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terça-feira, 25 de maio de 2021

Tembici lança iniciativa, com apoio do Itaú Unibanco e das prefeituras, para o uso de bikes nos drive-thrus e no deslocamento aos postos de vacinação

A empresa também oferecerá viagens gratuitas para todos os usuários que forem se vacinar utilizando as bikes dos sistemas


A Tembici, líder em tecnologia para micromobilidade na América Latina, encabeça uma iniciativa junto ao Itaú Unibanco, às prefeituras e órgãos de saúde das cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, governo de Pernambuco, além da prefeitura de Vila Velha, para promover o acesso de bicicletas aos drive-thrus de vacinação, até então dedicados aos veículos e motos. Algumas cidades também já estão se mobilizando para criar filas exclusivas aos ciclistas nestes locais, além de incentivarem o uso da bike na locomoção até os postos de saúde.

“A bicicleta já é consolidada como meio de transporte em muitas cidades e entendemos que seria fundamental incluir os ciclistas para entrada nos drive-thrus de vacinação. Por isso, deixamos o convite para que todas as prefeituras do país façam adesão ao movimento. Unimos o acesso à vacina e a democratização do uso das bicicletas em uma só ação e esperamos que essa iniciativa ajude na missão de cada vez mais brasileiros serem vacinados” comenta Tomás Martins, CEO e cofundador da Tembici. 

Além de unir as prefeituras ao movimento, o projeto “Vem vacina, vai de bike” tem como objetivo incentivar a vacinação oferecendo uma opção segura e econômica de deslocamento para as pessoas, evitando aglomerações e contribuindo para o distanciamento social, bem como reforçar a bicicleta como meio de transporte ao incluí-la nos fluxos de acesso dos pontos de vacinação. Para estimular ainda mais o uso do modal, todos os usuários do Bike Itaú e Bike VV poderão utilizar as bicicletas da Tembici gratuitamente para irem se vacinar, na primeira e na segunda dose, a partir de hoje, 25 de maio.

Para Luciana Nicola, superintendente de Relações Institucionais, Sustentabilidade e Empreendedorismo do Itaú Unibanco, a iniciativa vai trazer impacto positivo em um importante momento de enfrentamento à pandemia. “A bicicleta é recomendada pela Organização Mundial da Saúde como um dos meios de transporte seguros para combater a propagação do novo coronavírus. Quando isso se alia à ampliação do acesso da população à vacina, o impacto positivo para a sociedade é ainda maior”, comenta a executiva. 

Todas as informações sobre a campanha estão disponíveis no site oficial.


Como conseguir a gratuidade

  1. Baixar o app Bike Itaú ou app Tembici (para usuários de Vila Velha) e acessar/criar conta;
  2. Selecionar o plano vacinação e adicionar o código PRIMEIRA se estiver indo tomar a primeira dose e SEGUNDA se estiver indo tomar a segunda, para liberar a gratuidade

Os planos são válidos por 24h após ativados, e contemplam até duas viagens de 3h cada, para garantir a ida e a volta da vacinação.


Higienização e cuidados ao pedalar

Como reforço de segurança aos usuários, desde o início da pandemia foram inseridas etiquetas nas bicicletas com recomendações de uso e cuidados a serem tomados pelos usuários, como usar máscaras durante as viagens, higienizar as mãos antes e depois de pedalar e evitar contato com os olhos, boca e nariz antes de lavar as mãos. 

Além da limpeza diária com álcool 70%, ainda no centro de operações da empresa, todas as bikes são lavadas com cloro diluído em água. A Tembici também implementou a liberação de todas as bicicletas do Bike Itaú por meio de QR Code. A inovação vai ao encontro dos novos hábitos de cuidados pessoais exigidos durante a pandemia, uma vez que o usuário não precisa digitar os códigos no dock das estações para destravar a bicicleta, basta aproximar o celular, evitando contato com o equipamento. 

 

Inadimplência sobe em abril e atinge 5,9 milhões de empresas, revela Serasa Experian

Empreendimentos que atuam em Serviços aumentam a participação entre os negativados e batem recorde; micro e pequenas empresas seguem como maioria

A inadimplência das empresas cresceu e chegou a 5,9 milhões em abril de 2021. O aumento de 0,5% com relação a março deste ano foi impulsionado principalmente pelos negócios que atuam em serviços, que bateu recorde na participação no total de devedores com crescimento de 0,9 ponto percentual, considerando todos os portes, enquanto os demais apresentaram redução ou se mantiveram no período


Esta é a quarta alta consecutiva no total de empresas negativadas, um indicativo de que as empresas estão com desafios maiores neste ano. O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, comenta que “apesar da retomada parcial das atividades em todo o país, o poder de consumo da população segue em baixa e isso acaba se refletindo nas empresas. Muitas continuam com dificuldade de gerar fluxo de caixa e caem na inadimplência, também por conta da redução dos incentivos do governo e instituições financeiras. Isso tudo é agravado pelo aumento de casos e consequente abre e fecha dos negócios, aumentando ainda mais incertezas neste período”, comenta.


Micro e pequenas empresas são 92,4% do total de inadimplentes


Os negócios de menor porte continuam sendo a maioria dos inadimplentes, representando 92,4% do total em abril/21. Considerando apenas os micro e pequenos, o indicador mostra alta de 0,3% em abril/21, com relação a março do mesmo ano. O dado foi impulsionado principalmente pelo crescimento de 0,6% na região Sudeste. Nordeste (0,1%) e Sul (0,2%) também tiveram alta, enquanto o Norte não apresentou mudanças no período. O Centro-oeste foi o único a ter queda (-0,1%).

