Vírus como influenza,
herpes-zóster e vírus sincicial respiratório (VSR) são capazes de afetar
estruturas do sistema nervoso em pessoas com maior vulnerabilidade imunológica;
vacinação é a principal forma de prevenção
Os idosos já representam cerca de 15% dos brasileiros, segundo
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.1 O
envelhecimento da população tem ampliado a preocupação com doenças associadas à
reativação viral e suas possíveis complicações neurológicas, principalmente
entre pessoas com maior vulnerabilidade imunológica.
“Com o avanço da idade, o sistema imunológico passa
por um processo natural de redução da capacidade de resposta. Isso aumenta a
vulnerabilidade a infecções virais e o risco de complicações mais graves,
incluindo alterações neurológicas relacionadas aos processos inflamatórios
desencadeados por essas infecções”, explica a dra. Rosana Richtmann,
infectologista do Laboratório Exame, marca da Dasa, líder em medicina
diagnóstica no Brasil.
Além dos sintomas respiratórios ou
das manifestações na pele, alguns vírus também podem provocar inflamações
capazes de afetar estruturas do sistema nervoso. Entre as possíveis
complicações estão dores persistentes, alterações de sensibilidade e quadros
neurológicos associados à resposta inflamatória do organismo.
“No caso do herpes-zóster, o vírus
permanece latente no organismo após a varicela e pode ser reativado anos depois
ou décadas depois, principalmente em idosos e imunossuprimidos. Além das lesões
na pele, a doença pode provocar dores intensas nos nervos e evoluir para
neuralgia pós-herpética, uma condição caracterizada por dor persistente mesmo
após o desaparecimento das lesões, o que pode comprometer a qualidade de vida”,
afirma o dr. Guenael Freire, infectologista do São Marcos Saúde e Medicina
Diagnóstica.
O alerta também envolve vírus
respiratórios, como influenza e VSR. Em idosos e pacientes com doenças
crônicas, essas infecções podem desencadear quadros inflamatórios mais
intensos, aumentando o risco de agravamento clínico e complicações associadas
ao sistema nervoso.
Segundo Freire, a vacinação segue
como a principal forma de prevenção contra casos graves e possíveis
complicações relacionadas às infecções virais. “Vacinas como as contra
influenza, herpes-zóster e VSR são importantes aliadas na proteção da população
idosa. A imunização ajuda a reduzir hospitalizações, agravamentos e o impacto
dessas infecções em grupos mais vulneráveis”, reforça o médico.
Além da vacinação, especialistas
orientam atenção a sintomas persistentes após infecções virais, especialmente
dores prolongadas, alterações de sensibilidade e piora do estado geral de
saúde. O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são decisivos para
reduzir impactos na qualidade de vida, principalmente entre idosos.
Referência
Link
Nenhum comentário:
Postar um comentário