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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Como a rotina contemporânea faz o corpo atacar a própria saúde bucal e já atinge 40% dos brasileiros


Magnific
Especialista alerta para os impactos do bruxismo na saúde integral e apontam como a rotina de cuidados preventivos e reparadores minimiza danos estruturais aos dentes e tecidos moles

 

O ritmo acelerado da vida contemporânea tem cobrado um preço alto da saúde mental, mas os reflexos mais severos desse cenário costumam se manifestar de forma física e silenciosa. O bruxismo, caracterizado pelo hábito involuntário de ranger ou apertar os dentes, consolidou-se como um dos principais sintomas do estresse e da ansiedade na atualidade. Longe de ser apenas um problema dentário isolado, a condição afeta a saúde integral do indivíduo e exige diagnóstico precoce para evitar o comprometimento severo da qualidade de vida, desencadeando desde dores crônicas até a perda da estrutura dentária.

A disfunção pode ocorrer tanto durante o dia, conhecido como bruxismo de vigília, quanto à noite, no período do sono. A pressão constante exercida pela mandíbula gera uma sobrecarga mecânica na articulação temporomandibular (ATM), estrutura responsável pelos movimentos da boca. O resultado desse atrito contínuo vai muito além do desgaste estético: ele provoca microfissuras nos dentes, destruição progressiva do esmalte e quadros frequentes de dores de cabeça, cervicais e faciais, que muitas vezes são negligenciados ou confundidos com outras patologias.


O reflexo da mente na estrutura bucal

A forte correlação entre o esgotamento mental e a manifestação física do distúrbio foi chancelada por um estudo epidemiológico nacional publicado na revista científica Brazilian Journal of Pain (BrJP). A pesquisa apontou que 76% dos voluntários relataram o início ou o agravamento do hábito de ranger e apertar os dentes em períodos de maior estresse e nervosismo. Esse gatilho psicológico ajuda a explicar por que o problema se tornou tão prevalente no país: de acordo com a literatura odontológica e estudos clínicos nacionais, estimase que o bruxismo já afete cerca de 40% da população brasileira, superando as médias históricas globais que costumam variar entre 8% e 31%.

“Na prática, o corpo utiliza a musculatura mastigatória como uma válvula de escape para as tensões cotidianas. Quando o nível de cortisol, o hormônio do estresse, permanece elevado, o sistema nervoso central estimula a atividade muscular involuntária. O grande desafio reside no fato de que muitos pacientes sofrem com o problema por anos sem notar a fricção, despertando apenas com os sintomas secundários, como cansaço na mandíbula ao acordar ou hipersensibilidade aguda a alimentos frios e quentes, decorrente da perda da barreira natural do dente”, explica Dra. Brunna Bastos, da GUM, mestre e cirurgiã-dentista pela Faculdade de Odontologia da USP.

Além do comprometimento ósseo e dentário, o tecido mole da boca também se torna uma vítima frequente. Dentes fraturados ou com pontas desgastadas criam arestas cortantes que lesionam continuamente a mucosa bucal, provocando aftas, feridas e inflamações dolorosas na parte interna das bochechas e da língua, o que prejudica tarefas simples como falar e mastigar.


Prevenção e reparação integral do sorriso

Para conter o avanço dos danos, a abordagem clínica exige uma mudança de comportamento e o uso de ferramentas adequadas de proteção. É neste cenário de cuidado preventivo e alívio de danos que marcas especializadas em higiene oral, como a GUM, ganham protagonismo. A recomendação médica inclui o fortalecimento da rotina de higiene com produtos desenvolvidos especificamente para bocas fragilizadas pela fricção constante.

“Para os dentes que já apresentam sensibilidade devido à exposição da dentina, o uso de escovas com cerdas ultramacias e específicas é fundamental para realizar a limpeza sem intensificar o desgaste mecânico. Paralelamente, para mitigar o desconforto gerado pelas lesões na mucosa, o uso de ceras de proteção ortodôntica e barreira surge como uma alternativa essencial, isolando as áreas pontiagudas dos dentes e permitindo a regeneração natural dos tecidos moles. Cuidar do bruxismo, portanto, exige olhar para o organismo de forma holística, unindo o gerenciamento do estresse à preservação da integridade do sorriso”, conclui a doutora.

 

 GUM®


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