Na análise interanual, houve redução de 4,9% em abril, puxada pelo setor do comércio. Este apresentou a maior retração no período, de 6,7%, seguido por indústria (-5,6%) e serviços (-3,1%). O mesmo ocorreu na visão de todos os portes, que apresentou retração de 5,9% no período.

Rabi reforça que o comércio tem registrado menor participação entre os negativados porque os donos de empreendimentos deste tipo conseguiram se reinventar durante a pandemia, buscando novos canais de venda e conquistando novos clientes. Uma recente pesquisa da Serasa Experian mostra que 73,4% dos empreendedores estão vendendo online, principalmente via redes sociais.

 


Serasa Experian

www.serasaexperian.com.br


Projeto de lei da geração própria de energia pode reduzir a conta de luz em todo o País, diz Win

Atualmente em discussão no Congresso Nacional, criação de marco legal é melhor solução para afastar risco de retrocesso da tecnologia fotovoltaica e de demais fontes renováveis no País  

 
O Projeto de Lei (PL 5829/2019), atualmente em debate no Congresso Nacional e que prevê a criação de um marco legal para a geração própria de energia no Brasil, pode trazer mais segurança para o crescimento sustentável do País, reduzir a conta de luz de todos os brasileiros e ao mesmo tempo gerar novas oportunidades de emprego e renda à população.
 
A avaliação é de Camila Nascimento, diretora da Win Energias Renováveis e coordenadora estadual da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) no Rio de Janeiro. De acordo com a executiva, o marco legal tem de caminhar para estabelecer o justo preço da energia solar e demais fontes para todos os consumidores do setor elétrico, no sentido de garantir segurança jurídica e previsibilidade no País.
 
“Com mais de 5 gigawatts (GW) de potência instalada em telhados e pequenos terrenos de cerca de 80% dos municípios brasileiros, o mercado de energia solar ultrapassou a marca de R$ 24 bilhões em investimentos acumulados desde 2012, com aproximadamente 150 mil empregos gerados”, comenta.     
 
Na visão da executiva, o PL 5829/2019, de autoria do deputado federal Silas Câmara e com atual relatoria do deputado federal Lafayette de Andrada, é hoje a solução mais efetiva para afastar o risco de retrocesso à energia solar e demais fontes renováveis utilizadas para a geração distribuída.
 
“Vale lembrar que a energia solar na geração distribuída traz importantes benefícios sociais, econômicos, ambientais e elétricos para a toda a sociedade, cujos atributos foram comtemplados no substitutivo ao PL 5829/2019”, explica. “Tais benefícios superam, de longe, os eventuais custos da modalidade ao País”, acrescenta.
 
Somente com a redução de custos no uso de termelétricas fósseis, a aprovação do PL trará mais de R$ 150 bilhões de economia até 2050, segundo estudo da ABSOLAR, diminuindo o peso das bandeiras vermelhas nas contas de luz e contribuindo para a redução de emissões de poluentes e gases de efeito estufa no setor elétrico.
 
Adicionalmente, também serão proporcionados mais de R$ 23 bilhões de economia sobre perdas elétricas na transmissão, distribuição e geração da energia elétrica em usinas de grande porte, distantes dos locais de consumo.  


Win Energias Renováveis

Maio Amarelo: educação no trânsito também é assunto de criança

Saiba como família e escola podem incentivar e conscientizar crianças para formar cidadãos responsáveis, seja como motoristas, passageiros ou pedestres


Falar sobre trânsito atualmente é uma questão que não se esgota. Com o aumento indiscriminado da frota de veículos e uma maior aglomeração de pessoas nas grandes cidades, debater sobre o tema tornou-se fundamental em todos os âmbitos - político, social e até educacional. Se engana quem pensa que esse é apenas assunto de adulto. Para promover um trânsito com pessoas mais conscientes, é importante educar e incentivar as crianças a aprenderem sobre o tema desde cedo. Embora ainda não sejam condutores de veículos, os estudantes participam do tráfego como pedestres e ciclistas, além de serem passageiros atentos aos comportamentos dos pais e motoristas. 

A assessora pedagógica de Educação Infantil do Sistema Positivo de Ensino, Fabiana Patrzyk, lembra que o próprio Código de Trânsito Brasileiro prevê que as ações de conscientização devem ser feitas desde a infância. "Cabe ressaltar que vivemos em sociedade e fazer educação para o trânsito passa por discussões sobre o exercício da cidadania; a mobilidade e acessibilidade para todos; os papéis assumidos ao circular; o compartilhamento do espaço e meio ambiente. Tudo isso permite garantir o direito de ir e vir de todo o cidadão e o respeito ao próximo", destaca Fabiana.

De acordo com a educadora, é papel da escola, em parceria com a família, desenvolver ações conjuntas que visam a conscientização. "O exemplo dos familiares é o primeiro passo para a educação nesse sentido, mas a escola também deve cumprir a sua parte. É importante não esquecermos que esse assunto deve ser trabalhado durante todo o ano – não apenas durante o maio amarelo – e os bons exemplos e práticas devem ser aplicados de forma permanente", alerta.


Mas como fazer isso na prática?

Fabiana destaca algumas atitudes que pais e responsáveis podem desenvolver em qualquer lugar: estacionar apenas em locais permitidos; não utilizar vagas destinadas a pessoas idosas ou cadeirantes; não andar acima da velocidade permitida; dar preferência ao pedestre; utilizar itens obrigatórios de segurança e ficar atento à sinalização de trânsito.

