Pesquisar no Blog

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Einstein define padrão de cuidado para mulheres no climatério 

Nova diretriz orienta atendimento em todas as unidades, com abordagem personalizada e baseada nas evidências mais recentes sobre menopausa 
 

O Einstein Hospital Israelita acaba de criar um protocolo padronizado de atendimento à mulher no climatério com validade imediata para suas unidades de saúde. Considerando evidências científicas consistentes em relação à menopausa e particularidades brasileiras, como a alta prevalência dos sintomas de “fogacho”, as famosas ondas súbitas de calor, construiu-se uma anamnese estruturada para garantir melhores práticas no diagnóstico e no cuidado das pacientes.  No Brasil, a idade média de início da menopausa é aos 48 anos, três a menos do que a média mundial. O climatério pode ser acompanhado de sintomas diversos, incluindo impactos cognitivos, vasomotores, físicos e urogenitais. Um estudo multicêntrico de 2023 mostrou que a prevalência de sintomas vasomotores entre as mulheres brasileiras (36,2%) é mais que o dobro da registrada em outras regiões, como o México (16,5%) e o Canadá (14,7%).1  

O protocolo do Einstein parte de uma avaliação clínica profunda, que busca analisar o quadro de saúde, a qualidade de vida e o histórico familiar da paciente como um todo, além de encaminhá-la para exames físicos e complementares. Em casos específicos, as dosagens hormonais podem auxiliar no diagnóstico, mas não devem ser analisadas de forma isolada, já que os níveis de hormônio podem variar nesse período. “O diagnóstico do climatério é essencialmente clínico. Uma anamnese bem executada, com a escuta ativa das pacientes, é a melhor conduta médica na etapa inicial”, explica a Dra. Helena Hachul, ginecologista do Einstein.  

Na sequência, tendo construído um prontuário detalhado de cada paciente, a equipe médica desenvolve um plano de cuidado personalizado, que poderá envolver terapias hormonais ou não hormonais. Ambas as linhas de tratamento têm indicações e contraindicações bem estabelecidas, seguindo as melhores evidências científicas, e devem ser discutidas com as próprias pacientes.  

“Cada mulher precisa ser avaliada e tratada de forma individualizada. A ciência mostra que a terapia hormonal é altamente benéfica, segura e eficaz se iniciada no tempo oportuno, que chamamos de ‘janela de oportunidade’, e em casos bem indicados. Nosso protocolo traz essas condutas de forma clara, inclusive como deve ser calculado o risco-benefício em quadros mais complexos”, afirma a Dra. Hachul. Se a terapia hormonal for contraindicada, outras linhas de tratamento poderão ser adotadas para melhoria dos sintomas da menopausa, incluindo medicamentos recém-aprovados no país.  

“É fundamental olhar a paciente como um todo, avaliar o impacto dos sintomas e discutir alternativas de tratamento em busca de uma decisão compartilhada baseada em evidências. Mas, para além do protocolo técnico, buscar enxergar a mulher que está se preparando para uma nova fase da vida e apoiar nessa transição, que pode ser fisicamente e emocionalmente intensa”, conclui. 
 

Programa “Care Pathways” 

O Einstein mantém um sistema atualizado de “Care Pathways”, protocolos que detalham, de forma clara e concisa, todas as etapas de cuidado para condições clínicas e cirúrgicas específicas. Esses documentos orientam desde o diagnóstico até o pós-alta, com recomendações sobre exames, critérios de internação, alocação hospitalar, transição medicamentosa, alta e orientações pós-alta. Elaborados por médicos especialistas e revisados periodicamente, refletem práticas baseadas em evidências científicas e expertise institucional. Atualmente, são mais de 400 protocolos validados, em mais de 30 especialidades médicas. 

 

Referências:

MACHADO, L. et al. [Título não disponível]. Maturitas, 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 10 nov. 2025. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados