticas públicas até a importância dos grupos de apoio aos pacientes e familiares. acesse o link !

 

Obesidade infantil preocupa ainda mais em meio ao quadro da Pandemia

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Oferta ilimitada e não controlada de alimentos é um dos fatores que mais preocupam


Ainda que as estatísticas não sejam precisas, há uma epidemia paralelaa do coronavírus que é a da Obesidade Infantil. O problema não é recente, mas foi agravado no cenário do longo distanciamento social e interrupção das diversas atividades físicas realizadas com as crianças. Ao invés disso, muitas passaram a ficar um tempo ainda maior em frente às telas de computadores, tablets e smartphones.

Para o médico pediatra da Maternitá Saúde da Mulher e Pediatria, Marcelo Porto, os erros mais comuns dos pais nesse período de pandemia e que estão ajudando a aumentar assustadoramente os casos de obesidade infantil, são a oferta ilimitada e não controlada de alimentos, especialmente guloseimas, alimentos ultraprocessados e com excesso de carboidratos.

“É perceptível a falta de rotina alimentar e da imposição de limites por parte dos pais. O fato das crianças e adolescentes estarem a maior parte do tempo em casa, na frente de telas, seja em aula on-line, em atividades sociais (conversando com amigos) ou jogando, fez com que o controle sobre o que estão comendo e quanto estão comendo, tenha diminuído muito. Outro ponto é que as crianças e adolescentes estão mais angustiados, ansiosos, com a situação da pandemia, muitos sem entender o que está acontecendo, com medo do que pode vir a acontecer e acabam descontando na comida”, explica.

Além disso, pais têm tido dificuldade de manejar a situação com os filhos e acabam não colocando limites e até ofertando alimentos que acabam engordando mais os filhos. Soma-se isso à falta de atividade física regular e o problema torna-se maior ainda. Para o pediatra, Marcelo Pavese Porto, o retorno das aulas presenciais pode ajudar por vários motivos.

“Vai diminuir a ansiedade e o tédio que as crianças e adolescentes vinham enfrentando. Esta retomada vai reintroduzir a rotina na vida deles, com horários e regras mais claras além de diminuir o apelo por comer e vai possibilitar o reinício de atividades físicas para muitas crianças que não estavam ativas”, finaliza.


Brasileiros são os que mais ganharam peso durante a pandemia

O problema afetou, também, adolescentes, jovens e adultos. Segundo dados da pesquisa Diet & Health Under Covid-19, realizada com respondentes de 30 nações em todo o mundo, o Brasil ficou em primeiro lugar entre as que mais acreditam ter mais engordado na pandemia. 52% declararam ter aumentado de peso desde o início da disseminação da COVID-19 no país. Na média global, pouco menos de 1 em cada 3 entrevistados (31%) engordou durante o período. Logo atrás do Brasil, os países que mais lidaram com os quilos extras foram o Chile (51%) e a Turquia (42%). No Brasil, foram 6,5 kg quilos a mais. A pesquisa on-line foi realizada com 22.008 entrevistados, com idades entre 16 e 74 anos, de 30 países. Os dados foram colhidos de 23 de outubro de 2020 a 06 de novembro de 2020 e a margem de erro para o Brasil é de 3,5 pontos percentuais.

 


Marcelo Matusiak


Mau uso da serra elétrica corresponde a 50% dos atendimentos de trauma de mão em pronto-socorro

Ferimentos por serras elétricas estão entre os acidentes de trabalho mais comuns
Créditos: Envato
A cada 50 segundos, um novo acidente de trabalho é registrado no Brasil; desde 2012, são mais de 6 milhões de casos

Quedas, lesões por esforço repetitivo, qu

eimaduras, choques elétricos e uso incorreto de equipamentos e máquinas compõem a lista dos principais acidentes de trabalho atendidos nos prontos-socorros em todo Brasil. A cada cinquenta segundos um novo acidente no ambiente de trabalho é registrado no país, de acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. 

Uma pesquisa realizada no Hospital Universitário Cajuru, em Curitiba (PR), em parceria com a PUCPR, apontou que 50% dos traumas na mão atendidos no pronto-socorro correspondem a acidentes com serra elétrica. O equipamento é usado para serrar mármore e, de acordo com o médico ortopedista e traumatologista do Hospital Cajuru, Eduardo Novak, o problema está no uso errado da ferramenta. 