Em relação às escolas, a experiência é fundamental para uma aprendizagem significativa e cabe ao professor selecionar o que é mais adequado para a sua turma. A educadora lista algumas práticas que podem ser desenvolvidas pelas escolas para que todos se tornem responsáveis para um trânsito mais seguro e consciente:

  • Por meio da leitura de imagem de cenários, é possível realizar a identificação de situações-problema, partindo assim dos conhecimentos prévios das crianças. Do mesmo modo, para cada atividade proposta, a realização da roda de conversa é importante para que a turma compartilhe os conhecimentos construídos.
  • A dramatização também é importante. Espaços como circuitos e minicidades são estruturas que podem ser desenvolvidas com materiais disponíveis na própria instituição escolar. Nesse faz de conta, as crianças são incentivadas a adotar comportamentos seguros em situações reais de mobilidade urbana, ao vivenciarem os diferentes modos de deslocamento (como pedestres, ciclistas e usuários do transporte público). 
  • Diversos filmes infantis possuem cenas com referências ao trânsito e permitem a análise sobre as atitudes e ações dos personagens. Por exemplo, no filme O Galinho Chicken Little, as crianças podem refletir sobre desembarque de passageiro; local de brincar; cores do semáforo; quando e onde atravessar; utilização do cinto de segurança; como proceder dentro de um meio de transporte; qual o local correto para as crianças sentarem; perigo ao jogar lixo pela janela.
  • A sistematização dessas aprendizagens pode ser realizada por meio de fotos, compondo assim um mural ou publicação nas redes sociais com as boas práticas já realizadas pelos familiares, como o uso da cadeirinha no carro, do cinto de segurança, atravessar na faixa de pedestres, entre outras ações.

10 anos da decisão do STF sobre o casamento gay

O dia 5 de maio de 2011 é o momento de celebrar uma grande conquista, não só para o universo LGBT+, mas para toda a sociedade. É o marco em que o Supero Tribunal Federal (STF) determinou como legal a união estável entre casais homoafetivos. Dois anos depois, em 14 de maio de 2013, um ato ainda maior foi conquistado com a Resolução nº 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça reconhecendo o casamento homoafetivo. Esse ato humanizado do poder judiciário insere a comunidade LGBT+ na sociedade ao igualar os direitos da união das pessoas do mesmo sexo.

Nesses dez anos, podemos comemorar o avanço social, inclusive, de inclusão social com o reconhecimento de que somos todos iguais perante a lei. Esse é um ganho para a sociedade e também para o poder judiciário brasileiro.

Um amplo movimento da sociedade, da imprensa, da comunidade LGBT+ e do próprio judiciário ao longo do tempo mostrou ao STF que uma entidade familiar se constrói por meio do amor. O STF se despiu do machismo e do preconceito, do pensamento retrógrado para fazer cumprir o que está em um dos atos mais solenes, que é o casamento. Hoje, o casal homoafetivo está inserido na sociedade por meio de um ato jurídico perfeito.

Esse direito trouxe a felicidade a todos esses casais e o reflexo disso pode ser observado nos últimos anos. O número de registro de união estável entre 2011 e 2020 aumentou em 28% e o de casamento, 138%. Antes disso, foram registrados apenas 576 atos de união sem um respaldo juridico.

Hoje, os casais homoafetivos podem escolher os regimes de bens do casamento, têm o direito à sucessão hereditária, enfim todos os direitos relacionados à união estável e ao casamento de um casal heteroafetivo.

Inclusive, o Brasil é um dos 27 países contabilizados em 2019 pela Associação Internacional de Gays, Lésbicas Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (Ilga) que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em 2009, esse tipo de casamento era reconhecido em apenas sete países.

Essa foi uma das decisões mais bonitas do STF e é apenas uma alavanca para conquistarmos outros direitos tão importantes para a evolução da nossa sociedade.

 


Dra. Catia Sturari - advogada especializada em Direito de Família, atuando há 12 anos na área. Formada pela IMES (Hj, USCS), em São Caetano do Sul, atualmente cursa pós-graduação em Direito de Família pela EBRADI. Condutora do programa Papo de Quinta, no Instagram, voltado às questões que envolve o Direito de Família, também é palestrante em instituições de ensino e empresas e é conhecida pela leveza em conduzir temas difíceis de aceitar e entender no ramo do Direito de Família.


Maio Amarelo: ClickBus dá 5 dicas para tornar a viagem de ônibus mais segura

Maio Amarelo: ClickBus dá 5 dicas para tornar a viagem de ônibus mais segura

No mês da conscientização quanto aos acidentes de trânsito, empresa destaca atitudes que podem salvar vidas

O número de acidentes de trânsito no mundo todo ainda é preocupante. No Brasil, por exemplo, em 2020, ocorreram cerca de 63 mil acidentes somente nas rodovias federais, de acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal. Para que haja uma maior atenção para esse problema, o Movimento Maio Amarelo, criado em 2014, surgiu com o propósito de chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito no mundo todo. A edição deste ano, iniciada no último dia 3, tem como tema principal "No trânsito, sua responsabilidade salva vidas" e, com ações coordenadas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), pretende alertar a população para os cuidados no trânsito.

E como o objetivo principal da campanha é zelar pela saúde e segurança de todos, a ClickBus, plataforma líder em vendas online de passagens rodoviárias no Brasil, separou algumas dicas para quem vai viajar estar seguro dentro e fora dos ônibus. "A segurança de quem viaja é uma preocupação nossa e das empresas de ônibus, por isso, sempre que possível trabalhamos de maneira conjunta para garantir ou conscientizar quem viaja de ônibus como pode contribuir para uma melhor experiência de todos e todas", diz Phillip Klien, CEO da ClickBus.

