O dia 5 de maio de 2011 é o momento de celebrar uma grande conquista, não só para o universo LGBT+, mas para toda a sociedade. É o marco em que o Supero Tribunal Federal (STF) determinou como legal a união estável entre casais homoafetivos. Dois anos depois, em 14 de maio de 2013, um ato ainda maior foi conquistado com a Resolução nº 175/2013 do Conselho Nacional de Justiça reconhecendo o casamento homoafetivo. Esse ato humanizado do poder judiciário insere a comunidade LGBT+ na sociedade ao igualar os direitos da união das pessoas do mesmo sexo.
Nesses dez anos, podemos
comemorar o avanço social, inclusive, de inclusão social com o reconhecimento
de que somos todos iguais perante a lei. Esse é um ganho para a sociedade e
também para o poder judiciário brasileiro.
Um amplo movimento da
sociedade, da imprensa, da comunidade LGBT+ e do próprio judiciário ao longo do
tempo mostrou ao STF que uma entidade familiar se constrói por meio do amor. O
STF se despiu do machismo e do preconceito, do pensamento retrógrado para fazer
cumprir o que está em um dos atos mais solenes, que é o casamento. Hoje, o
casal homoafetivo está inserido na sociedade por meio de um ato jurídico
perfeito.
Esse direito trouxe a
felicidade a todos esses casais e o reflexo disso pode ser observado nos
últimos anos. O número de registro de união estável entre 2011 e 2020 aumentou
em 28% e o de casamento, 138%. Antes disso, foram registrados apenas 576 atos
de união sem um respaldo juridico.
Hoje, os casais
homoafetivos podem escolher os regimes de bens do casamento, têm o direito à
sucessão hereditária, enfim todos os direitos relacionados à união estável e ao
casamento de um casal heteroafetivo.
Inclusive, o Brasil é um
dos 27 países contabilizados em 2019 pela Associação Internacional de Gays,
Lésbicas Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (Ilga) que permite o casamento
entre pessoas do mesmo sexo. Em 2009, esse tipo de casamento era reconhecido em
apenas sete países.
Essa foi uma das
decisões mais bonitas do STF e é apenas uma alavanca para conquistarmos outros
direitos tão importantes para a evolução da nossa sociedade.
Dra. Catia Sturari - advogada
especializada em Direito de Família, atuando há 12 anos na área. Formada pela
IMES (Hj, USCS), em São Caetano do Sul, atualmente cursa pós-graduação em
Direito de Família pela EBRADI. Condutora do programa Papo de Quinta, no
Instagram, voltado às questões que envolve o Direito de Família, também é
palestrante em instituições de ensino e empresas e é conhecida pela leveza em
conduzir temas difíceis de aceitar e entender no ramo do Direito de Família.
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