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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Nova geração de tratamento para diabetes tipo 2: molécula zenagamtida da Novo Nordisk demonstra reduções significativas de hemoglobina glicada, com perda de peso média de 14,6% em adultos

  • Apresentado no congresso ADA 2026, estudo de fase 2 com zenagamtida, administrada por via subcutânea uma vez por semana, demonstrou reduções estatisticamente significativas da glicemia em adultos com diabetes tipo 2 em comparação ao placebo, com até 89,1% dos participantes atingindo níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 7%¹.
  • Além disso, os participantes tratados com zenagamtida apresentaram redução de peso corporal média de 14,6% na semana 36 com a maior dose avaliada, de 40 mg¹.
  • Com base nesses resultados, a zenagamtida avançará para estudos clínicos de fase 3 em adultos com diabetes tipo 2.

 

A Novo Nordisk anunciou novos dados clínicos positivos de um estudo de fase 2 com a molécula zenagamtida, também conhecida como amicretina. A zenagamtida é a primeira de sua classe, sendo um agonista peptídico unimolecular dos receptores de GLP-1 e amilina¹. 

Apresentados o congresso da American Diabetes Association (ADA) 2026, em Nova Orleans, Louisiana (EUA), os resultados do estudo de fase 2 de definição de dose incluíram a avaliação de seis doses subcutâneas de zenagamtida (variando de 0,4 mg a 40 mg) em comparação com placebo correspondente, em 262 adultos com diabetes tipo 2 inadequadamente controlado (hemoglobina glicada - HbA1c entre 7,0% e 10,0%), em uso de metformina, com ou sem um inibidor de SGLT2 (medicamentos antidiabéticos que bloqueiam a reabsorção de glicose nos rins). 

O estudo atingiu seu desfecho primário, que foi a mudança na hemoglobina glicada (HbA1c) em todas as doses avaliadas, bem como o principal desfecho secundário de suporte, a mudança no peso corporal (com doses a partir de 1,5 mg), com zenagamtida em comparação ao placebo após 36 semanas¹. 

“A zenagamtida é o primeiro tratamento para diabetes tipo 2 a combinar, em uma única molécula, os mecanismos de ação de agonista dos receptores de GLP-1 e de amilina. Esses resultados de fase 2 reforçam o crescente conjunto de evidências que demonstram o potencial da zenagamtida de impactar de forma significativa o controle glicêmico em pessoas com diabetes tipo 2, além do peso corporal em pessoas que vivem com obesidade”, afirma Martin Holst Lange, vice-presidente executivo e diretor científico da área de Pesquisa & Desenvolvimento da Novo Nordisk. “Esses resultados reforçam nossa liderança científica e nos posicionam para continuar avançando opções terapêuticas inovadoras que podem ampliar o cenário de tratamento e oferecer mais escolhas a pacientes e profissionais de saúde no manejo do diabetes tipo 2 e da obesidade”, completa Lange.

divulgação Novo Nordisk

O estudo de fase 2 demonstrou uma redução dependente da dose e estatisticamente significativa da hemoglobina glicada (HbA1c) desde o início do estudo até a semana 36 com todas as doses de zenagamtida em comparação ao placebo. A partir de um valor basal de hemoglobina glicada (HbA1c) de 7,8%, a mudança média estimada na semana 36 foi de até –1,71% com zenagamtida 40 mg (diferença estimada de tratamento [ETD] vs. placebo: –1,56% [intervalo de confiança de 95% (IC): –2,05; –1,07]; p<0,0001)¹. 

Até 89,1% dos participantes tratados com zenagamtida atingiram níveis de hemoglobina glicada (HbA1c) abaixo de 7%, e até 76,2% alcançaram níveis iguais ou inferiores a 6,5%¹. De forma relevante, a proporção de tempo dentro da faixa-alvo de 70–180 mg/dL (3,9–10,0 mmol/L) foi superior à meta internacionalmente recomendada de >70% em todas as doses avaliadas de zenagamtida (atingindo até 91,4% com a dose de 40 mg)¹. 

Esses resultados sugerem forte eficácia glicêmica, considerando que os grupos tratados com as doses mais altas de zenagamtida foram expostos à dose de manutenção por um período relativamente curto (ou seja, 20 mg por 8 semanas e 40 mg por 4 semanas)¹. 

Como principal desfecho secundário de suporte, os participantes do estudo tratados com zenagamtida também apresentaram redução média do peso corporal média de 14,6% (peso corporal basal de aproximadamente 99,2 kg) com a dose de 40 mg, em comparação com redução de 2,1% com placebo¹. Não foi observado platô aparente de perda de peso na semana 36 com as doses mais altas de zenagamtida¹.