A sua segurança em primeiro lugar


Quando for realizar uma viagem intermunicipal ou interestadual, utilize sempre empresas de transporte devidamente reguladas pela ANTT e os demais órgãos reguladores dos estados. Com isso você garante que sua viagem está sendo realizada por uma viação que segue todas as normas de segurança estabelecidas, desde a qualidade do veículo até mesmo ao treinamento do motorista e demais funcionários.



Faça a sua parte!


Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (ABRATI), atualmente as viações são responsáveis por apenas 0,0017% dos acidentes em rodovias federais. Isso se dá pois essas empresas devidamente regulares investem de 7% a 10% da sua folha de pagamento na segurança dos seus passageiros. Portanto, com os viajantes respeitando as normas estabelecidas dentro e fora dos ônibus, podem se sentir seguros e bem cuidados durante todo o trajeto.



Dentro do busão!


O uso do cinto de segurança em viagens de ônibus nas rodovias brasileiras é obrigatório. Siga as orientações indicadas no início da viagem pelos funcionários das viações. Neste momento de pandemia, vale ressaltar também as medidas de biossegurança como uso de máscara e álcool gel.


Faça escolhas conscientes


O transporte rodoviário de passageiros é uma opção para quem gosta de pegar a estrada, mas não quer ter que se preocupar por ter que passar horas dirigindo, que é considerado um comportamento de risco nas rodovias nacionais. Em caso de viagens mais longas ou que contem com atividades consideradas cansativas, o ideal é optar por essa modalidade de transporte que garante a segurança no trânsito.



Evite conversar com o motorista


Sabe-se que a boa educação é algo valioso e que cumprimentar o motorista e tratá-lo com respeito fará com que ele se sinta feliz e respeitado. Mas evitar fazer perguntas ao condutor do veículo e iniciar conversas durante o percurso é essencial para que a segurança de todos dentro do ônibus seja mantida e até de outros veículos, já que a falta de atenção de quem está ao volante pode ocasionar acidentes.



ClickBus


O que é Aprendizagem Gamificada?



De maneira geral, a Aprendizagem Gamificada é uma maneira simples de você conseguir utilizar elementos comuns de jogos que não se restringem apenas ao entretenimento.

A ideia é fazer com que os games sejam utilizados para tornar os conteúdos mais complexos em materiais mais simples de serem compreendidos, facilitando assim todo o seu processo de aprendizagem.

A Aprendizagem Gamificada tem as mesmas estratégias que qualquer jogo, como:

·         Os objetivos que devem ser alcançados;

·         Um sistema de pontuação;

·         Ranking;

·         Recompensas por alcançar missões;

Essa técnica pode ser um ótimo método para engajar e atrair ainda mais pessoas, além de promover uma maneira diferenciada de aprendizado, motivando ainda mais o seu público.

A Aprendizagem Gamificada pode ser aplicada em diversos contextos tecnológicos, como:

·         Saúde;

·         Causas sociais;

·         Marketing;

·         Treinamento corporativos;

·         Educação;

Essa é definitivamente uma ótima sacada para que você consiga chamar ainda mais a sua audiência, especialmente para um público mais jovem.

Quem são as pessoas que utilizam a Aprendizagem Gamificada?

A Aprendizagem Gamificada é muito utilizada em demandas internas dentro da organização, mas também pode ser utilizada para estimular os seus consumidores a finalizarem suas compras.

Outra maneira que você pode utilizar a Aprendizagem Gamificada é por meio de programas de fidelização, para conseguir valorizar ainda mais seus clientes e gerar novos. Nestes casos o cliente consegue se cadastrar em um determinado programa e, a partir disso, ele pode juntar pontos para que consiga ganhar brindes e descontos. E aí cada uma das missões irá gerar uma pontuação diferenciada, e o usuário poderá ter acesso ao ranking com todos os outros participantes.

Obviamente que essa mesma plataforma deve ser utilizada com novas campanhas, promoções, marca, produtos e também pesquisas.

Esse tipo de fidelidade poderá atrair ainda mais pessoas, já que é algo prático e muito divertido, além de gerar muitos benefícios para os seus participantes.

Quais são os pontos positivos e negativos da Aprendizagem Gamificada?

É bem verdade que essa ideia de trabalho poderá trazer diversos benefícios para os seus colaboradores com a organização, além de poder ajudar no RH.

– Dados importantes da equipe:

Por ser um tipo de treinamento online, o Recursos Humanos consegue acompanhar cada funcionário e assim obter os resultados detalhados de cada uma das ações.

Isso pode ajudar a empresa descobrir quais são os lugares onde seus colaboradores têm mais dificuldade, se ele está tendo os resultados esperados e se está havendo algum progresso.

Todas essas dúvidas poderão ser vistas de perto pelo RH, conseguindo trazer assim respostas mais práticas e rápidas para avaliar toda a sua equipe e buscar por melhorias que influenciarão nos resultados e no crescimento da empresa.

– Engajamento:

A Aprendizagem Gamificada proporciona aos funcionários uma maneira mais simples de ter um dia a dia mais dinâmico e melhora o engajamento.

A cada etapa concluída, o funcionário será estimulado a seguir para o próximo nível, para que possa aumentar a sua pontuação e, consequentemente, subir de nível.

Partindo deste ponto, a Aprendizagem Gamificada pode vir a se tornar uma fonte de relacionamento dentro da empresa, apoiando o contato entre os colaboradores e seus setores de comunicação.

Vale lembrar que esse tipo de engajamento pode ajudar muito o funcionário e fazer com que a empresa mantenha seus talentos dentro da empresa, diminuindo assim a rotatividade.

– Produtividade e treinamento corporativo:

Através do game personalizado, a empresa irá conseguir educar de maneira mais divertida os seus funcionários, capacitando de maneira recorrente a equipe, com questões operacionais, estimulando assim o crescimento da sua organização.

