Pesquisar no Blog

segunda-feira, 19 de março de 2018

Um ovo, dois ovos, ICMS, PIS, IPI e Cofins


 A carga tributária brasileira é uma das maiores do mundo. Representa cerca de 33% de todo o PIB, que é a geração de riqueza de nosso país. Alguns países da Europa até tem uma tributação maior que o Brasil, mas a aplicação destes impostos nestas situações é bem mais notada por seus habitantes. Por aqui, em busca de uma melhor opção para nossa família, gastamos com plano de saúde e educação para nossos filhos, em busca de qualidade. Nos países desenvolvidos, existem boas escolas e bons hospitais. Ou seja, o retorno do imposto pago pelos cidadãos é percebido de forma notória pelos habitantes de seus países.

Mas, falando de Brasil, nesta época do ano, é muito comum a compra de ovos de Páscoa pelas famílias brasileiras. E os preços destes produtos? Alto, muito alto por sinal..., mas pouca gente sabe que quase 40% do valor destes ovos de Páscoa é composto apenas por tributos.  Sim, de acordo com o site “Impostômetro”, a carga tributária é de 38,53%. São diversas siglas que compõem esse percentual, como ICMS, PIS, COFINS e IPI, por exemplo. O ICMS representa a circulação de mercadorias. O PIS e o COFINS têm como fato gerador o faturamento. O IPI representa a fase de industrialização. São tributos que são repassados pelos empresários ao consumidor final, que acaba de fato pagando tudo isto.

Como referência ao ovo de Páscoa, cito alguns produtos com menor carga tributária, como itens de cesta básica por exemplo. O arroz e o feijão têm cerca de 15,34% de tributos. Frutas em média 21,78%. Batata e leite têm, respectivamente, 11,22% e 12,55%, uma das menores cargas tributárias entre os alimentos. Existem também itens com tributação mais elevada, de forma mais justa, como cigarros (80,42%), jogos de videogame (72,18%), casacos de pele (81,86%) e cachaça (81,87%), por serem não essenciais à população.

Mas, voltando a falar sobre a Páscoa, uma alternativa aos ovos seriam os bombons, mas estes também têm uma carga tributária excessiva. Estima-se algo em torno de 37%. O chocolate de forma geral tem carga de impostos de 38,60%. Outro produto que é bem procurado nesta época, principalmente pelos católicos, é o bacalhau. Este peixe, se nacional, tem 34,48% de impostos. Se importado, pode representar quase 45% de impostos em seu preço final.

Em um cenário com queda de arrecadação e déficit orçamentário, dificilmente o Governo irá mudar este ambiente tributário. Muitas reformas estão por vir, além de várias iniciativas buscando diminuir a sonegação. Tudo isso acredito ser favorável para que um dia os tributos em nosso país diminuam. Mas enquanto isso não acontece, não resta alternativa senão pesquisar, pesquisar e pesquisar! Olhe bem as opções de compra, compare preços e marcas, buscando a maior economia possível, pois dos tributos, não temos como nos livrar.






Marco Aurélio Pitta - gerente de contabilidade e tributos do Grupo Positivo, coordenador e professor de programas de MBA da Universidade Positivo nas áreas Tributária, Contábil e de Controladoria.


Processo de compra do brasileiro é cada vez mais interativo e inteligente, aponta estudo da Kantar Worldpanel


Levantamento mostra como novos hábitos estão transformando a forma de o brasileiro comprar


A Kantar Worldpanel, líder mundial em painéis de consumo, apresenta um novo estudo realizado para a Associação Brasileira de Supermercados e divulgado durante a 52ª Convenção ABRAS. O evento traz dados do setor supermercadista do País e aponta hábitos e tendências de consumo para este ano. De acordo com Christine Pereira, diretora comercial da empresa, as informações mostram como a vida cada vez mais conectada, com excesso de informações, e a busca por simplificação no dia a dia, bem como o bolso apertado, estão transformando a forma de comprar do consumidor brasileiro.

Pelo segundo ano consecutivo, os gastos das famílias superam a renda. Em 2017, metade dos lares brasileiros gastou acima da renda. O ano de 2015 foi o pior ponto para o consumo domiciliar de alimentos, bebidas, higiene pessoal e limpeza. Em 2016 e 2017, houve lenta recuperação, mas ainda insuficiente para retornar aos patamares de 2014.