 

Tabela. Desfechos: zenagamtida subcutânea semanal vs. placebo 

 

 

Zenagamtida subcutânea semanal
n=225

Placebo agrupado
n=37

 

 

0,4 mg

1,5 mg

5 mg

10 mg

20 mg

40 mg

 

Desfecho primário: HbA1c (HbA1c basal de 7,8%)

Mudança na semana 36 (%)

−0,91

−1,31

−1,00

−1,41

−1,64

−1,71

−0,14

Principal desfecho secundário de suporte: Peso corporal (peso basal = 99,2 kg)

Mudança na semana 36 (%)

−4,35

−7,62

−8,19

−12,92

−13,13

−14,60

−2,10

 

Características basais dos participantes (N=262):

66% homens; idade média de 57,1 anos; HbA1c média de 7,8%; peso corporal médio de 99,2 kg; 40% em uso de inibidor de SGLT2.

Todos os pacientes estavam em dose estável de metformina, com ou sem inibidor de SGLT2.

Cada desfecho foi analisado por meio de um modelo ANCOVA, com base nos dados do período de observação em tratamento, sem uso de medicação de resgate.

Utilizando o modelo de resposta à dose, a mudança média estimada na HbA1c do início até a semana 36 foi de até –1,8% (ETD vs. placebo [IC 95%]: –1,58 [–2,08; –1,08]; p

O estudo utilizou um desenho de escalonamento de dose fixa; caso a dose planejada não fosse tolerada, o tratamento era permanentemente descontinuado. Os eventos adversos mais comuns foram gastrointestinais, sendo a maioria de intensidade leve a moderada. O perfil de segurança e tolerabilidade observado neste estudo de fase 2b foi consistente com o de outras terapias baseadas em incretinas e amilina. Esses resultados apoiam a continuidade da investigação da zenagamtida em estudos de fase 3¹. 

Com base nesses resultados, a Novo Nordisk planeja iniciar um programa de desenvolvimento clínico de fase 3 com zenagamtida em adultos com diabetes tipo 2 no segundo semestre de 2026. O Brasil será um dos países escolhidos para participar do estudo por meio de diversos centros de pesquisas.

 

Sobre a zenagamtida

A zenagamtida, também conhecida como amicretina, é um agonista peptídico unimolecular dos receptores do peptídeo semelhante ao glucagon-1 (GLP-1) e da amilina, em desenvolvimento clínico pela Novo Nordisk, com programas distintos para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2 e de adultos com sobrepeso ou obesidade. A zenagamtida está sendo investigada para administração oral e subcutânea.

 

Sobre o estudo de fase 2 com zenagamtida

Este foi um estudo de fase 2, com duração de 36 semanas, randomizado, duplo-cego, controlado por placebo e de definição de dose, que avaliou a relação dose–resposta e os efeitos da zenagamtida subcutânea semanal, em comparação ao placebo, sobre o controle glicêmico e o peso corporal em adultos com diabetes tipo 2. O desfecho primário foi a mudança na hemoglobina glicada (HbA1c) do início até a semana 36. Os principais desfechos secundários de suporte incluíram mudanças no tempo em faixa-alvo, peso corporal, pressão arterial sistólica, proteína C-reativa de alta sensibilidade, lipídios e número de eventos adversos do início até o final do estudo (semana 40).

 

Sobre diabetes tipo 2

A diabetes tipo 2 é uma condição crônica que afeta a forma como o organismo processa o açúcar no sangue (glicose) para obtenção de energia². De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, o Brasil possui cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes tipo 2, por volta de 10% da população, ocupando o 6º lugar no mundo entre os países com mais pessoas com a condição³.



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Referências:

  1. Mora P, Aroda V, Asong M, et al. zenagamtide (amicretina), um novo agonista unimolecular dos receptores de GLP‑1 e amilina: resultados da fase 2b em DM2. Apresentação em pôster no American Diabetes Association Scientific Sessions; 5–8 de junho de 2026; Nova Orleans, LA.
  2. Centers for Disease Control and Prevention. Diabetes tipo 2. Atualizado em 16 de maio de 2024. Acessado em 8 de maio de 2026. Disponível em: Link

3.    Sociedade Brasileira de Diabetes. Brasil já tem cerca de 20 milhões de pessoas com diabetes [Internet]. São Paulo: Sociedade Brasileira de Diabetes; s.d. [citado 9 jun 2026]. Disponível em: Link


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