Além do mais, o participante conseguirá pelo sistema o resultado de cada uma de suas ações, tendo um feedback em tempo real de toda a sua performance e quais temas ele poderá melhorar.

Pesquisas revelaram que o processo de assimilação para quem estuda esse tipo de conteúdo é muito mais estimulante e simples de compreender.

E, ao invés desse tipo de treinamento vir a se tornar uma obrigação, o funcionário poderá ser encorajado a manter os seus estudos sem pressão.

Porém, vale lembrar que a aplicação da Aprendizagem Gamificada não se resume apenas aos seus treinamentos, ela também diz respeito a tarefas mais simples, que estimulam a produtividade.

– O preço da conquista:

Através de uma competição saudável proporcionada pela Aprendizagem Gamificada, os funcionários poderão sentir despertar em si o sentimento de conquista. Isso pode influenciar a sua empresa a crescer e aumentar os seus objetivos, que é um dos pontos principais para um grande negócio.

Pontos negativos da Aprendizagem Gamificada

 – Frequência:

Assim como qualquer outro tipo de aprendizagem, esse também tem a questão do exagero, que poderá deixar de gerar os resultados positivos.

Afinal de contas, você não quer que os seus funcionários tomem como prioridade outras atividades que não sejam as da empresa, não é mesmo? Para que isso não aconteça, tente estabelecer limites e tempo de jogo.

Para buscar as melhores soluções, deixe que eles acessem rapidamente o jogo, façam as mudanças necessárias e voltem para o trabalho.

– Recursos necessários e o orçamento:

É muito importante que você consiga fazer com que a Aprendizagem Gamificada se torne um benefício e não mais um ponto de estresse para quem participa dele. Aposte em empresas de T.I qualificadas para desenvolver o seu projeto, assim, sua equipe não ficará voltada somente para esse projeto e poderá se dedicar aos seus negócios. Mas isso requer da empresa uma quantia de dinheiro, que algumas microempresas ainda não têm.

 

Conclusão

Depois desse post tenho certeza que você conseguiu definir por você mesmo se a Aprendizagem Gamificada é boa ou ruim. Mas, vale lembrar que essa tecnologia pode fazer a diferença em qualquer empresa, mas é preciso saber a maneira correta de utilizá-la.

 

Desenvolvedores: para além da bolha


O mercado de Tecnologia da Informação nunca esteve tão aquecido. Profissionais das mais diversificadas áreas movimentam e ditam o ritmo frenético do mundo deste negócio que tem presença garantida em todos os segmentos e core business mundo afora.

E não basta somente ter formação superior em cursos de TI, um idioma em nível avançado como inglês, espanhol, alemão, entre outros, ou ainda, experiência consolidada na área, ter trabalhado com metodologias ágeis, com mentalidade orientada para produtos específicos, conhecimentos em arquitetura de microsserviços, em governança de API (gerenciamento de contratos, controle de versão) e em muitas linguagens técnicas. Todas essas importantíssimas habilidades, é claro, são de grande valor para atuar nesse mercado em ebulição, especialmente, nos últimos meses. No entanto, precisamos falar de outros atributos que o nosso mercado tanto carece.

Importante ressaltar que devemos buscar e formar um profissional que vá muito além do conhecimento, que absorva o DNA da empresa, que compartilhe dos mesmos valores e princípios. Certamente, o conhecimento que se adquire é fundamental, mas o “core” de um profissional é construído ao longo dos seus anos de experiência, desde a sua formação primária. Atualmente, as empresas buscam os profissionais somente com base no conhecimento técnico sem levar muito em conta esses valores, muito em função da escassez de mão de obra qualificada, principalmente no segmento de TI. Sem dúvida, investir em pessoas que compartilham a essência dessa visão traz muito mais valor a todos os envolvidos.

É até um tanto delicado, mas todos nós precisamos ter o cuidado e a transparência na conduta ao contratar profissionais já com uma sólida formação ou em formação. O ponto convergente é que esses profissionais são bastante requisitados pelo mercado, mas devemos ter critérios éticos para dar a real dimensão a todas as qualificações acima mencionadas e avaliar o quão maduras são para, então, determinar o investimento salarial a cada função específica. E, aqui, é preciso reforçar que esse amadurecimento não passa somente pelo tempo que está no cargo, mas, sim, pela permanência nos projetos envolvidos, que passam por várias etapas e culminam com a entrega efetiva deste trabalho. Ou seja, é extremamente relevante levar para a carreira profissional o ciclo completo e os resultados conquistados nesses projetos realizados.

Esse movimentado setor de TI tem sido alvo de um troca-troca constante de profissionais que ‘não esquentam’ a cadeira e logo estão em outro emprego. Eu acredito que o mais apropriado para empregador e colaborador é formar esse profissional desde o início de sua carreira, dando a ele condições de crescimento, valorizando seu interesse e, principalmente, oferecendo benefícios de ganhos de conhecimento com cursos que somam tanto ao seu currículo. Ambos ganham. Ganham valuation. Efetivam sua mão de obra, tornando cada vez mais qualificada. Conquistam muitos aprendizados, senioridade, confiança, proatividade, credibilidade, domínio e segurança e fortalecem seus laços com a empresa que trabalham, com os clientes que atendem, com o produto que desenvolvem, enfim, ampliam exponencialmente sua experiência, sua bagagem, então, temos aí um ciclo completo para a sólida formação deste profissional.

Sem contar que, por fim, nesse ecossistema de carreira profissional, terão seus passes mais valorizados e poderão elevar ainda mais seus ganhos financeiros e consolidar-se em um patamar de remuneração adequada e satisfatória.  



