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quarta-feira, 12 de julho de 2017

A pane quase fatal de paraquedas e as seis lições de empreendedorismo



O professor da ESPM explica que executivos e gestores podem aprender muito com a adoção de um esporte radical


O Skydiving, assim como qualquer esporte de risco, requer muito treinamento, seriedade e ensinamento sério. Há técnicas, planos e procedimentos desenvolvidos por especialistas que, se seguidos à risca, irão auxiliar em caso de adversidade. O mesmo acontece no mundo dos negócios. Se o empresário ou gestor mantém em sua equipe profissionais dedicados, vai conseguir vencer qualquer desafio.

Gabriel Rossi, além de paraquedista, é professor da ESPM e fundador do escritório que leva o seu nome e que este ano, completa dez anos de atividade. “ A primeira pane em meu paraquedas me fez pensar friamente e agir rapidamente para que não ocorresse um acidente. Esse tipo de esporte ensina a agir em situações urgentes, muito mais críticas que qualquer situação de mercado”, destaca.

O professor da ESPM explica que empreendedores e executivos podem aprender muito com a adoção de um esporte radical. “ O panorama do cotidiano muda completamente Para aprender a lidar com esse meio de verdade, é necessário estar preparado para errar e perseverar. Empreendedorismo é, antes de tudo, sentir dor! Mas é importante receber fundamentos e insights de gente qualificada que realmente vive o ecossistema mercadológico”, aponta Rossi.
Gabriel separou algumas dicas que aprendeu no esporte, e que os gestores devem aplicar no dia a dia das empresas:


Escolha bem os seus mestres – Busquei formação em paraquedista com professores experientes e que sabem muito bem o que estão fazendo. O mesmo se aplica ao empreendedor. Leia conteúdo de qualidade diariamente e vorazmente (seja um animal disciplinado nesse campo).

Expectativa x Realidade - Esqueça 90% do que você lê pela web sobre empreendedorismo. Esqueça 99% do que você ouve em palestras de empreendedores de palco. Boa parte deles nem ao menos chegou a ser síndico de prédio.

Seja racional - A pane me fez pensar friamente e agir rapidamente para que não ocorresse um acidente sério. Consegui contornar a situação e tive apenas pequenas lesões. Nada que me fizesse parar. Situações urgentes, apesar de muito menos críticas, são enfrentados por empresários e empreendedores – principalmente no Brasil. Há a necessidade de concentração e agir friamente considerando as possibilidades. Principalmente em empresas menores ou iniciantes, o dono/fundador tende a levar para o pessoal os feedbacks e obstáculos que o negócio enfrenta, porque o projeto se confunde com a história de vida dele. Não faça isso. O mercado não perdoa e os mais racionais tendem a ser também os mais perenes.

Se prepare para a crise -- Há dois tipos de paraquedistas: aqueles que já passaram por uma pane e aqueles que passarão. Faz parte do esporte e do crescimento e você acaba se tornando um atleta muito melhor. O mesmo se aplica as empresas, principalmente em um mundo que o acesso a informação é abundante e quem controla o relacionamento é o consumidor. Se prepare! Crie procedimentos de emergência, saiba suas fraquezas, conheça seu equipamento e colaboradores assim como aprenda com a crise e evolua.

A importância do depois –Após todo salto com problemas, tudo é analisado e discutido para que os atletas estejam sempre preparados para situações inesperadas e naturalmente continuem no esporte -- como clientes continuarão depositando seus dividendos nas escolas e no esporte. Em outras palavras: muita gente acredita que o marketing termina na venda, sendo muito pelo contrário. Sua empresa precisa, principalmente com a ajuda das redes sociais, dar continuidade ao relacionamento com o cliente, receber feedback ou obter testemunhos. Criar, por exemplo, uma comunidade de pós-venda pode ajudar muito.

O barato sai caro – Só me salvei porque, acima de tudo, o equipamento e treinamento eram de primeira linha. Com a vida não se brinca. A analogia cai perfeitamente no universo do empreendedorismo: ao contratar, por exemplo, uma consultoria, busque quem é profissional e veja o que é o investimento justo. Não busque o barato que não entrega. Já viu o preço de um amador no final das contas? Já viu o preço de quem acha que é profissional?





Gabriel Rossi - professor da ESPM, palestrante profissional em marketing, estrategista especializado na construção e no gerenciamento de marcas e reputação e diretor-fundador da Gabriel Rossi Consultoria, com passagens por instituições como Syracuse/Aberje, Madia Marketing School, University of London e Bell School. Especialista convidado para lecionar no curso de extensão da Fundação Escola de Sociologia e Política (FESP) e na pós-graduação de Marketing da USP. Referência de mercado, Gabriel é, atualmente, o profissional no País mais requisitado pela grande mídia (mainstream) para falar sobre marketing. É citado extensivamente, sendo colunista de portais de destaque, como Mundo de Marketing. Possui diversos artigos e estudos publicados no Estadão, em o Globo, Brasil Econômico, Correio Braziliense, JT, UOL, HSM e colabora com veículos como Band News TV, Folha de S. Paulo, Revista Nova, Veja, Portal G1, entre inúmeros outros. Rossi e sua equipe atuam tanto no campo político como no empresarial, trabalham com empresas internacionais, como Petrobras, The Marketing Store e Tetra Pak, além de serem candidatos ao Senado Federal. Rossi participou de momentos históricos importantes, como o comentarista especial da TV Estadão no primeiro e no segundo turno das eleições 2010 e comentarista oficial para a rádio Eldorado. 