Uma das mudanças estabelecidas é que o processo de comprar é cada vez menos linear, mais interativo e mais multimeio, já que o mundo conectado propicia uma enorme gama de pontos de contato do consumidor com aquilo que pretende adquirir: além das tradicionais visitas aos pontos de venda, o comprador trava contato com posts e fotos nas redes sociais, vídeos, compartilhamento de links, depoimentos e compras on-line, entre outras possibilidades virtuais. Com essa multiplicidade de possibilidades a que têm acesso, os shoppers visitam mais canais de compra. Em 2017, eles compraram em sete canais diferentes – foram cinco em 2013 –, porém, o valor gasto em cada um deles é cada vez menor, inclusive nos canais que ganham clientes.    

De acordo com o levantamento da Kantar Worldpanel, nesse cenário nacional de tênue recuperação econômica, os shoppers estão fazendo escolhas mais inteligentes, em busca de eficiência e economia. Então, têm valorizado as moedas “dinheiro” e “tempo”. Assim, embora haja uma frequência menor de ida dos shoppers aos pontos de venda, eles levam mais produtos a cada visita, incluindo itens de categorias práticas e simples: em 2017, o pão industrializado e a batata congelada foram parar em mais de 1 milhão de novos lares brasileiros. 

Para economizar, os brasileiros cada vez mais recorrem ao atacarejo (atacadistas que vendem produtos ao consumidor final), visando pagar mais barato, sobretudo em itens de limpeza, commodities e mercearia salgada. Em 2017, esse canal de compra aumentou a penetração em 1,3 ponto percentual, crescendo 12% no volume comercializado. Também houve grande aumento na procura por produtos em promoção e de embalagens de menor desembolso ou econômicas: o volume comprado de detergente em pó de dois quilos aumentou 33%, enquanto o da manteiga de 500 gramas subiu 28%.

O estudo da Kantar Worldpanel aponta também que houve maior procura pelas farmácias e supermercados de vizinhança, um indicador de que os consumidores têm preferido comprar em estabelecimentos perto de casa ou do trabalho, por comodidade e simplificação do dia a dia.





Kantar Worldpanel


Marca, uma preocupação constante


É certo e comprovado que uma empresa precisa se prevenir contra todos os tipos de problemas que possam surgir. Cada dia mais, surgem serviços para proteger o patrimônio e a segurança do seu empreendimento. Mas e quando a preocupação não é pelo espaço físico, mas, sim, pelo nome da empresa?

Recentemente, o Bank of America criou um cargo especialmente para isso, o chamado “oficial de segurança da marca”. Com a internet e os meios de comunicação ficou muito fácil uma instituição ter uma imagem ruim nas redes. Pensando nisso, o grupo quer diminuir a publicidade reversa desse meio.

Se formos parar para analisar, a iniciativa pioneira desta empresa é muito importante, pois entre as funções do novo cargo está prevenir que o nome do banco apareça ao lado de notícias falsas. E, segundo analistas do setor, cada vez mais essa estratégia será incorporada no meio empresarial.

Aqui no Brasil, a maneira mais corriqueira de anunciar um produto é comprar um espaço em jornais, revistas, propagandas de rádio e TV e também na internet. Este último meio de publicidade, no entanto, é muito mais usado por pequenas empresas, através do Google e Facebook.

Segundo o Facebook para empresas, 99% dos usuários do site afirmaram ler as publicações das marcas, em 2015. Desses, 68% destacaram que acessam a plataforma para descobrir novos produtos. São mais de três milhões de anunciantes ativos em todo o mundo. E esse é um número expressivo.

Porém, o que não dá é para prever ao lado de quais postagens estarão os anúncios. No ano passado, por exemplo, o governo britânico suspendeu campanhas no Youtube após surgirem próximas de vídeos com conteúdo homofóbico e antissemitas.

O que nos mostra que não basta apenas registrar a marca, o empreendedor deve se certificar que ela está sendo reconhecida da maneira certa, sem se veicular com valores em que a empresa não acha corretos.  Enfim, a marca deve ser uma constante preocupação por parte dos empreendedores, uma vez que qualquer descuido pode ser fatal.


Valdomiro Soares, Presidente do Grupo Marpa – Marcas, Patentes e Gestão Tributária

 

Posts mais acessados