Fabio Iamada - diretor da ORYS, consultoria especializada em inteligência de dados.


segunda-feira, 24 de maio de 2021

As ameaças disfarçadas do tabagismo para a sua saúde bucal

70% das pessoas com câncer de boca fumam e o problema não está só no cigarro industrializado


Maio é o mês marcado pela luta contra o fumo, graças ao Dia Mundial sem Tabaco (31/5). Essa é uma das principais datas no calendário da Saúde e da Odontologia, uma vez que o tabagismo aumenta e muito o risco de câncer de boca, um dos tipos mais comuns entre fumantes - 70% das pessoas com câncer de boca fumam, revela o Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

Diante desse cenário, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) faz um alerta para os ‘novos cigarros’, opções mais atraentes do que o industrializado, mas que escondem grandes perigos. São os narguilés, os vapes - cigarros eletrônicos - e até as versões disfarçadas de naturais, com camomila, sálvia, jasmim ou essências de sabor, em que o próprio fumante prepara o cigarro. “Não existe consumo seguro de tabaco. Se tem tabaco, sempre tem o risco, pois são as substâncias que estão nele que prejudicam a saúde bucal e, consequentemente, o corpo em geral. Nicotina, alcatrão, monóxido de carbono e até a fumaça e o calor geram danos à mucosa da boca”, avisa a cirurgiã-dentista Silmara Regina da Silva, integrante da Câmara Técnica de Estomatologia do CROSP. 

São poucos os estudos que abordam os diferentes formatos, mas já se sabe, por exemplo, que “uma hora de cigarro eletrônico equivale a 10 cigarros convencionais fumados”, explica o presidente da mesma Câmara Técnica do CROSP, Fábio de Abreu Alves. A comparação é importante, pois as versões eletrônicas chamam a atenção por emitir menos fumaça e pela discrição, já a ameaça está na alta concentração de nicotina, provocando a depedência de forma mais intensa. 

Mas, até o surgimento de problemas, existe um caminho: dos menos graves, como manchas nos dentes e doenças periodontais, ou seja, que afetam os tecidos de suporte, levando, muitas vezes, à perda de dentes e ao insucesso dos implantes dentários; até os de maior complexidade, sendo o câncer de boca o mais preocupante. Ainda segundo o INCA, a estimativa é de que 15 mil pessoas tenham desenvolvido a doença em 2020 no Brasil, além das mais de 6,6 mil mortes registradas em 2019. 

Esse percurso do tabagismo no corpo é silencioso e aumenta em até oito vezes o risco de uma pessoa desenvolver câncer de boca em relação a quem não fuma. “A doença é mais comum a partir dos 40 anos porque o tempo e a quantidade ingerida são fatores que influenciam. Mas, dependendo da suscetibilidade da pessoa, uma quantidade pequena já pode desencadear o câncer”, afirma Silmara. “Os sinais surgem em feridas que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas vermelhas ou esbranquiçadas e nódulos (caroços) em qualquer região da boca: língua, gengiva, bochecha ou palato (céu da boca), por exemplo. Ao notar um desses sintomas, é preciso procurar imediatamente por um serviço de Saúde”, enfatiza. 

Por não existir consumo seguro, também não há meios de prevenir os efeitos do cigarro na cavidade oral. “Nenhum cuidado com higiene bucal pode evitar os riscos trazidos pelo tabaco. Contudo, bons hábitos como a correta higienização, o consumo de frutas e vegetais e a periodicidade das consultas com o cirurgião-dentista são fundamentais para fazer o diagnóstico precoce e tratamento das possíveis alterações”, conta Silmara. 

Fábio recomenda que as visitas dos fumantes ao consultório sejam de duas a três vezes por ano. “O câncer de boca na fase inicial, em geral, não tem sintomas, por isso é tão importante a avaliação da cavidade oral por exames odontológicos. O diagnóstico precoce oferece 90% de chance de cura. No diagnóstico tardio, essa chance diminui para 50%”. 


O enfrentamento à dependência

O tabagismo é uma doença crônica de dependência química da nicotina, presente no tabaco, e faz parte do grupo de transtornos mentais e comportamentais pelo uso de substância psicoativa, conforme a Revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID-10). 

“O Brasil é o segundo país no mundo, depois da Turquia, a promover um modelo exitoso de implementação da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (primeiro tratado internacional de saúde pública, assinado e ratificado por 181 países), um conjunto de medidas que permite o enfrentamento ao tabagismo. Isso possibilitou uma queda significativa na prevalência da doença, mas há muito a ser feito”, fala a coordenadora Estadual do Programa Nacional de Controle de Tabagismo de São Paulo, pelo Centro de Referência de Álcool, Tabaco e Outras Drogas (CRATOD), e integrante da Comissão de Políticas Públicas do CROSP, Sandra Marques. 

No ano passado, com o desafio da pandemia do novo coronavírus e o agravamento das condições de saúde mental, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou a campanha Comprometa-se a parar de fumar durante a Covid-19 para o Dia Mundial sem Tabaco de 2021. “O cirurgião-dentista tem papel fundamental na estratégia de ampliação das ações de enfrentamento ao tabagismo e integralidade do cuidado. Assumir esse protagonismo perante um grave problema de saúde pública nos remete à concepção do papel que exercemos enquanto profissionais de Saúde. Precisamos desmistificar a dependência química e entendê-la como patologia para tratá-la”, completa.

 

 

Conselho Regional de Odontologia de São Paulo - CROSP

www.crosp.org.br

 

Especialista explica por que a covid-19 já é considerada uma doença vascular e não apenas respiratória

Cientistas defendem que a doença deixe de ser classificada como uma síndrome respiratória aguda grave (SRAG) para se tornar a primeira febre viral trombótica

 

Para a maior parte dos leigos, a covid-19 pode ser definida apenas como uma doença respiratória, que em poucos dias pode acometer os pulmões. Porém, cientistas descobriram recentemente que esta é apenas uma das faces da doença. "O SARS-CoV-2 possui também impacto vascular no organismo por causar lesão endotelial, que é a camada interna do vaso. "Esta lesão pode causar dissecção deste vaso, inflamação do endotélio com comprometimento da circulação, tromboembolismo arterial e venoso, alteração da microcirculação, e consequente repercussão em todo o organismo ", explica o médico Dr. Josualdo Euzébio da Silva, especializado em cirurgia vascular e endovascular.

Conforme o médico revela, as alterações endoteliais podem justificar essas alterações. Dr. Josualdo enfatiza ainda que a Covid-19 precisa ser mais conhecida para melhor entendimento. "Temos visto alterações circulatórias que podem ocorrer tanto na fase da doença quando no período até três meses pós-covid. Algumas alterações podem ser tratadas com medicamentos e outras necessitam de tratamento cirúrgico".

Uma pesquisa publicada na revista científica norte-americana Circulation Research mostrou que o novo coronavírus utiliza uma enzima de conversão da angiotensina (ACE2) para facilitar a entrada nas células-alvo e iniciar a infecção. Esta entrada viral na célula depende da ligação da proteína S (glicoproteína Spike) à ECA (enzima de conversão da angiotensina) nas células hospedeiras.

"Segundo o artigo da renomada revista, quando o endotélio vascular é infectado, ele desencadeia a produção de espécies reativas de oxigênio mitocondrial e desvio glicolítico. Paradoxalmente, a ACE2 é protetora do sistema cardiovascular, enquanto a proteína SARS-CoV-1 S promove lesão pulmonar ao diminuir o nível de ACE2 nos pulmões infectados. No estudo, os cientistas mostraram que a proteína S sozinha pode danificar as células endoteliais vasculares (ECs) ao diminuir a regulação da ECA2 e, consequentemente, inibir a função mitocondrial".

Neste estudo, o Sars-CoV-2 é ressaltado com uma característica peculiar: a de promover a hipercoagulabilidade do sangue, sobretudo por fomentar uma produção elevada de substâncias inflamatórias e de uma enzima chamada trombina, que participa do processo de coagulação. "As complicações circulatórias deste evento podem comprometer pulmões, coração, rins e cérebro. O tromboembolismo arterial e venoso e o comprometimento da microcirculação pode levar até mesmo a perda dos membros inferiores", destaca o cirurgião.

Um artigo publicado recentemente no periódico científico Memórias do Instituto Oswaldo Cruz defendeu que, inclusive, que a covid-19 deixe de ser classificada como uma síndrome respiratória aguda grave (SRAG) para se tornar a primeira febre viral trombótica. Seria uma classificação pioneira, já que ela é a primeira que favorece a coagulação excessiva, aumentando o risco de trombose.

Dr. Josualdo Euzébio alerta que o controle e a prevenção do tromboembolismo na fase aguda da covid-19 deve ser enfatizado. "É fundamental o acompanhamento médico, lembrando que dor e inchaço nas pernas podem sugerir alterações trombóticas. Saliento a importância do isolamento social e das medidas sanitárias recomendadas pelo Ministério da saúde e enfatizo que as doenças vasculares muitas vezes necessitam de diagnóstico e tratamento precoces", finaliza.




DR. JOSUALDO EUZÉBIO DA SILVA - CRM MG 26128 RQE 17502/RQE 31642
BELO HORIZONTE MG


Hospital Maternidade de Campinas orienta sobre maior cuidado com os bebês no inverno


Os cuidados com os bebês precisam ser redobrados nos meses de inverno, uma vez que o sistema imunológico deles ainda está em desenvolvimento. É recomendável que as gestantes e as crianças, entre seis meses e cincos anos de idade, tomem a vacina contra a gripe, disponível na rede pública e que sejam evitados os contatos dos bebês com pessoas que apresentem sintomas de um simples resfriado.


O aumento da frequência dos casos de infecções virais respiratórias – que atacam o nariz, a garganta e os pulmões – no outono e no inverno preocupam os profissionais da área da Saúde, principalmente com os bebês pelo fato de não terem, ainda, as defesas do organismo desenvolvidas. A recomendação dos profissionais do Hospital Maternidade de Campinas é que a atenção com os bebês seja ainda maior. 

Embora as medidas de prevenção sejam simples, como evitar contato dos bebês com pessoas que apresentem sintomas até de um simples resfriado e manter a boa higienização da casa, o Hospital Maternidade de Campinas faz o alerta na tentativa de evitar as internações. Os cuidados, desde o ano passado, são ainda mais importantes devido a pandemia da Covid-19”, alerta o presidente do Hospital Maternidade de Campinas, Dr. Marcos Miele.

O vírus sincicial respiratório, que geralmente é inofensivo para crianças maiores de dois anos e para os adultos, pode ser perigoso para recém-nascidos. Por isso, nesta época do ano, principalmente, é importante que os pais evitem até mesmo receber visitas de parentes e amigos que desejam conhecer o bebê. Para quem tem recém-nascidos, a quarentena deve ser ainda mais rigorosa”, aconselha o pediatra Dr. Rogério Manuel Duarte Nogueira, diretor da instituição. De acordo com ele é essencial manter o calendário de vacinação atualizado e muito recomendável que as grávidas e as crianças entre seis meses e cincos anos de idade tomem a vacina contra a gripe, disponível na rede pública”, orienta.