“Muitos profissionais usam a serra mármore para cortar madeira, e isso é muito perigoso. Esse equipamento gira a 11 mil rpm, enquanto a ferramenta própria para madeira gira a uns 4 mil rpm. Então, essas serras não são feitas para madeira. Ela ricocheteia, dá o chamado tranco, e acaba atingindo as mãos. Esse tipo de lesão geralmente é grave, levando muitas vezes a sequelas irreversíveis e podendo atingir outras partes do corpo, como rosto, tórax e pescoço”, diz. 

A pesquisa ainda aponta que 90% das vítimas são homens e em 64% dos acidentes, a mão esquerda é a mais acometida. Esse é o caso do trabalhador Paulo Anniess Neto, de 59 anos, que levou 18 pontos na mão após acidente com a serra elétrica. “Eu estava cortando um contrapiso com uma serra com o disco de madeira. Esse contrapiso estava fixado em um piso antigo, de madeira bem mais dura. O disco pegou nessa madeira e jogou a serra pra cima. E como não é aquela serra que desliga automaticamente, ela pulou e cortou toda a minha palma da mão. Quando a gente trabalha com esse tipo de equipamento, tem que estar 200% atento. Um segundo de bobeira e já pode ter um acidente bem grave”, revela. 

Para evitar esse e outros tipos de acidentes no ambiente de trabalho, Novak ressalta a importância do treinamento qualificado para manuseio de máquinas e também o uso de equipamentos de proteção. “Avaliar a finalidade da serra com base na rotação e tipo de disco é o principal. Se é para cortar mármore, porcelanato ou madeira, o equipamento deve ser próprio para esses materiais. A segunda coisa é usar os equipamentos de proteção, ter segurança ao manusear a serra e sempre manter a atenção redobrada. Muitos acidentes acontecem porque o profissional acaba se descuidando por já ter experiência. Tem pacientes que vêm para o hospital após 30 anos trabalhando com a serra elétrica, ou que já perderam um ou dois dedos e ainda assim sofrem acidentes com o equipamento. Não dá para negligenciar o uso”, ressalta o médico.

No caso de acidente com a serra elétrica, a orientação médica é pressionar o local com panos secos e limpos para parar o sangramento e procurar imediatamente o atendimento médico, seja em um pronto-socorro ou chamando o Siate pelo número 193.

 


Hospital Universitário Cajuru

 

Suspensão de contrato de trabalho, férias coletivas e férias antecipadas podem ser usadas para gestantes em teletrabalho?

 A Lei 14.151/2021 determina que as gestantes devem permanecer em teletrabalho, e quando não for possível o trabalho a distância, a empregada gestante deverá permanecer afastada das atividades de trabalho presencial, medida que deve ser cumprida de forma imediata. 

A Lei visa proteger da contaminação pela Covid-19 a gestante e ao bebê. O afastamento deve permanecer enquanto estiver vigente o estado de calamidade pública reconhecido pelo Congresso, devido à pandemia. Desde então, diversos questionamentos a respeito da aplicação desta Lei surgiram. 

A dúvida é se, dentro desse novo contexto, podem ser suspensos os contratos de trabalho das gestantes mediante o que permite a Medida Provisória (MP) 1.045/2021, publicada no dia 28 de abril, instituindo o novo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda e a possibilidade de redução de jornada e/ou suspensão dos contratos de trabalho, a fim de atender a lei que obriga o afastamento dessas mamães.  

Muitos profissionais e empregadores pensaram dessa forma, mas a resposta é não.  

A Lei 14.151/2021 traz em seu texto que o afastamento da gestante deverá ocorrer sem prejuízo de sua remuneração. Neste sentido, o afastamento precisa garantir à gestante a manutenção da sua remuneração de forma integral, fato que não acontece com a suspensão do contrato de trabalho, que tão somente asseguraria o valor que viesse a receber com o seguro-desemprego, portanto inferior ao salário contratual. 

Destaca-se ainda que nas suspensões de contratos, os trabalhadores têm reflexos negativos em sua vida laboral, como por exemplo, a perda dos valores proporcionais que seriam recebidos no 13º salário e nas férias durante o período de suspensão, novamente havendo prejuízo à gestante. 

Portanto, a MP 1.045/2021 definitivamente não poderá ser usada, pelo menos até que seja publicada orientação do governo neste sentido, para atendimento à determinação da Lei 14.151/2021. 

Como alternativas, algumas ferramentas podem ser usadas, como a antecipação de férias individuais, a concessão de férias coletivas, o aproveitamento e a antecipação de feriados e o banco de horas. Lembrando que, em nenhuma dessas medidas poderá haver prejuízos à remuneração integral da gestante.

 

 

Thaluana Alves - advogada, graduada pelo Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU), pós-graduada em Direito e Processo do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pós-graduada em Direito Empresarial pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Mestranda em Direito pela Universidade Nove de Julho.


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