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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Outubro Rosa: prevenção, diagnóstico precoce e reconstrução mamária ampliam o debate sobre a saúde da mulher

Cirurgião plástico da Clínica Libria orienta sobre cuidados com as mamas, fatores de risco e possibilidades de reconstrução após o câncer


O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acesso à informação sobre o câncer de mama. Durante a campanha, além da realização dos exames recomendados, especialistas chamam a atenção para os hábitos que contribuem para a redução de riscos, os sinais que merecem investigação médica e as possibilidades de recuperação para mulheres que enfrentaram a doença. Nesse contexto, a cirurgia plástica também tem um papel importante, especialmente nos casos em que a reconstrução mamária é uma opção após o tratamento oncológico.

Segundo o Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Libria, o cuidado com a saúde das mamas deve fazer parte da rotina durante todo o ano. “É importante que a mulher conheça o próprio corpo e procure avaliação médica ao perceber qualquer alteração. Nódulos, mudanças na pele, retração do mamilo ou secreção espontânea precisam ser investigados. Esses sinais não significam necessariamente câncer, mas não devem ser ignorados”, explica.

A mamografia é um dos principais exames utilizados para o rastreamento do câncer de mama, pois pode identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas. A indicação e a periodicidade dos exames devem seguir as recomendações de saúde vigentes e considerar a idade, o histórico familiar e os fatores de risco individuais. Mulheres com histórico familiar significativo ou predisposição genética podem necessitar de acompanhamento específico.

Além do rastreamento, algumas mudanças no estilo de vida podem contribuir para reduzir o risco da doença. A prática regular de atividade física, a manutenção de um peso adequado, a alimentação equilibrada e a redução do consumo de bebidas alcoólicas estão entre as medidas recomendadas. Esses cuidados, entretanto, não eliminam completamente o risco e não substituem os exames indicados.

“Prevenção não significa garantia de que a doença não vai aparecer. Significa adotar medidas que favoreçam a saúde, conhecer os próprios fatores de risco e manter o acompanhamento médico. Também é fundamental não esperar outubro para cuidar das mamas: esse compromisso precisa continuar ao longo de todo o ano”, ressalta o cirurgião.


Reconstrução mamária integra as possibilidades de recuperação

Além da prevenção e do diagnóstico, o Outubro Rosa também abre espaço para discutir os impactos físicos e emocionais do câncer de mama. Em algumas situações, o tratamento pode exigir a retirada parcial ou total da mama. Para essas pacientes, a reconstrução mamária pode ser uma alternativa para recuperar o contorno corporal e contribuir para a reabilitação, de acordo com as condições clínicas e os desejos individuais.

A reconstrução pode ser realizada com implantes, tecidos da própria paciente ou uma combinação de técnicas. Em determinados casos, é possível realizar o procedimento no mesmo momento da mastectomia; em outros, a cirurgia é planejada para uma etapa posterior. A decisão depende de fatores como o tratamento oncológico previsto, a necessidade de radioterapia, as condições dos tecidos e a avaliação conjunta das equipes médicas.

“Cada paciente tem uma história, necessidades e expectativas próprias. A reconstrução mamária pode contribuir para a autoestima e para a relação da mulher com o próprio corpo, mas não deve ser tratada como uma obrigação. Nosso papel é apresentar as possibilidades, esclarecer os limites de cada técnica e respeitar a decisão da paciente, sempre priorizando sua segurança”, afirma Dr. Hugo Sabath.

O especialista destaca que a cirurgia plástica não substitui o tratamento contra o câncer nem faz parte, necessariamente, da prevenção da doença. Sua atuação está relacionada às possibilidades de reconstrução e reabilitação, quando indicadas, em conjunto com o acompanhamento dos profissionais responsáveis pelo tratamento oncológico.


Cuidados que devem fazer parte da rotina

Entre as principais orientações estão manter as consultas médicas em dia, realizar os exames recomendados para cada perfil de risco, observar alterações nas mamas e procurar atendimento diante de sinais suspeitos. Também é importante conhecer o histórico familiar, praticar atividade física, manter hábitos alimentares saudáveis e evitar o consumo de bebidas alcoólicas.

O autoexame pode ajudar a mulher a conhecer suas mamas e perceber mudanças, mas não substitui a mamografia ou os demais exames indicados para o rastreamento. A ausência de sintomas também não dispensa o acompanhamento recomendado.

Para Dr. Hugo Sabath, ampliar o acesso à informação é essencial para que as mulheres tenham mais autonomia nas decisões sobre a própria saúde. “O Outubro Rosa precisa ir além da conscientização pontual. É uma oportunidade de reforçar a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e do acolhimento em todas as etapas. Para quem enfrenta ou já enfrentou o câncer de mama, conhecer as possibilidades de reconstrução também pode fazer parte desse processo de recuperação”, conclui.

A campanha reforça, assim, que o cuidado com a saúde das mamas deve ser contínuo e individualizado, reunindo prevenção, acompanhamento médico, diagnóstico oportuno e acesso às diferentes possibilidades de tratamento e reabilitação.

  

Dr. Hugo Sabath - cirurgião plástico da Clínica Libria. Membro da Sociedade Brasileira deCirurgia Plástica.


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