Especialista alerta para os riscos do excesso de
gritos e da exposição prolongada a ruídos intensos durante os jogos e orienta
sobre cuidados para evitar problemas vocais e auditivos
O Brasil estreia na Copa do Mundo no próximo dia 13 e milhões de brasileiros estão se preparando para acompanhar os jogos da seleção em casa, bares e em espaços públicos. Em meio à empolgação das comemorações, é preciso se atentar para a importância da saúde da garganta e dos ouvidos, especialmente diante da exposição a ruídos intensos e do uso excessivo da voz.
De acordo com o
otorrinolaringologista e otologista, Dr Fernando Balsalobre, membro da Associação Brasileira de
Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), o entusiasmo típico
das partidas pode favorecer problemas como rouquidão, fadiga vocal, zumbido e
até perdas auditivas temporárias e permanentes, dependendo da intensidade e da
frequência da exposição ao ruído. “Copa do Mundo é um momento de celebração, mas
é importante lembrar que gritar excessivamente por longos períodos ou
permanecer em ambientes com som muito alto pode trazer consequências para a
saúde vocal e auditiva.”
Torcendo com
segurança
Pequenos cuidados
farão a diferença. Para proteger a audição, o médico explica que evitar permanecer
próximo às caixas de som; fazer pausas em ambientes mais silenciosos durante
eventos prolongados; redobrar a atenção com as crianças, que são mais
vulneráveis aos efeitos do ruído; e utilizar protetores auriculares em locais
com som muito intenso são boas medidas, assim como evitar gritar de forma
contínua ou por longos períodos; dar preferência para aplausos, cantos
moderados e outras formas de comemoração; beber água regularmente para manter
as cordas vocais hidratadas e evitar o consumo de bebidas alcoólicas em
excesso, que favorecem a desidratação, para cuida da voz. “Rouquidão
persistente por mais de duas semanas, dor ou desconforto ao falar, zumbido após
os jogos e sensação de ouvido tampado ou redução da audição são sinais de
alerta e precisam ser examinados por um otorrinolaringologista. O diagnóstico
precoce aumenta as chances de tratamento e evita complicações futuras”,
reforça.
Associação
Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF
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