O
mercado de Tecnologia da Informação nunca esteve tão aquecido. Profissionais
das mais diversificadas áreas movimentam e ditam o ritmo frenético do mundo
deste negócio que tem presença garantida em todos os segmentos e core business
mundo afora.
E não basta somente ter formação superior em cursos de TI, um idioma em nível
avançado como inglês, espanhol, alemão, entre outros, ou ainda, experiência
consolidada na área, ter trabalhado com metodologias ágeis, com mentalidade
orientada para produtos específicos, conhecimentos em arquitetura de
microsserviços, em governança de API (gerenciamento de contratos, controle de
versão) e em muitas linguagens técnicas. Todas essas importantíssimas
habilidades, é claro, são de grande valor para atuar nesse mercado em ebulição,
especialmente, nos últimos meses. No entanto, precisamos falar de outros
atributos que o nosso mercado tanto carece.
Importante ressaltar que devemos buscar e formar um profissional que vá muito
além do conhecimento, que absorva o DNA da empresa, que compartilhe dos mesmos
valores e princípios. Certamente, o conhecimento que se adquire é fundamental,
mas o “core” de um profissional é construído ao longo dos seus anos de
experiência, desde a sua formação primária. Atualmente, as empresas buscam os
profissionais somente com base no conhecimento técnico sem levar muito em conta
esses valores, muito em função da escassez de mão de obra qualificada,
principalmente no segmento de TI. Sem dúvida, investir em pessoas que
compartilham a essência dessa visão traz muito mais valor a todos os
envolvidos.
É até um tanto delicado, mas todos nós precisamos ter o cuidado e a transparência
na conduta ao contratar profissionais já com uma sólida formação ou em
formação. O ponto convergente é que esses profissionais são bastante
requisitados pelo mercado, mas devemos ter critérios éticos para dar a real
dimensão a todas as qualificações acima mencionadas e avaliar o quão maduras
são para, então, determinar o investimento salarial a cada função específica.
E, aqui, é preciso reforçar que esse amadurecimento não passa somente pelo
tempo que está no cargo, mas, sim, pela permanência nos projetos envolvidos,
que passam por várias etapas e culminam com a entrega efetiva deste trabalho.
Ou seja, é extremamente relevante levar para a carreira profissional o ciclo
completo e os resultados conquistados nesses projetos realizados.
Esse movimentado setor de TI tem sido alvo de um troca-troca constante de
profissionais que ‘não esquentam’ a cadeira e logo estão em outro emprego. Eu
acredito que o mais apropriado para empregador e colaborador é formar esse
profissional desde o início de sua carreira, dando a ele condições de
crescimento, valorizando seu interesse e, principalmente, oferecendo benefícios
de ganhos de conhecimento com cursos que somam tanto ao seu currículo. Ambos
ganham. Ganham valuation. Efetivam sua mão de obra, tornando cada vez mais qualificada.
Conquistam muitos aprendizados, senioridade, confiança, proatividade,
credibilidade, domínio e segurança e fortalecem seus laços com a empresa que
trabalham, com os clientes que atendem, com o produto que desenvolvem, enfim,
ampliam exponencialmente sua experiência, sua bagagem, então, temos aí um ciclo
completo para a sólida formação deste profissional.
Sem contar que, por fim, nesse ecossistema de carreira profissional, terão seus
passes mais valorizados e poderão elevar ainda mais seus ganhos financeiros e
consolidar-se em um patamar de remuneração adequada e satisfatória.
Fabio Iamada - diretor da ORYS, consultoria especializada em inteligência de dados.
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