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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

NordVPN identifica quase 120 milhões de registros de viajantes vazados na internet

 Levantamento da NordVPN e da Saily analisou 494 vazamentos no setor de turismo e mostra como reservas de passagens, hotéis e passeios podem expor dados pessoais 

 

NordVPN identifica quase 120 milhões de registros de viajantes vazados na internet 

 

 

Levantamento da NordVPN e da Saily analisou 494 vazamentos no setor de turismo e mostra como reservas de passagens, hotéis e passeios podem expor dados pessoais 

Reservar uma viagem pode significar compartilhar dados pessoais com várias empresas antes mesmo de fazer as malas. Companhias aéreas, hotéis, locadoras de veículos, plataformas de reserva e empresas de passeios podem solicitar informações dos clientes, que acabam espalhadas por diferentes sistemas. 

Uma pesquisa conjunta da NordVPN e da Saily, aplicativo de eSIM para viagens, identificou 119,4 milhões de registros de viajantes expostos na dark web em 494 vazamentos relacionados ao setor de turismo, registrados entre 1º de janeiro de 2021 e 18 de agosto de 2026. O levantamento utilizou dados analisados pela plataforma NordLayer Intelligence e abrange companhias aéreas, hotéis, plataformas de reserva, empresas de passeios e atividades, locadoras de veículos, operadoras de cruzeiros e empresas ferroviárias. 

“As viagens fazem parte de um ecossistema altamente conectado, e cada empresa com a qual você compartilha informações se torna mais um possível ponto de exposição”, afirma Marijus Briedis, diretor de tecnologia (CTO) da NordVPN. “O problema envolve tanto a quantidade de registros de viajantes que vazam com frequência quanto as informações contidas nesses registros. Uma senha pode ser alterada rapidamente após um vazamento, enquanto dados como nome, data de nascimento e outras informações de identidade normalmente não podem ser mudados, pois acompanham a pessoa ao longo da vida.” 


Vazamentos expõem nomes completos e outros dados de identidade 

Entre os vazamentos analisados, 92% incluíam nomes completos, 87% continham telefones e 78% expunham endereços. Datas de nascimento apareciam em 55% dos casos, senhas em 46%, nacionalidade em 19% e informações de documentos oficiais de identificação em 11%. 

Em conjunto, essas informações podem revelar como entrar em contato com o viajante, onde ele mora e quando nasceu, além de outros detalhes de sua identidade. Os dados também podem permanecer armazenados após a viagem, inclusive em serviços nos quais o cliente esqueceu que tinha cadastro. 

“O viajante pode usar um serviço por pouco tempo, mas a relação desse serviço com seus dados pode durar muito mais”, afirma Vykintas Maknickas, CEO da Saily. “Você pode reservar uma atividade uma única vez e nunca mais voltar àquele site, enquanto as informações fornecidas permanecem no sistema da empresa por anos. É fácil esquecer os serviços usados apenas uma vez durante uma viagem, embora eles ainda possam ser relevantes para a sua privacidade no longo prazo.” 


Mais da metade dos vazamentos envolve reservas e passeios 

Plataformas de reserva, agências de viagens on-line, operadoras de turismo e empresas de passeios e atividades responderam por 55,5% dos vazamentos analisados. Essa categoria inclui agências menores, operadores regionais e empresas de experiências turísticas, que podem utilizar plataformas digitais mais antigas ou com manutenção menos frequente. 

O levantamento identificou 21 vazamentos envolvendo companhias aéreas. Apesar do número menor de incidentes observados, cada um expôs, em média, cerca de 1,2 milhão de registros. Na categoria de reservas, agências e passeios, a média foi de aproximadamente 107 mil registros por vazamento. 

Na comparação entre esses dois grupos, a categoria de reservas e passeios concentrou cerca de 13 vezes mais incidentes, enquanto os vazamentos de companhias aéreas expuseram, em média, mais de 11 vezes o número de registros por ocorrência. 

Entre as categorias analisadas, locadoras de veículos, operadoras de cruzeiros e empresas ferroviárias responderam por 27,7% do total de registros expostos. A categoria de reservas e passeios representou 24,6%, hotéis e resorts somaram 23,7%, e companhias aéreas, 21,2%. 

“O porte da empresa não explica, sozinho, o risco para o viajante”, diz Briedis. “Um fornecedor menor pode ser um alvo mais fácil para criminosos, enquanto um único vazamento em uma grande companhia aérea pode expor informações de milhões de pessoas. Para o viajante, é importante lembrar que a segurança de seus dados depende, de maneiras diferentes, de cada empresa envolvida na viagem.” 


Como reduzir os dados pessoais deixados em serviços de viagem 

Embora o viajante não controle a proteção dos sistemas de cada empresa, pode limitar a quantidade de informações pessoais que compartilha e mantém nesses serviços. Os especialistas da NordVPN e da Saily recomendam: 

  • Evitar criar contas em serviços de viagem sem necessidade. 
  • Usar senhas exclusivas para cada serviço e ativar a autenticação multifator, quando disponível. 
  • Remover informações de pagamento e identificação salvas quando não forem mais necessárias. 
  • Antes de enviar passaportes ou outros documentos, verificar se o serviço realmente precisa dessas informações. 

“Ao voltar para casa, revise as contas antigas de reservas, passeios, aluguel de veículos e outros serviços de viagem. Exclua as contas que não usa mais e peça ao fornecedor que remova os dados pessoais associados a elas. Isso pode ajudar a reduzir a quantidade de informações deixadas em serviços que você talvez nunca mais utilize”, afirma Maknickas. 

 

Metodologia 

A pesquisa foi realizada por pesquisadores da NordVPN e da Saily a partir de dados analisados na NordLayer Intelligence, plataforma de gestão da exposição a ameaças. A equipe examinou dados históricos de vazamentos do período de 1º de janeiro de 2021 a 18 de agosto de 2026 e identificou incidentes envolvendo companhias aéreas, hotéis e resorts, agências de viagens on-line, empresas de passeios e atividades, programas de fidelidade, locadoras de veículos, operadoras de cruzeiros e empresas ferroviárias. 

Cada vazamento foi classificado com base no nome, domínio e descrição da organização afetada. Os maiores incidentes passaram por verificação individual, e os falsos positivos foram removidos. O tamanho dos vazamentos foi medido pelo número de endereços de e-mail únicos expostos, resultando em 119,4 milhões de registros em 494 vazamentos relacionados a viagens. Os resultados se limitam aos incidentes observados na base da NordLayer Intelligence e não representam a totalidade dos vazamentos de dados do setor de turismo no mundo. 

 


NordVPN
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