Com a queda das temperaturas, crescem
os casos de gripes, resfriados, crises alérgicas e agravamento de doenças
respiratórias; exames laboratoriais ajudam no diagnóstico e acompanhamento dos
pacientes
A chegada do inverno costuma ser acompanhada por um aumento
significativo nos atendimentos relacionados a doenças respiratórias. Segundo
dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), os vírus respiratórios apresentam
maior circulação nos meses mais frios do ano, período em que também cresce a
incidência de síndromes gripais, pneumonias, crises de asma, rinite e outras
infecções das vias aéreas.
Embora muitas pessoas associem o adoecimento apenas às baixas
temperaturas, especialistas explicam que a combinação entre clima seco, maior
permanência em ambientes fechados e menor circulação de ar cria condições
favoráveis para a transmissão de vírus e o agravamento de doenças respiratórias
preexistentes.
"O frio, por si só, não causa doenças respiratórias, mas
favorece situações que aumentam o risco de infecções, como a diminuição dos
mecanismos de defesa das células do trato respiratório e espessamento do muco
que as recobrem. Durante o inverno, as pessoas tendem a permanecer em locais
fechados e com pouca ventilação, facilitando a disseminação de vírus e outros
agentes infecciosos", explica o doutor Alex
Galoro, médico patologista clínico do DB Diagnósticos.
De acordo com o Ministério da Saúde, infecções respiratórias
agudas estão entre as principais causas de procura por atendimento médico
durante os meses de inverno, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com
doenças crônicas.
Tosse persistente, febre, dor de garganta, cansaço excessivo,
congestão nasal e falta de ar são alguns dos sintomas mais comuns nessa época
do ano. No entanto, muitas doenças respiratórias apresentam manifestações
semelhantes, tornando o diagnóstico laboratorial um importante aliado na
definição da conduta médica.
Exames específicos podem auxiliar na identificação de vírus
respiratórios, infecções bacterianas, processos inflamatórios e até condições
alérgicas que costumam se intensificar durante o inverno. "Os sintomas
respiratórios podem ter diferentes causas. Os exames laboratoriais ajudam a
esclarecer o quadro clínico e permitem que o médico indique o tratamento mais
adequado para cada paciente, evitando diagnósticos equivocados e o uso
desnecessário de medicamentos", afirma o especialista.
Entre os exames mais utilizados estão hemograma, proteína C
reativa (PCR), testes para vírus respiratórios, painéis moleculares e análises
relacionadas a alergias respiratórias.
Quando
os sintomas exigem atenção?
Embora gripes e resfriados sejam comuns durante o inverno, alguns
sinais indicam a necessidade de avaliação médica mais rápida. Febre
persistente, dificuldade para respirar, chiado no peito, dor torácica,
sonolência excessiva e piora dos sintomas após alguns dias podem indicar
quadros mais graves.
Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a melhor
estratégia para reduzir o risco de adoecimento. Manter os ambientes ventilados,
higienizar as mãos regularmente, manter a vacinação em dia, adotar hábitos
saudáveis e procurar orientação médica diante de sintomas persistentes são
medidas fundamentais para atravessar o inverno com mais segurança.
"Além da prevenção, o diagnóstico precoce é um dos principais
aliados para evitar complicações. Quanto mais rapidamente identificamos a causa
dos sintomas, maiores são as chances de uma recuperação adequada e de evitar
agravamentos", conclui.
DB Diagnósticos
Nenhum comentário:
Postar um comentário