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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Infecções virais podem gerar complicações neurológicas em idosos e pacientes imunossuprimidos

Vírus como influenza, herpes-zóster e vírus sincicial respiratório (VSR) são capazes de afetar estruturas do sistema nervoso em pessoas com maior vulnerabilidade imunológica; vacinação é a principal forma de prevenção 
 

Os idosos já representam cerca de 15% dos brasileiros, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.1 O envelhecimento da população tem ampliado a preocupação com doenças associadas à reativação viral e suas possíveis complicações neurológicas, principalmente entre pessoas com maior vulnerabilidade imunológica.

“Com o avanço da idade, o sistema imunológico passa por um processo natural de redução da capacidade de resposta. Isso aumenta a vulnerabilidade a infecções virais e o risco de complicações mais graves, incluindo alterações neurológicas relacionadas aos processos inflamatórios desencadeados por essas infecções”, explica a dra. Rosana Richtmann, infectologista do Laboratório Exame, marca da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil.

Além dos sintomas respiratórios ou das manifestações na pele, alguns vírus também podem provocar inflamações capazes de afetar estruturas do sistema nervoso. Entre as possíveis complicações estão dores persistentes, alterações de sensibilidade e quadros neurológicos associados à resposta inflamatória do organismo.

“No caso do herpes-zóster, o vírus permanece latente no organismo após a varicela e pode ser reativado anos depois ou décadas depois, principalmente em idosos e imunossuprimidos. Além das lesões na pele, a doença pode provocar dores intensas nos nervos e evoluir para neuralgia pós-herpética, uma condição caracterizada por dor persistente mesmo após o desaparecimento das lesões, o que pode comprometer a qualidade de vida”, afirma o dr. Guenael Freire, infectologista do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica.

O alerta também envolve vírus respiratórios, como influenza e VSR. Em idosos e pacientes com doenças crônicas, essas infecções podem desencadear quadros inflamatórios mais intensos, aumentando o risco de agravamento clínico e complicações associadas ao sistema nervoso.

Segundo Freire, a vacinação segue como a principal forma de prevenção contra casos graves e possíveis complicações relacionadas às infecções virais. “Vacinas como as contra influenza, herpes-zóster e VSR são importantes aliadas na proteção da população idosa. A imunização ajuda a reduzir hospitalizações, agravamentos e o impacto dessas infecções em grupos mais vulneráveis”, reforça o médico.

Além da vacinação, especialistas orientam atenção a sintomas persistentes após infecções virais, especialmente dores prolongadas, alterações de sensibilidade e piora do estado geral de saúde. O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são decisivos para reduzir impactos na qualidade de vida, principalmente entre idosos.


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