Dor crônica atinge 37% dos brasileiros e pode piorar com uso de celulares e tabletes, aponta pesquisa



Dores de cabeça, na lombar e no pescoço são as mais comuns; entre as principais causas estão o esforço repetitivo, má postura e sedentarismo


Você sente aquela “dorzinha” há mais de três meses? Se sim, vai se identificar com a pesquisa da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED), divulgada recentemente. De acordo com o estudo, 37% dos brasileiros sofrem com dor crônica, ou seja, a cada dez pessoas, quase quatro convivem com o problema. A maioria são mulheres, na faixa dos 41 anos e que sentem dores tão intensas capazes de atrapalhar atividades do dia a dia. Entre as principais dores crônicas, estão a dor de cabeça, dores na lombar, dores cervicais (no pescoço) e por patologia (câncer).

Ainda de acordo com o levantamento da SBED, o uso exagerado de celulares e tabletes pode agravar o problema, principalmente entre os jovens. De acordo com Leonardo Cezar, ortopedista e cirurgião do Hapvida Saúde, as dores crônicas são causadas pelo esforço repetitivo, má postura, sedentarismo, excesso de peso e, com o uso constante destes gadgets, elas podem se potencializar ainda mais, pois prejudicam, principalmente, a postura.   

O uso excessivo e incorreto de celular e tablete provoca a má postura e, consequentemente, a sobrecarga na cervical, nos membros superiores, nos dedos, na coluna lombar e dorsal – por conta dos movimentos repetitivos –, na visão e, ainda, estimula o sedentarismo. A partir daí, as dores crônicas começam a aparecer e aquelas já existentes pioram ainda mais. Neste caso, o uso destes aparelhos pode causar lesões tendinosas nos punhos, ombros e cotovelos, além de acarretar hérnias, protrusões e desvios de coluna”, alerta o especialista.

Cezar explica que as dores crônicas se manifestam ao longo da vida, mas é bastante comum que sejam notadas ainda na infância. As crianças que costumam brincar muito com videogames, celulares e tabletes, por exemplo, tendem a desenvolver algum tipo de dor crônica na fase adulta. Ainda de acordo com o médico, é importante que essas dores sejam percebidas o mais rápido possível para tratamento e combate de crises, já que os problemas, geralmente, não podem ser resolvidos definitivamente.

Uma dor persistente tem que ser avaliada por um médico. Sentir dor não é normal e é necessário avaliar quais as causas para evitar que uma dor casual se torne, de fato, uma dor crônica. Quando a dor vira crônica ela já passa a ser considerada uma doença. Os tratamentos indicados para pacientes crônicos, além da medicação, são fisioterapia, RPG, pilates e musculação, todas sob supervisão de profissionais habilitados. Lembrando que é sempre fundamental o acompanhamento médico em todo e qualquer tratamento”, reforça o cirurgião ortopedista.






Como interpretar a linguagem corporal?



No ambiente de trabalho, quais são os principais cuidados que precisamos ter com as nossas expressões corporais? Será que a nossa linguagem não verbal está coerente com o que dizemos, por exemplo, durante uma reunião ou negociação? Um erro muito comum das pessoas é não prestar atenção em suas próprias expressões e nas expressões de quem está ao redor no dia a dia.

O primeiro passo para compreender o que o corpo diz é acompanhar o movimento da outra pessoa - é a chamada técnica do espelhamento. Nós temos cinco bilhões de neurônios-espelhos que têm uma função: espelhar em nosso próprio cérebro as ações do outro. Quando prestamos atenção nas ações do outro, ativamos a empatia e a compaixão e, de forma sutil e elegante, seguimos a postura, a expressão do rosto, os movimentos dos braços, o tom e o ritmo da voz, a forma com que as palavras são empregadas. É como se o outro estivesse de frente ao espelho e, com o surgimento de um sentimento de confiança, a comunicação se torna mais agradável.

Ao entender esses pontos básicos da expressão corporal, fuja da superficialidade. Olhe nos olhos da pessoa com a qual está se comunicando para, assim, passar a mensagem de que está atento, presente na conversa e de que irá transmitir confiabilidade. Fugir do olhar cria um sentimento de desconfiança, e isso no ambiente de trabalho não é nada bom.

Outra dica para desenvolver no seu dia a dia: exercite sorrir internamente. Ao fazer essa ação, ativamos uma parte do cérebro responsável por lembranças positivas, o que nos conduz a uma comunicação leve e confiável. É importante, por exemplo, para encontrar a solução de um possível problema, pois passamos a mensagem de otimismo e segurança.

A próxima etapa é entender o tom de voz. Seja flexível e acompanhe o ritmo do interlocutor para criar sintonia e estabelecer empatia, uma relação de proximidade. Porém, se a outra pessoa fala de uma maneira muito acelerada, diminua o seu tom para estabelecer outro espelhamento - assim, ela seguirá com o seu ritmo e amenizará a ansiedade.

E a forma de se vestir? Já reparou que isso pode revelar muitas características comportamentais? Se o ambiente de trabalho não exige roupas formais, permita-se utilizar peças informais, porém cuidado para não utilizar vestimentas que transmitam um ar de relaxo ou descontração demais. Roupas limpas e bem passadas revelam uma imagem de alguém cuidadoso e organizado.

Claro que esses são os pontos mais simples para evidenciar uma leitura corporal. No entanto, é preciso compreender profundamente o estado emocional das pessoas para criar uma estrutura coerente com o objetivo e a proposta que deseja no ambiente de trabalho.






Eduardo Shinyashiki - mestre em neuropsicologia, liderança educadora e especialista em desenvolvimento das competências de liderança organizacional e pessoal. Com mais de 30 anos de experiência no Brasil e na Europa, é referência em ampliar o poder pessoal e a autoliderança das pessoas, por meio de palestras, coaching, treinamentos e livros, para que elas obtenham atuações brilhantes em suas vidas. Mais informações: www.edushin.com.br




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