 

Resfriado x gripe

Resfriado e gripe são as doenças mais comuns nesta época do ano e que podem afetar as vias respiratórias. Apesar de, muitas vezes, serem confundidas e compartilharem dos sintomas iniciais – nariz entupido e dores no corpo –, trata-se de duas infecções distintas. O resfriado pode ser desencadeado por várias espécies diferentes de vírus e provoca, no máximo, dores leves, tosse, espirros e coriza nasal. Já a gripe é causada por um vírus específico (influenza) e se diferencia principalmente pelos sintomas que aparecem a médio prazo: dores mais intensas do que nos resfriados, náuseas, febre, congestionamento das vias respiratórias e comprometimento do sistema imunológico.

É importante estar atento à gripe, uma vez que, ao comprometer o sistema imunológico, ela pode abrir espaço para problemas mais graves, como a pneumonia. Outra preocupação é com a bronquiolite viral que, embora provoque sintomas semelhantes aos do resfriado ou da gripe, nos bebês ela pode evoluir e provocar inflamação das vias aéreas do pulmão. “Essa inflamação pode ser identificada pelo “chiado” no peito, similar ao de crianças com asma, e pela dificuldade respiratória. Dependendo da gravidade, pode exigir até a internação das crianças em Unidades de Terapia Intensiva”, explica o pediatra.


Orientações básicas

Uma das orientações mais importantes é que as pessoas com o menor sintoma de gripe, resfriado ou doenças respiratórias evitem o contato com as crianças. Caso não seja possível – se os pais ou irmãos estiverem doentes, por exemplo – recomenda-se o uso de máscaras dentro de casa. É necessário, também, que todos lavem bem as mãos com maior frequência, principalmente ao chegar rua e antes de pegar ou tocar nos bebês. 

Mesmo as crianças maiores com infecções respiratórias não devem ter contato com outras para evitar uma possível transmissão da doença. Além disso, elas necessitam de repouso e cuidados para a recuperação mais rápida. É aconselhável que o acompanhamento médico, quando a criança apresentar quaisquer dos sintomas da gripe ou resfriado, seja feito no Centro de Saúde ou em consultórios, evitando-se os prontos-socorros para reduzir o risco do contato das crianças com pessoas que estão ali pelos mais variados problemas de saúde.

Pixabay


Em casa

A casa e os quartos das crianças devem estar sempre limpos e arejados. É preciso ficar atento aos brinquedos de pelúcia, tapetes, cortinas, protetores de berço e almofadas entre outros, que acumulam poeira e, consequentemente, concentram ácaros, grandes causadores de alergias respiratórias. Animais de estimação devem ficar longe das crianças. 

O leite materno é o alimento ideal para o bebê e deve ser mantido de forma exclusiva até os seis meses de idade. Depois, até os dois anos de idade, recomenda-se o aleitamento juntamente com comidas saudáveis. O leite funciona como uma vacina e protege a criança de infecções respiratórias, visto que contém os anticorpos da mãe.

Outo alerta é garantir que ninguém fume nos cômodos da casa, pois a fumaça do cigarro irrita as vias respiratórias das crianças. Também é aconselhável umidificar os ambientes – para diminuir as irritações da pele e mucosa dos olhos, nariz e vias respiratórias –, lavar o nariz com soro fisiológico, principalmente em caso de coriza ou obstrução nasal e oferecer bastante água, a fim de hidratar o corpo e eliminar secreções.


Beber muita água é sempre positivo?

Um dos conselhos mais difundidos junto a quem procura uma vida saudável é beber bastante água. Quem nunca escutou que é preciso consumir, no mínimo, dois litros do líquido por dia? Apesar da importância para o bom funcionamento dos rins e de outros sistemas do organismo, é necessário cautela na hora de seguir esta recomendação. Segundo o urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Sandro Nassar, dentro das patologias renais, há tanto as que demandam alto consumo de água quanto as que exigem cuidado com o volume ingerido.  

No cenário mais amplo, a orientação para consumo abundante de água está associada essencialmente a dois fatores: desidratação e formação de cálculos renais. O primeiro fator, segundo o médico, tem maior risco de ocorrer entre crianças e idosos que tendem a ter quadros de vômitos e diarreia mais frequentes. “A perda de líquido por esses meios pode gerar desidratação, que aumenta a chance de insuficiência renal. Para evitar isso, indicamos uma ingesta satisfatória de água diariamente”, complementa. 

Do outro lado, quando existe diagnóstico de insuficiência renal, a orientação vai na contramão: a ideia é que o consumo de líquido se torne cada vez mais restrito conforme a gravidade do problema. Nassar explica que nestes casos, o rim tem uma incapacidade de filtração e, se a demanda hídrica for alta, ocorre inchaço.  

“A perda da função do rim pode ocorrer por diferentes motivos, como uso de medicamentos, diabetes e hipertensão. Para os pacientes com o quadro, é preciso limitar o consumo de qualquer líquido, até mesmo os presentes nos alimentos, para evitar inchaço - que geralmente é percebido nas pernas. Em casos graves, por exemplo, essa ingestão pode ser de no máximo 800 ml ao dia”. 

O urologista ressalta, no entanto, que para uma população saudável e que mantém acompanhamento médico constante, a dica de consumo de 1,5 a 2 litros de água por dia pode ser seguida. “Essa é uma orientação generalizada que auxilia na prevenção de cálculo renal. Porém, vale ressaltar que essa quantidade não vai impedir o problema em todos. Algumas pessoas vão necessitar de mais líquido, por isso é preciso sempre ter um acompanhamento médico”, conclui. 

 


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